Cidades

Epidemia

Dourados decreta estado de emergência em meio à epidemia de chikungunya

O decreto, assinado pelo prefeito Marçal Filho, busca acelerar recursos federais e reforçar equipes de saúde

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A Prefeitura de Dourados decretou, na última sexta-feira (20), por meio do prefeito Marçal Filho, estado de emergência na saúde pública do município, em razão do aumento significativo de casos de chikungunya, tanto na área urbana quanto, principalmente, na Reserva Indígena.

Apesar de ter sido oficializada na sexta-feira, a decisão de declarar estado de emergência foi tomada na quinta-feira (19), em uma reunião que contou com a presença de autoridades da saúde municipal, estadual e federal.

Participaram do encontro o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo; o representante da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), Rodrigo Stábeli; além da gerente técnica estadual dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica, Danielle Galindo Martins Tebet, e da conselheira técnica da Força Nacional, a médica Lucia Silveira.

O decreto de número 587, de 20 de março de 2026, publicado na edição suplementar do Diário Oficial do Município, é necessário para facilitar o acesso a recursos do Ministério da Saúde para combater a epidemia em Dourados
.
No decreto assinado por Marçal Filho, o prefeito considerou o disposto na Lei Federal nº 13.301, de 27 de junho de 2016, que permite a adoção de medidas de vigilância em saúde quando a situação representa perigo iminente à saúde pública.

O avanço dos casos de chikungunya nas aldeias indígenas, de acordo com dados do Informe Epidemiológico Diário/Monitoramento do Surto de Chikungunya no território da SESAI, preocupa, pois, até o dia 19 de março, contabilizavam-se 936 notificações, 846 casos prováveis, 274 casos confirmados, 90 atendimentos hospitalares, 3 internações e 4 óbitos confirmados, inclusive em grupos vulneráveis, com maior concentração de atendimentos em Jaguapiru II, Bororó I, Bororó II e Jaguapiru I.

O artigo 1º do decreto nº 587 estabelece que fica declarada situação de emergência em saúde pública no município de Dourados, pelo prazo de 90 dias, em razão da epidemia de chikungunya na região da Grande Dourados, com repercussão direta e relevante no território municipal.

Esse prazo ainda pode ser prorrogado após avaliação da Secretaria Municipal de Saúde, caso se considere que ainda há riscos sanitários e assistenciais.

Para decretar estado de emergência em saúde pública, foram levados em consideração inúmeros fatores, como o elevado número de casos suspeitos e o aumento expressivo na busca por atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, na rede hospitalar e nos serviços de urgência; a saturação ou a possibilidade de saturação da capacidade instalada de leitos e outros recursos assistenciais do município; além do crescimento significativo do número de casos suspeitos, prováveis e confirmados de chikungunya.

Outros fatores, como a necessidade de adoção de medidas rápidas de vigilância, assistência, regulação, controle vetorial e mobilização da rede regional de saúde, também foram considerados.

A presença da equipe federal em Dourados foca principalmente no controle do aumento de casos. Inicialmente com sete profissionais no município, o número deve se elevar para 21, buscando minimizar ao máximo o avanço da doença.

De acordo com o representante da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), Rodrigo Stábeli, alguns casos que inicialmente eram tratados como dengue, na verdade, podem ser chikungunya. Ele ainda ressalta que o principal diferencial entre as doenças são as dores intensas nas articulações.

A especialista na doenças, a médica Lucia Silveira faz um alerta, de que apesar das unidades públicas estarem suportando a demanda, ainda corre o risco de aumento nas próximas semanas, visto que Dourados é referência para cerca 35 municípios da região. 

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Habitação

Prefeitura sanciona lei que dá prioridade a mães atípicas em moradias populares

O projeto de lei foi publicado no Diogrande desta quinta-feira e reserva 5% das moradias para mães responsáveis pelo cuidado de crianças com deficiência

18/06/2026 13h45

Lei reserva 5% das moradias populares para mães atípicas da cidade

Lei reserva 5% das moradias populares para mães atípicas da cidade Divulgação Prefeitura de Campo Grande

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A Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sancionou a Lei nº 7.643, que estabelece prioridade a mães de crianças com deficência no acesso à casa própria na Capital. A lei foi publicada no Diário Oficial Municipal (Diogrande) nesta quinta-feira (18). 

De acordo com a prefeitura, a medida tem o objetivo de diminuir a sobrecarga financeira e emocional enfrentada pelas mulheres responsáveis por cuidarem de crianças com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento. 

"Frequentemente, as mães atípicas precisam abdicar da vida profissional para se dedicar integralmente ao tratamento e desenvolvimento dos filhos, o que dificulta o pagamento de um aluguel ou a aquisição de um imóvel no mercado convencional. A nova legislação funciona como um mecanismo de amparo, assegurando estabilidade para os núcleos familiares", afirmou a prefeitura em nota. 

Para Adriane, a nova legislação é "um ato de justiça social". 

"Nosso objetivo é amparar quem mais necessita de suporte do poder público. Essa legislação constrói um caminho de dignidade e segurança para as mães atípicas, que enfrentam rotinas complexas e necessitam de uma habitação adequada", disse. 

Para ter acesso benefício,  as interessadas devem comprovar a condição da criança por meio de um laudo médico e apresentar o documento de responsabilidade legal.

Também é obrigatório a manutenção dos dados atualizados no cadastro da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (EMHA). A concessão das moradias obedecerá aos critérios socioeconômicos já vigentes nos programas do município, respeitando a disponibilidade orçamentária. 

A norma  já está em vigor e passa a valer para os próximos projetos habitacionais planejados e estruturados pelo município. 

Aprovado na Câmara 

O projeto de lei, de autoria do vereador Wilton Lands (Avante), foi aprovado  na Câmara Municipal no dia 21 de maio e propõe destinar uma cota de 5% das moradias de programas habitacionais municipais para as mães atípicas. 

De acordo com a proposta, "famílias que possuem crianças com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento enfrentam desafios adicionais, tanto no aspecto financeiro quanto na organização da rotina familiar, demandando maior acesso a serviços de saúde, educação e assistência social".

Lands afirmou que o projeto visa priorizar mães cuja realidade necessita de mais atenção do poder público. 

"São mães que enfrentam, todos os dias, uma rotina intensa de cuidados, tratamentos, terapias, consultas, acompanhamento escolar e inúmeras responsabilidades que exigem tempo, estrutura emocional e condições materiais. Para essas famílias, a moradia não é apenas um teto, mas segurança, estabilidade, dignidade e condições mínimas para que a criança possa se desenvolver com mais qualidade de vida", disse na tribuna. 

Ele ainda explicou que o projeto não tem o objetivo de criar "privilégios", mas sim, reconhecer a vulnerabilidade dessas mães, respeitando os critérios socioeconôimicos dos porogramas habitacionais, bem como a disponibilidade orçamentária, a legislação vigente e autonomia do poder executivo. 

Assim, 5% das moradias construídas pelo Município serão destinadas à famílias chefiadas por essas mães, "garantindo equilibrio, responsabilidade técnica e adequação às normas dos programas habitacionais". 

"Não estamos falando de vantagem indevida, mas de justiça social. Estamos falando de mães que lutam diariamente pelos seus filhos e precisam encontrar no poder público não um obstáculo, mas um apoio", afirmou Lands. 

De acordo com dados da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha), em 2025 foram entregues, em média 200 casas populares. 

Em 2026, estão previstos projetos para construção de mais 402 novas moradias. Os projetos contemplam o Residencial Zélia Gattai, no Jardim Tarumã, com 160 unidades; o Residencial Leblon, no Jardim Leblon, com 190 moradias; e o Residencial Nelson Moreira, no Serraville, com 52 unidades. 

Ainda está prevista a construção de mais 1.264 casas na região das Moreninhas contemplando, pelo menos, 3,2 mil moradores, através do Habita +CG, como publicado no Diário Oficial de Campo Grande no início do mês de maio. 

CORUMBÁ

Cidade Branca fecha 'pacotão' para privatização dos profissionais da Saúde

Divididos entre montates de até 4.380 horas, os valores unitários de 125 reais pela hora médica podem render um total estimado entre R$273.750,00 e R$547.500,00

18/06/2026 13h01

 No

No "coração" do Pantanal, município distante 427 quilômetros da Capital do MS publicou contratos para prestação de serviços plantões médicos, na rede de urgência e emergência Reprodução/Divulgação/PMC

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Credenciamentos para a contratação de pessoa jurídica para prestação de serviços plantões médicos, voltados para atender a rede de urgência e emergência (RUE) do município de Corumbá, chamaram atenção nesta quinta-feira (18) graças a série de publicações feitas em Diário Oficial.

Ainda em fevereiro deste ano o Executivo da Cidade Branca, através da respectiva Secretaria Municipal de Saúde, abriu esse credenciamento para pessoas jurídicas interessadas na prestação de serviços médicos na Rede de Urgência e Emergência (RUE) corumbaense.

Este edital prevê a contratação de plantonistas para atuação em: 

  • Pronto-Socorro Municipal de Corumbá,
  • Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e
  • Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

De acordo com a Prefeitura de Corumbá, o intuito por trás do chamamento público é justamente ampliar e garantir a cobertura médica. A ideia é alcançar maior agilidade no atendimento à população, principalmente nos períodos de maior demanda. 

Através desta iniciativa, o Executivo de Corumbá pretende, por exemplo, reduzir filas de espera e assegurar assistência em um tempo oportuno nos plantões de qualquer um dos três turnos (matutino, vespertino e noturno), desde segunda até domingo. 

Uma vez inscritos, esses profissionais ficam credenciados por um prazo de cinco anos, sendo remunerados com o valor estimado de R$125,00 pela hora médica, como consta na tabela presente no termo de referência lançado junto do edital. 

Conforme o edital, os credenciamentos foram abertos para as qualidade de:

  1. microempresa;
  2. empresa de pequeno porte e 
  3. microempreendedor individual. 

Divididos entre os montantes de 2.190 e 4.380 horas, os valores unitários de 125 reais podem render um total estimado entre R$273.750,00 e R$547.500,00. 

"Durante todo o período de vigência, o credenciamento permanecerá aberto, com o edital disponível em sítio eletrônico oficial, de modo a permitir o cadastramento permanente de novos interessados", complementa o texto de divulgação oficial. A entrega de documentos deve ser feita de forma presencial na sede da Secretaria Executiva de Licitações e Contratações, localizada no prédio da Prefeitura Municipal de Corumbá.

 

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