Cidades

CAMPO GRANDE

Orkan Construtora vence licitação para reformar "puxadinho" do Centro de Belas Artes

Estimada em R$ 5,1 milhões, obra de reforma e readequação será em área de apenas 28% do espaço

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A empresa Orkan Construtora Eirelli foi a vencedora da licitação, no valor estimado de R$ 5,1 milhões, para obras de reforma e readequação de parte do Centro de Belas Artes, em Campo Grande.

O aviso do resultado de proposta, com a declaração da empresa vencedora, foi publicado nesta terça-feira (4) no Diário Oficial do Município.

O contrato ainda não foi firmado e o valor final de quanto vai custar a obra não foi divulgado.

A obra será em área correspondente a 28% do Centro de Belas Artes, para conclusão e funcionalidade de 4.357,33 metros quadrados de área do local, que tem no total 16 mil m².

A obra foi iniciada em 1991 e a última intervenção foi paralisada em 2010, estando o prédio abandonado desde então, se tornando alvo de vandalismo e com desperdício de verba pública, visto que grande parte da construção se deteriorou e precisa ser refeita.

Em outubro do ano passado, a administração municipal informou que o local poderá não ser integralmente destinado para atividades culturais, conforme previa o projeto inicial.

Isto porque o Município não tem recursos suficientes para reforma completa e estuda destinar os 72% restantes do prédio para outras finalidades, com parcerias público-privadas ou instalação de um complexo de sedes administrativas da prefeitura.

A obra começou a ser feita em 1991, projetada para ser o Terminal Rodoviário de Campo Grande, mas foi paralisada em 1994 e o governo doou a estrutura para o Município em 2006.

O projeto era que no local fosse construído o Centro de Belas Artes, com espaço para artes plásticas, dança, música e diversas outras manifestações culturais.

Para a chamada etapa 1, da qual a Orkan foi vencedora da licitação, já há recurso garantido e a destinação deve, obrigatoriamente por contrato, ser para atividades culturais.

Quanto ao restante do prédio, não há recursos pactuados e a prefeitura está fazendo uma avaliação de mercado e estudos de viabilidade para decidir qual será a destinação de uso para o prédio, que não tem intervenções previstas e deve continuar "abandonado".

A expectativa é concluir a primeira etapa até o início de 2023, dando funcionalidade ao espaço, mesmo com o restante do prédio sem intervenções.

Histórico

O local onde será montado o Centro de Belas Artes em Campo Grande completou 30 anos em construção neste ano.  

A edificação começou a ser feita em 1991, com a intenção de ser a nova rodoviária da Capital, entretanto, muitos anos depois, em 2007, o projeto passou a ser o que é hoje.

A mudança já tem 14 anos e o local ainda não foi concluído, mesmo com parceria firmada com o Ministério do Turismo no ano seguinte à criação do projeto.

Em 2012, a empresa Mark Construções foi contratada por R$ 6.649.730,08 para terminar a obra, que tinha previsão de ser concluída em um ano.  

Porém, no ano seguinte a empreiteira deixou o canteiro de obras sem ter executado todo o projeto, por falta de pagamento.

Como o serviço feito pela empresa, na visão da empreiteira, não foi completamente pago pela administração municipal na época, eles decidiram ingressar com ação na Justiça em 2019, com o objetivo de receber o que, segundo ela, faltava ser depositado referente à construção do local.

Também em 2019, a Vale Engenharia foi contratada para dar continuidade a obra, mas decisão do juiz da 1ª Vara de Fazenda Pública de Campo Grande determinou que a obra não fosse iniciada.

Isto porque uma perícia deveria ser feita no local, para constatar quanto da obra foi realizado pela empresa anterior.

Em abril do ano passado, a Justiça deu aval para o retorno das obras, mas a Vale desistiu sob justificativa de que, dois anos após o contrato, os valores firmados já estavam defasados, principalmente com o aumento de custos da construção civil durante a pandemia.

Desta forma, uma nova licitação foi aberta para contratar outra empresa para concluir a primeira etapa da construção.

Coxim

Homem atacado com 10 facadas é internado em estado grave

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação

04/04/2026 16h00

Hospital Regional de Coxim

Hospital Regional de Coxim Foto: Divulgação

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Um homem de 34 anos foi vítima de uma tentativa de homicídio após ser atingido por mais de 10 facadas na manhã deste sábado (4), em Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande. Ele foi socorrido em estado grave e segue internado no Hospital Regional do município.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima apresentava ferimentos na cabeça, nas costas e nas mãos, além de duas perfurações profundas no tórax. O resgate foi realizado pelo Corpo de Bombeiros.

Inicialmente, o homem contou à polícia que havia ingerido bebida alcoólica com amigos nas proximidades de um bar. No entanto, posteriormente, mudou a versão e afirmou que foi atacado enquanto dormia na varanda de sua casa, um imóvel que estaria sem energia elétrica.

Apesar da gravidade do caso, a vítima disse não saber quem seria o autor do crime nem a motivação. No endereço indicado, policiais não localizaram sinais de luta ou vestígios de sangue.

O caso foi registrado como tentativa de homicídio e será investigado pela Polícia Civil.

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MATO GROSSO DO SUL

MS dá aula à agentes com Chikungunya 7x mais letal em 2026

Secretaria de Saúde reforça que, até o momento, não há declaração que aponte para epidemia da doença em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente em Dourados

04/04/2026 14h30

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença

Capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença Reprodução/GovMS/Bruno-Rezende

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Em cenário de crise graças aos alarmantes números de uma das arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a médica infectologista, Dra. Andyane Tetila, ministra na segunda-feira (06) uma web aula aos profissionais que tentam frear a Chikungunya em Mato Grosso do Sul, que aparece sete vezes mais letal neste 2026.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), essa capacitação dos profissionais é uma das estratégias do Governo de Mato Grosso do Sul para lidar com o aumento no número de casos da doença que mostra um impacto significativo principalmente na cidade de Dourados e aldeias do município. 

O Governo do Mato Grosso do Sul reforça que, até o momento, não há uma declaração que aponte para uma epidemia de Chikungunya em nível estadual, situação essa que já foi decretada localmente no município de Dourados. 

Com o tema “Alerta Chikungunya: Atualização do Cenário e Manejo dos Casos”, a web aula fica marcada para às 18h e será transmitida através da plataforma Telessaúde (acesse CLICANDO AQUI), sendo que a sala será aberta 30 minutos antes do evento. 

Importante frisar que essa web aula têm o seguinte público alvo os profissionais das seguintes áreas: 

  1. Atenção Primária à Saúde 
  2. Serviços de urgência e Emergência 
  3. Vigilância epidemiológica 
  4. Demais envolvidos no atendimento e manejo dos casos de Chikungunya

Jéssica Klener é gerente de Doenças Endêmicas da SES e, em nota, frisa que a participação dos profissionais é essencial para fortalecer a resposta da rede de saúde à população. 

"Que os profissionais que estão na linha de frente estejam atualizados sobre o manejo clínico da chikungunya, especialmente neste momento de aumento de casos. A capacitação contribui diretamente para um atendimento mais qualificado, com diagnóstico mais ágil e condutas adequadas, refletindo na redução de complicações e na melhor assistência à população”, cita. 

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

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