Cidades

investimento

Sete anos depois de obras do Reviva, Rua 14 de Julho continua "morrendo"

Reportagem contou 23 espaços fechados disponíveis para locação ou compra na principal via do centro de Campo Grande

Continue lendo...

Mesmo depois do projeto Reviva Centro, que prometeu a revitalização da região mais movimentada de Campo Grande para atrair os empresários e a população, a Rua 14 de Julho segue abandonada pelos comerciantes, com número de empreendimentos fechados semelhante ao de sete anos atrás, durante as obras.

Na tarde de ontem, a reportagem do Correio do Estado foi às ruas para contabilizar quantos espaços estão disponíveis para locação ou venda na Rua 14 de Julho.

Ao todo, foram encontrados 23 estruturas sem funcionamento entre as Ruas 7 de Setembro e Maracaju, o que deixa explícito o insucesso da revitalização para os comerciantes.

Para efeito de comparação, durante as obras de revitalização, entre maio e junho de 2018, estavam fechados 25 imóveis na Rua 14 de Julho, segundo levantamento realizado pela Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG). 

Vale lembrar que, naquela época, por causa da reforma, trechos da região ficaram interditados para veículos, o que dificultava o acesso ao Centro para pessoas que moravam longe e levou muitos estabelecimentos a fecharem pela diminuição do movimento, situação que piorou pouco tempo depois, em razão da pandemia de Covid-19.

Prédio onde funcionou a Americanas está entre os locais fechados  Prédio onde funcionou a Americanas está entre os locais fechados - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Em entrevista à reportagem, o arquiteto e urbanista Ângelo Arruda disse que o levantamento feito pelo Correio do Estado revela que o plano de revitalização não deu certo, o que ele diz ser efeito do aumento do e-commerce (compra e venda de bens ou serviços pela internet) e da pouca diversificação no tipo de comércios, já que cerca de 8 em cada 10 espaços são destinados a varejistas de vestuário.

“O e-commerce me joga na logística de eu ter o produto muito perto para eu entregar. A lógica da venda comercial no Brasil alterou profundamente as relações de comércio das áreas centrais. Ainda, 80% são atividades econômicas de roupas e calçados. Não tem padaria, supermercado, lanchonete ou barzinho, ou seja, ela é essencialmente do comércio varejista de três ou quatro produtos. Sem a mistura de atividades econômicas, você vai enterrar todo mundo junto”, analisa o arquiteto.

Arruda também cita a criação de subcentros espalhados por Campo Grande, que são polos secundários de comércio, serviços e empregos que se formam fora do Centro.

Como exemplo, o arquiteto menciona a evolução do Bairro Nova Lima, que saiu da fama de uma região “favelada” para uma área urbana com comércio forte e expansão imobiliária.

Uma das ideias dadas pelo especialista para que o centro da Capital voltasse a ter um movimento que representasse maiores ações comerciais foi tirar a prefeitura da Avenida Afonso Pena e a transferir para a Galeria São José, que também está localizada na Rua 14 de Julho e tem poucas lojas funcionando. No entanto, foi um plano recusado pela administração municipal à época.

RELATO

Próximas de um espaço fechado perto do cruzamento da Rua 14 de Julho com a Rua Maracaju, as empresárias Jussara Cintra e Carol Ramos, que são mãe e filha, trabalham juntas em um empreendimento de roupas infantis desde 2021.

Em conversa com a reportagem, elas revelam que a insegurança e a falta de higiene na região influenciam muito para um comerciante decidir apostar no lugar como investimento.

“Esses imóveis estarem vazios talvez não seja pelo valor, mas sim a baderna, a loucura e a sujeira que virou isso aqui. É estrangulante o que a gente faz. É triste demais. A gente tem que limpar vômitos, fezes, urina. É podre. A gente gasta com água, com produtos de limpeza. É uma loucura”, conta Jussara.

“Tem a questão da segurança, porque as abordagens são frequentes. Agora mesmo a gente estava sem água porque mexeram no nosso registro. Esses postos de energia que fizeram depois da reforma da rua, a gente teve que trancar para não roubarem. A onda de roubo de fios de cobre prejudicou, nós mesmos fomos vítimas disso”, complementa Carol.

As duas também afirmara que o sucesso da vida noturna na região desde 2023, com a abertura de bares na Rua 14 de Julho, que cresceu significativamente, especialmente perto da Rua Maracaju, também teria prejudicado os comerciantes casuais, como varejistas e donos de restaurantes.

“Essa mistura de bar com comércio também prejudica um pouco, o local se tornou uma rinha. Os donos de bar estão no direito deles também, porque eles são comerciantes, eles são proprietários. Só que eu acho que são coisas que não se misturam. O comerciante só é lesado”, desabafa Carol Ramos.

* Saiba 

A revitalização da Rua 14 de Julho fez parte do programa Reviva Centro e foi custeada com recursos do Banco Internacional de Desenvolvimento (BID).

Ao todo, foram gastos R$ 60 milhões para instalação de fiação subterrânea e mobiliário urbano. A rua ficou mais estreita e as calçadas mais largas.

encontro das aduelas

Após quatro anos, Brasil e Paraguai se unem pela ponte da Rota Bioceânica

Obras começaram em 2022 e o encontro entre as duas partes da estrutura ocorreu nesta quarta-feira

15/07/2026 17h15

Encontro das aduelas ocorreu nesta quarta-feira

Encontro das aduelas ocorreu nesta quarta-feira Foto: Obras Paraguaias

Continue Lendo...

Após mais de quatro anos de início das obras, Brasil e Paraguai se uniram aravés da ponte da Rota Biocêanica. O chamado encontro das aduelas, que é a junção entre os dois lados da estrutura sobre o Rio Paraguai, ocorreu nesta quarta-feira (15), com a colocação da última aduela, a peça final de concreto que fechou o vão entre as duas extremidades.

Para simbolizar a ligação física, houve uma cerimônia com o gesto que ficou conhecido como “o beijo da integração”: um abraço seguido de um beijo entre representantes dos dois lados da fronteira, simbolizando amizade, respeito e o compromisso com um futuro construído em conjunto.

A ponte liga as cidades de Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, no Brasil, e Carmelo Peralta, no Paraguai.

A Ponte Bioceânica integra a chamada Rota Bioceânica, que conectará o Brasil aos portos do norte do Chile, atravessando Paraguai e Argentina, levando a produção sul-americana até os portos do norte chileno no Oceano Pacífico, reduzindo custos de transporte e ampliando a competitividade das exportações para os mercados asiáticos.

Com 1.294 metros de comprimento e um vão central elevado para navegação segura, a ponte será um ativo logístico estratégico do Corredor Bioceânico, conectando a Rodovia PY15 à malha rodoviária regional.

A construção da ponte começou oficialmente no dia 14 de janeiro de 2022.

Tráfego ainda não será liberado

Apesar do encontro das duas extremidades, que simboliza a conclusão da ligação física entre os dois países, a ponte ainda será liberada para tráfego.

Isto porque agora será iniciada a etapa final da obra, que consiste na construção e implantação de calçadas, pistas, iluminação viária e ornamental, pavimentação e sinalização.

A expectativa é que essa próxima etapa seja finalizada em agosto e, no fim de novembro, seja totalmente concluído o acesso à ponte do lado paraguaio.

Paralelamente a construção da passarela, estão em andamento os trabalhos nos viadutos que integrarão as cabeceiras da ponte nos dois países.

No Brasil, também estão em andamento as obras da alça de acesso. Orçada em aproximadamente R$ 574 milhões, a alça compreende um trecho de 13,1 quilômetros de rodovia para interligar a BR-267 à ponte sobre o rio em Porto Murtinho. As alças de acesso à rodovia só devem ser concluídas e liberadas para o público até 2028.

A ponte é considerada uma peça central da rota. A passarela tem 1,3 quilômetro de extensão e 21 metros de largura, a 35 metros acima da calha do rio, contando com um trecho estaiado de 632 metros, sustentado por torres de 130 metros de altura.

O investimento é de G. 684.615.904.566, equivalente a aproximadamente USD 103 milhões, financiado por recursos do lado paraguaio da Usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu. O Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) atua como órgão executor.

A obra está sendo executada pelo Consórcio Binacional PYBRA, formado pelas empresas Tecnoedil SA, Paulitec Construções e Construtora Cidade Ltda., sob a supervisão do Consórcio Prointec.

Encontro das aduelas ocorreu nesta quarta-feiraPróxima etapa da obra inclui pavimentação, calçadas, sinalização, entre outros (Foto: Obras Paraguaias)

Rota Bioceânica

A Rota Bioceânica terá início em Porto Murtinho, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, atravessando o Paraguai e a Argentina até chegar aos portos do Chile.

Essa ligação permitirá que exportações brasileiras cheguem à Ásia com até 17 dias de economia no transporte, em comparação com a saída pelo Porto de Santos, segundo dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O projeto, que começou a ser debatido em 2014 e foi iniciado em 2017, tem a promessa de ampliar a relação comercial do Estado com países asiáticos e sul-americanos.

A Rota Bioceânica, segundo especialistas, terá potencial para movimentar US$ 1,5 bilhão por ano em exportações de carnes, açúcar, farelo de soja e couros para os outros países por onde passará.

campo grande

Defesa Civil alerta para vendaval de até 100 km/h de quinta até domingo

Não há previsão de chuvas e dias devem ter predomínio de sol, com umidade abaixo de 30% em quase todo o Estado

15/07/2026 17h00

Alerta é válido para Campo Grande e outros municípios do Estado

Alerta é válido para Campo Grande e outros municípios do Estado Foto: Divulgação / PMCG

Continue Lendo...

A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Campo Grande divulgou alerta para o risco de vendaval na Capital, entre as 23h desta quinta-feira (16) e as 22h59 de domingo (19). O alerta laranja foi emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e prevê ventos entre 60 km/h e 100 km/h.

De acordo com o aviso meteorológico, há risco de queda de árvores, destelhamento de residências e danos em edificações e plantações em decorrência da intensidade dos ventos.

A Defesa Civil orienta que a população redobre os cuidados durante o período de vigência do alerta, evitando permanecer próximo a árvores, estruturas metálicas, placas de publicidade e locais com risco de queda de objetos.

Em caso de ocorrências, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.

Para solicitação de serviços públicos, o atendimento é realizado pelo 156. Já em situações que envolvam risco na rede elétrica, o contato deve ser feito diretamente com a concessionária de energia, pelo telefone 193.

Alerta é válido para Campo Grande e outros municípios do Estado

Sem chuvas

O vendaval previsto deve ocorrer com tempo seco, pois não há previsão de chuvas para, pelo menos, até sexta-feira (17), em Mato Grosso do Sul.

Além do vendaval, o Inmet também tem alerta de baixa umidade, com vigência até o fim de semana no Estado. Os índices de umidade relativa do ar podem ficar abaixo de 30%,

Os dias devem ter predomínio de sol e tempo seco, mas ainda com amplitude térmica, com grande diferença entre as mínimas e máximas registradas no mesmo dia.

Nas madrugadas e primeiras horas da manhã, as temperaturas podem chegar a 10°C, especialmente no sul do Estado, mas sobem rapidamente ao longo do dia, com máximas ultrapassando os 30°C.

Em Campo Grande, as temperaturas oscilam entre 17°C e 32°C, sem previsão de chuvas.

A umidade relativa do ar volta a atingir níveis de atenção em Mato Grosso do Sul, com índices em torno de 30%, principalmente durante a tarde. O índice é considerado prejudicial à saúde, podendo surgir sintomas como ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.

O Cemtec também alerta que a persistência do tempo quente, seco e com baixa umidade relativa do ar
aumenta significativamente o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais, exigindo atenção redobrada da população.

Diante desse cenário, a recomendação é se manter hidratado, evita exposição ao sol nas horas mais quentes do dia e umidificar os ambientes.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).