Cidades

INDEPENDÊNCIA

Sudaneses decidem hoje se criam um novo país

Sudaneses decidem hoje se criam um novo país

Redação

09/01/2011 - 08h35
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Mais de 3 milhões de pessoas podem decidir neste domingo (9) pela criação de um novo país na região sul do Sudão, hoje a maior nação da África. O referendo, muito esperado pela população de maioria cristã do sul, deve dar origem a um Estado rico em petróleo, mas miserável em quase todo o resto.

A votação faz parte de um acordo de paz assinado em 2005 que, após décadas de guerra civil com os muçulmanos do norte, pôs fim ao conflito armado. Mas o tratado não acabou com as tensões entre as duas religiões, bem como com as brigas entre tribos locais, para quem fronteiras estabelecidas pelo governo têm pouca importância.

Embora não haja pesquisas formais, a expectativa da comunidade internacional é a de que a maioria esmagadora dos sudaneses do sul decida pela independência.

Para John Campbell, analista do Council of Foreign Relations, o otimismo dos últimos dias em relação ao caminhar do referendo - provocado em grande parte pela visita amistosa do presidente do Sudão, Omar al Bashir, à possível futura capital do sul, Juba - deve ser visto com cautela. "Todo mundo espera que a votação seja esmagadora a favor da independência. Mas, como a Costa do Marfim mostra, votações nem sempre resolvem crises políticas".

Petróleo e crise humanitária

O tom conciliador de Al Bashir durante sua visita a Juba é visto como um sinal de que o presidente, contrário à separação, dá a batalha como perdida. O líder - contra quem pesa um mandato internacional de prisão por supostos crimes contra a população de Darfur, região do Sudão onde impera o genocídio - tenta garantir o abastecimento de petróleo do norte, onde ficam as refinarias, os oleodutos e os terminais exportadores.

Ao mesmo tempo, o que está em jogo no Sudão é muito mais do que o precioso combustível, que hoje é dividido igualmente. A expectativa de separação do sul já gera uma onda de migração em massa que pode dar origem a uma crise humanitária no país.

O chefe da missão da organização Médicos sem Fronteiras no Sudão, Jose Hulsenbek, disse que o deslocamento dessa população representa um grande risco para o sistema de saúde do sul. "Qualquer que seja o resultado do referendo, há grandes problemas com o sistema de saúde do sul do Sudão. O retorno de milhares de pessoas vai colocar ainda mais peso sobre um sistema que já trabalha no limite e que, hoje, é dependente de ajuda externa para as necessidades mais básicas".

Hulsenbek explica que desenvolver um sistema de saúde para uma população estimada em 8 milhões de pessoas no Sudão do Sul "é uma tarefa para anos". "Hoje, estima-se que 75% da população não têm acesso a hospitais. A desnutrição é crônica, assim como a mortalidade infantil. A violência e os constantes surtos de doenças que poderiam ser prevenidas, como malária e meningite, são uma ameaça sempre presente".

Além do referendo para o sul, estava prevista a votação em separado da população de Abyei, que deveria decidir se permanecia com o norte ou se aderia à independência. No entanto, desentendimentos sobre a participação ou não da tribo árabe nômade de Misseriya levaram o pleito a ser adiado.

FEIRA DA CIDADANIA

Campo Grande: iniciativa do Governo Federal para atender população chega na quinta-feira

Visitantes terão à disposição um conjunto de serviços públicos gratuitos e sem agendamento

03/02/2026 17h50

A população poderá tirar dúvidas sobre vários serviços de competência do Governo Federal

A população poderá tirar dúvidas sobre vários serviços de competência do Governo Federal Divulgação

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Campo Grande receberá o programa Governo do Brasil na Rua, iniciativa que aproxima os serviços públicos essenciais da população. A Feira da Cidadania será realizada na próxima quinta-feira (5), no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes), localizado na Rua Maria Del Horno Samper, nº 981, no bairro Parque Lageado. Os atendimentos serão realizados das 8h às 18h.

A iniciativa visa auxiliar a população mais necessitada, tendo como intuito garantir que os cidadãos conheçam os seus direitos, facilite o atendimento aos serviços públicos essenciais e esclareça dúvidas sobre estes.

O Governo do Brasil na Rua é uma ação coordenada pela Secretaria-Geral da Presidência da República, que reúne diversos órgãos federais e parceiros. 

Principais serviços 

  • Pé-de-Meia: incentivo financeiro na modalidade de poupança destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes do ensino médio público. 
  • Previdência: atendimento geral, perícia médica, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Conselho de Recursos. 
  • Saúde: vacinação para todas as idades, unidade odontológica móvel, teste rápido de DST/Aids e divulgação de programas como Dignidade Menstrual, Implanon (contraceptivo de longa duração que está sendo incorporado ao SUS) e Ouvidoria Itinerante. 
  • Microchipagem para cães e gatos: ação do programa SinPatinhas, que emite o RG animal, inclui também vacinação dos pets. 
  • Identidade Jovem: emissão de carteiras do ID Jovem no local, documento que garante meia entrada em eventos culturais e esportivos, bem como vagas gratuitas ou com desconto no sistema de transporte coletivo interestadual. 
  • Tenda Lilás: iniciativa itinerante voltada à mobilização social e ao enfrentamento da violência de gênero, com foco especial no combate à importunação sexual. 
  • Gov.BR: cadastro ou ajustes na conta Gov.BR, que permite acessar vários serviços digitais do governo como, por exemplo, os serviços digitais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a carteira de trabalho digital e o seguro-desemprego. 
  • Microcrédito: iniciativa em parceria com o Banco do Brasil.
  • Reforma Casa Brasil: empréstimo para melhorar a casa, para que todos os brasileiros tenham um lar seguro e digno. Faixas I e II para famílias com renda abaixo de R$3.200,00 ou de R$3.200,00 até R$9.600,00. 
  • Caixa Atendimentos: unidade móvel da Caixa Econômica Federal.
  • Carreta digital: coleta de resíduos eletrônicos; atendimento para participar de cursos de capacitação e inscrição de Pontos de Inclusão Digital (PIDs), destinados a organizações interessadas em receber doações de computadores.
  • Programa do Artesanato Brasileiro (PAB): emissão e renovação da Carteira Nacional do Artesão e orientações sobre o SICAB - Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro. Haverá Instrução e letramento digital com apoio ao uso do aplicativo “Meu MEI Digital”.
  • Igualdade racial: Ouvidoria, acolhimento e conversas
  • Atividades culturais

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Cidades

Pollon questiona antecipação do recesso da Comissão de Ética

O parlamentar alegou que havia um acordo para que a atividade retornasse após o Carnaval e que, ao informar o presidente de que passaria por exames médicos, ocorreu a antecipação dos trabalhos

03/02/2026 17h33

Reprodução Redes Sociais

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O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), que responde por conduta incompatível com o decoro parlamentar pela ocupação do plenário da Câmara, questionou a decisão de antecipar o retorno dos trabalhos do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados, após informar que teria exames médicos agendados.

O Conselho antecipou o retorno nesta terça-feira (3) e realizou a oitiva das testemunhas do deputado sul-mato-grossense, que, em ocasião anterior, chegou a passar mal durante o julgamento, levando à suspensão da sessão.

No início, Pollon informou que, como havia um acordo para o retorno dos trabalhos somente após o Carnaval, agendou exames médicos para esta semana.

“Tendo conhecimento de que as reuniões não seriam realizadas, eu, que passei o recesso inteiro fazendo check-up, me dirigi ao cardiologista, que é a última bateria de exames que preciso fazer, e marquei esses exames durante esta semana”, disse Pollon.

O parlamentar sul-mato-grossense interpelou os integrantes da Comissão, afirmando que nenhuma reunião havia sido agendada até o momento em que informou o presidente Fábio Schiochet sobre seus exames médicos.

“Não havia agendamento de reuniões até que eu informasse que tinha o agendamento desses exames para realizar. Após essa informação, houve a convocação da presente reunião”, afirmou.

O relator, deputado Zé Haroldo Cathedral, entendeu que não deveria adiar a instrução e que os trabalhos deveriam continuar.

Oitivas

Na retomada do julgamento, Pollon conduziu as oitivas das testemunhas que prestaram depoimento durante a licença médica do parlamentar, em dezembro do ano passado.

Entre elas, a advogada da Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro, Carolina Barreto Siebra, que, ao relatar a ocupação, afirmou ter percebido uma movimentação “estranha”, indicando a possibilidade de um acordo.

Na ocasião, os deputados, incluindo Pollon, ocuparam o plenário por mais de 30 horas, em uma tentativa de pressionar pela aprovação de um projeto de anistia ampla aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Ao adentrar nos meandros que levaram à ocupação, o parlamentar citou o caso de uma professora de Mato Grosso do Sul que teria ficado presa por um ano, por supostamente ter recebido R$ 500 de uma vaquinha para comprar marmitas aos manifestantes acampados.

“Ela nem participou das manifestações de 8 de janeiro, mas foi presa só porque ajudou as pessoas a se alimentarem. Ela não consegue emprego e não tem condições de comprar os medicamentos de que precisa para a sua saúde”, disse.

Próxima sessão

Na quarta-feira (4), haverá a discussão e votação do parecer preliminar da representação (REP 9/25) do Partido Novo contra o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), por quebra de decoro parlamentar. A reunião está prevista para as 14h, em plenário a ser definido.

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