Cidades

SALÁRIO

Reajuste dos servidores estaduais será votado nessa quinta-feira

Amanhã, o projeto enviado pelo governo do Estado vai ser avaliado na Comissão de Justiça e, no dia seguinte, vai para a primeira discussão dos parlamentares da Assembleia Legislativa de MS

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O Projeto de Lei n°98/2024, de autoria do Executivo Estadual, será enviado nessa quarta-feira (15) para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems).

A iniciativa visa o reajuste salarial de 3,73% aos servidores públicos efetivos ativos, comissionados e dos empregados públicos integrantes da administração direta, autárquica e fundacional do Estado. 

Em parágrafo único, o texto que dispõe sobre a revisão geral anual da remuneração dos servidores e empregados públicos do Estado, dos pensionistas e dos quadros da Defensoria Pública, Tribunal de Contas, do Ministério Público de Contas, da Assembleia Legislativa, do Poder Judiciário e do Ministério Público do Estado, “não se aplicando aos membros e aos servidores cujos subsídios estejam vinculados constitucionalmente ou em legislação específica”. 

Ainda de acordo com o texto, a proposta apresentada “considera as disponibilidades financeiras do Estado para atender às despesas dela decorrentes, passando a vigorar a partir de 1° de maio”.

Sendo assim, o projeto enviado no dia 8 de maio, foi colocado em regime de urgência, e irá para a primeira discussão dos deputados nessa quinta-feira (16), após passar pela CCJ. 

Segundo o projeto, o demonstrativo de despesa para o reajuste dos servidores estaduais aponta o valor de R$ 598.169.754,88 na estimativa do impacto orçamentário-financeiro para 2024.

Além disso, utilizando a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos dois próximos anos, os valores que deverão ser direcionados para a remuneração serão de R$ 619.943.133,96 para 2025 e de R$ 641.641.143,65 em 2026. 

O governo relata ainda que o orçamento foi realizado considerando a Lei Complementar n° 101 de 200 e o incremento de despesas.

A expectativa do Executivo é de que o projeto passe pela Assembleia Legislativa sem nenhuma alteração. O presidente da Alems, Gerson Claro (PP), não falou a respeito da proposta.

Já Lilian Fernandes, presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos Estaduais e Municipais de MS (Feserp), informa que a organização tem discutido a questão salarial com o governo estadual, e tem reunião marcada para a próxima quarta-feira, dia 15 de maio, para tratar sobre a correção de tabelas. 

No dia 1° de maio, a Feserp e os sindicatos filiados tiveram uma reunião com o secretário de Estado de Administração (SAD), Frederico Felini, que apontou o reajuste de 3,73%, antes de enviar o projeto para a Assembleia.

Na ocasião, a Federação informa que Felini esclareceu que as negociações com os sindicatos filiados aconteceriam a partir do dia 15 de maio, conforme a conclusão dos estudos da SAD em relação às demandas apresentadas no começo do mês. 

A presidente da Feserp destaca ainda que a proposta encaminhada pelo governo está de acordo com a inflação de abril de 2023 a abril de 2024, e que o foco das próximas discussões é a reestruturação das carreiras dos servidores, pois para a entidade, reajustes mesmo que sejam de 4% e 5%, afetam positivamente os servidores que já ganham mais, e não impacta tanto os profissionais que ganham menos. 

“A Federação sempre trabalhou na linha de que o importante é a reestruturação da carreira, o único meio de corrigir distorções salariais é você reestruturando carreiras, fazendo tabelas diferentes para cada carreira”, comenta Lilian.

"A gente tem que alterar sim as tabelas, corrigir as tabelas e assim corrigir as distorções", Lilian Fernandes, a respeito da porcentagem de reajuste do salário dos servidores.

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aero rancho

Estrutura de supermercado desaba e duas pessoas morrem em Campo Grande

Unidade está em construção e estrutura de concreto e ferro caiu no Aero Rancho; outras duas pessoas ficaram feridas

04/09/2026 15h32

Estrutura de mercado em construção desabou sobre funcionários da obra

Estrutura de mercado em construção desabou sobre funcionários da obra Foto: Paulo Ribas

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Duas pessoas morreram após o desabamento de uma estrutura de um supermercado que está em construção na Avenida Rachel de Queiroz, no Aero Rancho, em Campo Grande.

No local, está em construção uma nova unidade do Supermercado Mister Júnior.

De acordo com informações apuradas pelo Correio do Estado, a estrutura metálica caiu em cadeia, como se fosse um efeito dominó, e funcionários de uma empresa terceirizada que trabalhavam na obra foram atingidos.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou que duas pessoas já estavam em óbito. As vítimas não foram identificadas, mas se tratam de dois homens.

Outras dois homens, também não identificados, ficaram feridos e foram encaminhados para a Santa Casa de Campo Grande. Um deles teve uma fratura no fêmur.

"Nossa viatura avançada foi a primeira chegar e acabamos nos deparando com toda a estrutura da obra ao solo. Encontramos quatro homens, dois em óbito no local, e as outras duas vítimas estão estáveis, mas potencialmente graves", disse o tenente Luiz Jacques, do Corpo de Bombeiros.

O tenente disse ainda que o resgate foi feito com todo o cuidado e equipamentos necessários para deixar o local "o mais breve possível", tendo em vista que ainda há risco de desabamento.

"A área vai ser totalmente isolada, a Polícia Civil vai fazer uma perícia para a conclusão dos trabalhos deles, mas há sim risco de novo desabamento", acrescentou.

Uma equipe do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS) esteve no local, mas não deu declarações a imprensa.

Segundo o Corpo de Bombeiros, as documentações e liberações para as obras, inicialmente, estão corretas, mas serão analisadas por peritos.

Não há informações sobre as circunstâncias que causaram o desabamento. O caso será investigado pela Policia Civil.

Parceria Público-Privada

MS garante empréstimo de US$ 80 milhões para Hospital Regional

Operação com o BID terá garantia da União e será usada parcialmente no projeto de parceria com empresa privada

04/09/2026 15h15

 Hospital Regional de Mato Grosso do Sul

Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Divulgação

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O Governo de Mato Grosso do Sul recebeu autorização para contratar um empréstimo de US$ 80 milhões, cerca de R$ 415 milhões, com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O recurso será destinado parcialmente ao projeto de parceria público-privada (PPP) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).

A autorização para a garantia da União foi publicada nesta sexta-feira (4) no Diário Oficial da União, em despacho do Ministério da Fazenda. O documento trata da operação de crédito externo entre o Estado e o BID e estabelece que a garantia federal fica “condicionada à prévia formalização do contrato de contragarantia entre a União e o Ente”.

No despacho, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, autoriza a garantia para a operação de “US$ 80.000.000,00 (oitenta milhões de dólares dos Estados Unidos da América), de principal”. Segundo o documento, os recursos serão usados para “financiar, parcialmente, o Projeto ‘Parceria Público-Privada do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul’”.

A operação foi autorizada após manifestações favoráveis da Secretaria do Tesouro Nacional e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

A PPP prevê a participação de uma empresa privada na estrutura e nos serviços de apoio do Hospital Regional, incluindo obras, manutenção e investimentos. O hospital, no entanto, continua público e com atendimento gratuito pelo SUS, enquanto o Estado permanece responsável pela assistência aos pacientes.

Histórico da PPP

A proposta começou a ganhar forma em 2024, quando o Governo de Mato Grosso do Sul passou a estudar a participação da iniciativa privada na administração dos hospitais estaduais. Para o Hospital Regional, a ideia era entregar à empresa privada os serviços de apoio, enquanto o Estado manteria a gestão da assistência médica.

Em junho de 2025, o governo apresentou o projeto aos deputados estaduais. O modelo escolhido foi o chamado “bata cinza”, que inclui serviços como limpeza, segurança, lavanderia, alimentação, manutenção e recepção, sem transferir à empresa privada a assistência médica. Na época, o projeto previa ampliar o hospital de 362 para 577 leitos e elevar a área construída de 37 mil para 71 mil metros quadrados.

O projeto avançou para o leilão em dezembro de 2025. Cinco grupos participaram da disputa, vencida pela Construcap, que apresentou proposta de R$ 15,9 milhões mensais, com desconto de 22% sobre o valor de referência.

Em janeiro de 2026, a contratação foi homologada e, em maio, o Estado assinou o contrato de concessão com a Inova Saúde, subsidiária da Construcap. O acordo tem duração de 30 anos e prevê obras, modernização da estrutura e administração dos serviços não assistenciais. A previsão é de que a empresa assuma gradualmente os serviços, com início da operação previsto para janeiro de 2027.

 

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