Cidades

PREVISÃO

Semana deve ser de tempo quente e úmido em MS

Hoje, há probabilidade para chuvas de intensidade moderada a pontualmente forte e tempestades acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo

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Neste domingo (20), a previsão meteorológica realizada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) indica o predomínio de sol e valor ao longo do dia em todas as áreas de Mato Grosso do Sul. Mas mudanças ocorrem no tempo a partir da tarde/noite, especialmente para as regiões oeste/sudoeste, as quais devem se estender ao longo da semana. 

Há probabilidade para chuvas de intensidade moderada a pontualmente forte e tempestades acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo. 

Segundo o Cemtec, essas instabilidades ocorrem devido ao avanço de cavados e atuação de um sistema de baixa pressão atmosférica no Paraguai, e devem se estender para todo Estado na segunda-feira (21). 

Em grande parte do estado, os ventos atuam do quadrante norte/nordeste, com rajadas de vento entre 40-60 Km/h e localmente podem atingir valores acima de 70 km/h, segundo o Cemtec. 

Previsão da semana  

Conforme levantado pelo meteorologista do Instituto Nacional de Mateorologia (Inmet), Heráclio Alves, é esperado, para a semana, a chegada das chuvas, sendo predominante tempo quente e úmido, pelo menos até quarta-feira (23). 

“Há uma massa de ar quente e úmida que avança da Bolívia e Paraguai, responsável por algumas mudanças no tempo em todo o Estado”, disse. 

Desse modo, as temperaturas devem sofrer um leve declínio, em comparação com o calor intenso dos últimos dias. Entretanto, o calor permanece na faixa dos 30ºC, podendo chegar até a 34ºC em regiões mais próximas ao Pantanal. 

Conforme apontado pelo Inmet, em Campo Grande, a previsão de segunda-feira (21) é de mínima de 22ºC e máxima de 34ºC. 

Na terça (22), mínima de 23ºC e máxima de 31ºC. Na quarta (23) e quinta-feira (24), mínima de 20ºC e máxima de 29ºC. 

A promessa de chuva surge após dias de tempo bastante quentes e secos em todo o Estado. Somente de sábado para domingo, 7 cidades de MS estiveram entre as mais quentes do país.

São elas: Corumbá, Nhumirim, Aquidauana, Coxim, Miranda, Água Clara e Três Lagoas. 

Além disso, duas cidades estavam entre as com menor umidade relativa do ar: Corumbá e Nhumirim. 

Anteriormente  

Segundo o Cemtec, nos primeiros 15 dias de novembro de 2022, em grande parte do estado, as chuvas ficaram entre 60 - 120%, com chuvas acumuladas entre 40 - 80 mm nas regiões centro-norte e oeste e no sul entre 80-200 mm. 

Por outro lado, nas regiões do bolsão e leste do estado as chuvas ficaram entre 0 - 60%, com acumulados de chuvas de 0 - 40 mm. 

Estes acumulados de chuvas associaram-se ao avanço de sistemas meteorológicos como por exemplo, frentes frias, cavados, aliado ao transporte de calor e umidade e atuação de sistemas de baixa pressão atmosférica no Paraguai que favoreceram a formação de instabilidades no estado.

Destaca-se que entre os dias 01 a 15 de novembro, a menor temperatura registrada foi 6,6°C no dia 02 em Sete Quedas e a maior temperatura registrada foi 40,3°C no dia 10 em Corumbá. 

Já a menor umidade relativa do ar registrada foi de 11% em Corumbá no dia 08. A maior rajada de vento foi 95,0 km/h no município de Rio Brilhante no dia 11. 

Os fatores que contribuíram para o frio atípico que ocorreu no mês de novembro podem ter sido influenciados pela atuação da Oscilação Antártica (AAO), favorecendo o deslocamento das frente fria e massas de ar polar mais para norte. 

Outro fator climático que pode ter contribuído é a Oscilação de Madden-Julian (OMJ) e pode ter favorecido o avanço da frente fria até ao Nordeste e, consequentemente, a propagação do ar frio até o norte do país.

JUSTIÇA

Cliente será indenizada após atrasos, extravio e ameaça de transportadora

Decisão da Justiça de Campo Grande reconheceu falhas na prestação do serviço, responsabilizou duas empresas pelo transporte e fixou indenização superior a R$ 14 mil

27/07/2026 12h30

Consumidora ficou semanas sem seus pertences, teve parte da mudança extraviada e ainda foi alvo de intimidações após contestar a cobrança

Consumidora ficou semanas sem seus pertences, teve parte da mudança extraviada e ainda foi alvo de intimidações após contestar a cobrança Divulgação

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Uma consumidora de Campo Grande obteve na Justiça o direito de ser indenizada após enfrentar uma série de problemas durante uma mudança para o município de São José, em Santa Catarina. Além de receber os bens com mais de 20 dias de atraso, ela teve parte dos pertences extraviado e, ao questionar o serviço, passou a sofrer ameaças e constrangimentos por uma das transportadoras envolvidas.

A sentença foi proferida pelo juiz Marcus Abreu de Magalhães, da 12ª Vara Cível de Campo Grande, que condenou as empresas responsáveis pelo transporte ao pagamento de R$ 14 mil por danos morais, além de R$ 299,94 por danos materiais.

De acordo com o processo, a cliente contratou uma transportadora para levar dez volumes da capital sul-mato-grossense até Santa Catarina e pagou metade do valor do frete antecipadamente. No entanto, sem comunicação prévia, o serviço acabou sendo repassado para outra empresa. O prazo inicialmente combinado não foi cumprido e a mudança só chegou ao destino semanas depois.

Durante esse período, a consumidora permaneceu sem roupas, móveis e objetos de uso pessoal, recorrendo diversas vezes à empresa para obter informações sobre a entrega.

Segundo os autos, a justificativa apresentada foi de que o frete era compartilhado e que houve uma parada em São Paulo. No decorrer da ação, entretanto, ficou demonstrado que o transporte foi dividido entre diferentes motoristas ao longo do percurso.

Quando finalmente recebeu a mudança, a cliente constatou que apenas sete dos dez volumes haviam sido entregues. Conforme apurado no processo, dois volumes ficaram em São Paulo e outro permaneceu com o motorista responsável pela etapa final da viagem.

Diante da ausência de parte dos bens, a consumidora optou por não quitar o saldo restante do contrato. A partir desse momento, segundo a ação, passou a receber ameaças de protesto do débito e até de invasão de domicílio por parte da empresa terceirizada.

Na defesa, a transportadora responsável pela etapa final alegou que o contrato permitia a subcontratação do serviço e sustentou que a cliente tinha conhecimento sobre a quantidade de volumes transportados. A empresa inicialmente contratada, por sua vez, não apresentou manifestação no processo.

Ao analisar o caso, o magistrado concluiu que a possibilidade de subcontratação prevista em contrato não elimina a responsabilidade das empresas pela correta execução do serviço. Para o juiz, ficou comprovada a falha na prestação do transporte, bem como os prejuízos causados à consumidora.

Na decisão, as duas empresas foram condenadas solidariamente ao pagamento de R$ 2 mil por danos morais e de R$ 299,94 por danos materiais, valor correspondente à aquisição de uma nova cama. Além disso, a empresa terceirizada deverá pagar, sozinha, mais R$ 12 mil por danos morais, em razão das ameaças e dos constrangimentos praticados contra a cliente.

Com isso, o valor total da indenização por danos morais chega a R$ 14 mil.

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Drogas

PF investiga informação falsa sobre carga de madeira com cocaína em MS

A nova investigação tem como objetivo apurar quem informou à Receita Federal sobre a suposta droga escondida nas 260 toneladas de madeira e se há algum interesse por trás da divulgação

27/07/2026 12h00

Carga de 260 toneladas de madeira estava foi apreendida em Corumbá e Cuiabá (MT)

Carga de 260 toneladas de madeira estava foi apreendida em Corumbá e Cuiabá (MT) Divulgação

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A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar o envio das informações para investigar as supostas toneladas de cocaína em toras de madeiras, que foram apreendidas em oito caminhões nos municípios de Corumbá e Cáceres (MT), no dia 21 de junho. 

A PF quer entender o motivo das informações serem enviadas à Receita Federal para investigação, se há interesses que motivaram a divulgação precoce dos fatos sobre a apreensão. O inquérito também busca esclarecer como a denúncia foi produzida e por quais canais circulou.

Inicialmente, a Receita Federal informou que apreendeu toras de madeira, as quais possuiam cocaína líquida, escondida entre as 260 toneladas que eram transportadas em oito caminhões, quatro em Corumbá e quatro em Cáceres (MT). Até então, tratava-se da maior apreensão da droga no Brasil, em toda a história.

Porém, todos os exames feitos na carga apontaram que não havia a existência da cocaína. Apesar dos laudos indicarem a negativa para entorpecentes, a carga segue retida pela Receita Federal. 

Laudos

A perícia feita pelo Setor Técnico-Científico da Superintendência Regional de Polícia Federal em Mato Grosso do Sul na carga de madeira apreendida coletou, ao todo, 52 amostras para realizar os mais diversos exames e tentar detectar a suposta cocaína que estaria impregnada no material. Contudo, em nenhuma das amostras analisadas foi encontrado o entorpecente.

Essa informação consta nos quatro laudos da perícia federal feita nas cargas apreendidas no dia 21 de junho, em Corumbá, um para cada caminhão encontrado em Mato Grosso do Sul.

Segundo os relatórios, o material coletado no primeiro dia foi encaminhado totalmente para o Laboratório de Química Forense do Setor Técnico-Científico e o laboratório do Ialf, que não encontraram vestígio de cocaína na carga.

“Todos os testes e exames instrumentais resultaram negativos para a presença de cocaína impregnada nas amostras de madeira encaminhadas a exame pericial”, concluíram os quatro laudos dos exames em laboratório obtidos pelo Correio do Estado.

A análise do material da segunda coleta, realizada entre os dias 30 junho e 3 de julho, foi dividida da seguinte forma: uma parte foi analisada no local e a outra seguiu para o INC, para um relatório final.

Porém, nos exames feitos no local, também não foi detectada cocaína em nenhuma das amostras analisadas, segundo apontam os relatórios do perito Matheus de Andrade Carvalho Souza.

“Todos os testes preliminares resultaram negativos para a presença de cocaína impregnada nas amostras de serragem coletadas no local”.

Apesar de em dois exames diferentes, feitos pela Perícia da Polícia Federal, não ter sido detectada a presença de cocaína, a carga segue retida pela Receita Federal.

O órgão federal afirmou que aguarda a entrega dos laudos que estão sendo feitos pelo INC para, caso não haja nenhuma irregularidade adicional, liberar os caminhões e suas cargas.

“A apuração, contudo, ainda não foi concluída. Permanecem pendentes laudos periciais do Instituto Nacional de Criminalística, e a Polícia Federal determinou a instauração de inquérito policial para o prosseguimento das diligências e o esclarecimento integral dos fatos, com ciência ao Ministério Público Federal e à Receita Federal. Por essa razão, a carga permanece retida”, afirmou a Receita Federal, em nota.

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