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Superbactéria já atinge três Estados americanos e duas províncias do Canadá

Superbactéria já atinge três Estados americanos e duas províncias do Canadá

Redação

14/09/2010 - 07h00
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                Uma bactéria que tem se mostrado resistente a quase todos os antibióticos por apresentar um novo gene já atingiu três Estados americanos (Califórnia, Massachusetts e Illinois) e duas províncias canadenses (Alberta e Colúmbia Britânica), além de várias partes do mundo, segundo informaram autoridades de saúde nesta segunda-feira, 13.

                

                

                Os casos nos Estados Unidos e no Canadá envolvem pessoas que receberam atendimento médico recentemente na Índia, onde o problema já é generalizado. Uma revista médica britânica publicou em artigo no mês passado que dezenas de pessoas no Reino Unido haviam ido à Índia para realizar procedimentos cirúrgicos.

                

                O número de mortes que o gene NDM-1 (metalo-beta-lactamase 1 de Nova Délhi) pode ter causado é desconhecido, pois não há uma central de monitoramento dos casos. Até agora, esse gene tem sido encontrado principalmente em bactérias que causam infecções intestinais ou urinárias.

                

                Os cientistas há muito temiam isso: um gene muito adaptável que se une a vários tipos comuns de germes e os confere uma ampla resistência a drogas, criando perigosas superbactérias.

                

                "É uma grande preocupação, porque a resistência a medicamentos tem aumentado e poucos antibióticos novos estão em desenvolvimento", disse o Dr. M. Lindsay Grayson, diretor de doenças infecciosas da Universidade de Melbourne, na Austrália. "É apenas uma questão de tempo até que o gene se espalhe mais amplamente de pessoa para pessoa", completa. Grayson dirige uma conferência da Sociedade Americana de Microbiologia em Boston.

                

                Segundo Brandi Limbago, chefe de laboratório nos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, os casos no país envolveram três tipos de bactéria e três diferentes mecanismos de penetração do gene NDM-1.

                

                "Queremos que os médicos olhem para isso, especialmente para pacientes que tenham viajado recentemente para a Índia ou o Paquistão", afirma ela.

                

                O que as pessoas podem fazer?

                

                Não contribua para o problema de resistência a medicamentos, dizem os especialistas. Não pressione seu médico para receitar-lhe antibióticos se eles não forem necessários e evite infecções lavando sempre as mãos.

                

                O gene NDM-1 é transportado por bactérias que podem se espalhar da mão para a boca, o que torna indispensável uma boa higiene. É por isso que as autoridades de saúde estão tão preocupadas com essa ameaça, segundo o Dr. Patrice Nordmann, professor de microbiologia da Faculdade de Medicina do Sul de Paris. A Índia é um país superpovoado que tem uso excessivo de antibióticos e registra casos de diarreia generalizada e de muitos habitantes vivendo sem água potável.

                

                "Todos os ingredientes estão aí para uma transmissão generalizada", afirma Nordmann. "Ela vai se espalhar por avião em todo o mundo", completa.

                

                Os pacientes nos Estados Unidos não têm relação entre si. A mulher da Califórnia precisou de assistência hospitalar após ter sofrido um acidente de carro na Índia. O homem de Illinois tinha problemas de saúde pré-existentes e usava um cateter urinário. Acredita-se que ele tenha contraído a infecção enquanto viajava pela Índia.

                

                Já o caso de Massachusetts envolveu uma indiana que passou por uma cirurgia de câncer e quimioterapia em seu país de origem, antes de viajar para os Estados Unidos. Os três sobreviveram.

                

                Os médicos tentaram tratar alguns dos casos com combinações de antibióticos, na esperança de que isso seja mais eficaz que usar medicamentos individualmente. Alguns profissionais têm recorrido ao uso de polimixinas, antibióticos que eram utilizados na década de 50 e 60 e se tornaram impopulares porque danificavam os rins.

                

                Os dois casos canadenses também foram tratados com uma combinação de antibióticos, disse o Dr. Johann Pitout, da Universidade de Calgary, em Alberta.

                

                Ambos os pacientes tiveram emergência médica em viagem à Índia. Eles apresentaram infecção urinária com o gene resistente, o que foi descoberto quando voltaram ao Canadá.

                

                O CDC aconselha que qualquer hospital que registre casos como esses isolem os pacientes e verifique se pessoas próximas a eles ou do próprio hospital também estão infectadas.

                
 

(Informações do Estadão)

Asfalto

Prefeitura reabre processo para terminar as obras no Complexo Lageado

Novo contrato prevê pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em 21 vias da região, abertura das propostas será em 24 de agosto

17/08/2026 12h15

Intervenções incluem a implantação do sistema subterrâneo de drenagem e a aplicação de capa asfáltica nas vias do Complexo Lageado

Intervenções incluem a implantação do sistema subterrâneo de drenagem e a aplicação de capa asfáltica nas vias do Complexo Lageado Foto: Divulgação

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A prefeitura de Campo Grande abriu um novo processo que busca contratar uma empresa para finalizar as obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no Complexo Lageado. O custo operacional das obras é de cerca de R$ 14,1 milhões. 

O novo contrato visa dar continuidade após o término no anterior, a abertura das propostas para definir qual empresa assumirá as obras, acontece no próximo dia 24 de agosto. 

O processo aberto para receber novas propostas é diferente do adotado anteriormente, o que facilita a contratação, dessa forma a administração municipal consegue avaliar de forma eficiente qual empresa possui capacidade necessária para dar continuidade no projeto. 

O término das obras no Complexo Lageado resultaria na melhora do dia-a-dia dos moradores da região, uma vez que, o sistema de escoamento subterrâneo e a capa asfáltica resolvem problemas históricos com alagamentos e protegem a saúde respiratória das famílias nos períodos de seca.

O serviço do novo contrato engloba 21 vias, que não foram atendidas pelo último contratante. O maquinário irá atuar nas ruas Antônio Carlos Sperotto, Leonel Rocha, Batista Luzardo, Honório Lemes, Professor Antônio Teófilo Cunha, Durando Pereira da Silva.

Outras ruas também fazem parte do pacote de obras como Adelaide Maia Figueiredo, Rosa Orro, Seiko Yamanine, Pedro Dib, Mitsuyo Aratani, Marlene Pereira de Jesus, Maria Del Horno Samper, Manoel Marcelino Rodrigues, Manoel Macedo Falcão, Domingos Belentani, Genuíno Fornari, Lea Maria Barbosa Marques, José Pimenta de Freitas e João Alves Pereira.

Após a finalização das etapas do processo de seleção e a formalização do contrato, a empresa vencedora mobilizou as equipes para iniciar os trabalhos no local
 

MS-295

Caminhoneiro que provocou acidente com 7 mortes em MS é liberado

De acordo com a Polícia Civil, após o acidente, o motorista do caminhão teria deixado o local

17/08/2026 12h00

Caçamba estava carregada com milho, que se espelhou na rodovia. Tráfego entre Mundo Novo e Iguatemi ficou interditado por dez horas

Caçamba estava carregada com milho, que se espelhou na rodovia. Tráfego entre Mundo Novo e Iguatemi ficou interditado por dez horas Reprodução

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A Polícia Civil ouviu o depoimento de Everton Salim Santin, de 35 anos, caminhoneiro envolvido no acidente na MS-295, que vitimou sete indígenas da etnia Guarani, oriundos do estado de São Paulo. O caso aconteceu perto da ponte sobre o Rio Iguatemi, na divisa entre os municípios de Iguatemi e Japorã. Após apresentar seu relato, o homem foi liberado, pois não estava em situação de flagrante e não possuia mandado de prisão contra ele.

As vítimas foram identificadas com o apoio de familiares e de servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) dos Estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo. São elas: Laudiceia Benites, 30 anos; Tiago Honorio dos Santos, 34 anos; Cleonice Honorio dos Santos, 42 anos; Ileo Benites, 30 anos; Genilson Euzebio Karay Mirim, 32 anos; Tadeu Hiago Werá Mirim Benites dos Santos, 14 anos; e Luna Benites Santos, 7 anos. Os dois últimos eram filhos de Laudiceia e Tiago.

Após o incêndio ser controlado pelo Corpo de Bombeiros Militar, equipes da perícia realizaram os levantamentos periciais no local. Os corpos foram removidos e encaminhados ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), em Dourados.

A ocorrência foi registrada, inicialmente, como homicídio culposo na direção de veículo automotor e omissão de socorro, qualificada se resulta morte.

Dinâmica do acidente

O acidente ocorreu entre 20h e 20h30, de sexta-feira (14), conforme registro policial. O caso envolveu um carro Chevrolet Spin, enquanto o outro veículo era uma combinação de caminhão e semirreboque, que transportava uma carga de milho.

De acordo com a Polícia Civil, o semirreboque teria se desprendido do conjunto ao qual estava acoplado e atingido violentamente a Spin.

Ao ver a tragédia, o motorista abandonou o local utilizando a parte dianteira do veículo, seguindo em direção ao município de Japorã, sem prestar socorro às vítimas ou fornecer esclarecimentos sobre o ocorrido.

De acordo com informações apuradas pelos bombeiros, o carro de passeio havia acabado de sair da aldeia indígena Porto Lindo e estava a caminho de Iguatemi. A tragédia aconteceu a cerca de 60 metros da ponte sobre o Rio Iguatemi e por conta da gravidade do caso, a rodovia ficou interditada entre 19h de sexta-feira (14) e 5h da manhã do sábado (15).

A carreta seguia no sentido contrário, em uma descida, e de acordo com a suspeita dos peritos que estavam no local, possivelmente a caçamba basculante se ergueu com o veículo em movimento no meio da rodovia sem o motorista perceber. Por conta disso, perdeu a estabilidade em meio à alta velocidade e tombou no meio da pista.

O motorista da Spin não conseguiu parar e em alta velocidade bateu contra esta caçamba, que é toda de ferro. Imediatamente o carro pegou fogo e os peritos não conseguiram identificar se as pessoas morreram em decorrência da colisão ou por conta do fogo. Dependendo do modelo, a Spin tem capacidade legal para o transporte de sete pessoas. 

Caçamba estava carregada com milho, que se espelhou na rodovia. Tráfego entre Mundo Novo e Iguatemi ficou interditado por dez horas

A suspeita de que a tragédia tenha sido provocada por uma falha mecânica no sistema hidráulico da caçamba basculante surgiu porque o pino deste hidráulico estava completamente estendido, o que só ocorre quando o motor do caminhão está em funcionamento e quando a caçamba está atrelada ao chamado cavalo, explicou um dos bombeiros que passou a noite no  local da tragédia.

E, como o cavalo e a caçamba se desconectaram no momento em que a parte traseira tombou, os peritos acreditam que este pino tenha erguido a caçamba com o veículo em movimento.

Pelo fato de o acidente ter ocorrido próximo a uma ponte, o tráfego ficou completamente interditado durante cerca de dez horas. Porém, por ser rodovia com pouco movimento, a fila de veículos não chegou a dois quilômetros ao longo da noite e começo da madrugada.

MPF lamenta morte

O Ministério Público Federal (MPF) publicou uma nota de pesar após trágico falecimento dos sete indígenas da etnia Guarani.

De acordo com a nota do MPF,  Tiago Honorio dos Santos (Tiago Karai) era uma das mais importantes lideranças indígenas de São Paulo e pertencia a aldeia Kalipety, localizada na Terra Indígena Tenondé Porã, em Parelheiros (SP).

"Sempre demonstrando coragem e habilidade para negociação, ele integrou diversas iniciativas em prol das comunidades, como a criação do Comitê Interaldeias, e foi um altivo representante de seu povo junto ao MPF na defesa dos direitos Guarani" diz a nota.

A família de Tiago que estava dentro do veículo incluia sua esposa Laudiceia Benites, também relevante liderança, os filhos Luna Benites Santos e Tadeu Hiago Werá Mirim Benites dos Santos e a irmã Cleonice Honorio dos Santos. Além deles, estavam Ileo Benites e Genilson Euzébio Karay Mirim que acompanhavam a família. Todos eram moradores da aldeia Kalipety.

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