Cidades

LIDERANÇA FEMININA

Santa Casa tem sua primeira mulher presidente, Alir Terra, em 105 anos de história

Chapa "Por Amor à Santa Casa" foi eleita, em novembro de 2022, com 49 votos, contra 39 da concorrente "Nova Santa Casa"

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Alir Terra Lima assume, até 2025 a presidência da Santa Casa, sendo a primeira mulher eleita para o cargo em 105 anos da instituição. 

Sua posse aconteceu na noite de segunda-feira (2), junto da Diretoria Corporativa, composta por: 

  • Vice-presidente, Jary de Carvalho e Castro, 
  • Diretor-secretário, Heitor Miguel Scheibeler (adjunto, Ivan Araújo Brandão), 
  • Diretor de finanças João Nelson Lyrio (adjunto, Marcos Alceu da Silva Villalba)

Vale ressaltar que essa eleição aconteceu ainda em novembro de 2022. Na ocasião, a chapa de Alir - "Por Amor à Santa Casa" - recebeu 49 votos, contra 39 votos da concorrente, "Nova Santa Casa". 

“Trabalharemos exaustivamente em equipe com todos os funcionários deste hospital para levar uma atenção especializada e focada na segurança e qualidade do atendimento ao paciente. Queremos ser transparentes, imparciais e agiremos estritamente dentro da legalidade e unidos ao Conselho de Administração para que possamos nos dedicar com afinco à vocação desta Santa Casa, que é de salvar vidas”, discursou Alir.

Em entrevista ao Correio do Estado a nova presidente ressaltou que sua administração deve ser difente até mesmo pelo fato de ser mulher. 

"A visão da mulher ela é, por sí só, pelo sexo, diferente da visão do homem. É mais em detalhes, nós mulheres já nascemos com essa questão de abraçar, cuidar", argumentou Alir Terra.  

Ela fez questão de declarar que não estará nessa empreitada sozinha, sendo que, em conjunto com os outros diretores haverá um "outro olhar" em relação à Santa Casa de Campo Grande. 

"Vamos conservar o que tem de bom, e agasalhar mais as pessoas que chegam ali e precisam recuparar sua saúde, mas que recebam uma atenção diferenciada", disse. 

Na noite desta segunda (2), também assumiram membros do Conselho Fiscal,  titulares e suplentes, sendo: Edson Alceu Lazzarotto, Valdir José Dall’angol Zanin, Renato Antônio Pereira de Souza e Renato Paganini.   

Além disso, houve a assinatura dos membros da Comissão de Ética: Guilhermo Ramão Salazar, Juliana Claudia Honório Lyrio, Ascário Nantes, Sebastião Rodrigues Soares, José Rodrigues de Almeida, Luiz Orcírio Fialho Oliveira e Kei Uema.

Deixa a presidência do hospital Heitor Rodrigues Freire e, como bem destaca a instituição, Alir traz consigo a memória de todas as figuras femininas que trabalharam em prol do hospital.

Ainda que ela classifique que as decisões serão tomadas de forma colegiada, semelhante à gestão anterior, complementa a diferença que deve prevalecer nesse triênio. 

"Talvez seja porquê é uma administração eminentemente técnica, onde todos os diretores já passaram por outras experiências administrativas", finaliza a nova presidente. 

 

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ESPORTES

Projeto na Câmara proíbe atletas que jogam fora do Brasil e técnico estrangeiro na Seleção

Pelo texto, as seleções brasileiras masculina, feminina e de base só poderão ser compostas por atletas brasileiros registrados em clubes sediados no Brasil e que disputem competições oficiais organizadas no País

09/07/2026 22h00

A proposta foi apresentada na mesma semana em que a Seleção foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 após perder por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final.

A proposta foi apresentada na mesma semana em que a Seleção foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 após perder por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final. Créditos: Rafael Ribeiro/CBF

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O deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) apresentou nesta quarta-feira, 8, na Câmara dos Deputados um projeto de lei que restringe as convocações para a Seleção Brasileira a jogadores vinculados a clubes do País e estende a exigência aos integrantes da comissão técnica. A proposta também veta patrocínios de casas de apostas, incluindo as bets, a clubes e outras entidades esportivas.

Pelo texto, as seleções brasileiras masculina, feminina e de base só poderão ser compostas por atletas brasileiros registrados em clubes sediados no Brasil e que disputem competições oficiais organizadas no País. A restrição alcança ainda a comissão técnica: treinador, auxiliares, preparadores físicos e demais integrantes deverão ter nacionalidade brasileira e vínculo profissional com clubes ou entidades esportivas estabelecidos no Brasil.

A medida, se aprovada, atingiria diretamente jogadores brasileiros que atuam em clubes no exterior e também impediria a presença de treinadores estrangeiros à frente da Seleção. Atualmente, o Brasil é comandado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, que tem contrato com a CBF até a Copa do Mundo de 2030.

A proposta foi apresentada na mesma semana em que a Seleção foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 após perder por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final.

"Acabei de apresentar um projeto de lei para proibir jogadores de futebol que jogam no exterior e técnicos. Chega! Basta dessas estrelas que vêm para a Copa do Mundo como vestais e chegam na Copa, fazem o Brasil passar vergonha", disse Hauly na quarta-feira, em discurso na Câmara ao defender a proposta.

Em outro trecho, a proposta proíbe clubes, associações, agremiações e entidades de administração do esporte de firmar ou manter contratos de patrocínio, publicidade ou similares com empresas de apostas esportivas, jogos de azar e plataformas eletrônicas do setor. A vedação inclui a exposição de marcas em uniformes, estádios, centros de treinamento, placas, entrevistas, transmissões, redes sociais e eventos esportivos.

Os contratos já em vigor teriam de ser encerrados em até 180 dias após a publicação da lei, caso o projeto seja aprovado e sancionado. O descumprimento poderia levar à suspensão do recebimento de recursos públicos federais, incentivos fiscais, além de outras sanções previstas na legislação.

O projeto ainda está em fase inicial de tramitação na Câmara. Depois de apresentado, o texto precisa ser despachado pela Mesa Diretora para análise das comissões temáticas. Caso seja aprovado nas comissões e, se necessário, no plenário da Câmara, poderá seguir ao Senado.

JUSTIÇA

PF mira empresário suspeito de intimidar jornalistas no caso Master

Décima fase da Operação Compliance foi deflagrada nesta quinta

09/07/2026 21h00

Segundo a PF, Vorcaro estruturou uma

Segundo a PF, Vorcaro estruturou uma "organização criminosa" para blindar os atos ilícitos da gestão dele no Master Marcelo Camargo/Agência Brasil

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (9) a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master.

O alvo desta fase é o empresário Thiago Miranda, acusado de ter ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro e atuar para intimidar jornalistas e servidores do Banco Central pelas redes sociais.

As buscas da PF foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso.

De acordo com as investigações da PF, recursos do esquema de fraudes no Master foram usados por Vorcaro para promover campanhas de desinformação na mídia tradicional e na digital. O trabalho era realizado por influenciadores contratados.

Segundo a PF, Vorcaro estruturou uma "organização criminosa" para blindar os atos ilícitos da gestão dele no Master.

Conforme a decisão do ministro, Thiago Miranda, ex-sócio do Portal Léo Dias, foi responsável pelo monitoramento da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A profissional publicou grande parte dos furos jornalísticos envolvendo as fraudes no banco de Vorcaro.

"Os elementos analisados apontam que Thiago Miranda desempenhava papel central nessas iniciativas, sendo o principal responsável por realizar pesquisas e levantamentos acerca da vida privada da jornalista em questão", afirmou.

Itaú

De acordo com a apuração, Thiago Miranda também teria participado do trabalho de levantamento de informações sigilosas contra Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú.

"Nos diálogos identificados, Daniel Vorcaro envia as seguintes mensagens à Thiago Mirante: Estou precisando fazer um levantamento do Milton Maluhy. Está me causando muito problema. Me ajuda nisso? No minuto seguinte, Thiago responde: Deixa comigo", diz trecho da investigação.

A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Thiago Miranda e aguarda posicionamento.

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