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Sanesul pode perder concessão de serviços de saneamento em Dourados

Contrato vence em setembro e MPE é contra a renovação

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A Sanesul - Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul - pode perder a concessão dos serviços de abastecimento de água e saneamento básico em Dourados. O contrato entre empresa e prefeitura, com duração de 20 anos, vence em setembro de 2019, e tratativas já estão sendo feitas para que haja renovação. Ocorre que o Ministério Público Estadual é contra a medida, por considerar que infringe a lei de licitação e promete uma ofensiva, caso o contrato seja renovado.

“Nossa averiguação está em estágio inicial, porque ainda não temos um posicionamento formal do município de que vai renovar o contrato sem licitação, mas, não se pode dar uma concessão como esta de bandeja a uma empresa. Caso façam, vamos exigir o procedimento concorrencial”, afirmou o titular da 10ª Promotoria de Justiça de Dourados.

O  impasse com relação a renovação da concessão à empresa desde novembro de 2016, quando a 10ª, 11ª e 16ª Promotorias de Justiça expediram uma recomendação ao então prefeito, Murilo Zauith (DEM), e a todos os vereadores de Dourados, da época, estabelecendo que não votassem a autorização para a nova concessão, por conta de irregularidades ambientais, consumeristas e de improbidade administrativa.
Uma das irregularidades apontadas pela promotoria é a isenção tributária da empresa, que além de não pagar outorga de creca de R$ 19 milhões todo ano, ficou isenta de tributos municipais por 20 anos.

Na época, a recomendação foi acatada pela atual prefeita municipal, Délia Razuk (PR), e o procedimento foi arquivado. No entanto, em 2017, a Sanesul e o governo estadual, conforme a denúncia, estariam fazendo nova investida para a concessão, razão de instauração de outro procedimento preparatório, que também foi arquivado, depois que as negociações cessaram.

Além do Ministério Público, a renovação também é motivo de divergência na Camara Municipal. Conforme o vereador Elias Ishy (PT), o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) do município, votado  aprovado pela Câmara em 2018, exige a criação de um Órgão colegiado consultivo e deliberativo para acompanhamento das discussões, mas até o momento nada foi criado pelo executivo.

“A Sanesul fala em plano de investimentos para Dourados, mas não cita as metas que constam no PMSB. Qualquer contrapartida para a prefeitura deveria ser acordada com uma compensação ao longo dos 30 anos (caso seja esse tempo de renovação), com um percentual para os governos que virão e não somente para o atual.  No Paraná, por exemplo, a Senepar negociou 2% da arrecadação e 1% tem como destino  um Fundo, para obras e programas de preservação ambiental, definidos pelo Conselho de Meio Ambiente. Por isso precisávamos do estudo de viabilidade econômica, como eles fizeram lá”, afirmou.

NEGOCIAÇÕES

Procurada pela reportagem, a prefeitura de Dourados afirmou que uma comissão foi montada para analisar a renovação do contrato, entre outras alternativas, como a municipalização ou abertura de processo licitatório para a exploração dos serviços. “A possibilidade da renovação [do contrato] existe, mas foi montada para definir a contrapartida que a Sanesul precisa dar ao município. Existe uma proposta da Sanesul, vinculada a obras do governo do Estado, que está sendo analisada, mas ainda não há uma posição oficial”, explicou o procurador-geral do município, Sérgio Henrique Pereira.

A Sanesul é uma empresa de economia mista, com autonomia administrativa e financeira, que compõe a administração indireta e está vinculada ao Governo do Estado de Mato Grosso do Sul. O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou que “acha difícil” a empresa perder a concessão, pois “se você olhar o volume de investimentos da empresa de saneamento em Dourados ultrapassa R$ 400 milhões, parte desses investimentos ainda não foram liberados porque são financiamento e dependem da renovação da concessão. Então eu acho que com isso nós estamos mostrando a prefeitura, aos vereadores de Dourados e a sociedade que é importante a renovação”, considera.

A Sanesul foi questionada sobre os prejuízos, caso perca a concessão, além dos investimentos na cidade, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

UEMS VESTIBULAR

Inscrições para vestibular da UEMS encerram em menos de uma semana

Período para realizar pagamento da taxa de inscrição acaba um dia após encerramento de inscrições, no dia 6 de novembro

30/10/2026 11h25

Foto: Divulgação

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Estudantes e interessados em ingressar no ensino superior público em 2027 terão até a próxima quinta-feira (05) para realizar as inscrições para o Vestibular da Universidade Estadual de Mato Groso do Sul (UEMS). A prova acontecerá no mesmo mês, no dia 22 de novembro.

As inscrições devem ser feitas por meio do site ofical da Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec), na página de "Área do Candidato", disponível até às 23h59, no horário de Mato Grosso do Sul.

Na inscrição, o candidato deve selecionar a aba "Inscrições" e entrar na área do "Processo Seletivo Vestibular - UEMSVEST 2027"; escolher o curso disponível desejado; conferir os dados cadastrais e indicar a categoria concorrente.

Durante o preenchimento da inscrição o candidato deve escolher se concorrerá a vaga dentro da Ampla Concorrência, ou por sistema de cotas com vagas destinadas a pessoas negras, indígenas, residentes em MS há mais de 10 anos ou PCD.

Nesta etapa também é necessário que o candidato escolha a língua estrangeira de preferência (inglês ou espanhol) para realizar as cinco questões dentro da área de linguagens da prova.

O candidato deve ainda selecionar o município que irá prestar o vestibular presencialmente.

Para isso, a Universidade oferece 19 municípios polos, sendo eles: Amambai, Aquidauana, Bataguassu, Campo Grande, Cassilândia, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dourados, Glória de Dourados, Ivinhema, Jardim, Maracaju, Mundo Novo, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã ou Três Lagoas.

Para todos os candidatos que não solicitaram isenção da taxa de inscrição anteriormente, é necessário realizar o pagamento no valor de R$ 100. O valor não altera e deve ser pago até o dia 6 de novembro, um dia após o encerramento das inscrições.

A taxa pode ser paga por meio de boleto emitido no próprio mesmo site da Fapec, cartão de crédito/débito ou pix.

Ao fim da inscrição o candidato deve indicar se é necessário atendimento diferenciado ou condições especiais no dia da prova, confirmar por meio do termo de ciência que concorda com as regras especificadas em edital, conferir os dados preenchidos e finalizar o envio.

Vestibular UEMS 2027

A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) oferece 1.043 vagas presenciais distríbuidas em 52 cursos de graduação espalhados nas unidades por todo o Estado com oportunidade de ingresso por meio do Processo Seletivo Vestibular UEMS 2027, com inscrições até o dia 5 de novembro.

São 556 vagas destinadas a ampla concorrência, 207 para negros, 114 para indígenas, 114 para residentes em Mato Grosso do Sul há mais de 10 anos e 52 para pessoas com deficiência ou transtornos globais do desenvolvimento (PCD).

O exame terá 60 questões objetivas de múltipla escolha sobre Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, além de uma Redação, com tema a descobrir no dia da prova.

O resultado final será divulgado em 22 de janeiro de 2027 e as convocações para matrícula ocorrerão a partir de fevereiro de 2027.

Confira o cronograma oficial:

  • Período de inscrições: 02/09/2026 a 05/11/2026/
  • Período para solicitar isenção da taxa: 02/09 a 30/09/2026;
  • Resultado final de isenções: 20/10/2026;
  • Prazo limite para pagamento da taxa (pedidos indeferidos e outros): até 06/11/2026;
  • Aplicação das Provas (Objetiva e Redação): 22/11/2026, das 8h às 13h (horário oficial de MS);
  • Divulgação do Resultado Final: 22/01/2027;
  • Período para apresentação de cotistas negros às bancas de verificação fenotípica: a partir de 25 de janeiro de 2027;
  • Início das convocações para matrícula: a partir de fevereiro de 2027.

Acesse a página com todos os editais do Vestibular UEMS 2027 aqui.

VIOLÊNCIA INDÍGENA

Deputado confirma vinda de ministros de Lula após ataques à indígenas em MS

Representantes do Governo Federal devem chegar ao Estado neste sábado (31) para acompanhar a situação; MPF investiga ameaças e denúncias de violência contra comunidades indígenas

30/10/2026 11h02

Ministros devem vir após ataques violentos em aldeias de MS

Ministros devem vir após ataques violentos em aldeias de MS Foto: Gerson Oliveira

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou o envio de três ministros a Mato Grosso do Sul para acompanhar de perto as denúncias de violência, ameaças e intimidações contra comunidades indígenas no Estado. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (30) pelo professor Tiago Botelho, por meio das redes sociais.

Segundo a publicação, os ministros Luiz Eloy Terena, dos Povos Indígenas, Janine Mello, dos Direitos Humanos, e Wellington Silva, da Justiça, devem chegar ao Estado neste sábado (31).

“Acabo de ser informado por Brasília que o presidente Lula determinou a vinda de três ministros para o Mato Grosso do Sul para acompanhar de perto a situação dos povos indígenas”, escreveu Botelho em um post da rede social X. 

Na publicação, ele também condenou os episódios de violência e defendeu o respeito às comunidades indígenas sul-mato-grossenses. 

A informação surge em meio à mobilização de órgãos federais para investigar denúncias de ataques contra indígenas após o resultado do segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25). 

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a agenda dos ministros no Estado, nem os municípios que deverão receber a comitiva.

Governo cria canal de denúnicas

Também nesta sexta-feira (30), o Governo Federak anunciou a criação de um canal específico para receber denúncias de possíveis crimes, ameaças e intimidações contra comunidades indígenas.

O atendimento será realizado pelo número (11) 98202-5433, disponibilizado pelo Ministério dos Povos Indígenas.

De acordo com o ministro Luiz Eloy Terena, uma força-tarefa foi estruturada com a participação dos ministérios da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos para acompanhar as ocorrências.

O grupo ficará responsável por reunir informações, acompanhar as denúncias e encaminhar os casos aos órgãos competentes, com o objetivo de identificar os possíveis responsáveis.

A Polícia Federal (PF) também foi acionada para investigar os casos.

As medidas foram adotadas após denúncias encaminhadas pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que apontou um aumento de situações de violência, atropelamentos, ameaças e hostilidades contra indígenas em Mato Grosso do Sul depois das eleições.

Na quinta-feira (29), o Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) informou que vai investigar as denúncias de violência contra comunidades indígenas e adotar as providências cabíveis.

Entre os casos apurados está uma conversa envolvendo dois servidores da Prefeitura de Tacuru, na qual um deles teria sugerido colocar veneno na água utilizada por indígenas, em represália ao resultado da eleição presidencial.

Diante da gravidade do episódio, o MPF notificou a administração municipal para prestar esclarecimentos no prazo de 48 horas.

Inicialmente, o prefeito Rogério Torquetti classificou a situação como um mal-entendido e informou que havia repreendido os funcionários e restringido o acesso deles às comunidades indígenas.

Posteriormente, a prefeitura anunciou o afastamento do servidor responsável pela fala e a abertura de um procedimento disciplinar. A assessoria jurídica do município esclareceu, no entanto, que ambos os funcionários foram suspensos de suas funções.

Segundo Clederson Lopes, responsável pelo setor jurídico da prefeitura, o município também deverá informar ao MPF que os envolvidos não possuem ligação com os serviços de abastecimento de água.

A administração municipal afirmou que permanecerá à disposição do órgão para prestar esclarecimentos durante as investigações.

Além de Tacuru, o MPF estruturou frentes regionais de apuração em municípios do sul de Mato Grosso do Sul.

Em Naviraí, o procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida instaurou procedimento para verificar denúncias de supostos homicídios relacionados a conflitos políticos. As informações, entretanto, foram desmentidas após investigação.

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