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Tamanduás-Bandeira aparecem mortos em rodovias de MS

Tamanduás-Bandeira aparecem mortos em rodovias de MS

Dourados Agora

22/07/2011 - 08h53
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A bióloga Sandra Maria da Silva registrou a morte de mais um Tamanduá-Bandeira (macho) às margens da BR 163, de acesso a Dourados. Segundo ela, este já é o quinto bicho desta espécie, encontro morto aparentemente por atropelamento. "Não sei se isso procede, ou se teria sido morto intencionalmente por alguém", pondera.

Até agora são pelo menos cinco mortes. Os primeiros registros ocorreram entre 2007 e 2009, quando ela trafegava diariamente numa motocicleta, de Glória de Dourados a Dourados onde frequentava a universidade.

Na primeira vez, ela se deparou com dois tamanduás adultos mortos, próximo ao quilômetro 2 da MS-376. Depois, um filhote e a fêmea, que pode ter apenas um filhote por ano com uma gestação em torno de 190 dias.

O Tamanduá-Bandeira está ameaçado de extinção e raramente sobrevive em zoológicos já que sua alimentação é a base de larvas, formigas e cupins. "Não sei o que está acontecendo com os órgãos fiscalizadores, porque não adianta punir depois que já aconteceu, é necessário proteger, evitar. O que penso sobre isso é que a Legislação que fala sobre locais que são refúgio de animais silvestres estarem protegidos não está sendo levada em consideração haja vista a quantidade de animais que tenho visto mortos na MS 376 e agora na BR 163. Parece que há uma falta de fiscalização por parte dos órgãos competentes nesses locais senão isso não estaria acontecendo. O fato dos animais estarem atravessando a rodovia e sendo mortos (se é que seja realmente isso) deve estar acontecendo porque seu habitat natural está sendo destruído e eles acabam necessitando se refugiar, se proteger, ou até mesmo buscar comunidades para realizarem cruzamentos para que a espécie possa continuar", explica.

Ela pontua que na MS 376 é visível a destruição das poucas matas que restam ao longo dos quilômetros 2, 6, 14, 16 e 19. "Observei e continuo observando a destruição visível aos olhos de quem quer ver. Não sei como as autoridades competentes não têm percebido, porque as matas continuam sendo destruidas, algumas são apenas fachadas. O fato de desmatar não é o problema, o problema é desmatar onde existe animais silvestres que dependem daquilo, e até onde sei esses ecossistemas são protegidos por lei e não podem ser desmatados porque são refúgio de animais silvestres", denuncia.

Ela acredita que os órgãos ambientais precisam propor projetos para que essa espécie e outras possam continuar existindo. "Afinal, eles ganham bem para trabalharem em prol da natureza então acho que está na hora de mostrarem que são capazes não apenas de punir o homem que tudo destroi, mas principalmente de proteger as espécies. Mato Grosso do Sul é um Estado lindo, mas se continuar assim só teremos sol quente, tempestades, desequilíbrios ainda maiores que afetarão a todos devido a essa ganância por terras que nunca chega a um limite que satisfaça o homem ganancioso. Se parar para pensar 80% não está bom para uma família? Milhares de outros animais são obrigados a tentar sobreviver e disputar alimento nos míseros 20%. Pense nisso! Depois pode ser tarde demais...aliás...será tarde demais", finaliza. 

Literatura

MEC Livros empresta mais de 3 mil títulos por dia; veja os mais lidos

A Cabeça de Santo, de Socorro Acioli, foi o mais emprestado

08/06/2026 22h00

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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A plataforma MEC Livros alcançou a marca de 468 mil obras literárias acessadas gratuitamente desde o lançamento da ferramenta, em abril deste ano, o que resulta em uma média de 3,4 mil livros por dia.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), mais de 107 mil livros foram vistos integralmente, com pelo menos 90% do conteúdo lido.

Somado todo o tempo de leitura de todos os usuários na plataforma, foram registradas 269 mil horas, o equivalente a cerca de 30 anos de leitura ininterrupta.

A biblioteca digital do Brasil tem registrados 862 mil usuários em todo o país, dos quais 44% já pegaram ao menos uma obra emprestada.

A iniciativa do governo federal de emprestar os livros tem o objetivo de ampliar o acesso público e gratuito a obras literárias em formato digital, que podem ser acessadas gratuitamente por computadores, tablets e smartphones.

Os mais lidos

No total, 13 mil títulos diferentes já foram emprestados e, ao menos, folheados, entre os mais de 25 mil disponibilizados na plataforma.

Entre todos eles, o livro mais lido é A Cabeça do Santo, da jornalista e escritora brasileira Socorro Acioli, com 27.479 empréstimos. A obra foi desenvolvida em uma oficina de Gabriel García Márquez, colombiano que venceu o Nobel da Literatura em 1982, e conta a história de um jovem que descobre possuir o dom de ouvir as preces de mulheres para Santo Antônio.

TOP5 de mais emprestados no MEC Livros:

  1. A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli;
  2. Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski;
  3. Noites Brancas, de Fiódor Dostoiévski; 
  4. A Vegetariana, de Han Kang; 
  5. Sem Despedidas, de Han Kang.

Acervo

A plataforma MEC Livros disponibiliza livros nacionais e internacionais que contribuam para a aprendizagem e formação de estudantes, além de difundir o patrimônio literário, incentivar o hábito de leitura, modernizar o ensino e promover a integração de novas tecnologias na educação.

Na primeira página, está disponível uma lista de livros do catálogo, organizados por categorias como “Em Alta”, “Best-Sellers”, “Autores Clássicos Brasileiros”, “Sucessos internacionais”, “Mais buscados”, entre outras.

Como funciona

Para ter acesso às obras, basta acessar o site ou o aplicativo MEC Livros e fazer o login com a conta do Gov.br.

O usuário pode buscar um livro pelo título ou autor. Com base na pesquisa, a plataforma pode sugerir títulos semelhantes.

Ao clicar na capa do livro que deseja pegar emprestado, há a opção de ler antes o resumo sobre a obra no botão “Mais informações”.

Ao clicar nesse botão, o app abrirá uma nova página que contém o botão “Emprestar e Ler”, basta selecioná-lo e o livro estará à disposição para leitura. 

O prazo de empréstimo é de 14 dias. No fim deste prazo, o usuário pode optar pela renovação do empréstimo pelo mesmo período ou pela devolução do título.

Os usuários que tiverem lido ao menos 10% da obra poderão devolvê-la antecipadamente e realizar um novo empréstimo. O mesmo vale para quem já tiver concluído 90% ou mais do conteúdo e desejar encerrar a leitura antes do prazo.

Somente após a devolução deste livro será possível tomar um novo livro emprestado. É permitido o empréstimo de até duas obras por mês por Cadastro de Pessoa Física (CPF). 

Internacional

Terremoto de magnitude 7,8 atinge sul das Filipinas

Relatos são de pelo menos 32 mortos e dezenas de feridos

08/06/2026 21h00

EDWIN ESPEJO/AFP

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O número de mortos em um forte terremoto de magnitude 7,8 ao largo da ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, nesta segunda-feira (8), subiu para pelo menos 32.

Dezenas de pessoas ficaram feridas, informaram as autoridades da área de desastres, enquanto Manila intensifica as operações de busca e resgate.

O terremoto, que provocou alertas de tsunami em vários países, atingiu a província de Sarangani no início da manhã, a cerca de 20 km da costa.

O tremores foram sentidos fortemente em Mindanao e a 420 km de distância, na cidade de Manado, na ilha indonésia de Sulawesi.

As Filipinas mobilizaram equipes militares e de resposta a desastres, e as autoridades estão verificando relatos preliminares de 32 pessoas mortas e 134 feridas em Mindanao, a maioria devido à queda de escombros e deslizamentos de terra, de acordo com representantes da Defesa Civil.

Os alertas de tsunami foram cancelados depois de mais de seis horas no sul das Filipinas, no norte da Indonésia e no estado malaio de Sabah, na ilha de Bornéu, onde os moradores das áreas costeiras foram orientados a sair imediatamente para terrenos mais altos.

O desastre ocorreu oito meses depois que as Filipinas sofreram seu tremor mais mortal em 12 anos, quando um terremoto superficial de magnitude 6,9 atingiu a ilha central de Cebu, matando 79 pessoas. Dois fortes terremotos atingiram Mindanao duas semanas depois, sendo o mais forte de magnitude 7,4.

O presidente Ferdinand Marcos Jr. ordenou uma resposta imediata ao desastre em Mindanao, uma ilha do tamanho da Coreia do Sul. Agências foram orientadas a preparar suprimentos de socorro e centros de retirada e a estar prontas para possíveis operações de resgate.

"O governo nacional está se movimentando e não deixaremos Mindanao para trás", disse Marcos em comunicado.

As Filipinas e a Indonésia sofrem centenas de terremotos todos os anos e estão situadas em partes tectonicamente complexas do "Anel de Fogo do Pacífico", um cinturão sismicamente ativo que se estende da América do Sul até o Extremo Oriente russo.

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