Cidades

SEGURANÇA

Sistema de monitoramento da fronteira teve aumento de 50% nos investimentos

Entre 2012 e 2024, o total investido para ampliar o monitoramento fronteiriço foi de R$ 3,751 bilhões repassados ao Sisfron

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O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), que se apresenta como uma das principais estratégias no mundo para garantir soberania nacional e combate a ilegalidades em 16 mil quilômetros entre Brasil, Bolívia, Paraguai, Uruguai, Argentina, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e França pela Guiana Francesa, recebeu aumento de aportes para sua implantação nesta década, conforme aponta levantamento feito em estudo apresentado à Escola Superior de Defesa.

Os investimentos aportados no orçamento da União aumentaram 48% entre 2020 e 2024, período analisado.

Lançado há quase 20 anos, em 2008, a estratégia que envolve a implantação do Sisfron tem custo de mais de R$ 11 bilhões, porém, mesmo com a proposta de aprimorar a estratégia de proteção às fronteiras, acabou sofrendo cortes orçamentários por diferentes governos entre 2012 e 2021.

Com isso, menos de 30% dele já foi implantado até agora.

Entre 2012 e 2019, o orçamento para implantação das diferentes estratégias do Sisfron alcançaram R$ 2.359 bilhões.

Esse valor, de forma anual, passou a ser incrementado depois de 2021, quando os recursos destinados foram de R$ 170 milhões. Entre 2012 e 2024, o total investido para ampliar o monitoramento fronteiriço foi de R$ 3.751bilhões.

Essas cifras foram levantadas dentro da pesquisa “Os programas estratégicos do Exército Brasileiro e seus transbordamentos no campo econômico do país”, elaborada pelo coronel Rafael Silva dos Santos pela Escola Superior de Defesa.

“O desenvolvimento de uma defesa nacional a altura do País exige a articulação de três vetores que se complementam: uma política de defesa nacional; um planejamento estratégico elaborado no mais alto escalão do Estado; e um orçamento de defesa adequado e previsível. Apesar do avanço verificado no planejamento estratégico, a deficiência de qualquer um desses itens afetará negativamente o resultado desejado”, apontou o autor do levantamento.

Apesar do aumento nos investimentos nessa última década, diferentes cronogramas do Sisfron já sofreram atrasos. Essa deficiência orçamentária prolongada travou diferentes ações.

E o que contribuiu para retomar um melhor grau de recursos nesses últimos anos vem sendo o cenário bélico mais intenso no mundo, como a guerra entre Rússia e Ucrânia e suas repercussões globais, além de uma atuação dos Estados Unidos mais intensa para influenciar na política na América Latina e em outros países.

“Percebe-se que nos anos mais recentes o debate em torno dos investimentos públicos em defesa ganhou nova relevância, sobretudo diante das transformações geopolíticas, tecnológicas e econômicas que caracterizam o cenário internacional contemporâneo. No Brasil, esse debate assume contornos particulares à medida que o País busca equilibrar as demandas de modernização das Forças Armadas com a necessidade de desenvolvimento econômico e inclusão social”, analisou coronel Rafael Silva dos Santos, autor do estudo que engloba a implantação do Sisfron.

O Sisfron integra um portfólio estratégico definido pelo Exército como prioridade, e que teve o marco inicial com a aprovação da Política de Defesa Nacional – Decreto nº 5.484/2005.

Além do Sisfron, faz parte desse conjunto de ações o Forças Blindadas , para modernizar a estrutura de veículos blindados; Astros, que envolve estrutura de sistema de foguetes e mísseis bélicos; Defesa Antiaérea, que integra a indústria nacional de defesa para transferências de tecnologias e aprimoramento da artilharia antiaérea; Aviação do Exército.

AÇÕES NA PRÁTICA

Após esses investimentos feitos, incluindo aportes maiores a partir de 2021, neste ano houve a realização de operação ampla para colocar em prática estruturas do Sisfron.

A mobilização foi estruturada pelo Comando Militar do Oeste (CMO) para Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, que fazem fronteiras com Paraguai e Bolívia, por meio da Operação Jaguaretê-Oeste.

Além do Sisfron, foram usados equipamentos do projeto Combatente Brasileiro (Cobra) e blindados Guarani, integrando o apoio de forças de segurança estaduais e federal. Em balanço feito no fim de agosto, a operação causou R$ 66 milhões em prejuízos ao crime organizado por conta das apreensões realizadas desde junho deste ano.

Estão empenhados mais de 600 militares distribuídos ao longo de 822 km de faixa de fronteira em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. A operação prossegue até o dia 15.

Entre as tecnologias empregadas pelo Sisfron está o uso de radar que permite realizar buscas de diferentes alvos com baixa altura e definição 3D. Um dos equipamentos mais recentes, que agora está em fase de testes, é o radar Saber M60, da Embraer. Ele foi entregue ao Exército no começo de agosto.

“O Radar Saber M60 integra o Portifólio Estratégico do Exército e foi desenvolvido pela Embraer em parceria com o Exército Brasileiro. É um radar de busca de baixa altura, com tecnologia 3D, capaz de rastrear inúmeros alvos simultaneamente e recebeu melhorias em hardware, simplificação em sua arquitetura de software e algoritmos de processamento de sinais mais robustos”, informou o Exército, em nota.

Cidades_Sisfron_divulgação3Incremento nos recursos resultou em operação realizada este ano pelo Exército Brasileiro na fronteira - Foto: Divulgação

ORÇAMENTO PARA 2027

Para o próximo ano, o orçamento da União prevê R$ 467 milhões para a continuidade da implantação do Sisfron.

Os recursos envolvem investir em radares, sensores ópticos, equipamentos de comunicação, sistemas de comando e controle, veículos e infraestrutura. Além de Dourados, essas estruturas também estão sendo avançadas na região de Corumbá.

Esse orçamento é 26% superior ao que foi injetado em 2024, quando o valor foi de R$ 368 milhões. Conforme previsto pelo Exército, se todo o orçamento for liberado, será possível alcançar 28,2% da implantação do Sisfron no País.

Quando foi lançado, o projeto tinha previsão para ser totalmente concluído até 2035.

Trânsito

PRF reforça fiscalização nas rodovias de MS durante feriadão

Operação começa na sexta-feira (9) e vai até segunda (12), com foco em excesso de velocidade, ultrapassagens e embriaguez ao volante

07/10/2026 17h24

Fiscalização será reforçada nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul entre sexta-feira e segunda-feira durante operação da PRF

Fiscalização será reforçada nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul entre sexta-feira e segunda-feira durante operação da PRF Gerson Oliveira

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A PRF (Polícia Rodoviária Federal) vai reforçar a fiscalização nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul durante o feriadão de Nossa Senhora Aparecida. A Operação Nossa Senhora Aparecida 2026 começa na sexta-feira (9) e segue até segunda-feira (12), período em que é esperado aumento no movimento das estradas.

As equipes serão posicionadas em trechos estratégicos e terão como foco infrações consideradas de maior risco, como ultrapassagens proibidas, excesso de velocidade, direção sob efeito de álcool e falta do cinto de segurança ou do dispositivo de retenção adequado para crianças.

Apesar do aumento da fiscalização, não haverá restrição de tráfego nas rodovias federais de Mato Grosso do Sul durante o feriado.

Além da fiscalização de trânsito, a PRF manterá ações de combate à criminalidade, com atenção ao transporte de drogas, armas e outros produtos ilícitos.

A orientação da PRF é que os motoristas façam uma revisão básica do veículo antes da viagem, verificando pneus, freios, iluminação e níveis de óleo e água.

Também é necessário conferir a documentação do condutor e do veículo. Durante o trajeto, a recomendação é fazer paradas para descanso a cada duas horas e não dirigir com sono ou cansaço.

Em caso de chuva ou neblina, a orientação é reduzir a velocidade e aumentar a distância em relação ao veículo da frente.

Transporte Interestadual

Novos trechos de ônibus ligam cidades de MS ao interior de São Paulo

A autorização inclui novos trechos partindo de Aparecida do Taboado e Paranaíba para Catanduva e Mirassol e amplia as conexões rodoviárias entre Mato Grosso do Sul e o interior de São Paulo.

07/10/2026 17h05

Expresso Itamarati teve novos trechos autorizados pela ANTT entre Mato Grosso do Sul e o interior de São Paulo.

Expresso Itamarati teve novos trechos autorizados pela ANTT entre Mato Grosso do Sul e o interior de São Paulo. Foto: Divulgação Expresso Itamarati.

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Passageiros de Mato Grosso do Sul terão novas opções de viagens interestaduais para o interior de São Paulo. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou mudanças em operações da Expresso Itamarati que incluem novos atendimentos partindo de Aparecida do Taboado e Paranaíba, na região leste do Estado, com destino a Catanduva e Mirassol.

As alterações constam em três decisões da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário de Passageiros (Supas), publicadas nesta quarta-feira (7). Os atos modificam autorizações já existentes da empresa e entraram em vigor na data da publicação.

Sediada em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, a Expresso Itamarati foi fundada em 1951 e atua no transporte rodoviário interestadual. Em Mato Grosso do Sul, a empresa opera desde a década de 1970.

Na prática, a ANTT autorizou quatro novas ligações entre municípios sul-mato-grossenses e paulistas: Aparecida do Taboado-Catanduva, Paranaíba-Catanduva, Aparecida do Taboado-Mirassol e Paranaíba-Mirassol.

Ao todo, os atos registram seis inclusões administrativas porque as duas ligações com Mirassol foram incorporadas em duas linhas diferentes já autorizadas à Itamarati.

Portanto, não se trata da criação de seis novas linhas independentes, mas da inclusão de novos trechos, chamados tecnicamente de “seções”, em operações já existentes.

Novos destinos para moradores de MS

Uma das principais mudanças ocorre na linha Paranaíba (MS)-São Paulo (SP). Por meio da Decisão Supas nº 1.403, a ANTT autorizou a inclusão dos trechos entre Aparecida do Taboado e Catanduva e entre Paranaíba e Catanduva.

Com isso, Catanduva passa a integrar a relação de cidades paulistas que poderão ser atendidas dentro da autorização concedida à transportadora nessa operação.

A linha já reúne uma ampla rede de ligações envolvendo Aparecida do Taboado e Paranaíba com cidades como Americana, Araraquara, Campinas, Fernandópolis, Jales, Jundiaí, Limeira, Santa Fé do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São Paulo e Votuporanga.

Outra alteração foi formalizada pela Decisão Supas nº 1.404, que modifica a autorização da linha Araputanga (MT)-São José do Rio Preto (SP). Nesse caso, foram acrescentados os atendimentos entre Aparecida do Taboado e Mirassol e entre Paranaíba e Mirassol.

Os mesmos dois trechos também foram incluídos, por meio da Decisão Supas nº 1.405, na linha Araputanga (MT)-São Paulo (SP).

É justamente por isso que as publicações registram seis inclusões administrativas, embora representem quatro novas ligações diferentes para os passageiros.

Além de Paranaíba e Aparecida do Taboado, autorizações relacionadas às linhas da Itamarati que passam pela região também contemplam municípios sul-mato-grossenses como Cassilândia, Chapadão do Sul e Costa Rica, em diferentes conexões com cidades de Mato Grosso e São Paulo.

Quando começam as viagens?

Apesar das autorizações, os atos publicados pela ANTT não informam os horários das viagens, os valores das passagens nem a data em que os novos atendimentos começarão efetivamente a ser oferecidos aos passageiros.

As decisões estabelecem que a implantação das novas seções intermediárias reinicia a contagem do período mínimo de atendimento das respectivas linhas. As mudanças passaram a valer formalmente nesta quarta-feira, com a publicação dos atos.

Na prática, isso significa que a autorização regulatória já foi concedida, mas os passageiros ainda precisam aguardar a definição operacional da empresa para saber os dias de circulação, horários, frequência das viagens e preços das passagens.

Mais opções para MS

As decisões publicadas pela ANTT nesta quarta-feira fazem parte de um pacote nacional de alterações no transporte rodoviário interestadual.

Em Mato Grosso do Sul, porém, o efeito é de ampliação das possibilidades de viagem, com novos atendimentos da Expresso Itamarati a partir de Paranaíba e Aparecida do Taboado.

Além dos novos trechos autorizados, a mudança também facilita conexões para outras cidades do interior de São Paulo, região que mantém fluxo significativo de passageiros com o leste sul-mato-grossense.

A partir dos municípios atendidos pelas linhas, os viajantes podem seguir para diferentes destinos paulistas, ampliando a integração rodoviária entre os dois estados.

Esse movimento atende principalmente passageiros que utilizam o transporte interestadual em viagens a trabalho, estudos, consultas médicas, visitas familiares ou para fazer conexão com outras cidades do interior paulista.

Com isso, enquanto parte das mudanças nacionais envolve redução ou encerramento de determinadas operações, em Mato Grosso do Sul as decisões ampliam a oferta de destinos e conexões para moradores de Paranaíba, Aparecida do Taboado e municípios da região.

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