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Suspeito de matar jornalistas nos EUA morre em hospital

Vester Lee Flanigan havia atirado em si mesmo quando era perseguido

G1

26/08/2015 - 14h34
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Vester Lee Flanigan, suspeito de ter matado a tiros os jornalistas Alison Parker e Adam Wardnos EUA (veja reportagem) morreu na tarde desta quarta-feira (26) num hospital, informou o xerife do condado de Franklin, Bill Overton.

"Aproximadamente às 13h30, o suspeito morreu no Hospital Fairfax, no norte da Virgina, como resultado de feridas de bala auto-infligidas", disse.

O suspeito havia atirado em si mesmo enquanto era perseguido e foi transportado para o hospital em uma ambulância. O atiradorutilizava na mídia o nome de Bryce Williams.

A repórter Alison Parker, de 24 anos, e o cinegrafista, Adam Ward, de 27 anos, do canal WDBJ-TV, foram atingidos na cidade de Moneta por volta das 6h45 (no horário local) quando estavam no ar.

Flanigan registrou o disparo e postou o vídeo em sua conta no Twitter..

Ele escreveu também que Alison Parker havia feito comentários racistas e que Adam Ward fez uma reclamação contra ele no setor de recursos humanos do canal.

Suspeito fugiu em carro
Segundo nota da Polícia do Estado da Virgínia, o veículo de Flanigan saiu da pista e bateu durante a fuga. "Os policiais abordaram o carro e encontraram o motorista com um ferimento de bala", afirma a polícia.

Também foi ferida no tiroteio a entrevistada Vicki Gardner, integrante da Câmera de Comércio da região. Ela conversava com a repórter no momento do crime. Ela foi atingida nas costas, passou por cirurgia e está em condição estável, segundo disse um porta-voz do hospital citada por um jornal local. Não havia detalhes sobre o estado de saúde dela.

O programa “Entertainment Tonight”,  da redeCBS, publicou no Twitter uma nota divulgada pela família da jornalista Alison Parker: “Isso é sem sentido e nossa família está destruída”, afirma o texto, que descreve Parker como “vivaz, ambiciosa, esperta, engajada, hilária, bonita e imensamente talentosa”.

Atirador havia sido demitido
Em transmissão ao vivo sobre a repercussão do assassinato de seus dois funcionários, o gerente geral da emissora WDBJ7, Jeff Marks, esclareceu que Vester Flanigan, usando profissionalmente o nome Bryce Williams, trabalhou na empresa e foi demitido há dois anos por problemas relacionados a sua raiva no ambiente de trabalho.

“Depois de muitos incidentes em que ele reagiu com muita raiva, nós o demitimos. Ele não aceitou bem [a demissão], nós tivemos que chamar a polícia para escoltá-lo para fora do prédio”, afirmou Marks no ar.

Expansão Imobiliária

Novo residencial com 440 apartamentos é projetado perto do Guanandizão

Empreendimento será construído na Avenida Ernesto Geisel e terá Estudo de Impacto de Vizinhança discutido em audiência pública em setembro.

27/07/2026 16h22

Empreendimento com 440 apartamentos é projetado para área próxima ao Guanandizão, na Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande.

Empreendimento com 440 apartamentos é projetado para área próxima ao Guanandizão, na Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande. Foto: Divulgação.

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Campo Grande poderá ganhar dois novos empreendimentos residenciais que, juntos, somam 640 unidades habitacionais em regiões distintas da cidade. Os projetos estão em análise pela Prefeitura e terão seus Estudos de Impacto de Vizinhança (EIV) submetidos à participação popular antes do avanço dos procedimentos urbanísticos.

O maior dos empreendimentos prevê a construção de 440 unidades habitacionais no Bairro Piratininga, em uma área com frente para a Avenida Presidente Ernesto Geisel, entre as ruas do Touro e do Aquário, nas proximidades do Ginásio do Avelino dos Reis, o Guanandizão.

O projeto é da MRV Engenharia e Participações S.A. e será discutido em audiência pública marcada pela Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb) para 10 de setembro de 2026, às 18 horas, na sede do órgão, em Campo Grande. 

A abertura da discussão pública ocorre justamente porque um empreendimento dessa dimensão pode produzir reflexos que ultrapassam os limites do próprio terreno. O Estudo de Impacto de Vizinhança é o instrumento utilizado para avaliar os efeitos da implantação sobre o entorno e subsidiar a análise do poder público.

Além da audiência, moradores e demais interessados poderão encaminhar contribuições e sugestões relacionadas ao empreendimento de 440 apartamentos entre 14 de agosto e 4 de setembro.

As manifestações poderão ser protocoladas diretamente na Planurb ou enviadas ao órgão pelos canais estabelecidos no edital. 

Outro projeto prevê 200 moradias no Tiradentes

Paralelamente ao empreendimento próximo ao Guanandizão, outro projeto residencial de grande porte começa a percorrer o mesmo caminho administrativo na Capital.

Nesse caso, estão previstas 200 unidades habitacionais no Bairro Tiradentes, em terreno localizado na Rua Marquês de Lavradio, entre as ruas Inácio de Souza e Panambi.

O empreendimento está vinculado à Marquês de Lavradio SPE Ltda. e também terá seu Estudo de Impacto de Vizinhança apresentado à população. A audiência pública foi marcada para 1º de setembro, às 18 horas, igualmente na sede da Planurb. 

Antes da audiência, a Prefeitura abrirá espaço para o recebimento de contribuições da população. De acordo com o edital, sugestões sobre o projeto poderão ser apresentadas entre 5 e 25 de agosto.

As duas audiências terão transmissão simultânea pela internet, enquanto os documentos que integram os estudos poderão ser consultados na biblioteca da Planurb e nos canais oficiais do órgão. 

Projetos colocam 640 novas unidades no radar da Capital

Somados, os dois empreendimentos colocam 640 novas unidades residenciais no radar do desenvolvimento imobiliário de Campo Grande. O número, entretanto, não significa que os imóveis já estejam autorizados para construção imediata.

A publicação dos editais representa uma etapa do processo de análise urbanística. É justamente nesse momento que os impactos provocados pelos projetos são apresentados e discutidos antes das decisões administrativas posteriores.

No caso do Piratininga, a atenção se volta especialmente para uma área próxima à Avenida Ernesto Geisel, um dos principais corredores viários de Campo Grande.

O terreno indicado no processo fica ainda nas proximidades do Guanandizão, equipamento público que recebe atividades esportivas e eventos.

Já no Tiradentes, a implantação das 200 unidades coloca em discussão os efeitos de um novo conjunto residencial sobre uma região consolidada da Capital.

Questões relacionadas ao aumento da circulação de veículos e pessoas, infraestrutura urbana, transporte, drenagem, equipamentos públicos e compatibilidade do empreendimento com a vizinhança estão entre os aspectos que podem ser considerados em Estudos de Impacto de Vizinhança.

População poderá participar

A realização das audiências abre espaço para que moradores das regiões afetadas conheçam os projetos e apresentem questionamentos e manifestações antes da conclusão das análises.

No caso das 440 unidades do Piratininga, a audiência será realizada em 10 de setembro. Para as 200 unidades do Tiradentes, a discussão está marcada para 1º de setembro.

Os dois encontros ocorrerão às 18 horas, na sede da Planurb, localizada na Avenida Calógeras, nº 356, com entrada pela Rua Dr. Mário Corrêa, na região da Glória. 

Com os dois processos em andamento simultaneamente, a Prefeitura coloca em discussão uma expansão residencial de 640 unidades em dois pontos diferentes de Campo Grande, mas o avanço dos projetos ainda passará pela avaliação dos respectivos impactos e pelas etapas previstas no processo de licenciamento urbanístico.

Mato Grosso do Sul

Suspeitos de chefiar esquema de corrupção tentam anular Operação Gutemberg

Giovani Paroschi Jaffar alega suspeição de magistrada, que atuou no mesmo processo que o marido, que também é juiz

27/07/2026 14h53

Dinheiro apreendido com investigados na Operação Gutemberg

Dinheiro apreendido com investigados na Operação Gutemberg Divulgação

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A Operação Gutemberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial na Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) para desarticular uma organização criminosa que fraudou licitações milionárias em Mato Grosso do Sul, agora enfrenta uma ofensiva jurídica por parte dos seus principais alvos. 

A operação foi desencadeada no dia 7 de julho. 

Investigados por crimes graves como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa, membros da família Jafar e outros operadores ingressaram com um pedido de exceção de impedimento contra a juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna. A estratégia da defesa busca a nulidade absoluta de todos os atos decisórios proferidos pela magistrada, o que inclui a suspensão de prisões preventivas e ordens de busca e apreensão.

O argumento central da defesa de Giovanni Paroschi Jafar baseia-se em um suposto “impedimento de ordem objetiva”. Segundo os advogados, o cônjuge da magistrada, o também juiz Eduardo Eugênio Siravegna Junior, já havia atuado na mesma investigação em 22 de agosto de 2023, quando determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal dos envolvidos. 

O pedido sustenta que o Artigo 252, inciso I, do Código de Processo Penal e o Código de Organização Judiciária estadual vedam a atuação de um magistrado em causa onde seu cônjuge já tenha funcionado anteriormente. Caso o Tribunal aceite a tese, a consequência imediata seria a expedição de alvarás de soltura para os investigados que se encontram detidos.

A “Máfia dos Livros” e o rastro de R$ 27 milhões

A investigação do Gaeco revela que a Editora Avante (Souza & Fanaia) era utilizada como fachada para dar continuidade aos negócios ilícitos da família Jafar, após o desmantelamento da Gráfica Alvorada na Operação Lama Asfáltica. 

O esquema utilizava a inexigibilidade de licitação para vender livros paradidáticos a prefeituras, alegando falsamente exclusividade sobre obras que, na verdade, pertenciam a outra editora e eram vendidas livremente no mercado.

Entre agosto de 2022 e setembro de 2024, a organização recebeu mais de R$ 27 milhões de diversos municípios sul-mato-grossenses. Para ocultar o rastro do dinheiro, o grupo realizou saques em espécie que totalizaram mais de R$ 9 milhões, quase sempre em valores próximos a R$ 49 mil para burlar os mecanismos de controle do sistema antilavagem. O dinheiro era “pulverizado” entre familiares, laranjas e empresas sem estrutura física real, como a 7 Irmãos e a Movi Auto Center.

Leitos em troca de contratos: a face mais cruel do esquema

Um dos pontos mais chocantes da Operação Gutemberg, e que pesa contra os autores do pedido de suspeição, envolve a extorsão de prefeitos através da estrutura da Secretaria Estadual de Saúde. O servidor público Ed Carlo Britto Burgatt, então Auditor de Serviços de Saúde, é acusado de usar sua influência na central de regulação de leitos para pressionar municípios a contratarem a Editora Avante.

De acordo com o relatório que fundamentou as cautelares, Ed Carlo condicionava a liberação de cirurgias, exames e vagas de internação (“vaga zero”) ao fechamento de contratos de livros. Em diálogos interceptados, o servidor chegou a ameaçar o município de Nova Alvorada do Sul, afirmando que iria “trancar tudo” e deixar a cidade com “saúde zero” caso o contrato não fosse assinado. Frases como “só opera se fechar” e “senão vai morrer todo mundo” ilustram o modus operandi impiedoso do grupo para garantir o fluxo de recursos públicos para a organização.

A estrutura da organização e o “giro” de laranjas

A investigação aponta que a líder de fato do esquema é Rossana Paroschi Jafar, que coordenava a distribuição dos lucros ilícitos para seus filhos Giovanni, Olivia e Felipe Jafar.

O grupo utilizava Rhayane Souza Fanaia como proprietária de fachada, uma tática que foi repetida em 2024 e 2025 com a transferência formal da empresa para nomes como Joatan Gomes Peixoto e Valesca Thais Albuquerque Teixeira, esta última funcionária de um pet shop sem qualquer capacidade financeira para administrar contratos milionários.

A complexidade do esquema exigiu uma força-tarefa que identificou a participação de representantes comerciais como Gabriel Taquino, que negociava propinas diretamente com Ed Carlo, e operadores financeiros como Heyder Bartz e Francisco Anizio dos Santos, responsáveis por gerir as contas e coordenar os saques em espécie realizados por Rhayane.

Imbróglio judicial e prevenção

O pedido de suspeição da juíza May Melke Siravegna causou um impasse processual. Inicialmente, o caso foi enviado à 3ª Vara Criminal, mas a juíza Eucelia Moreira Cassal declinou da competência, argumentando que a 2ª Vara Criminal já estava preventa por ter conhecido os fatos primeiro, ainda em 2023. No entanto, por força de lei, o incidente de impedimento deve ser analisado prioritariamente pela própria juíza questionada ou pelo órgão onde ela atua (Núcleo de Garantias), seguindo o rito dos artigos 96 a 100 do CPP.

Enquanto os investigados tentam anular o processo nos tribunais, o Judiciário mantém as medidas restritivas sob o argumento de que a organização continua ativa, realizando novas contratações com prefeituras em 2025 e 2026. Para o Ministério Público, a manutenção das prisões e o prosseguimento das investigações são vitais para cessar o enriquecimento ilícito que prejudica setores fundamentais como educação e saúde em todo o estado.

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