O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), sancionou lei que reestrutura o Serviço de Assistência à Saúde do Servidor Municipal (Servimed). O texto foi publicado na edição desta sexta-feira (25) do Diário Oficial do município (Diogrande).
Entre as principais mudanças, está o aumento de 0,5% na contribuição dos servidores públicos que utilizam o Servimed. Atualmente o servidor tem mensalmente descontado de seu salário a contribuição de 3,5%, porém, com a nova regra o valor passará a ser de 4%. Porém, para os aposentados e pensionistas, o aumento será um pouco maior, saindo de 6% para 7%.
Outra mudança é que a partir de agora, o cônjuge ou companheiro que antes usufruía do plano sem pagamento adicional, terá uma taxa de 2% cobrada. Já o agregado passa de 7% a contribuir 8%. Os dependentes continuam com 1,5% de contribuição.
Além do acréscimo na contribuição, foi criado o sistema de carência, que não existia no serviço. Com a alteração, os servidores terão mínimo de 60 dias e máximo de 180 dias de carência, chegando a 300 dias para cobertura de partos.
ROMBO
O projeto de lei com essas alterações foi aprovado na sessão de quinta-feira (24) da Câmara Municipal. Segundo a prefeitura, o reajuste tem a finalidade de equilibrar as contas do serviço, que integra o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG).
De acordo com a diretora-presidente do IMPCG, Camilla Nascimento, o projeto é essencial para que o serviço consiga se recompor. Atualmente, o sistema tem 48 mil usuários, sendo que desse valor, apenas 20 mil são servidores e as outras quase 30 pessoas são dependente. O rombo no sistema chega a R$ 3 milhões e a estimativa é de que, com o projeto em vigor, sejam recuperados cerca de R$ 1,5 milhão.
“A gente começa efetivamente a seguir os moldes de outros planos de saúde. São situações que ocorrem normalmente em qualquer plano de saúde e isso não ocorre dentro do Servmed. É como se ele tivesse parado no tempo, então a gente precisa ajustar os moldes do serviço de saúde, afirmou a diretora-presidente.
Conforme Camilla, o sistema não tem um reajuste desde 2012 e neste período teve aumento da demanda. Só nos últimos três anos esse crescimento de procura por serviços chegou a 84%. “O serviço de saúde, além de ele crescer em quantitativo, ele cresce em inovação e cresce em valores, então a gente não tem como cobrir essa despesa”.


