Cidades

MATO GROSSO DO SUL

TCE cobra explicações do STF sobre emendas parlamentares

Prefeituras relatam dificuldades para abrir contas exclusivas destinadas ao recebimento de repasses de pequeno valor, exigência determinada pela Suprema Corte

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma série de questionamentos apresentados por municípios do Estado sobre dificuldades para cumprir exigências relacionadas à execução de emendas parlamentares.

Entre as principais queixas relatadas pelas prefeituras está a obrigatoriedade de abertura de contas bancárias exclusivas para o recebimento de recursos, inclusive em casos de emendas de pequeno valor destinadas a projetos sociais.

As dúvidas chegaram ao TCE-MS durante reuniões e atendimentos realizados com gestores municipais, que apontaram problemas operacionais e técnicos para atender às determinações impostas pelo STF.

O debate ganhou força após o Tribunal emitir relatório técnico suspendendo a execução de emendas parlamentares em 31 municípios sul-mato-grossenses. A medida ocorreu após a identificação de inconsistências ligadas à transparência, à execução e à adequação legal na aplicação dos recursos.

Pelas regras estabelecidas pelo Supremo, os repasses de emendas só podem ser liberados mediante abertura de contas específicas em instituições financeiras oficiais. Segundo o TCE-MS, a exigência tem dificultado a operacionalização de recursos de menor valor.

No documento enviado ao STF, o conselheiro relator Osmar Domingues Jeronymo destaca situações em que entidades recebem emendas entre R$ 500 e R$ 1 mil para ações sociais. Nesses casos, a necessidade de abrir uma conta exclusiva para cada transferência, além da formalização prévia de instrumentos como termos de fomento, acaba tornando o processo burocrático e pouco viável.

Entre os questionamentos encaminhados à Suprema Corte está a possibilidade de flexibilizar a exigência de contas individualizadas para repasses de pequeno porte, mediante definição de um teto financeiro. O Tribunal também sugere a adoção de mecanismos alternativos que mantenham a rastreabilidade dos recursos sem exigir uma conta específica para cada emenda.

Outro ponto levantado pelo TCE-MS trata da possibilidade de utilização do histórico de empenho e das ordens de pagamento como instrumentos suficientes para garantir controle e transparência, substituindo a necessidade de abertura de contas bancárias exclusivas em determinadas situações.

O órgão ainda pediu esclarecimentos sobre os procedimentos adequados quando o próprio município é o beneficiário direto da emenda e responsável pela execução do recurso, especialmente nos casos de menor valor.

Segundo o Tribunal, novas orientações técnicas serão divulgadas aos jurisdicionados após manifestação oficial do STF sobre os questionamentos apresentados.

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SHOW INTERNACIONAL

Com 232 queixas, Procon começa conciliações com organização de show do Guns'N Roses

Órgão já realizou 14 audiências nesta terça-feira e contabiliza reclamações de consumidores que enfrentaram congestionamentos e perderam a apresentação da banda em abril

13/05/2026 12h15

Fãs enfrentaram horas de congestionamento no acesso ao Autódromo Internacional Orlando Moura e parte do público não conseguiu assistir ao show

Fãs enfrentaram horas de congestionamento no acesso ao Autódromo Internacional Orlando Moura e parte do público não conseguiu assistir ao show Foto: Reprodução / Instagram Por cima de CG

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O Procon de Mato Grosso do Sul começou nesta terça-feira (13) as audiências de conciliação entre consumidores e a empresa responsável pelo show da banda Guns'N Roses, realizado no dia 10 de abril, em Campo Grande. Até o momento, o órgão contabiliza 232 reclamações relacionadas ao evento, marcado por congestionamentos, atrasos e milhares de fãs que não conseguiram chegar ao Autódromo Internacional Orlando Moura a tempo da apresentação.

Segundo o Procon-MS, vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), foram reservadas pautas específicas para atender exclusivamente os consumidores afetados pelo evento. Somente nesta terça-feira, 14 audiências foram realizadas ao longo do dia e outras 19 estavam previstas até o fim do expediente.

Os consumidores já intimados receberam data e horário para comparecimento às audiências, onde a possibilidade de acordo depende da manifestação da empresa promotora do show. Quando não há conciliação, o consumidor recebe a defesa apresentada para que possa buscar outras medidas e exercer seus direitos.

De acordo com o órgão, após o Procedimento de Investigação Preliminar (PIP) instaurado a partir das reclamações, a empresa aderiu à Carta de Informação Preliminar (CIP) eletrônica, mecanismo que permitirá que futuras reclamações sejam encaminhadas diretamente por e-mail à organizadora, que terá prazo de até 10 dias para responder os consumidores. 

"O número de audiências está sujeito ao comparecimento das partes no dia e hora previamente agendados", informou o Procon em nota.

O órgão também ressaltou que sua atuação ocorre na esfera administrativa e busca promover acordo entre consumidores e fornecedor. Caso não haja entendimento, poderá haver análise do mérito das reclamações e eventual aplicação de sanções.

Para registrar reclamação, o consumidor pode procurar o Procon presencialmente ou utilizar os canais digitais do órgão. É necessário apresentar documentos que comprovem a compra do ingresso, além de fotos, registros e outros elementos que demonstrem os transtornos enfrentados.

Caos no show

Apesar de histórico, sendo a primeira apresentação da banda em Mato Grosso do Sul, o show ficou marcado pelo caos no acesso ao autódromo, localizado às margens da BR-262.

Com público estimado em cerca de 40 mil pessoas, o evento provocou congestionamento de aproximadamente 13 quilômetros na Avenida João Arinos, principal via de acesso ao local. Muitos fãs relataram ter ficado presos no trânsito por mais de cinco horas.

Nas redes sociais, consumidores compartilharam vídeos e relatos mostrando pessoas abandonando veículos no meio do caminho para seguir a pé até o autódromo, enquanto outras recorreram a motociclistas por aplicativo para tentar chegar antes do início da apresentação. Ainda assim, milhares não conseguiram entrar a tempo e perderam o show.

A situação desencadeou uma troca de acusações entre a organização do evento e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo a PRF, problemas como atraso na abertura dos portões, ausência de sinalização adequada, utilização de controle de acesso por QR Code e mudanças no planejamento dos estacionamentos contribuíram para o congestionamento.

A corporação afirmou que havia previsão de múltiplos acessos simultâneos aos estacionamentos, mas que, na prática, os veículos entravam de forma individualizada, o que teria comprometido a fluidez do trânsito.

Já a organização do show alegou que a responsabilidade pela operação viária era dos órgãos públicos, sustentando que empresas privadas não possuem competência legal para intervenção em rodovias federais e no sistema viário urbano.

Em nota divulgada após o evento, a produção afirmou que todas as etapas sob sua responsabilidade seguiram o planejamento aprovado pelas autoridades competentes.

O episódio também reacendeu discussões sobre a capacidade de Campo Grande para receber eventos de grande porte.

Especialistas em urbanismo e mobilidade urbana ouvidos anteriormente pelo Correio do Estado apontaram falhas no planejamento logístico e defenderam estratégias alternativas para evitar concentração excessiva de veículos no acesso ao autódromo.

Entre as sugestões levantadas estavam a criação de bolsões de estacionamento em regiões afastadas, com transporte coletivo exclusivo até o local do evento, além da utilização de espaços com infraestrutura mais adequada para grandes públicos, como o Estádio Morenão, atualmente sem condições de receber shows devido às obras inacabadas.

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Mais Oportunidades

Governo de MS assina mais um contrato para cursos profissionalizantes

Com a nova parceria, o custo com os cursos ultrapassam os R$ 100 milhões

13/05/2026 12h10

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Na manhã desta quarta-feira (13), foi publicado no Diário Oficial a confirmação da assinatura de mais um contrato para cursos profissionalizantes, para a Rede Estadual de Ensino. 

O novo contrato foi firmado com a empresa UNIGRAN EDUCACIONAL, num valor de R$ 15,3 milhões e somando aos outros três, o total investido é de cerca de R$ 103 milhões. 

O contrato segue os moldes dos já assinados anteriormente e de acordo com a assessoria da Secretaria Estadual de Educação (SED), ainda serão assinados mais quatro contratos, totalizando oito empresas, que serão responsáveis pelos cursos profissionalizantes. 

A duração inicial do contrato com a UNIGRAN EDUCACIONAL também é de 36 meses (3 anos) podendo ser prorrogado por mais 10 anos. 

As empresas contratadas fazem parte do Provert (Programa de Verticalização da Educação Profissional) e buscam abranger mais de 12 mil estudantes. 

RELEMBRE O PROJETO 

A contratação de empresas para disponibilizar cursos profissionalizantes em escolas da Rede Estadual de Ensino, faz parte de uma iniciativa do Provert (Programa de Verticalização da Educação Profissional) com o objetivo de estruturar a formação profissional e tecnológica. 

Ao todo o projeto está previsto para atender cerca de 12 mil estudantes de 1º ano do Ensino Médio pelo Provert, matriculados em 177 unidades escolares localizadas em 64 municípios.
 

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