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Subsídio estudado pela União pode reduzir tarifa de ônibus

Governo federal abriu uma consulta pública sobre o transporte público no País

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O governo federal abriu nesta semana uma consulta pública, que segue até 2023, com o intuito de desenvolver um projeto de lei para criar um marco regulatório para o transporte público no Brasil.

Uma das ideias é organizar e padronizar a forma como o serviço é prestado nas cidades, facilitando, assim, a concessão de um subsídio por parte do governo federal para o setor. 

A verba poderá contribuir para que haja uma redução no valor da passagem de ônibus ou mesmo para a melhoria do serviço prestado.

Segundo o coordenador do Programa de Mobilidade Urbana do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Rafael Calabria, que participa destas discussões, um dos pontos mais urgentes é justamente a questão do subsídio da tarifa de ônibus e como fazer para barateá-la.

“O subsídio concedido para o passe livre dos idosos foi feito de forma emergencial, por causa da PEC, foi um pleito dos empresários do setor que queriam uma ajuda urgente, mas foi muito malfeito. Tudo bem que teve uma questão emergencial, mas, se vai depositar R$ 2 bilhões, tem de haver alguma exigência. É costumeiro o governo fazer mais programas de custeio, mas com algumas exigências, como a abertura de dados, mais transparência. A ideia é que se faça um programa com mais critérios, com licitações, planos de mobilidade, qualidade e exigências como a redução da tarifa”, explicou Calabria.

Atualmente, em Campo Grande, o valor da tarifa do transporte público é de R$ 4,40, porém, ainda neste fim de ano deve ser divulgada uma nova tarifa, que deve ser executada em 2023, podendo ser iniciada ainda neste mês.

De acordo com matéria do Correio do Estado publicada na terça-feira (29), o Consórcio Guaicurus, grupo responsável pelo transporte coletivo na Capital, acredita que a tarifa técnica – valor referência para o aumento da passagem e que é calculado pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) – pode chegar a R$ 8,00.

Sem nenhuma exigência para diminuir o valor da tarifa, neste ano, a concessionária recebeu cerca de R$ 30 milhões em subsídios do governo federal (R$ 14,7 milhões), da Prefeitura de Campo Grande (até R$ 12 milhões este ano) e do governo do Estado (R$ 1,2 milhão por mês, a partir de junho).

“As empresas vão fazer alguma coisa com esse dinheiro, e algumas cidades disseram que vão conseguir diminuir o valor da tarifa, mas isso não foi cobrado. Então, a ideia agora é que, com a inclusão do governo federal como um dos atores na responsabilidade pelo transporte municipal, sejam exigidos alguns critérios, como melhor frequência, veículo elétrico e tarifa baixa. Isso poderia ter sido feito sobre o dinheiro dos idosos, mas foi uma oportunidade perdida”, avalia o coordenador do Programa de Mobilidade Urbana do Idec.

Além da consulta pública, o grupo de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também estuda medidas para melhorar as condições do transporte público, segundo Calabria.

Saiba: A Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano prevê que a consulta pública será encerrada no dia 26 de janeiro de 2023.

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POLÍCIA

PF mira 'Cidade Branca' de MS em ação contra tráfico internacional de cocaína

Apreensão de aproximadamente 230 quilos de cocaína, feita ainda em dezembro de 2023, colocou esse grupo na mira das forças de segurança

05/03/2026 13h00

Grupo envolvido nesse esquema está sob a mira da Polícia Federal há pelo menos quase três anos.

Grupo envolvido nesse esquema está sob a mira da Polícia Federal há pelo menos quase três anos. Reprodução/PF-MS

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Batizada de Operação Abate, a ação da Polícia Federal contra o tráfico internacional e interestadual de cocaína, deflagrada nesta quinta-feira (05), mira a Cidade Branca sul-mato-grossense de Corumbá, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. 

Essa operação busca combater o tráfico principalmente de cocaína em Mato Grosso do Sul e São Paulo, com o total de quatro mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva cumpridos no município de Corumbá/MS, que fica distante aproximadamente 427 quilômetros da Capital do MS. 

Durante as diligências dos agentes da Polícia Federal na Operação Abate hoje (05) foram apreendidos diversos celulares, que serão levados agora para uma posterior perícia e análise por parte da PF, já que a ação de hoje trata-se de um desdobramento. 

Em nota, a PF destaca o teor do trabalho investigativo feito em cima do grupo envolvido nesse esquema, que está sob a mira da Polícia Federal há pelo menos quase três anos. 

Entenda

Isso porque, como bem aponta a Polícia Federal, uma apreensão de aproximadamente 230 quilos de cocaína, feita ainda em dezembro de 2023, colocou esse grupo na mira das forças de segurança.

No decorrer dessas investigações, segundo a PF em nota, foi identificada toda uma cadeia de indivíduos que seriam justamente encarregados do transporte das substâncias ilícitas. 

Com uma quantidade e intervalo de tempo bastante característicos, cabe apontar que apenas a apreensão que terminou com sete pessoas detidas, em 22 de dezembro de 2023, na BR-262 bate com as informações recentes sobre qual ação desencadeou a Operação Abate, como bem comenta a PRF quando questionada pelo Correio do Estado.

Nesse caso há quase três anos houve um montante de quilos de cocaína e mais 224 kg de skunk apreendidos durante fiscalização de rotina, ocasião em que um Volkswagen Virtus seguia como batedor de um ônibus de passageiros que,  além dos entorpecentes, transportava 16 bolivianos. 

Enquanto quatro pessoas iam a bordo do Virtus, mentindo inicialmente em abordagem que passariam o Natal em Campo Grande, ao ser abordado o motorista do ônibus apresentou um nervosismo incomum. 

Além de desconfiarem da insegurança desse condutor, os agentes descobriram que um dos passageiros do Virtus tratava-se inclusive do proprietário do ônibus de passeio.

Localizados os entorpecentes durante vistoria ao ônibus, o motorista confirmou que recebeu o veículo já com a droga de um dos passageiros do Virtus, com o objetivo de conduzir o carregamento de Corumbá até São Paulo.

Enquanto isso, os ocupantes do carro de passeio assumiram que, na verdade, seriam encarregados de trabalharem como "batedores" para o ônibus.

 

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MATO GROSSO DO SUL

Polícia Científica de MS passa a usar drones em áreas de difícil acesso

Equipamentos com câmera de alta resolução e sensor térmico auxiliam no mapeamento aéreo e na análise técnica de cenários periciados

05/03/2026 12h30

Drones também devem conseguir realizar o reconhecimento prévio das áreas antes da entrada das equipes em campo

Drones também devem conseguir realizar o reconhecimento prévio das áreas antes da entrada das equipes em campo Divulgação

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A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul passou a utilizar drones para auxiliar em perícias ambientais e levantamentos técnicos em áreas de difícil acesso no Estado. A tecnologia permitirá ampliar o alcance das equipes e melhorar o registro de informações em locais extensos ou de difícil visualização por terra.

Os equipamentos foram adquiridos pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (FESP). O investimento total foi de R$ 58.785.

Com câmera de alta resolução e sensor térmico, os drones possibilitam a realização de mapeamentos aéreos, identificação de variações de temperatura no terreno e produção de imagens que auxiliam na análise dos cenários investigados.

De acordo com a Polícia Científica, o uso da tecnologia deve agilizar o levantamento de dados em áreas extensas, Mato Grosso do Sul possui mais de 357 mil quilômetros quadrados de território, além de contribuir para maior precisão na documentação técnica utilizada em laudos periciais.

Outra aplicação é o reconhecimento prévio das áreas antes da entrada das equipes em campo, o que ajuda no planejamento das atividades e na avaliação de possíveis riscos durante as operações.

“A aquisição reforça a estrutura e amplia nosso suporte tecnológico para os trabalhos de campo de maior complexidade”, afirmou o coordenador-geral de Perícias, Nelson Fermino Junior.

Capacitação

Para operar os drones, 12 servidores da Polícia Científica, entre peritos criminais e agentes, participaram de um curso de capacitação realizado nos dias 27 e 28 de fevereiro.

A formação teve carga horária de 16 horas e foi promovida em parceria com o Sindicato Rural de Campo Grande e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Durante o treinamento, os participantes receberam orientações sobre legislação, normas de operação e realizaram atividades práticas de voo.

Segundo o diretor do Instituto de Criminalística, a capacitação é necessária para garantir que o uso dos equipamentos ocorra de forma adequada durante as atividades periciais.

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