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BR-163

Quem paga a conta? Em audiência pública, custo de Anel Viário fica em segundo plano

Trecho ainda não foi orçado, e construção de nova rodovia na região leste de Campo Grande pode até sobrar para o bolso de quem paga pedágio

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Na audiência pública realizada nesta segunda-feira na Câmara dos Vereadores de Campo Grande sobre a criação de um novo Anel Rodoviário de Campo Grande na região leste de Campo Grande, um ítem fundamental para que a obra saia do papel foi o menos discutido no encontro: quem vai pagar a conta?

Ao final do encontro, do qual participaram engenheiros, representantes dos vereadores, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, e dos bairros e condomínios de luxo que estão nas margens do Anel Viário, ficou a decisão unânime de que um novo Anel Viário é necessário, mas a forma como ele será construído, ainda não se sabe. 

Proponente da audiência pública, o vereador professor André Luiz (Rede) disse que o objetivo é incluir a obrigação de construir um novo anel viário em Campo Grande à futura concessionária da BR-163, que assumirá a rodovia no lugar da CCR MSVia. “A gente não quer mais o ‘poderá’ no contrato. A gente quer o ‘deverá’ no contrato, que é para desafogar o trânsito”, disse. 

Já o procurador de Justiça Aroldo José de Lima, que é quem pediu a inclusão de um novo Anel Viário no processo de relicitação, ao ser perguntado pelo Correio do Estado sobre quem pagaria a conta de um novo Anel Viário, disse que poderia vir de uma parceria entre entes públicos: município e Estado e União, e até mesmo de uma parceria público-privada. 

“O município pode entrar com a desapropriação, o Estado com obra de infraestrutura, e a União, com uma outra parcela. Poderia ser feita uma PPP”, disse o procurador.

Caso a proposta do vereador seja incluída pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) no projeto de relicitação, é grande as chances que o próprio usuário da rodovia pague pelo custo das obras, que ainda não há estimativa, apesar de na audiência falarem em cifras que vão de R$ 400 milhões a R$ 1 bilhão para o empreendimento. 

Com a concessionária obrigada a construir uma nova rodovia, de pouco mais de 40 quilômetros entre a saída para São Paulo e a saída para Cuiabá, e que passe entre duas áreas de preservação ambiental (Lageado e Guariroba) e também nas imediações do Autódromo Internacional, o custo do investimento viria do pedágio. 

No projeto atual, que não prevê a construção de um novo Anel Viário, já previsto um aumento de R$ 110% no preço do pedágio do trecho norte da rodovia, que sairia de Campo Grande em direção à divisa com o Estado de Mato Grosso. Isso significaria a elevação de aproximadamente R$ 7 o quilômetro rodado para mais de R$ 14, fazendo o pedágio dobrar de preço.

Já na proposição de Aroldo, que não foi formalizada, apenas comentada após a audiência, haveria investimento público, e talvez até mesmo a exclusão do novo Anel Viário do trecho pedagiado. 

Preocupação

Uma eventual duplicação da BR-163 em um novo contrato de concessão desperta preocupação, sobretudo entre os moradores de condomínio de luxo.

Moradores do Alphaville 4, por exemplo, já identificaram um nível alto de ruídos, conforme apontado em estudos técnicos. A duplicação colocaria a pista ainda mais perto das casas, que vieram depois da rodovia. 

Querem um novo Anel Viário as seguintes associações de moradores: 

• Associação Parque Residencial DAMHA I
• Associação Parque Residencial DAMHA II
• Associação Parque Residencial DAMHA II
• Associação Parque Residencial DAMHA IV
• Associação Villas Damha
• Associação Alphaville Campo Grande 1
• Associação Alphaville Campo Grande 2
.• Associação Alphaville Campo Grande 3
• Associação Alphaville Campo Grande 4
•Associação de Moradores do Jardim Noroeste
• Associação de Moradores do Id. Itamaracá
•Associação de Moradores do Rita Vieira

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luto oficial

Pré-candidato a deputado federal e ex-prefeito de cidade de MS morre aos 50 anos

Produtor rural foi prefeito de Camapuã de 2017 e 2020 e atualmente morava no interior de São Paulo

07/06/2026 17h01

Delano Huber foi prefeito de Camapuã de 2017 a 2020

Delano Huber foi prefeito de Camapuã de 2017 a 2020 Foto: Reprodução

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O produtor rural e ex-prefeito de Camapuã, Delano Huber, morreu na madrugada deste domingo (18), aos 50 anos. Atualmente, ele residia no município de Tupi Paulista, interior de São Paulo, e era pré-candidato a deputado estadual no estado vizinho pelo partido Democracia Cristã (DC).

O falecimento foi comunicado através de postagem nas redes sociais do agropecuarista, feita por familiares.

"É com profundo pesar e o coração apertado que comunicamos o falecimento de Delano Huber, ocorrido na madrugada deste domingo, 7 de junho de 2026. Agropecuarista dedicado, homem de fé, pai orgulhoso e um dos mais entusiasmados defensores do interior paulista, Delano deixa um legado construído com trabalho, respeito e amor genuíno pela sua terra e pela sua gente", diz a publicação.

Segundo o site camapuense Navega MS, o ex-prefeito foi vítima de infarto e o corpo será sepultado em Camapuã, atendendo a desejo manifestado em vida por Huber.

Delano Huber foi eleiro como prefeito de Camapuã nas eleições municipais de 2016, pelo PSDB, com 55,15% dos votos válidos, ficando a frente do Executivo Municipaçl de 2017 a 2020. Ele não concorreu a reeleição.

O atual prefeito do município, Manoel Nery, decretou luto oficial de três dias em razão do falecimento.

"Delano deixou sua marca na história do nosso município por meio do trabalho, da dedicação à vida pública e do compromisso com o desenvolvimento de nossa cidade", diz nota publicada nas redes sociais da Prefeitura de Camapuã.

 

Representando

Com raiz terena, Éderson leva nome do povo indígena ao maior palco do futebol

A mãe e a avó do jogador são de origem indígena e vários familiares moram na Aldeia Bananal, em Aquidauana

07/06/2026 16h30

O jogador tem uma tatuagem com a data de nascimento da avó, que é terena

O jogador tem uma tatuagem com a data de nascimento da avó, que é terena Redes Sociais

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Convocado neste domingo (7) para compor os jogadores oficiais da Seleção Brasileira que disputarão o título da Copa do Mundo, o volante Éderson dos Santos, de 26 anos, leva o nome terena para o maior palco de futebol do mundo. 

Nascido em Campo Grande, o jogador também tem origem Terena, etnia indígena brasileira concentrada em diversos municípios de Mato Grosso do Sul. Sua avó e mãe são de origem indígena, inclusive com vários familiares morando na Aldeia Bananal, em Aquidauana.

Além disso, o jogador tem uma tatuagem em homenagem à sua ascendência terena.

No braço direito ele traz tatuada a data de nascimento da avó materna (16/09/1908), apontada por ele como uma de suas inspirações e que inclusive fala a língua dos terenas.

Éderson é casado com a influenciadora Myckaela Lobianco com quem tem dois filhos: Esther, de 5 anos e Matteo, de 1 ano de idade. 

De acordo com o site do jornal Terra, Éderson recebeu a notícia da convocação logo cedo neste domingo e teve tempo apenas de organizar a bagagem e seguir para o aeroporto.

A viagem foi providenciada pela própria CBF, que agilizou toda a logística para que o atleta chegasse o mais rápido possível aos Estados Unidos.

O volante se apresentará diretamente à comissão técnica em Morristown, cidade que servirá como base da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo.

Nas redes sociais, a esposa e amigos celebraram a conquista do jogador. 

"Esse daqui é meu orgulho todinho...parabéns minha vida! Vamos juntos", escreveu Myckaela. 

"Que orgulho ver você entre os convocados! Toda a Nação Tricolor estará na torcida por você na busca pelo heza", disse o clube Fortaleza, por onde Éderson passou. 

Trajetória

Aos 13 anos, Éderson começou a ser construído como jogador na escolinha de futebol do bairro Tiradentes, na região leste de Campo Grande. Pouco tempo depois, foi levado para o clube Desportivo Brasil (SP), para então seguir a sua carreira profissional.

Em julho de 2019, o Cruzeiro (MG) se interessou pelo jogador e pagou cerca de R$ 1,6 milhão pelo futebol do volante. Em apenas sete meses no clube mineiro, Éderson se transferiu para o Corinthians (SP) a custo zero. 

No clube alvinegro, atuou em 25 jogos e marcou 3 gols, fazendo parte do elenco vice-campeão do Campeonato Paulista em 2020. Em março de 2021, foi emprestado ao Fortaleza (CE), sendo um dos destaques do Campeonato Brasileiro naquele ano.

Em janeiro do ano seguinte, por necessidade financeira, o Corinthians deu fim ao empréstimo e acertou a venda do atleta ao Salernitana (Itália) por 6,5 milhões de euros. 

No clube italiano, se destacou rapidamente e em menos de seis meses no clube, despertou o interesse da Atalanta, também da Itália, que pagou cerca de 22,9 milhões de euros pelo jogador. Até então, ainda veste as cores da equipe azul e preta. 

De acordo com o Transfermarkt, site especializado em mercado de transferências, Éderson vale 45 milhões de euros (R$ 268,3 milhões na cotação atual).

Colaborou Felipe Machado

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