Cidades

Imóvel Histórico

Após anos de abandono, casarão histórico pode ser recuperado

Imóvel tombado da antiga Noroeste do Brasil apresenta sinais de degradação e risco à segurança; Ministério Público acompanha ações para recuperação e preservação do patrimônio

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A situação de abandono de um imóvel histórico localizado nas proximidades da Esplanada Ferroviária, em Campo Grande, levou o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) a instaurar um procedimento administrativo para acompanhar as medidas de recuperação, preservação e conservação do bem.

A iniciativa é conduzida pela 26ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, que busca garantir a proteção do patrimônio cultural e cobrar providências dos órgãos responsáveis.

O imóvel, pertencente ao antigo patrimônio ferroviário federal, foi alvo de denúncia em razão do estado de degradação da estrutura e dos riscos que representa para moradores e frequentadores da região da Feira Central.

A demanda chegou inicialmente ao Ministério Público Federal (MPF), que encaminhou o caso ao MPMS diante da necessidade de acompanhamento das medidas relacionadas à preservação do local.

Segundo o Ministério Público, a apuração teve início após a identificação de problemas estruturais e da ausência de uma destinação adequada para o imóvel, considerado parte importante da memória ferroviária sul-mato-grossense.

A partir disso, foram realizadas diligências para levantar informações sobre a situação atual do patrimônio e as ações adotadas pelos órgãos competentes.

Patrimônio tombado

De acordo com as informações reunidas pela Promotoria, a residência integra o complexo da antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e possui proteção por tombamento histórico, condição que exige cuidados específicos de conservação e impede alterações que comprometam suas características originais.

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Nos últimos anos, o imóvel permaneceu ocupado irregularmente, circunstância que dificultou a realização de serviços de manutenção e contribuiu para o agravamento do processo de deterioração da estrutura.

Para acompanhar o caso, o MPMS requisitou informações ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável pela gestão do bem, e à Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), buscando esclarecimentos sobre as providências adotadas e os projetos previstos para o local.

Projeto de revitalização

Após a desocupação do imóvel, o Iphan informou ter realizado medidas iniciais de proteção, incluindo limpeza, fiscalização e ações preventivas para evitar novas invasões.

O órgão também iniciou tratativas para a implantação de uma Casa do Patrimônio, projeto que prevê a utilização do espaço para atividades voltadas à preservação da memória e à valorização cultural da região.

Entretanto, o andamento da iniciativa foi interrompido em razão de questões administrativas relacionadas à legislação estadual, o que fez com que o processo permanecesse em análise pelos órgãos envolvidos.

Acompanhamento contínuo

Com a instauração do procedimento administrativo, o Ministério Público passará a monitorar continuamente as medidas adotadas para a recuperação do imóvel.

O acompanhamento poderá incluir reuniões com representantes dos órgãos responsáveis, solicitações de informações complementares e outras diligências consideradas necessárias para assegurar a efetiva preservação do patrimônio histórico.

A atuação da Promotoria busca garantir que o imóvel receba a destinação adequada e que sua relevância histórica para Campo Grande seja preservada, evitando a perda de um dos remanescentes da antiga estrutura ferroviária que marcou o desenvolvimento da Capital e de Mato Grosso do Sul.

Jardim Autonomista

Policia prende ladrões que furtaram casa de desembargador aposentado

Dupla confessou ao menos seis crimes

29/05/2026 17h00

Foto: Arquivo Pessoal

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Dois homens, de 20 e 23 anos, foram presos pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) suspeitos de participação no furto à casa do desembargador aposentado João Batista da Costa Marques, de 80 anos, no último dia 3, no Jardim Autonomista, em Campo Grande.

Além do furto na casa do magistrado, a dupla também é investigada por uma sequência de furtos registrados nas últimas semanas em bairros de alto padrão da Capital, como Giocondo Orsi, Vila Rica e Vila Célia.

Segundo o delegado Edgard Punski, as investigações identificaram um padrão de atuação dos suspeitos. "Eles ingressavam em residências vazias e subtraíam aquilo que lhes interessava, geralmente ouro, dinheiro, armas, relógios e, em algumas ocasiões, eletrônicos de valor", afirmou.

De acordo com a polícia, os criminosos escolhiam imóveis de alto padrão e tocavam a campainha para verificar se havia moradores no local. Quando ninguém atendia, invadiam as residências rompendo cercas elétricas ou arrombando portões com ferramentas, como chave de fenda.

Ainda conforme o delegado, os objetos furtados eram revendidos a receptadores, que agora também são alvo das investigações. "As equipes intensificaram as diligências para localizar, qualificar e identificar esses indivíduos. Com as informações reunidas, representei pela prisão preventiva deles", disse.

A polícia descobriu o paradeiro da dupla na quinta-feira e deflagrou a operação na manhã desta sexta-feira. Os suspeitos foram capturados por volta das 5h30.

Durante os interrogatórios, os dois confessaram participação em pelo menos seis furtos, incluindo o praticado na residência do desembargador aposentado. Segundo a polícia, no imóvel, foram levados um telefone celular e um par de abotoaduras. À época, em entrevista ao Correio do Estado, o magistrado destacou que R$ 800 foram levados de sua carteira.

Aos policiais, os suspeitos disseram que descartaram as peças por acreditarem que não tinham valor significativo.

Questionado se os autores sabiam que a residência pertencia a um desembargador, Punski afirmou que, segundo os próprios investigados, não. "Provavelmente não. Segundo eles disseram, eles escolhiam as casas na hora", relatou.

O delegado revelou ainda que, na mesma noite do furto ao imóvel do magistrado, os suspeitos invadiram outra residência no bairro Vilas Boas, de onde levaram uma televisão e outros objetos.

O furto 

Ao Correio do Estado, João Batista Marques disse que o ladrão entrou em sua residência após acessar a casa de um vizinho, pular o muro e quebrar uma das janelas. "Deixo a porta entreaberta, quando dei de cara com o ladrão, fechei a porta do quarto rapidamente. Acredito que ele tenha ficado com a impressão de que eu pudesse estar armado e pulou o muro novamente", destacou o magistrado, que teve cerca de R$ 800 furtado de sua carteira. 

O crime ocorreu por volta das 8h25, justamente no momento em que ele havia dispensado sua guarda pessoal. "Eu estava dormindo, dispensei o guarda por volta das 7h, acordei com um barulho incomum dentro da minha casa, alguém mexendo em gavetas, quando abri a porta do quarto, dei de cara com o ladrão", destacou João Batista Marques. 

Apesar da perda financeira, o desembargador classificou o ocorrido como algo "incomum e preocupante", e disse ter acionado a polícia do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul logo após o ladrão deixar sua casa. "Rapidamente liguei para a segurança do Tribunal de Justiça e eles vieram", disse João Batista da Costa. 

A Derf segue na busca dos demais envolvidos em outros furtos e tenta identificar os receptadores responsáveis pela compra dos materiais levados durante os crimes.

Poder Judiciário

TJMS segue com inscrições abertas para seleção de juízes leigos

Inscrições seguem até junho; aprovados poderão atuar por até oito anos no Judiciário sul-mato-grossense

29/05/2026 16h57

Foto: Divulgação

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Os profissionais do Direito interessados em atuar no Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul têm até as 15 horas do dia 11 de junho para se inscrever no processo seletivo unificado para juiz leigo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

O certame oferece vagas para Campo Grande e municípios do interior, além da formação de cadastro de reserva para diferentes modalidades de concorrência.

O edital foi publicado no Diário da Justiça no último dia 7 de maio, e as inscrições estão abertas desde 13 de maio. A seleção é organizada pelo Instituto Consulplan, sob supervisão da Comissão Fiscalizadora do TJMS.

Ao todo, são ofertadas vagas para ampla concorrência e reservas destinadas a pessoas com deficiência, candidatos negros, indígenas e quilombolas. Em Campo Grande, estão disponíveis cinco vagas para ampla concorrência e uma vaga destinada a candidatos negros.

Já para o interior do Estado, o processo seletivo prevê 11 vagas para ampla concorrência, uma para pessoas com deficiência e três para candidatos negros.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, por meio do site do Instituto Consulplan. A taxa de participação é de R$ 150 e poderá ser quitada até as 20 horas do dia 12 de junho.

Provas serão aplicadas em seis municípios

O processo seletivo contará com prova objetiva composta por 40 questões e uma prova discursiva, que consistirá na elaboração de um projeto de sentença na área cível.

As avaliações estão marcadas para o dia 19 de julho, às 8 horas, e serão realizadas nos municípios de Campo Grande, Corumbá, Dourados, Nova Andradina, Paranaíba e Três Lagoas. Os candidatos poderão consultar os locais de prova a partir do dia 13 de julho.

Além das provas objetiva e discursiva, os participantes também passarão por avaliação de títulos. A classificação final será definida pela soma das notas obtidas em todas as etapas, que possuem caráter eliminatório e classificatório.

Requisitos para participar

Para concorrer ao cargo de juiz leigo, o candidato deve ser regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e comprovar, no mínimo, dois anos de experiência jurídica.

Também é exigido que o participante não possua antecedentes criminais ou condenações cíveis incompatíveis com a função, além de não exercer atividade político-partidária.

Atuação pode chegar a oito anos

Os candidatos aprovados serão designados para exercer a função de juiz leigo pelo período inicial de quatro anos. O prazo poderá ser prorrogado uma única vez por igual período, permitindo atuação de até oito anos junto ao Judiciário estadual.

Os juízes leigos atuam nos Juizados Especiais, auxiliando magistrados na condução de processos, realização de audiências e elaboração de minutas de sentença, contribuindo para a celeridade da prestação jurisdicional.

 O edital completo está disponíveil no site do Instituto Consulplan.  Clique aqui para acessar! 

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