Cidades

ABIGEATO

Suspeito é preso acusado
de roubar gado em Três Lagoas

Conforme informações da PM, o indivíduo pertence a um grupo criminoso

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Nesta sexta-feira (19), equipe da Polícia Militar em Três Lagoas prendeu homem suspeito de participar de roubo de gado em propriedade rural localizada no município. A informação é de que o preso faria parte de um grupo que roubou cabeças de gado de um sítio, na zona rural da cidade.

Segundo o site JP News, o dono dos animais foi amarrado e atirado em um buraco e teve outros pertences da propriedade levados, mas que já foram recuperados pela Polícia Militar. As investigações apontam para participação de mais quatro pessoas no crime, ocorrido na estrada vicinal de acesso ao Porto de Areia. 

Nesta situação, o crime principal é o abigeato, o qual trata-se de crime de furto ou roubo envolvendo animais do campo, destacando entre esses o gado. Tem por característica o fato de ser sempre praticado durante o período noturno, haja vista que a escuridão ou a pouca vigilância acaba por facilitar a execução do delito e também tornar difícil a identificação do agente praticante.

A situação de Três Lagoas teve agravante de o proprietário dos animais ter sido abordado durante o dia, rendido e amordaçado. Informações complementares da assessoria da PM destacaram que após assaltarem  a propriedade e amarrar o morador, os bandidos - que estariam a pé - levaram o gado por uma estrada. Eles foram interceptados pelos militares da Rotai, que foram avisados por um filho da vítima.

Com a prisão, os bens roubados e todos os animais foram recuperados, porém, não foi revelado o número de cabeças. 

 

Investigação

Ex-prefeito de Campo Grande mata fiscal tributário em briga por mansão

Alcides Bernal foi preso ontem, após atirar e matar Roberto Carlos Mazzini; o fato ocorreu em meio a uma disputa judicial por um imóvel de luxo

25/03/2026 08h00

Ex-prefeito de Campo Grande

Ex-prefeito de Campo Grande Montagem

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O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, matou o fiscal tributário da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz), Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, após se recusar a entregar seu imóvel – uma verdadeira mansão – que havia sido leiloado.

Ele flagrou por meio do monitoramento de segurança a vítima entrando na propriedade, durante a tarde de ontem.

A história começa em de 2023, quando em um primeiro pregão, o imóvel foi ofertado por R$ 3,7 milhões, mas ninguém se interessou.

Depois, o valor caiu para R$ 2,4 milhões e o fiscal tributário acabou comprando a mansão. Contudo, mesmo após ter sido arrematado por Roberto Mazzini, Bernal se recusava a entregar a casa, levando a imbróglios judiciais, o que resultou no assassinato de ontem.

Pouco antes das 14h, Bernal foi avisado pelo monitoramento de segurança do imóvel que Roberto estava tentando entrar no terreno, com a ajuda de um chaveiro. Ao chegar no local, o ex-prefeito se desentendeu com o fiscal e efetuou dois disparos na direção do rival judicial, sendo que dos tiros atravessou a região da costela.

Após isso, Bernal fugiu do local do crime e se apresentou à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Centro). Enquanto isso, a Polícia Militar e a Ambulância foram acionadas por testemunhas que ouviram os tiros e identificaram uma movimentação estranha no imóvel.

De acordo com o tenente Gustavo Frias, do Corpo de Bombeiros, Roberto já estava sem sinais vitais quando as autoridades e socorristas chegaram na ocorrência. Mesmo assim, durante 25 minutos, houve a tentativa de reanimar a vítima, mas sem sucesso.

O corpo foi retirado pela funerária por volta das 16h, mesmo horário em que a Polícia Científica e a Perícia saíram do local.

Na parte interna da caminhonete de Roberto, que ficou na frente da casa até a família retirar, havia uma notificação extrajudicial para desocupação, emitida no dia 20 de fevereiro enviada por Carlos Mazzini, na qual o comprador estava dando prazo de 30 dias para que Bernal esvaziasse a casa e entregasse as chaves. A morte ocorreu quatro dias depois deste prazo final. 

Ex-prefeito de Campo GrandeMansão onde Bernal diz residir está localizada na Avenida Antônio Maria Coelho e tem mais de 600 metros de área construída - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Neste documento consta a informação de que a recusa de entrega acarretaria um aluguel mensal equivalente a 1% do valor do imóvel.

Este aluguel mensal, segundo Carlos Mazzini, seria de R$ 24.135,45, deixando claro que ele pagou mais de R$ 2,4 milhões no leilão realizado pela Caixa Econômica Federal.

Esta mesma notificação informa que o leilão foi adjudicado pela Caixa em abril de 2023 e que, desde então, ele tentava assumir a casa localizada em área nobre de Campo Grande e na qual o ex-prefeito ainda estaria morando. A casa tem 680 m² e está dentro de um terreno de 1.440 m², o que equivale a quatro terrenos convencionais.

O sindicato que representa os servidores emitiu nota lamentando o assassinato.

“É com profunda consternação e indignação que recebemos a notícia do assassinato do nosso colega Roberto. Ele era um servidor dedicado, pai de família e, acima de tudo, uma pessoa honrada. Neste momento de dor, expressamos nossa solidariedade à família e a todos que tiveram o privilégio de conviver com ele.

A perda deixa uma lacuna irreparável no seio da família e em toda a nossa categoria, que hoje se encontra enlutada”, disse a categoria

O caso foi registrado como homicídio simples e legítima defesa, de acordo com o advogado de Bernal, Oswaldo Meza.

OUTRO LADO

Após se apresentar à polícia, Bernal foi encaminhado a Depac Cepol, onde passou pelos procedimentos legais. Segundo Wilton Acosta, advogado de defesa do ex-prefeito e que foi ouvido pela reportagem, a arma usada no crime foi um revólver calibre 38, e que ele agiu em legítima defesa.

“Ele [Bernal] já prestou o depoimento, já fez os esclarecimentos e está alegando legítima defesa. Ele foi alertado pela empresa de segurança sobre os fatos e foi até a residência dele porque a porta da residência estava sendo arrombada. E é isso, infelizmente aconteceu o que aconteceu, mas os fatos são esses. Ele foi agredido, foi ameaçado, por conta disso ele teve que reagir para se defender”, disse.

O advogado afirmou que o ex-prefeito possui o registro de colecionador, atirador e caçador (CAC), documento concedido pelo Exército Brasileiro ou pela Polícia Federal para pessoas físicas praticarem tiro esportivo, caça ou ter coleção de armas. A defesa também detalhou quais serão os próximos passos de Bernal após o depoimento.

“Ele vai para uma sala especial, que é o direito, todo advogado tem, dentro da prerrogativa da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], e ele vai para essa sala especial no Batalhão da Polícia Militar vai aguardar a audiência de custódia e as determinações da Justiça”, conclui.

A audiência de custódia está marcada para a manhã de hoje, no Fórum Cível e Criminal de Campo Grande.
Atualmente, depois de comandar Campo Grande entre 2013 e 2016 e ter ocupado o cargo de vereador e deputado estadual, Bernal deixou a vida política e também havia abandonado a carreira de radialista, exercendo apenas a função de advogado.

DÉBITO

A mansão que foi o pivô do assassinato tem uma dívida de quase R$ 345 mil somente relativa ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). 

Mas, caso fosse obrigado a pagar este valor à prefeitura, o fiscal tributário tinha a esperança de receber em torno de R$ 850 mil do ex-prefeito a título de aluguéis mensais de R$ 24,1 mil retroativos a abril de 2023, quando a Caixa tomou a casa que pertencia a Alcides Bernal.

 

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COP15

Financiamento de reservas é ponto fraco para garantir áreas de conservação para espécies migratórias

Para essa COP15, o governo federal reservou a assinatura de dois decretos para criar novas reservas federais.

24/03/2026 19h15

O Parque Nacional do Pantanal ganhou um acréscimo de 47 mil hectares, atingindo agora 183 mil hectares de área preservada

O Parque Nacional do Pantanal ganhou um acréscimo de 47 mil hectares, atingindo agora 183 mil hectares de área preservada

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O tema ligado a reservas para garantir território necessário para abrigar espécies migratórias está dominando parte das discussões na COP15, que acontece em Campo Grande até o dia 29 de março. O assunto, inclusive, foi pauta na fala presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante sua agenda na Capital de Mato Grosso do Sul. Ele ressaltou que é preciso primeiro proteger habitats para depois conseguir conservar as espécies. Contudo, o custeio dessas áreas de conservação, que acabam não tendo a permissão para uso econômico com produção agropecuária, ainda enfrenta desafios.

Para essa COP15, o governo federal reservou a assinatura de dois decretos para criar novas reservas federais. No Mato Grosso, a Estação Ecológica (ESEC) de Taiamã foi ampliada em 57 mil hectares, passando a proteger um total de 68 mil hectares. Já o Parque Nacional do Pantanal ganhou um acréscimo de 47 mil hectares, atingindo agora 183 mil hectares de área preservada. As duas UCs estão localizadas no Mato Grosso, mas o Parque Nacional faz divisa com Mato Grosso do Sul a partir do Paiaguás e também a Serra do Amolar.

O Brasil segue a meta global de tentar proteger 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030. “Não há como proteger espécies migratórias sem proteger seus habitats. Estas novas áreas são corredores de vida que garantem a conectividade que o mundo discute aqui em Campo Grande. Esta COP15 ocorre em um momento de grandes tensões geopolíticas. Ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias estão se tornando a regra. No lugar de muros e discursos de ódio, precisamos de políticas de acolhimento e de um multilateralismo”, discursou Lula para delegados de mais de 130 países.

Para amplificar esse debate sobre manter territórios sobre conservação dedicada, seja na conversão de unidades públicas, ou em reservas particulares de patrimônio natural (RPPNs) – neste caso, é a iniciativa privada que define converter uma propriedade rural em área de conservação -, o assunto ganha espaço na Casa do Homem Pantaneiro, Zona Verde, com um debate que envolve medidas em execução no Pantanal.

Neste dia 26, às 9h, um painel envolvendo o setor privado, vai discutir como projetos de créditos de carbono e de biodiversidade podem gerar receita para a manutenção de reservas. O caso a ser apresentado envolve áreas administradas pelo Instituto Homem Pantaneiro (IHP) no município de Corumbá, na região da Serra do Amolar. A organização obteve a certificação de dois projetos e foi pioneira no território pantaneiro.

“A manutenção de áreas protegidas representa em um grande esforço. No Pantanal, temos a Rede Amolar, que possui quase 300 mil hectares formando um corredor de biodiversidade, de alto grau de importância para espécies migratórias. A via por PSA é uma das ferramentas econômicas que podemos executar para garantir esses territórios sob um uso sustentável”, comentou o presidente do IHP, Ângelo Rabelo.

Para executar o projeto de créditos de carbono, o financiamento de parte do processo contou com apoio do programa Conexão Jaguar, que é mantido pela ISA Energia. Esse programa procura criar corredores de biodiversidade a partir da Colômbia até o Brasil para garantir áreas de conservação para a onça-pintada e mais de uma dezena de espécies que estão diretamente vinculadas ao maior felino das Américas. Apesar de não haver números oficiais, o projeto do IHP resultou em mais de R$ 1 milhão em recursos para manutenção das áreas que ficam na Serra do Amolar, distante mais de 5 horas de viagem pelo rio Paraguai acima, a partir de Corumbá.

Com relação aos créditos de biodiversidade, a certificação foi obtida em 2025 e houve lançamento em evento junto com o governador Eduardo Riedel. Ainda não houve informação sobre valores movimentados.

“Um dos pontos centrais do evento será demonstrar que os créditos de carbono e de biodiversidade não são competidores, mas aliados na geração de recursos para a proteção de territórios. Além disso, o painel reforça que a conservação pode ser impulsionada por pessoas físicas, permitindo que a sociedade civil contribua diretamente para a ciência e a conservação”, detalhou o IHP sobre o evento, que acontece com o painel “Créditos de carbono e de biodiversidade na Serra do Amolar”, no dia 26 de março de 2026, às 9h, na Sala Tuiuiú, Casa do Homem Pantaneiro. O debate envolve Mayara Ribeiro (ISA Energia), Lorena Lourenço (ERA Brazil) e Angelo Rabelo (IHP).

Discussão em Corumbá

O custeio por meio de Pagamentos por Serviços Ambientais, na sigla PSA, também está ampliado para acontecer no Sindicato Rural de Corumbá no dia 31 de março, às 18h, na sede da instituição. O PSA é o tipo de programa que envolve créditos de carbono e de biodiversidade. 

O governo de Mato Grosso do Sul também mantém ativo um PSA para produtores rurais e em sua primeira edição, realizada entre 2025 e começo de 2026, pagou cerca de R$ 3 milhões a 40 produtores rurais do Pantanal que submeteram documentação. O novo edital a ser aberto prevê pagamentos de até R$ 100 mil por ano para produtores rurais que decidirem manter vegetação nativa de forma excedente.

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