Cidades

Cidades

SP: Justiça concede liberdade a funkeiro suspeito de tráfico de drogas

SP: Justiça concede liberdade a funkeiro suspeito de tráfico de drogas

Terra

21/01/2014 - 19h45
Continue lendo...

A Justiça de São Paulo atendeu pedido da defesa do cantor de funk Kauan Mariz Oliveira, conhecido como MC Kauan, e decretou nesta terça-feira a soltura do artista, preso na segunda-feira, em São Vicente, no litoral de São Paulo, suspeito de tráfico de drogas.

A soltura do funkeiro foi determinada pela primeira vara criminal de São Vicente na tarde de hoje. Segundo os advogados do cantor, Marcelo e Yuri Cruz, ele deve ser liberado do Centro de Detenção Penitenciária (CDP) de São Vicente na quarta-feira.

Kauan, também conhecido como Coringa, foi preso na madrugada de segunda-feira em São Vicente. Segundo informações da Polícia Civil, o cantor foi surpreendido com 39 gramas de cocaína, dinheiro, diversos celulares e 22 frascos de lança-perfume.

Segundo a polícia, o jovem pegava uma sacola com os entorpecentes pelo vão de uma grade de um prédio na avenida Pedro de Toledo, no Gonzaguinha, quando foi surpreendido por uma viatura da Polícia Militar que fazia ronda na região. Ao ser abordado pelos PMs, o jovem começou a correr em direção à praia, onde jogou a droga.

Ainda em fuga, MC Kauan só foi detido pelos policiais dentro de um estacionamento, onde tinha deixado o carro - no nome da mãe - estacionado. Após ser revistado pelos policiais, ele retornou à praia, onde apontou o local de descarte da sacola.

Além da cocaína e de frascos de lança-perfume, a polícia apreendeu quatro celulares e dinheiro em espécie. O cantor foi detido em flagrante por tráfico de drogas e encaminhado para o 1º Distrito Policial, em São Vicente.  

menos agressivo

Lula e Flávio mudam o tom, debatem propostas e exploram pontos fracos

Uma mudança na regra foi que apenas o candidato com a palavra pôde se movimentar livremente no palco, enquanto o adversário aguardava no púlpito

24/10/2026 07h25

Os três blocos iniciais foram dedicados a assuntos predefinidos que precisavam ser relacionados a regiões

Os três blocos iniciais foram dedicados a assuntos predefinidos que precisavam ser relacionados a regiões

Continue Lendo...

O último debate presidencial antes do segundo turno das eleições, realizado na noite desta sexta-feira, 23, pela TV Globo, foi um resumo da campanha dos candidatos nos últimos dias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou enfatizar que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) colocará em risco programas sociais e levará a uma piora do serviço público. Flávio, por sua vez, prometeu não fazer ajuste fiscal às custas dos mais pobres e acenou às famílias endividadas com a promessa de refinanciar dívidas e recuperar o poder de compra dos brasileiros.

Diferentemente do encontro anterior, os candidatos conseguiram expor suas propostas e visões de País, deixando acusações de corrupção e ataques pessoais para o último bloco, único em que o tema foi livre. Os três blocos iniciais foram dedicados a assuntos predefinidos que precisavam ser relacionados a regiões brasileiras.

Uma mudança na regra foi que apenas o candidato com a palavra pôde se movimentar livremente no palco, enquanto o adversário aguardava no púlpito. No debate anterior, a campanha do PT reclamou que Flávio tentou desconcentrar Lula ao se posicionar atrás ou muito próximo do presidente enquanto ele falava.

Um dos raros confrontos pessoais antes da reta final ocorreu após o senador se referir ao presidente como "nove dedos". Lula se irritou, chamou Flávio de "miliciano" e o acusou de ter sido funcionário fantasma quando era jovem. "Ele nunca trabalhou na vida", disse. Flávio se desculpou em seguida. "Se eu te ofendi, peço desculpas de verdade".

O investimento para aumentar as exportações brasileiras foi o primeiro tema do debate. Flávio disse que o País voltou a ser um "cemitério de obras" sob o governo Lula e prometeu "rasgar o Brasil" com ferrovias e realizar concessões rodoviárias com isenção de pedágio para motociclistas.

Segundo aliados, essa pergunta foi uma sugestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que ajudou Flávio a se preparar para o debate. Ao longo do programa, o candidato do PL mencionou Tarcísio em diversos momentos. A avaliação na campanha é que há espaço para Flávio ampliar sua votação em São Paulo.

Lula mencionou o novo Programa de Aceleração de Crescimento e disse que há obras em andamento em todas as regiões. Ele afirmou que o governo federal está "colocando dinheiro" para fazer o túnel Santos-Guarujá, que é uma das bandeiras de Tarcísio.

O petista defendeu a política de valorização do salário mínimo implementada por ele - que prevê ganhos reais - e disse que, se o rival vencer, não concederá reajuste acima da inflação para o mínimo nem para as aposentadorias.

A fala foi imediatamente rebatida por Flávio, que se comprometeu a corrigir o piso salarial e os benefícios dos aposentados acima da inflação, além de não privatizar a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

"Não vou fazer economia em cima dos mais pobres", afirmou o senador, acusando o petista de "dar com uma mão" e tirar com "nove dedos" com a elevação da carga tributária.

Flávio também tentou explorar a idade avançada de Lula, que completa 81 anos daqui a pouco dias. Ele disse que não conseguia entender o que o adversário falava e que o presidente tinha dificuldade em ouvir suas respostas. Lula também se atrapalhou com o tempo em uma ocasião, quando terminou sua resposta com mais de um minuto disponível no relógio.

Após o candidato do PL dizer que o rival trata mal o agronegócio, Lula respondeu que "nunca se exportou tanto" e que procurou abrir novos mercados para os produtos brasileiros após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. "É por isso que quando meu adversário ficou lambendo Trump para taxar o País, eu não fiquei preocupado", declarou.

A discussão migrou então para a região Norte. Flávio criticou o PT por ter votado contra o Marco Legal do Saneamento, medida que, na visão dele, melhorará os índices de abastecimento de água e de tratamento de esgoto, um dos principais problemas da região.

"Ele não conhece o Brasil. Só ouviu falar de Manaus quando o pai dele apareceu rindo e imitando uma pessoa morrendo por falta de oxigênio", respondeu Lula, mencionando uma fala de Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia.

Flávio negou que o pai estivesse debochando das pessoas que morreram com falta de ar na capital do Amazonas. Quando o tema mudou, prometeu construir uma ferrovia ligando todas as capitais do Nordeste e completou: "Vou ser o carioca mais nordestino da face da Terra".

Políticas sociais abrem segundo bloco

No segundo bloco, Lula escolheu abordar políticas sociais e perguntou a Flávio por que ele se referiu ao Bolsa Família como "bolsa-farelo" - o senador apagou publicações antigas no X em que utilizava o termo - e o motivo de ter votado contra o aumento do período de licença-maternidade para as mulheres quando era deputado estadual do Rio de Janeiro.

Flávio disse que, à época, pensou que a medida atrapalharia as mulheres a conseguir emprego, mas que mudou de ideia após casar e ter filhos. "Eu estava errado", disse.

Sobre o Bolsa Família, o candidato do PL não respondeu diretamente à questão, mas disse que Lula precisa pedir desculpas aos beneficiários do programa por tê-los deixado quatro anos sem reajuste - o reajuste foi anunciado pelo petista já durante a campanha eleitoral.

Em seguida, Flávio insistiu no debate econômico, afirmando que o governo Lula gasta mais do que arrecada, endividando o País e, por tabela, reduzindo o poder de compra dos brasileiros por causa da inflação e da elevação de impostos. Ele disse que a mera perspectiva de que se torne presidente levou à queda dos juros futuros e abriu espaço no orçamento. Parte do dinheiro, disse Flávio, será utilizado para refinanciar a dívida da população.

"Eu vou comprar sua dívida dos bancos e refinanciar", prometeu. Lula acusou o oponente de copiar uma proposta já apresentada por ele e aproveitou para citar medidas do pacote de bondades que anunciou na reta final da campanha, como aquelas direcionadas aos microempreendedores individuais (MEIs).

Na rodada seguinte, o petista disse que Cláudio Lottenberg, médico escolhido por Flávio para comandar o Ministério da Saúde em caso de vitória, já defendeu que recursos públicos não fossem destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O senador rechaçou essa possibilidade, disse ter orgulho do SUS e que é "óbvio" que haverá dinheiro para a saúde pública. Ele prometeu reajustar os valores pagos pela União por exames e cirurgias realizados por hospitais estaduais e municipais.

Após Flávio criticar suas posições na segurança pública, contrárias ao fim das saídas temporárias e à redução da maioridade penal, Lula trouxe para o debate o caso da menina Ana Clara Gomes Machado, morta com um tiro de fuzil durante uma ação policial.

Flávio integrou em 2024 a defesa do policial Bruno Dias Delaroli, acusado de efetuar o disparo. A equipe do PT levou a mãe da menina, Cristiane Gomes da Silva, para acompanhar o debate no estúdio.

Lula questionou Flávio o motivo dele ter atuado como defensor do policial. O bolsonarista afirmou que a morte de Ana Clara ocorreu em um território dominado por "narcoterroristas" que o presidente não quer combater e saiu em defesa de Delaroli. Porém, nesta ocasião, Flávio se confundiu e chamou a mãe, Cristiane, pelo nome de sua filha, Ana Clara.

"Foi uma tragédia o que aconteceu. [...] Era uma troca de tiros numa comunidade conflagrada, com tráfico de drogas. Eu quero ajudar a senhora a saber quem foi o autor desse disparo, porque eu tenho a confiança que não foi esse policial. Ele nem foi julgado ainda", declarou ele.

As bets apareceram na discussão de forma superficial. Lula disse que Flávio não gostou de ele ter proibido o funcionamento das casas de apostas. O senador respondeu que o petista é o "pai do tigrinho" e dos cassinos online, afirmando que foi o presidente que liberou as atividades durante seu governo.

As apostas foram legalizadas no final do governo Michel Temer (MDB), em 2018, e passaram pelo governo Bolsonaro sem serem regulamentadas. As regras para o funcionamento das bets foram propostas pelo governo Lula e aprovadas pelo Congresso Nacional em 2023.

Ataques pessoais no último bloco

As acusações e ataques pessoais ficaram para o último bloco e pouco acrescentaram à discussão discussão. Lula citou o caso do jogador Richarlison, que diz ter perdido a posse de uma ilha em Angra dos Reis (RJ) para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. O senador nega ter relação com o caso.

O petista também mencionou o pedido de R$ 134 milhões feito por Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, que conta a história de Jair Bolsonaro.

Flávio, por sua vez, perguntou a Lula sobre uma suposta garrafa de uísque de R$ 500 mil que o presidente teria recebido de presente de Vorcaro, mencionou as investigações sobre a lobista Roberta Luchsinger e Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e rememorou os casos do sítio de Atibaia e do triplex do Guarujá, que resultaram na condenação, anuladas posteriormente, de Lula na Operação Lava Jato.

O debate terminou, mais uma vez, com Lula desafiando Flávio a abrir os sigilos das contas bancárias perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O senador devolveu o desafio ao presidente. As campanhas já concordaram em proceder com o levantamento dos sigilos, mas não há qualquer indicativo que isso ocorrerá antes da votação no domingo, 25.

Crime Brutal

Suspeito de matar mulher a tiros em casa noturna é preso em MS

Homem de 41 anos foi localizado em Três Lagoas menos de 24 horas após o assassinato de jovem de 25 anos; suspeito nega ter efetuado os disparos.

24/10/2026 07h23

Suspeito de 41 anos foi preso pela Polícia Militar na madrugada deste sábado (24), em Três Lagoas, após o assassinato de uma jovem de 25 anos a tiros.

Suspeito de 41 anos foi preso pela Polícia Militar na madrugada deste sábado (24), em Três Lagoas, após o assassinato de uma jovem de 25 anos a tiros. Foto: Reprodução/24h News MS.

Continue Lendo...

Um homem de 41 anos, suspeito de envolvimento no assassinato de Thais de Souza Moraes, de 25 anos, foi preso na madrugada deste sábado (24), em Três Lagoas. A prisão ocorreu menos de 24 horas depois de a jovem ser morta a tiros enquanto estava sentada em uma cadeira na área externa de uma casa de entretenimento adulto, no bairro Vila Alegre.

O crime aconteceu na manhã de sexta-feira (23), após uma discussão dentro do estabelecimento. A captura foi realizada por uma equipe da Rádio Patrulha do 2º Batalhão da Polícia Militar (2º BPM), que localizou o suspeito em uma residência no bairro Jardim Novo Aeroporto, após receber informações sobre seu possível paradeiro.

Os policiais realizaram diligências e intensificaram o patrulhamento na região até identificar o imóvel onde o homem estaria escondido. No endereço, a equipe conseguiu localizá-lo e realizar a abordagem.

Durante a ação, os militares constataram que o suspeito vestia a mesma camiseta que, segundo as informações policiais, aparece nas imagens de câmeras de segurança registradas no momento do assassinato.

Outra descoberta ocorreu durante as buscas na residência. Uma motocicleta Honda XRE preta, apontada como pertencente ao investigado, foi encontrada escondida em um dos quartos do imóvel.

O veículo foi apreendido e encaminhado, juntamente com o suspeito, à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Três Lagoas, onde foram adotados os procedimentos policiais.

A motocicleta e as imagens de segurança deverão ser analisadas durante as investigações para esclarecer a participação do homem no crime. Até o momento, não foi informado se o veículo apreendido foi utilizado diretamente na ação criminosa ou em uma eventual tentativa de fuga.

Suspeito nega ter efetuado os disparos

Apesar de ter sido localizado e detido como suspeito do assassinato, o homem negou ser o responsável pelos tiros que provocaram a morte de Thais.

Após a prisão, ele chegou a conversar com a reportagem local, mas preferiu não conceder entrevista gravada. Durante o diálogo, afirmou que não havia efetuado os disparos contra a jovem.

A negativa será confrontada com os elementos reunidos pela investigação, incluindo imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e resultados dos exames periciais realizados no local do assassinato.

A Polícia Civil deverá dar continuidade às apurações para esclarecer a dinâmica do homicídio, identificar todos os possíveis envolvidos e determinar o que motivou o ataque.

A prisão representa um avanço nas investigações, mas ainda não esclarece quem efetuou os disparos nem se houve participação de outras pessoas no assassinato.

Jovem foi morta após discussão em casa noturna

Conforme noticiado pelo Correio do Estado na sexta-feira (23), Thais de Souza Moraes foi assassinada por volta das 10h50, na área externa de uma casa de entretenimento adulto conhecida como Tia Lika, localizada na Rua Joaquim Murtinho, no bairro Vila Alegre.

Natural de Goiás, a jovem estava sentada em uma cadeira de plástico quando foi surpreendida pelos disparos, que atingiram sua cabeça, tórax e um dos braços.

As primeiras informações apontam que o assassinato foi precedido por uma discussão envolvendo dois homens que haviam chegado ao estabelecimento por volta das 5h, em um Volkswagen Golf branco, modelo Sportline.

Durante a permanência no local, os dois teriam consumido bebidas alcoólicas. Em determinado momento, um deles teria contratado um programa com uma mulher que trabalhava no estabelecimento.

Após o atendimento, houve um desentendimento cujas circunstâncias ainda não foram esclarecidas. Diante da discussão, a dupla foi convidada a deixar o imóvel.

Os homens seguiram em direção ao veículo estacionado nas proximidades e, pouco depois, ocorreram os disparos que atingiram Thais.

Segundo os relatos iniciais, a vítima não havia participado da discussão que antecedeu o assassinato, circunstância que passou a ser considerada pelos investigadores na tentativa de compreender a motivação do ataque. Após os tiros, os dois homens deixaram o local no automóvel branco.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas encontraram a jovem já sem vida. Os socorristas identificaram aproximadamente oito ferimentos provocados por disparos de arma de fogo.

Cápsulas de munição deflagradas ficaram espalhadas pelo chão, nas proximidades da cadeira onde a vítima estava sentada, e foram consideradas parte dos vestígios a serem analisados pela Perícia Criminal.

Investigação busca esclarecer motivação

O assassinato mobilizou equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Polícia Científica. Integrantes do Setor de Investigações Gerais (SIG) e da Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) também participaram dos levantamentos iniciais.

Um dos principais pontos que ainda precisam ser esclarecidos é se Thais era o alvo pretendido dos disparos ou se foi atingida em decorrência da discussão envolvendo outras pessoas dentro do estabelecimento.

A investigação também deverá esclarecer a relação entre o homem preso neste sábado e os dois suspeitos mencionados nos relatos iniciais, além de apurar a participação de eventuais outros envolvidos.

Até a divulgação das informações sobre a prisão, não havia confirmação de que a arma utilizada no assassinato tivesse sido localizada.

O caso permanece sob investigação da Polícia Civil, que deverá reunir os resultados das perícias e os depoimentos para esclarecer as circunstâncias do homicídio e definir a responsabilidade criminal dos envolvidos.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).