Cidades

HOMICÍDIO

Suspeito de matar mulher no Inferninho sabia até a senha bancária da vítima

O rapaz, considerado como um filho para Giovana Castura, é suspeito de realizar transferências bancárias da conta da vítima e distribuir entre os envolvidos

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O corpo de Giovana Castura Werner, de 52 anos, foi encontrado com sinais de disparo de arma de fogo, na região do Inferninho, em Campo Grande, no dia 24 de março. Familiares da vítima relataram aos policiais da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que o último contato mantido com a mulher havia sido na véspera de sua morte, quando informou que sairia de casa para realizar cobranças de dívidas.

O homem apontado como líder do grupo era tratado como filho por Giovana e sabia até sua senha bancária, o que lhe permitiu realizar as transações após matar a vítima.

Com isso, após a morte da mulher, foram realizadas transferências bancárias de sua conta para a de um dos suspeitos, que, na sequência, dividiu os valores entre outros envolvidos.

O veículo utilizado pela vítima foi encontrado abandonado em local escuro e distante daquele em que o corpo fora achado. No interior do automóvel, havia vestígios de sangue e um projétil de arma de fogo, além de uma pá. O celular de Giovana não foi localizado.

Operação

Nesta terça-feira (14),  a Polícia Civil deflagrou uma operação destinada à prisão dos suspeitos de participarem do homicídio. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão.

Os policiais identificaram um quinto suspeito, que teria contribuído com a ocultação do cadáver e do veículo utilizado no crime, mediante o recebimento de R$ 500.

 A operação contou com o apoio de equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (GARRAS) e da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERF).

O suspeito, apontado como líder do grupo e filho de consideração de Giovana, negou qualquer envolvimento e apresentou versão diversa das provas reunidas até o momento, alegando ter sido incriminado.

Dos suspeitos envolvidos, quatro foram interrogados e confessaram participação no crime, havendo, contudo, divergências entre as versões apresentadas. Os nomes dos presos não foram divulgados, mas sabe-se que possuem 26, 19, 20 e 35 anos.

 

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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