Cidades

Alerta Saúde

Saiba os mitos e as verdades sobre o Noz da Índia, produto que promete milagre

Nota foi divulgada por Secretaria de Saúde; mulher morreu depois de ingerir produto

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Noz da Índia, não é recomendado por especialistas: 

A Noz da Índia, comumente utilizada por pessoas que querem perder peso e que pode ter causado a morte da cantora Ana Claudia Salles, 38 anos, é altamente tóxica e não provoca o emagrecimento, segundo nota técnica elaborada pelo Centro Integrado de Vigilância Toxicológia (Civitox) e divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) nesta sexta-feira (5).

De acordo com a nota, a planta tem propriedades laxativas e as sementes não processadas contém sapominas e forbol, substâncias tóxicas. A dose tóxica geralmente é a partir da ingestão de três nozes, no entanto, o caso varia de paciente para paciente, podendo ser observados sintomas tóxicos com a ingestão de apenas uma semente.

SINTOMAS:

Os sintomas são náuseas, vômitos, cólicas abdominais fortes, dor durante a evacuação, diarreia, sede intensa, secura nas mucosas, letargia e desorientação. 

Nos casos mais graves pode haver desidratação acentuada, dilatação das pupilas, taquicardia, taquipneia, respiração irregular, cianose (coloração azulada da pele) e aumento da temperatura corporal.

A diarreia intensa pode causar distúrbios hidreletrolíticos graves, comprometimentos dos rins e alteração na condução cardíaca por perda de íons com o sódio e o potássio, essenciais no equilíbrio do organismo.

Quadros neurológicos, como câimbras nos músculos, parestesias, sensação de formigamento, cefaleia e hiporreflexia, também são descritos.

O QUE DIZEM OS MÉDICOS: 

Ainda conforme a nota, o paciente pode perder peso, mas não perde gordura. 

“O fato de o paciente perder peso não significa que está emagrecendo. Pelo contrário, está perdendo conteúdo importante para o organismo vivo, como água e eletrólitos. Os produtos 'naturais' para emagrecer podem trazer diversos riscos à saúde e intoxicações graves, sendo CONTRA-INDICADO o seu USO”, alerta.

O comunicado diz também que em avaliação botânica de espécies divulgadas como Noz da Índia, foi constatado que algumas plantas se tratam, na verdade, de Chapéu de Napoleão, que tem semente altamente tóxixa.

Por fim, a nota informa que o produto não está registrado, sendo irregular e que não devem ser utilizados, por risco a vida do usuário. 

O tratamento dos casos de intoxicação por essas plantas deve ser realizado em hospitais e notificado ao Civitox pelos telefones: 0800 722 6001 ou 3386-8655.

A nota é assinada pelo médico toxicologista do Civitox, Alexandre Moretti de Lima, pelo coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental e do Civitox, Karyston Adriel Machado da Costa e pela superintendente geral de Vigilância em Saúde, Angela Cristina Cunha Castro Lopes.   

MORTE DE CANTORA:

Ana Cláudia morreu na noite de segunda-feira (1), depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória enquanto estava internada em um posto de saúde do bairro Nova Bahia. A família acredita que o óbito tenha relação com o uso de Noz da Índia. 

Conforme a irmã da vítima, ela começou a ingerir o produto depois de receber indicação em uma academia que frequentava, em 2015. Depois de sentir efeitos colaterais, como falta de ar, inchaço, fraqueza, queda de pressão e desmaios, além de uma lesão no fígado, ela foi diagnosticada com intoxicação hepática e parou de usar o produto.

Ana Claudia teve hepatite quando criança e a ingestão do medicamento pode ter agravado a situação. Ela aguardava por um transplante de fígado.

No domingo (31), ela reclamou de falta de ar e foi levada para o posto, onde ficou internada. Ela chegou ao local consciente, mas teve piora no quadro, foi entubada e morreu.

Cantora fazia uso de semente e teve problemas hepáticos.  

Novos Contratos

Estado destina mais R$ 63 milhões para cursos profissionalizantes

Com isso o Estado chega ao terceiro contrato firmado em menos de uma semana e juntos somam quase R$ 100 milhões

12/05/2026 10h15

Durante os três anos do Ensino Médio, os alunos matriculados terão atividades realizadas nas próprias unidades escolares da Rede Estadual de Ensino

Durante os três anos do Ensino Médio, os alunos matriculados terão atividades realizadas nas próprias unidades escolares da Rede Estadual de Ensino Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Por meio do Diário Oficial desta terça-feira (12), foi confirmado que o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Educação (SED) firmou contrato com mais duas empresas para realização de cursos profissionalizantes na Rede Estadual de Ensino. 

Os novos acordos custaram cerca de R$ 63 milhões e o valor total já investido, chega próximo de R$ 100 milhões. 

O contrato assinado na semana passada firmado com a empresa FACINTEC - Instituto de Educação Técnica e Ensino Superior Ltda, custou aos cofres R$ 30,7 milhões. 

Os publicados hoje no Diário Oficial, mostram que a empresa CENTRAL DE COMPRAS; CENTRO EDUCACIONAL DIOFANTO LTDA, irá faturar com a assinatura cerca de R$ 51 milhões. Já a empresa GRADUAL ESTUDO E GESTÃO LTDA receberá R$ 12,3 milhões. 

Assim como noticiado pelo Correio do Estado anteriormente, os contratos têm duração inicialmente de 36 meses (3 anos), podendo ser estendidos por até 10 anos. 

O PROJETO 

A contratação de empresas para disponibilizar cursos profissionalizantes em escolas da Rede Estadual de Ensino, faz parte de uma iniciativa do Provert (Programa de Verticalização da Educação Profissional) com o objetivo de estruturar a formação profissional e tecnológica. 

O aluno interessado em participar do itinerário contínuo, participarão de formações integradas ao Ensino Médio ao longo dos três anos dessa etapa de ensino. 

Ao final também terá a entrega de diplomas de Técnico e terá acesso gratuito ao ensino superior para cursar Formação Tecnológica correspondente ao itinerário, servindo de complemento ao que foi aprendido ao longo do ensino médio. 

Ao todo o projeto está previsto para atender cerca de 12 mil estudantes de 1º ano do Ensino Médio pelo Provert, matriculados em 177 unidades escolares localizadas em 64 municípios.

Ainda de acordo com a SED, haverá mais empresas contratadas para atender à demanda da Rede Estadual de Ensino. 
 

POLÊMICA NAS REDES

"Aqui pra você petista" diz campo-grandense ao 'beber' detergente Ypê

Gravação repercutiu em páginas nacionais após decisão da Anvisa de recolher lotes de produtos da marca por risco de contaminação microbiológica

12/05/2026 09h45

Campo-grandense aparece em vídeo segurando embalagem da marca Ypê e fazendo gesto obsceno ao final da gravação

Campo-grandense aparece em vídeo segurando embalagem da marca Ypê e fazendo gesto obsceno ao final da gravação Reprodução: Redes Sociais

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Um vídeo gravado por um morador de Campo Grande viralizou nas redes sociais nos últimos dias após mostrar o homem aparentemente ingerindo um líquido dentro de uma embalagem de detergente da marca Ypê enquanto faz provocações políticas.

Na gravação, o campo-grandense aparece dentro de um carro segurando um frasco da marca e simulando beber o conteúdo. Ao final do vídeo, ele mostra o dedo do meio para a câmera e diz: “Aqui pra você, petista”.

Ainda não há confirmação se o conteúdo ingerido era realmente detergente ou outro líquido colocado na embalagem.

O vídeo passou a circular em páginas nacionais e ganhou repercussão em meio à polêmica envolvendo a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de determinar o recolhimento de lotes de produtos da Ypê fabricados pela empresa Química Amparo.

Conforme publicado pelo Correio do Estado na última semana, a Anvisa suspendeu a fabricação, comercialização, distribuição e uso de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca após identificar falhas consideradas graves no processo de produção da unidade localizada em Amparo (SP).

Segundo a agência, inspeções realizadas em conjunto com órgãos de vigilância sanitária identificaram irregularidades em etapas críticas da fabricação, incluindo problemas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. A Anvisa afirmou que as falhas podem representar risco sanitário, incluindo possibilidade de contaminação microbiológica.

A medida atingiu produtos de diferentes linhas da marca, entre eles detergentes lava-louças Ypê, lava-roupas líquidos Tixan Ypê e desinfetantes Bak Ypê e Atol. O recolhimento vale para lotes com numeração final 1.

A decisão acabou gerando forte repercussão política nas redes sociais. Isso porque integrantes da família ligada ao controle da empresa fizeram doações para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.

Com isso, apoiadores do ex-presidente passaram a alegar, sem apresentar provas, que a medida da Anvisa teria motivação política. Em resposta, vídeos de pessoas exibindo produtos da marca e até simulando o consumo dos detergentes começaram a circular nas redes sociais.

Outro caso semelhante foi registrado em Goiás. Conforme o portal Tribuna do Planalto , um suposto pré-candidato ligado ao PL em Catalão gravou um vídeo fingindo ingerir detergente Ypê enquanto minimizava os alertas sanitários envolvendo os produtos.

Segundo a CNN Brasil o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11) que a Anvisa recebeu vídeos de pessoas bebendo detergente da marca e que o órgão está analisando quais medidas jurídicas podem ser adotadas.

“O que aconteceu foi uma decisão técnica da Anvisa. A Anvisa não tem lado partidário”, declarou o ministro ao comentar a repercussão dos vídeos publicados por apoiadores da direita em defesa da marca.

Padilha também afirmou que a circulação dos conteúdos começou após ganhar repercussão a informação de que donos da empresa fizeram doações à campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

Apesar da repercussão nas redes sociais, a recomendação oficial da Anvisa continua sendo para que consumidores evitem utilizar os produtos pertencentes aos lotes afetados até a conclusão definitiva das análises técnicas.

Veja o vídeo completo:

 

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