Cidades

600 vagas

Assembleia Legislativa inaugura estacionamento vertical de R$ 38 milhões

Obra começou em 7 de maio de 2024 e a previsão é que fosse entregue em dezembro de 2025, mas, atrasou cinco meses e foi entregue hoje

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Estacionamento vertical foi inaugurado, na manhã desta quarta-feira (20), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), localizada no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Com isso, servidores e visitantes não precisarão mais deixar o carro na rua e nem caminhar quilômetros e quilômetros até a Casa de Leis: já é possível usufruir o estacionamento que tem três pisos. O local dispõe de 600 vagas. O investimento é de R$ 38 milhões.

A obra começou em 7 de maio de 2024 e a previsão é que fosse entregue em dezembro de 2025, mas, atrasou cinco meses e foi entregue em 20 de maio de 2026. A primeira etapa da obra foi concluída em setembro de 2025, com liberação de 140 vagas no piso inferior. A obra foi executada pela empresa Concrelaje, vencedora da licitação.

O estacionamento ganhou o nome de “Amarildo Cruz”, homenagem ao ex-deputado que faleceu aos 60 anos, vítima de parada cardiorrespiratória, em 17 de março de 2023, em Campo Grande. Ele pertencia ao Partido dos Trabalhadores (PT) e exerceu cinco mandatos na ALEMS.

A obra foi alvo de polêmicas, pois a ideia era que o local fosse construído de forma vertical para não derrubar nenhuma árvore da área, buscando o "cuidado ambiental", como afirmou o presidente da Casa, Gerson Claro (PP) na época.

Mas, mesmo assim, nos arredores da Casa de Leis foram identificados 50 pontos de plantio de árvores para recompor a vegetação. O Parque dos Poderes foi construído com preservação de parte da mata nativa local, ou seja, as árvores que foram retiradas, precisariam ser replantadas.

De acordo com o presinte da ALEMS, Gerson Claro, o impacto ambiental da obra foi zero.

"As únicas árvores que tinham, as árvores dos dos canteiros que foram removidos já aqui no parque mesmo. Não tem área a ser replantada porque não tem remoção de grandes árvores nenhuma. Tirou-se o estacionamento que tinha e sobre ele fez três pisos justamente nessa ideia de sustentabilidade, até porque já tem resolução nacional que todos os prédios públicos têm que ir nessa linha de energia, de sustentabilidade e a Assembleia já teve essa preocupação. Isso aqui é um novo conceito e vai servir de exemplo, vai puxar a corrente para que outros prédios aqui no Parque dos Poderes possam ter sem derrubar nenhuma árvore", disse.

O objetivo do estacionamento vertical é otimizar o uso do espaço: em vez de espalhar veículos horizontalmente, eles crescem para cima ou para baixo, permitindo guardar dezenas de carros em uma área que antes caberiam apenas alguns.

58 ANOS DE PRISÃO

Garagem era fachada para traficantes lavarem dinheiro em MS

Ao todo, cerca R$ 102 mil foram movimentados de forma ilegal no período apurado, além da aquisição dissimulada de imóveis em nome de outras pessoas.

20/05/2026 12h15

Mais de 200 kg de cocaína foram apreendidos na cidade de Deodápolis, em fevereiro de 2024

Mais de 200 kg de cocaína foram apreendidos na cidade de Deodápolis, em fevereiro de 2024 Divulgação: Polícia Federal

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A Justiça de Mato Grosso do Sul sentenciou quatro pessoas pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. Os criminosos estavam envolvidos numa prisão em flagrante ocorrida em 2024, na rodovia MS-276, no município de Deodápolis.

Na ocasião, os policiais federais localizaram um fundo falso soldado no interior do tanque de combustível de um caminhão Scania, onde estavam escondidos 205,20 kg de cocaína pura, cujo destino seria a cidade de Maringá, no Paraná.

A investigação foi conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da Promotoria de Justiça de Deodápolis, em parceria com a Polícia Federal de Dourados (MS), e culminou na desarticulação e na condenação do grupo criminoso, que utilizava o território sul-mato-grossense como rota estratégica para o escoamento de grandes volumes de drogas.

Dois homens apontados como coordenadores e gestores do esquema foram sentenciados, individualmente, a 15 anos e 9 meses de reclusão. Os outros dois operadores, que prestavam o suporte logístico, financeiro e contábil, receberam a pena de 13 anos e 6 meses cada um.

O homem que transportava a droga foi condenado a uma pena de 5 anos e 10 meses de reclusão, e ao pagamento de 583 dias-multa.

Somadas, as penas aplicadas totalizam 58 anos e 6 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, além do pagamento de expressivas multas. No total, os condenados terão de pagar 6,6 mil dias-multa, equivalente ao montante de R$ 345 mil.

Estrutura sofisticada

O MPMS e a PF desvendaram uma engrenagem que ia muito além do tráfico de drogas. A organização criminosa estruturou uma rede sofisticada de lavagem de capitais, cuja base operacional se situava no oeste de Santa Catarina.

As provas técnicas produzidas demonstraram que os réus constituíram uma empresa de fachada, registrada como comércio de veículos, que não possuía atividade comercial real, estoque ou estrutura física compatível. O estabelecimento servia como um instrumento simulado para transações bancárias e emissão de notas fiscais falsas.

De acordo com as investigações, um dos envolvidos exercia a função central de coordenação e gestão, enquanto outro figurava como sócio formal da empresa, esta utilizada para dissimular a circulação do caminhão.

Além disso, um dos réus prestava apoio financeiro e operacional, inclusive mediante pagamentos e recebimento de valores vinculados à empresa, enquanto o quarto integrante atuava em suporte logístico e financeiro.

Lavagem de dinheiro

O MPMS mapeou o fluxo financeiro do grupo, expondo comprovantes de transferências bancárias e pagamentos via Pix que ligavam diretamente os líderes aos contadores responsáveis pela abertura da empresa e aos motoristas encarregados do transporte da droga.

Ao todo, cerca R$ 102 mil foram movimentados de forma incompatível no período apurado, além da aquisição dissimulada de imóveis em nome de outras pessoas.

A justiça negou aos réus o direito de recorrer em liberdade, mantendo suas prisões preventivas e decretando o perdimento definitivo de todos os bens, veículos e ativos financeiros que haviam sido bloqueados ao longo do procedimento judicial.

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CAMPO GRANDE

Juiz suspeita de feminicídio e mantém cardiologista na cadeia

Médico João Jazbik Neto teve prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia nesta quarta-feira (20)

20/05/2026 12h00

Cardiologista João Jazbik Neto continuará preso enquanto Polícia Civil investiga se morte da esposa foi feminicídio

Cardiologista João Jazbik Neto continuará preso enquanto Polícia Civil investiga se morte da esposa foi feminicídio Gerson Oliveira

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A Justiça de Mato Grosso do Sul manteve preso o cardiologista João Jazbik Neto, investigado pela morte da esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, encontrada morta com um tiro na cabeça em uma chácara na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

Durante audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (20), o juiz converteu a prisão em flagrante do médico em prisão preventiva. Jazbik Neto havia sido autuado por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e restrito, além de fraude processual.

A decisão ocorre enquanto a Polícia Civil aprofunda as investigações sobre as circunstâncias da morte de Fabíola. Embora o caso tenha sido inicialmente tratado como possível suicídio, divergências identificadas nos depoimentos e elementos encontrados pela perícia levaram à abertura de um inquérito complementar para apurar eventual feminicídio.

Segundo a investigação, foi o próprio médico quem acionou a Polícia Civil informando ter encontrado a esposa já sem vida dentro da propriedade onde o casal morava. No entanto, durante as oitivas, policiais identificaram inconsistências entre a versão apresentada por Jazbik Neto e os relatos de outras testemunhas que estavam no local.

Além disso, conforme já havia informado o delegado da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Leandro Santiago, a lesão encontrada na cabeça da vítima não seria compatível, preliminarmente, com a dinâmica narrada pelo médico.

As investigações também apontaram que, após a morte da fisioterapeuta, o cardiologista teria determinado que um caseiro e um ex-funcionário removessem um armário contendo armas e munições para outro imóvel dentro da chácara. A conduta foi enquadrada como fraude processual, levando à prisão em flagrante dos envolvidos.

A Polícia Civil instaurou um procedimento separado para investigar, sob perspectiva de gênero, se Fabíola foi vítima de feminicídio.

A defesa de João Jazbik Neto nega qualquer envolvimento do médico na morte da esposa. Ainda conforme a defesa, a hipótese de feminicídio é contestada pelos advogados, que agora avaliam medidas judiciais para tentar reverter a prisão preventiva. Até nova decisão da Justiça, o médico seguirá preso.

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