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Ribas precisa hoje de seis mil casas populares, diz prefeito

Gestor viaja a Brasília na próxima semana em busca de recursos para duas mil casas populares, educação, agricultura familiar e infraestrutura para o município

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O prefeito de Ribas do Rio Pardo, João Alfredo (Psol), relata que o município enfrenta um grave problema de especulação imobiliária, em razão da chegada da fábrica de celulose da empresa Suzano. Em entrevista ao Correio do Estado, ele explicou que a cidade precisa, hoje, de seis mil casas populares. 

No fim deste mês, João Alfredo viajará a Brasília em busca de recursos do programa Minha Casa, Minha Vida para a construção de duas mil residências populares. Além disso, a prefeitura de Ribas do Rio Pardo criou o projeto João de Barro, que visa acabar com a sub-habitações e garantir casas sem custo. 

Além das casas populares, o prefeito informou que a empresa Suzano também está construindo mil residências para os trabalhadores da fábrica. 

João Alfredo alega que, atualmente, cerca de sete mil trabalhadores da fábrica estão em grandes alojamentos, pousadas e repúblicas que atendem às normas do Ministério do Trabalho. 

“Isso é fiscalizado constantemente. Nós temos uma lei que define como deve ser o alojamento, e todas as empresas acompanham essa lei, que está dentro das normas do Ministério do Trabalho. Temos quatro homens por quarto, obedecendo toda aquela metragem de metro quadrado por pessoa, todos os quartos têm ar-condicionado, além de armário com cadeado”, disse o prefeito. 

Segurança 

Em fevereiro deste ano, o prefeito de Ribas do Rio Pardo externou uma série de problemas que todo o complexo da obra causou. Para melhorar a segurança pública no município e atender ao aumento de demandas, João Alfredo informou que nos fins de semana haverá um reforço policial. 

“Não há condições de ter um contingente maior, porque o policial militar no início de carreira tem um salário que, se ele mudar para Ribas, metade desse salário vai em aluguel, então ele não muda”, disse. 

Em razão dessa problemática, o chefe do Executivo informa que doou R$ 2 milhões para que o Conselho Municipal de Segurança Pública (Conseg) construa casas para abrigar profissionais da segurança pública, no regime de comodato. Ao todo, uma área de 2.500 m² foi doada pela prefeitura para a construção de 12 casas. 

Infraestrutura 

O prefeito também relatou que a demanda por água, esgoto e melhorias na infraestrutura do município aumentou com a chegada dos novos investimentos. 

Na próxima semana, o presidente da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) visitará a cidade para verificar as mudanças que devem ser feitas para o atendimento da população, incluindo a construção de uma nova estação de tratamento de esgoto. 

Além disso, a prefeitura de Ribas do Rio Pardo conseguiu, por meio do programa Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), da Caixa Econômica Federal, um empréstimo de R$ 55 milhões para ações de drenagem, pavimentação, iluminação pública, calçamento e acessibilidade em bairros antigos e regiões mais carentes da cidade.

“Nós pegamos o município na capacidade de pagamento D, que é a pior que tem, ou seja, nós estávamos ‘serasados’ no governo federal, pagamos os tributos em dia, reparcelamos os débitos de gestões anteriores e pulamos para a capacidade de pagamento A”, informou o prefeito. 

Em virtude dessa mudança de categoria, o município passou a ter crédito para conseguir realizar os investimentos em infraestrutura. 

No quesito saúde, o município teve um incremento no quadro de profissionais, que de 14 médicos passou para 41, entre efetivos e credenciados.

O prefeito informou ainda que, por meio de recursos da empresa de celulose, que são garantidos por uma condicionante, a ampliação de leitos do hospital será feita em conjunto com a implantação de cinco leitos de unidade de terapia intensivo (UTI), que serão os primeiros da cidade. 

Segundo João Alfredo, há um condicionante no contrato que faz com que as empresas instaladas na cidade invistam um montante em benefícios para o município.

O valor acertado foi de R$ 48 milhões, e, após a decisão, foi criado o Conselho de Desenvolvimento do Plano Ambiental, que define onde será aplicado esse valor, como hospital, casas populares, estrutura da segurança, entre outros. 

“Independentemente disso, a empresa que está à frente da fábrica de celulose tem nos ajudado nas nossas demandas, em outros projetos paralelos a isso, sobretudo na área de desenvolvimento social”, afirmou. 

A relação entre empresa, prefeitura e governo do Estado melhorou após a visita do governador Eduardo Riedel, que esteve na cidade em fevereiro, para verificar as reivindicações de João Alfredo. Entre os pedidos estava a manutenção de estradas para o escoamento da produção.

“Aqueles problemas que nós relatamos na mídia foram acatados e hoje nós temos um relacionamento muito melhor”, disse. 
 

PROCURADO

PCMS procura "Ney", membro da quadrilha que furtava Hilux e SW4 na chave de fenda

Investigações apontam que o suspeito possa estar na região entre Coronel Sapucaia (MS) e Capitán Bado, no Paraguai, cidades gêmeas no extremo sul do Estado

07/05/2026 11h35

Polícia Civil do Mato Grosso do Sul faz questão de frisar que a população não deve tentar realizar a abordagem por conta própria

Polícia Civil do Mato Grosso do Sul faz questão de frisar que a população não deve tentar realizar a abordagem por conta própria Reprodução/PCMS/Montagem-C.E

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Identificado como Vanderley Rodriguez Lopez, de 35 anos, o indivíduo conhecido como "Ney" é procurado pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, acusado de integrar a organização criminosa especializada em furtar Hilux e SW4 na chave de fenda. 

Conforme repassado pela Polícia Civil, em nota, esse homem possui uma série de mandados de prisão em aberto, por crimes que passam por associação criminosa, tráfico de drogas e furto qualificado. 

Sem maiores informações, as investigações apontam que o suspeito possa estar na região entre Coronel Sapucaia (MS) e Capitán Bado, no Paraguai, cidades gêmeas no extremo sul do Estado divididas apenas pela avenida internacional. 

Esse é um dos acusados no esquema criminoso especializado em furtos de caminhonetes na região de fronteira, e a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul faz questão de frisar que a população não deve tentar realizar a abordagem por conta própria, sendo necessário o acionamento das forças de segurança pública. 

Qualquer informação sobre o paradeiro de "Ney" pode ser repassada, de forma anônima, inclusive, à Seção de Investigações Gerais (SIG) de Dourados através do telefone: (67) 99987-9826.

Entenda

Durante as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (07), por volta de 05h, uma megaoperação policial foi deflagrada com intuito de "quebrar" uma quadrilha especializada no furto de caminhonetes no Mato Grosso do Sul, acusados de furtarem Hilux e SW4 na chave de fenda

Essa megaoperação para desarticular a organização criminosa envolveu cerca de dez delegacias, sendo mais de 70 agentes da segurança pública em campo para o cumprimento de: 8 mandados de prisão; 3 de busca e apreensão de adolescentes; e 10 de busca domiciliar. Além desses mandados, houve ainda o registro de duas prisões em flagrante delito.

Os alvos dessa organização criminosa, segundo a PCMS, concentravam-se principalmente na região sul do Estado, em um esquema considerado "estruturado e altamente coordenado". 

Esses furtos ocorriam na região de Mundo Novo, distante aproximadamente 463 quilômetros da Capital, bem como em demais municípios vizinhos no extremo sul do MS. 

"Após a subtração, os veículos eram levados ao Paraguai, indicando a atuação de um grupo com características transnacionais", complementa a PCMS em nota.

Em uma investigação de aproximadamente três meses, as apurações policiais foram capazes de detalhar o passo-a-passo dos criminosos. 

Aproveitando de uma vulnerabilidade no sistema de abertura desses veículos, os indivíduos conseguiam entrar nas caminhonetes com o uso de uma chave de fenda, sem que isso acionasse, inclusive, os respectivos dispositivos de segurança. 

Em seguida, já no interior das Hilux e SW4, os criminosos faziam uso de decodificadores digitais para dar partida nos automóveis. Entre adultos e adolescentes, mais de dez indivíduos foram identificados como pertencentes à cadeia criminosa, tendo cada um sua devida função. 

 

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Acidente Fatal

Motociclista morre após colidir com canteiro central de avenida, em Corumbá

O ocorrido aconteceu na Avenida Rio Branco e o motorista faleceu local no do acidente

07/05/2026 11h15

A vítima seguia no sentido Ladário para Corumbá, quando se chocou com o canteiro central

A vítima seguia no sentido Ladário para Corumbá, quando se chocou com o canteiro central Divulgação / Corpo de Bombeiros Militar

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Na madrugada desta quinta-feira (7), um motociclista de 35 anos morreu após colidir com canteiro central e uma árvore na Avenida Rio Branco, em Corumbá. De acordo com o Boletim de Ocorrência, o acidente aconteceu por volta das 2h da manhã, próximo à um posto de combustível localizado no bairro Universitário. 

A equipe de Força Tática foi acionada para dar suporte ao Corpo de Bombeiros, que já estava no local realizando os primeiros socorros, com chegada dos policiais o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), também foi acionado. A médica de plantão, Dra. Yasmin, confirmou óbito ainda no local do acidente. 

Com a morte do condutor constatada, a Polícia Científica foi acionada para a realização da perícia, acompanhada pela Delegada Renata Aguiar. 

As investigações iniciais apontaram que o motociclista estava sentido Ladário/Corumbá, quando por algum motivo, que ainda não foi apurado, se chocou com o canteiro e logo em seguida colidiu com a árvore, causando a morte do rapaz.  

No local do acidente a vítima não possuía nenhum documento que possibilitasse a identificação, porém foi percebido diversas tatuagens no tórax, braços e pernas, além de uma camiseta encontrada em sua mochila, que pertencia ao Barco Hotel Millennium, o que poderia ser algum indicativo de que ele teria algum vínculo com o local. 

A motocicleta do acidente foi encaminhada à 1ª Delegacia da Polícia de Corumbá. O veículo ainda estava com a chave na ignição e não apresentava restrições administrativas ou criminais, porém sofreu danos significativos devido à colisão. 

As investigações sobre as circunstâncias do levaram ao acidente ainda estão em andamento. 
 

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