Cidades

Discussão

Salto de 443% em gratificações revolta vereadores em
reunião com Bernal

Encontro começou no início da manhã e prefeito apresentou números a legisladores

ALINY MARY DIAS E KLEBER CLAJUS

16/09/2015 - 12h22
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Vereadores se revoltaram, nesta quarta-feira (16), durante balanço da situação financeira de Campo Grande. A apresentação, liderada pelo prefeito Alcides Bernal (PP), pontuou aumento de 443% na concessão de adicional que tinha por objetivo a correção de salários, mas era utilizado “sem critério” para acrescentar até R$ 7 mil ao holerite de servidores públicos.

Foi necessária a pressão de vereadores para que o encontro, com duração de quase quatro horas, fosse público e aberto à imprensa. Neste foram reapresentadas planilhas financeiras pelo secretário Municipal de Planejamento, Finanças e Controle (Seplanfic), Disney Fernandes.

Além dos dados divulgados na segunda-feira (14), desta vez foram acrescidas informações sobre comissionados e o impacto de gratificação de “plano de trabalho” criada por decreto em 2012. Esta teria sido responsável pela maior distorção na folha de pagamento, ao se considerar que servidores poderiam ter acrescidos aos salários até R$ 7 mil por critério dos secretários municipais.

Valores pagos nos primeiros meses deste ano, em comparação com 2013, revelam aumento de 443%. Somente em agosto, a prefeitura pagou R$ 1,4 milhão em gratificações e Bernal fez questão de citar caso de uma secretária que recebia R$ 19 mil, mas optou em preservar seu nome e holerite.

“Isso é uma coisa nova. Será que não é hora de extinguir isso? É um absurdo”, pontuou Chiquinho Telles (PSD). Já o presidente interino da Câmara Municipal, Flávio César (PTdoB), emendou que a elevação é superior a dos comissionados que, de 2013 a 2015, representou aumento de 114%.

Advogado e ex-titular da Seplanfic, André Scaff, pontuou que as disparidades com a folha de pagamento de pessoal sempre foram apresentadas ao gestor afastado Gilmar Olarte (PP). “Tudo foi apresentado no balanço do quadrimestre em abril de 2014. A falta de dinheiro atribuo a folha de pagamento que está muito alta”, admitiu durante a reunião.

Revogar o decreto do “plano de trabalho”, no entanto, será difícil conforme o atual secretário de Finanças. Isso porque “tem a questão da Central de Atendimento do Cidadão em que se complementava o salário e quando tentamos cortar decretaram greve”. Neste caso, o processo adotado é de suspensão para análise.

Comidas juninas

Procon aponta variação de até 266% em itens de festa junina em Campo Grande

A pesquisa realizada em 13 supermercados de Campo Grande inclui especiarias juninas a bebidas alcoólicas utilizadas para fazer quentão

08/06/2026 11h20

Divulgação

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Em pesquisa realizada pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), itens alimentícios de festa junina apresentaram variação de mais de 260% em 13 redes de mercados diferentes de Campo Grande. De amendoim a bebidas para quentão, a recomendação é comparar os preços na hora de montar o cardápio.

A instituição vinculada à Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead) realizou a pesquisa dos alimentos durante o período de dois dias, em 25 e 26 de maio deste ano. Ao todo, a pesquisa divulga o 803 produtos que foram pesquisados e disponibilizados em uma tabela.

Conforme ánalise, a canela em pó de 10g de determinada marca foi o item que apresentou maior disparidade entre os 13 supermercados, com a variação de 266% nos valores de um estabelecimento para outro. O maior preço em um determinado supermercado foi de R$ 5,49, enquanto no de menor preço o valor era de R$ 1,50.

A busca realizada pelo Procon inclui produtos com gramas, marcas e versões diferentes. A segunda maior variação na categoria de temperos da especiaria canela é a da versão em casca de 10g. Seu menor preço é de R$ 2,75 enquanto o maior possui valor de R$ 5,49, com uma variação de 99,64% entre um supermercado e outro.

Os consumidores também deve voltar a atenção a um dos queridinhos das comidas típicas, o milho verde de bandeja registrou a variação de 73,20% de um estabelecimento para outro, de R$ 7,50 a R$ 12,99. O coco ralado adoçado de 100g também aparece entre as grandes variações no preço, com 116,63% de R$ 4,15 a R$ 6,01.

Já o fubá mimoso de 500g, de seis marcas diferentes pesquisadas algumas não apontaram nenhuma variação de preço de um mercado para outro, enquanto outra teve 100,29% diferença, com menor preço em R$ 3,49 e maior em R$ 6,99.

Outras oscilações que destacam-se são a de amendoim cru de 400g, com 146,43% de mudança nos preços, canjica amarela de 400g, com 118,81%, e canjica branca de 400g, com 100,99% de variação.

Entre as variações nas bebidas alcoólicas, a cachaça de 965ml apresentou a maior variação entre os mercados de 101,37%, com o menor preço em R$ 13,90 e o maior em R$ 27,99 e o vinho tinto suave de 750ml com 85,27%, variando os preços de R$ 15,95 a R$ 29,55.

Aqueles que desejam organizar as compras em base dos valores médios, a tradicional paçoca rolha de 210g aparece com preço médio de R$ 10,38, enquanto as canjicas amarela e branca de 500g estão cerca de R$ 4,33 e R$ 5,54, respectivamente.

O Procon ressalta que os produtos estão sujeitos a alterações e confirmam a necessidade dos consumidores compararem os preços antes de fazer as compras de festas juninas. Além de manter a atenção em prazos de validade e emissão da nota fiscal. A sugestão é que a compra seja feita em comércio local para reduzir custos com deslocamento.

Outros produtos que são utilizados na produção de alimentos típicos da festa como leite, arroz, leite condensado, molhos e temperos podem ser conferidos na Tabela de Pesquisa de Itens para Festa Junina.

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Maracaju (ms)

DOF apreende quase 800 kg de droga em milharal após capotamento

Entorpecente foi avaliado em R$ 1,6 milhão

08/06/2026 11h05

Veículo capotado abarrotado de maconha

Veículo capotado abarrotado de maconha DIVULGAÇÃO/DOF

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Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam 785 quilos de maconha, em um milharal, localizado no cruzamento das rodovias BR-267 e MS-164, no distrito de Vista Alegre, município de Maracaju.

O entorpecente estava acondicionado em tabletes no interior de um Chevrolet GM Onix e foi avaliado em R$ 1,6 milhão.

Conforme apurado pela reportagem, os militares fiscalizavam a rodovia, quando deram ordem de parada ao motorista do Onix. Mas, ele desobedeceu e fugiu em alta velocidade sentido a Maracaju.

Os policiais perseguiram o carro e, após alguns quilômetros, localizaram o veículo capotado às margens da rodovia, em uma plantação de milho.

O condutor fugiu a pé e não foi localizado posteriormente pelos policiais. Em vistoria, os policiais flagraram os fardos no porta-malas e bancos traseiro e do passageiro.

O veículo e o entorpecente foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Maracaju.

TRÁFICO DE DROGAS

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 4.292,84 kg de cocaína e 258.202 kg de maconha foram apreendidos, entre 1º de janeiro e 8 de junho 2026, em Mato Grosso do Sul

Em 2025, 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos.

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