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EM VOTAÇÃO

Para segurar déficit, socorro federal de R$ 40 milhões agrada Consórcio Guaicurus

Projeto deve ser votado em Brasília (DF) pelos deputados federais nesta segunda-feira (11) e pode destinar R$ 4 bilhões para empresas de todo o país

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Alegando estar em situação delicada, inclusive tendo pedido judicial de socorro financeiro à prefeitura negado, o Consórcio Guaicurus vê com bons olhos a possibilidade de receber cerca de R$ 40 milhões como ajuda federal para manter os serviços de transporte coletivo urbano em todo o país - o valor destinado totalizaria R$ 4 bilhões.

O texto, relatado pelo emedebista maranhense Hildo Rocha, vista destinar uma ajuda para os sistemas de ônibus e metrô para cidades com mais de 300 mil habitantes. Há contrapartidas, que no caso de Campo Grande, devem ser assumidos pela prefeitura, como o compromisso da prefeitura revisar contratos do setor até o fim de 2021.

"Vejo como uma iniciativa boa, embora não conheça tão bem os detalhes. Mas hoje qualquer coisa é melhor do que não fazer nada. Até demorou para ter essa iniciativa, pois praticamente já estamos há cinco meses nessa pandemia e o transporte urbano em todo o país entrou literalmente em zona de sucumbência", frisa o gestor dos ônibus em Campo Grande, João Rezende.

O Consórcio Guaicurus, formado pelas viações São Francisco, Cidade Morena, Campo Grande e Jaguar, é o responsável pelo transporte público urbano em Campo Grande e vem, assim como empresas de outras capitais, enfrentando dificuldades desde um período pré-pandemia e que só piorou com a chegada do novo coronavírus e medidas de distanciamento.

"Esse valor de R$ 40 milhões é considerável para esse momento de pandemia. Ele minimiza esse impacto ao qual estamos sofrendo. Não resolve todo o problema do transporte público no Brasil, muitos menos o de Campo Grande, mas com certeza ajuda bastante", destaca o gestor.

Rezende também relata que a empresa já sofria com caixa negativo antes da covid-19, porém com a pandemia a situação fez com que tudo beirasse o colapso. "Perdemos 55% da arrecadação nesse período, mas só conseguimos reduzir 30% das despesas. Então algo que já não estava bom, piorou ainda mais. É um déficit violentíssimo", dispara.

Agetran: ajuda bem vinda

Outro que segue a linha de pensamento semelhante a de João Rezende é o chefe da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Janine de Lima Bruno, acreditando também que o auxílio seria bem vindo caso seja aprovado pelo Legislativo federal e se efetive.

"Também não vi os detalhes ainda desse projeto, pois é melhor esperar sua aprovação para comentar melhor, mas é algo nacional para enfrentar um problema que existe em todo o país há dois anos e acabou piorando com a covid-19. Claro que hoje qualquer ajuda é bem vinda", explica Janine, que lidera o órgão responsável por fiscalizar o consórcio.

Crise

A crise do transporte público de Campo Grande é uma das maiores do país, tendo acentuada piora desde o ano passado, quando passou a ser alvo de investigações do Ministério Público e de reclamações diversas dos usuários, por prestação de serviço insuficiente e até esquemas que visavam burlar o sistema e fazer o consórcio lucrar mais.

Em alguns casos, a Agetran chegou a ser apontada como inerte na busca de soluções para tais problemas, indo a discussão sobre o transporte da Capital parar no plenário da Câmara Municipal e ser, inclusive, alvo de lista para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

Alegando perda de receita e dificuldades operacionais, o Consórcio Guaicurus ingressou, no fim de abril, com mandado de segurança – e depois desistiu – contra a prefeitura. Na ocasião, a empresa pedia subsídio financeiro, isenção de impostos e fim das gratuidades - que por coincidência, é tratado no projeto que está em análise na Câmara Federal.

O concessionário do transporte alegou na ocasião que nos 20 dias que antecederam a pandemia faturou aproximadamente R$ 9 milhões, enquanto nos 20 primeiros dias de abril, os primeiros logo após o retorno das atividades paralisadas pela pandemia, faturou pouco mais de R$ 2 milhões, uma queda acentuada das receitas.

caso lívia

Após morte de garota em MS, Discord entra na mira de agência

Menina de 13 anos cometeu suicídio em Naviraí no dia 22 de julho e a morte foi transmitida pela internet

08/08/2026 19h00

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A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou, nesta sexta-feira (7), processo de fiscalização contra a plataforma Discord para apurar indícios de falha na proteção a crianças e adolescentes.

Conforme despacho que instaurou o procedimento, a investigação é motivada pelas notícias de um caso de automutilação e suicídio de uma adolescente de 13 anos, em 22 de julho, na cidade de Naviraí, região sul de Mato Grosso do Sul. O episódio foi transmitido ao vivo pela plataforma.

O processo vai analisar se o Discord descumpriu deveres previsto no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em especial se a plataforma falhou em adotar medidas para prevenir e mitigar o risco de exposição de menores a conteúdos sobre automutilação e suicídio.

Outros pontos de atenção são a falta de mecanismos para verificação de idade e falha na remoção de conteúdos irregulares e comunicação às autoridades, obrigações previstas no ECA Digital.

“O Discord terá cinco dias úteis para apresentar informações sobre mecanismos existentes para prevenir e combater violações graves contra crianças e adolescentes”, informou a ANPD, em nota. A agência alertou que legislação prevê multa de até R$ 50 milhões pelas violações investigadas.

Também na sexta-feira (7), integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniram com representantes da Discord para tratar de falhas intensificadas na verificação de idade e proteção de crianças e adolescentes que utilizam a plataforma. 

Mais cedo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que o órgão deverá mover uma ação pedindo a retirada da plataforma do ar.

O caso do suicídio induzido da jovem de 13 anos é investigado no âmbito da Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e realizada com o apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP).

serviço público

Apesar do tarifaço, Energisa informa queda significativa no lucro

Contas de energia subiram 12,1% em 22 de abril e mesmo assim a concessionária reportou em seu balanço uma retração de 66% no lucro do segundo trimestre do ano

08/08/2026 16h32

No 1º semestre de 2025 a concessionária teve lucro líquido de R$ 259 milhões, ante R$ 152 milhões em igual período de 2026

No 1º semestre de 2025 a concessionária teve lucro líquido de R$ 259 milhões, ante R$ 152 milhões em igual período de 2026

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Apesar do aumento 12,1% nas tarifas a partir do dia 22 de abril, a Energisa de Mato Grosso do Sul informou queda de 41% no lucro do primeiro semestre deste ano na comparação com igual período do ano passado. Uma das principais explicações é o aumento nos gastos com o pagamento de juros, conforme balanço disponibilizado nesta sexta-feira (7).

A concessionária, que distribui energia para os moradores de 74 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, disse ter obtido lucro líquido de R$ 259,5 milhões no primeiro semestre do ano passado, ante R$ 152,4 milhões nos primeiros seis meses deste ano.

O aumento da tarifa entrou em vigor am 22 de abril, duas semanas depois da data inicialmente prevista. E foi justamente depois disso que foi registrada a maior queda no lucro, da ordem de 66%. No segundo trimestre do ano passado (abril, maio e junho), o lucro líquido oficial foi de R$ 108 milhões. Agora, no mesmo período, de R$ 36 milhões. 

Mas, se for considerado apenas o chamado lucro líquido ajustado recorrente, que é op ganho final da empresa, já livre de eventos extraordinários e que é utilizado para para mostrar aos donos e investidores o lucro real e contínuo do negócio, a que da foi ainda maior, de 57%. Ele recuou de R$ 194 milhões para R$ 83 milhões entre um semestre e outro. 

E, de acordo com os dados oficiais, as chamadas despesas financeiras (principalmente pagamento de juros) saltaram de R$ 319 milhões para R$ 439 milhões. Essa diferença a maior de R$ 121 milhões é superior à queda no lucro, que nominalmente foi de R$ 107 milhões.

Estes gastos com juros são muito mais do que uma mera questão contábil.  O custo de captação de recursos das concessionárias de serviços públicos (como energia elétrica) impactam diretamente a tarifa paga pelos consumidores e essa foi uma das explicações para o aumento superior a 12% aplicado em abril.

Se for computada a receita operacional bruta deste ano, ela apresentou crescimento de 6,3%, passando R$ 3,274 bilhões para R$ 3,482 bilhões. O índice é inferior ao do reajuste tarifário, mas supera o crescimento da venda de energia, que teve um acréscimo de 3%, passando de 3.189 gigabites para 3.292.

E por conta desta ligeira alta no volume de energia vendido pela concessionária, a arrecadação de ICMS, o principal imposto dos cofres estaduais, também teve pequeno acréscimo, de 1,3%, ficando abaixo do índice da inflação. Nos primeiros seis meses do ano passado foram recolhidos R$ 411,6 milhões, ante R$ R$ 417 milhões. 

Renovação do contrato

O serviço de distribuição de energia foi privatizado em Mato Grosso do Sul em dezembro de 1997. Porém, a Energisa chegou somente em 2014, depois de incorporar a Rede Energia. Desde então, segundo a empresa, foram destinados R$ 5,4 bilhões à modernização e expansão da rede, à construção de subestações e à melhoria do fornecimento.  

No dia 8 de maio, quando da assinatura da ampliação do contrato de concessão até dezembro de 2057, a direção da empresa prometeu investir R$ 4,4 bilhões nos próximos cinco anos. O valor representa um aumento de cerca de 20% na média anual na comparação com os anos anteriores. 

Do total de investimentos previstos para os próximos cinco anos, R$ 2,2 bilhões devem ser destinados à expansão das redes, viabilizando 125 mil novas ligações para que mais famílias e novos empreendimentos tenham acesso ao serviço de energia elétrica. Outros R$ 2 bilhões serão investidos em obras de melhoria e modernização das redes, propiciando maior qualidade, eficiência e segurança para todos os clientes. 

Em 2025, a Energisa teve lucro líquido de R$ 407 milhões, conforme o balanço da concessionária. No ano anterior este montante havia sido de R$ 603,7 milhões. Uma  das explicações para este recuo foi a queda no consumo, o que foi resultado da expansão dos sistemas de energia solar e da queda  nas temperaturas, explicou a empresa. 
 

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