Cidades

EMERGÊNCIA

Rio Aquidauana passa da cota de emergência e eleva risco de alagamentos em MS

Com níveis de água subindo quase 10 centímetros pela manhã desta quinta-feira (5), rio Aquidauana agrava risco de inundações em áreas urbanas e rurais aos municípios próximos

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O Rio Aquidauana ultrapassou a cota de emergência e mantém os municípios de Aquidauana e Anastácio em estado de atenção máxima nesta quinta-feira (5). O avanço das águas é resultado do alto volume de chuvas registrado nos últimos dias em toda a bacia hidrográfica, somado à previsão de continuidade das precipitações ao longo do dia.

Segundo informações do chefe da Defesa Civil de Aquidauana, Cláudio Alviço, o rio iniciou o dia com nível de 7,65 metros e chegou a 7,74 metros ao longo da manhã, superando a cota de emergência, que é de 7,30 metros. A elevação reforça o risco de alagamentos e possíveis inundações em áreas urbanas e rurais próximas ao leito.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, um “Aviso de Evento Crítico” já apontava a proximidade da cota de emergência às 9h de quarta-feira (4), a Plataforma de Coleta de Dados (PCD) registrava 6,97 metros, enquanto medições feitas por leiturista da Agência Nacional de Águas (ANA) indicavam que o nível já havia chegado a 7,06 metros às 7h, evidenciando uma elevação mais rápida do que a inicialmente apontada pelos sistemas automáticos.

O cenário é agravado pela previsão do tempo. De acordo com o portal O Pantaneiro, a população de Aquidauana e Anastácio deve enfrentar um dia de tempo instável, com céu nublado a encoberto e pancadas de chuva a qualquer hora. Os acumulados podem ser elevados, principalmente entre a tarde e a noite, com possibilidade de temporais acompanhados de descargas elétricas e rajadas de vento. As temperaturas variam entre 22°C e 31°C, com alta umidade do ar.

Os institutos de meteorologia mantêm alertas para a região em função do solo já saturado pelas chuvas recentes, o que aumenta o risco de alagamentos. A orientação da Defesa Civil é para que a população evite áreas de risco, como margens de rios e córregos, além de redobrar a atenção no trânsito.

A cheia do Rio Aquidauana também já provoca reflexos em outros municípios. De acordo com o portal Hora MS, o distrito de Palmeiras, em Dois Irmãos do Buriti, entrou em situação de alerta após aviso emitido pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) na noite de terça-feira (4). Este é o terceiro alerta relacionado à elevação de rios no Estado em curto intervalo de tempo, somando-se aos já emitidos para Aquidauana e Coxim.

Segundo o Imasul, o aumento do nível do rio está diretamente ligado às chuvas registradas desde o último fim de semana. Apesar da previsão de redução gradual do volume acumulado, ainda são esperadas pancadas de chuva nos próximos dias. O Cemtec indica continuidade das chuvas até esta quinta-feira enquanto o Inmet emitiu aviso com grau de severidade classificado como “perigo”.

Com o avanço das águas, já há registros de invasão em áreas ribeirinhas. De acordo com o gerente de Recursos Hídricos do Imasul, Leonardo Sampaio, em declaração reproduzida pelo Hora MS, o nível do rio ultrapassou a cota de emergência e pode provocar alagamentos. “A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais e siga as recomendações da Defesa Civil”, alertou.

Em Aquidauana, o estado de atenção mobilizou as autoridades locais. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) e a Defesa Civil Municipal classificaram a situação como de emergência, com risco real de inundação em áreas rurais e em bairros urbanos vulneráveis.

A prefeitura já iniciou a mobilização de abrigos públicos, como o Salão Paroquial da Igreja Imaculada Conceição, para acolher famílias que podem precisar deixar suas casas de forma preventiva. As autoridades orientam que moradores de áreas baixas não esperem a água atingir as residências para agir, recomendando a separação de documentos e medicamentos, o desligamento da energia elétrica em caso de alagamento iminente e a retirada antecipada de crianças, idosos e animais.

A Defesa Civil segue monitorando a situação em tempo real e reforça que novos avisos podem ser emitidos caso o nível do rio continue subindo ou as chuvas persistam nas regiões de cabeceira.

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Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

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Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

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