Cidades

CAMPO GRANDE (MS)

TCU apura suposto remanejamento indevido de R$ 156 milhões de verba do SUS em CG

Denúncia partiu de dentro do próprio Conselho Municipal da Capital, apontando irregularidades na gestão orçamentária sobre transferências fundo a fundo de recursos do Sistema Único de Saúde provenientes da União

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Com foco em apurar o suposto remanejamento indevido de recursos que, inicialmente giram em torno da ordem de R$156,8 milhões, o Executivo de Campo Grande entra na mira do Tribunal de Contas da União (TCU) após uma denúncia que partiu de dentro do próprio Conselho Municipal da Capital apontar irregularidades na gestão orçamentária sobre transferências fundo a fundo de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Provenientes da União, os indícios de execução de despesas vultosas sem o prévio empenho, e em potencial desacordo com a Lei 4.320/1964 e a Lei de Responsabilidade Fiscal, segundo o Tribunal, apresenta cenário de risco elevado para a gestão da saúde pública local. 

Conforme representação encaminhada ao TCU, pela 32ª Promotoria de Justiça de Saúde Pública do Ministério Público do Mato Grosso do Sul, as possíveis irregularidades partiram em um primeiro momento do próprio Conselho Municipal e, posteriormente, do MPMS.

Diante das possíveis graves irregularidades na gestão orçamentária e financeira do Fundo Municipal de Saúde da Capital, fica destacada a necessidade do órgão fiscalizador da União, principalmente frente aos relatos de obstrução sistemática ao controle social exercido pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS). 

Segundo o Conselho, há meses o órgão não estaria recebendo os extratos e conciliações bancárias, o que motivou um ofício circular solicitando ao TCU, Tribunal de Contas do Estado (TCE) e também Departamento Nacional de Auditoria dos Sistema Único de Saúde (Denasus), a realização de "auditoria técnica, contábil e financeira do Fundo Municipal da Capital do Mato Grosso do Sul. 

Essa solicitação fundamentou-se em uma série de supostas inconsistências observadas pelo próprio Conselho, como: 

  • Ausência de envio regular de extratos bancários pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau);
  • Inexistência de lançamentos de "contas a pagar" nos balancetes;
  • Relatos de atrasos em pagamentos a fornecedores. 

Esses pontos, entre outras irregularidades, indicariam um quadro de falta de transparência e fragilidade na gestão orçamentária. Em paralelo, o Conselho Municipal de Saúde comunicou os fatos ao MP, que instaurou a notícia de fato para apurar as irregularidades. 

"O ponto de inflexão da investigação no âmbito do MPMS, e que confere especial gravidade a esta representação, foi o recebimento de um denúncia anônima detalhada, a qual transformou as suspeitas em acusações diretas e forneceu roteiro técnico para a apuração", cita o despacho assinado pelo Ministro relator, Jhonatan de Jesus, autorizando realização das diligências propostas pela unidade inspetora em 1° de abril.

Estopim do escândalo

Através de denúncia anônima, é apontada uma movimentação de R$156.830.401,28 em forma de manobra deliberada para “encobrir despesas realizadas sem o devido processo legal”, o que consistiria  na realização de pagamentos sem prévio empenho e sem dotação orçamentária. 

Posteriormente, teriam sido editados os decretos (15.904, 15.915 e 15.917 (de abril de 2024) de crédito suplementar, para tentar dar uma aparência como um órgão colegiado de "caráter permanente e deliberativo". 

Segundo o denunciante, a operação consistiria na realização de pagamentos sem prévio empenho e sem dotação orçamentária, com a posterior edição dos decretos (15.904, 15.915 e 15.917 (de abril de 2024) para tentar conferir aparência como um órgão colegiado de "caráter permanente e deliberativo". 

Esse dito caráter deliberativo seria de suma importância, pois daria ao colegiado também o poder de decisão, e não de mera consulta, sobre as diretrizes da política de saúde. 

Em resumo, o Conselho Municipal de Saúde possui amparo de todas as disposições legais que lhe garantem a competência de fiscalizar não apenas a qualidade dos serviços, mas também a aplicação dos recursos públicos, como estabelecido através da resolução 453 de 2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), com as diretrizes sobre suas atribuições, o que inclui: atuar na formulação e controle da execução da política de saúde, incluindo seus aspectos econômicos e financeiros e deliberar anualmente sobre aprovação ou não do relatório de gestão. 

Além disso, a lei complementar 141 do mesmo ano reforça esse papel do Conselho como instância de controle. No artigo 41 fica descrito que, a cada quadrimestre, o órgão avaliará o relatório consolidado da execução orçamentária financeira e o de gestão. 

"Portanto, a recusa da gestão municipal em fornecer informações financeiras detalhadas ao Conselho Municipal de Campo Grande, conforme relatado nos autos, não representa um mero cumprimento de uma formalidade administrativa. Configura, em tese, uma afronta direta ao arcabouço legal que sustenta o controle social e a gestão democrática do SUS, esvaziando a competência de um órgão legalmente instituído para fiscalizar a aplicação dos recursos públicos, inclusive os de origem federal", cita um trecho do despacho. 

Eixos de irregularidades

Além dessa frente voltada para os remanejamentos indevidos, seria aparente uma “obstrução sistemática ao exercício do controle social”, já que o estopim para ação de denúncia do conselho seria a própria recusa reiterada da Sesau em fornecer informações “básicas” para a fiscalização, como por exemplo extratos bancários e conciliações de contas. 

Segundo o próprio Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande, essa falta de atuação, ou prevaricação, por parte da Sesau seria uma omissão que, em meados de 2025, já perdurava por aproximadamente um ano 

"A gravidade dessa obstrução foi reconhecida pelo próprio Denasus, que, ao confirmar a realização de auditoria no município, estabeleceu como um de seus objetivos específicos a verificação das 'condições propiciadas pelo ente municipal ao funcionamento adequado do Conselho de Saúde local para o efetivo cumprimento do exercício do controle social'", cita o documento. 

Consulta ao sistema DigiSUS Gestor do Ministério da Saúde revela ainda que, os chamados Relatórios Anuais de Gestão (RAGs) dos exercícios de 2018 até  2023 constam como "aprovados" pelo Conselho, enquanto o RAG de 2024 se encontra "em análise". 

O fato dessas “RAGs” de múltiplos exercícios constarem como aprovadas, por si só, segundo o TCU, “causa estranheza e merece aprofundamento investigativo”, pois seria uma aparente normalidade formal que contrasta com o histórico de denúncias e a  narrativa de obstrução e má gestão, “o que levanta questionamentos sobre a efetividade do processo de controle social ou sobre a natureza dessas aprovações”.

“É prática comum e regimentalmente prevista que um Conselho de Saúde, diante da ausência de informações completas, aprove as contas ‘com ressalvas’, Tal ato, embora resulte no status de ‘aprovado’ no sistema, funciona como um importante alerta e um registro formal da insatisfação e das limitações enfrentadas pelo controle social. Portanto, a aparente contradição entre as aprovações formais e as denúncias crônicas não invalida as suspeitas; pelo contrário, reforça a necessidade de se investigar o processo deliberativo por trás dessas aprovações”, complementa o despacho. 

Escalada das denúncias 

Como bem considerado pelo Tribunal de Contas, essa suposta irregularidade de R$156,8 milhões pode ser apenas parte de um problema mais antigo, já que há denúncias do controle social referindo-se inclusive a possível desvio histórico de R$580 milhões, com base em um histórico de denúncias protocoladas desde 2018. 

As próprias investigações trouxeram à tona novas e graves frentes de apuração, segundo o TCU, que vão além das irregularidades da manobra orçamentária inicial. 

Entre elas, por exemplo, estaria um suposto desvio de finalidade para custeio de transporte público (com denúncia de um repasse de R$1.030.000,00 do Fundo Municipal de Saúde para o consórcio de transporte coletivo, Consórcio Guaicurus, a título de subsídio), justificado ainda, aparentemente, à base de “mentira”. 

Pela justificativa apresentada, o valor de mais de um milhão de reais seria para o custeio do transporte de pacientes específicos (renais crônicos, portadores de infecções sexualmente transmissíveis e oncológicos), com denúncia apontando execução do repasse sem a necessária deliberação prévia do Conselho Municipal de Saúde, o que por sua vez configura potencial desvio de finalidade e afronta direta ao controle social. 

Também foram acostadas aos autos, de forma ainda mais contundente, denúncias anônimas que imputam à Secretária Municipal de Fazenda, Sra. Márcia Hokama, um "padrão de condutas irregulares" e até mesmo "falsidade ideológica reincidente". 

Pelas acusações detalhadas em autos, os padrões de condutas irregulares incluem: 

  1. Prestação de declarações falsas sobre a regularidade fiscal do município; 
  2. Utilização de parecer técnico supostamente falso;
  3. Apresentação de informações contraditórias em audiências públicas e;
  4. Ocultação da real causa da inadimplência no Sistema de Informações sobre Requisitos Fiscais (CAUC)

Esse último, vale esclarecer, trata-se do sistema do Tesouro Nacional que funciona como um "extrato de regularidade" para Estados e municípios, simplificando a verificação de requisitos fiscais, previdenciários e de transparência, servindo como condição essencial para o recebimento de transferências voluntárias da União. 

Com condutas que,segundo as denúncias, configuram violação à Lei de Improbidade Administrativa e ao Código Penal, existe um robusto e convergente conjunto de indícios que apontam para a ocorrência de graves e reiteradas irregularidades na gestão de recursos do SUS em Campo Grande. 

"Essa escalada de denúncias, que tocam diferentes aspectos da gestão financeira e fiscal do município, eleva drasticamente a materialidade potencial sob exame e sugere a possibilidade da existência de um padrão de desvio de finalidade na aplicação dos recursos da saúde".

Tanto a precisão técnica da denúncia, por especificar os decretos; o elemento contábil e todo o modus operandi da irregularidade, segundo o Tribunal, trazem um elevado grau de plausibilidade aos fatos narrados, com a gravidade do fato central amplificada pela suposta participação central da gestão financeira do município (Sefin) na orquestração da irregularidade, conforme denunciado, além da aparente falha generalizada nos mecanismos de controle.

É citada inércia do sistema de controle interno municipal, cuja atuação não é mencionada em nenhum dos documentos iniciais “prevaricação” essa caracterizada pela ausência de alertas da Controladoria-Geral do município frente a uma suposta manobra de tamanha magnitude, considerado forte indício de falha sistêmica, “seja por deficiência técnica ou por omissão de dever”. 

 

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Programa

Governo amplia crédito para motociclistas de aplicativos

Programa Move Motos oferece juros abaixo do mercado

12/06/2026 19h00

Ricardo Stuckert/PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o programa Move Motos, lançado nesta sexta-feira (12), fará com que os motociclistas de aplicativo deixem de ser “a última força de trabalho considerada invisível” neste país.

Ao lado de outras políticas voltadas à garantia de direitos para esses profissionais, disse Lula, eles passarão a ser tratados como cidadãos e cidadãs.

O Move Motos é uma linha de crédito para motociclistas de aplicativos que desejam financiar ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas produzidas no Brasil ou com projeto de investimento voltado à produção no país.

Ele segue os mesmos moldes do Move Aplicativos, que tem como público-alvo motoristas de aplicativos e taxistas interessados em financiar carros.

Essas linhas de crédito são uma expansão do Move Brasil, criado para viabilizar a renovação de frotas no país, por meio de facilidades de financiamento.

Outros benefícios

O financiamento inclui a possibilidade de aquisição de seguro para garantir o pagamento da dívida, para o caso de imprevistos que impeçam o contratante de continuar pagando o financiamento (seguro prestamista).

Também está previsto financiamento de capacetes, bem como para a aquisição de baterias pontos de carga elétrica. Tudo será disponibilizado a partir da plataforma oficial gov.br/movebrasil.

Durante o evento, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a presença dos trabalhadores simboliza uma mudança de reconhecimento.

“Hoje, pela presença de vocês aqui no Palácio, nós estamos completando possivelmente a última força de trabalho considerada invisível neste país, que agora está deixando de ser invisível e passa a ser tratada como cidadã e cidadão de primeira classe”, disse o presidente.

Durante a cerimônia, Lula demandou ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal que, no prazo de 30 dias, se organizem de forma a preparar seus funcionários para atenderem, de forma proativa e sem burocracia, os interessados em obter financiamentos para adquirir seus veículos.

Lula incentivou os trabalhadores a acompanharem a implementação do programa.

“Vocês agora têm que andar de cabeça erguida e dizer que não são mais invisíveis. Estão aqui para serem enxergados. Se não estiver dando certo, procurem o governo, procurem os bancos”, afirmou.

O presidente defendeu também campanhas de educação no trânsito para melhorar o relacionamento entre motoristas e motociclistas.

Juros

Segundo o Planalto, a taxa a ser cobrada para financiamento dos veículos será de 12,5% ao ano, o que corresponde a 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.

O financiamento será de 100% do valor do veículo, o que possibilita a aquisição sem necessidade de pagamento de entrada.

Para acessar o financiamento, estão previstos alguns requisitos mínimos, como seis meses de cadastro na plataforma oficial, e no mínimo, 100 corridas realizadas. Para os profissionais celetistas, são necessários seis meses de exercício na atividade.

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a Caixa, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Está prevista também que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal criem um calendário de feirões a partir de 13 de julho, em polos específicos, com a participação de concessionárias e instituições financeiras interessadas em fazer negócios.

Boulos

Mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, havia antecipado alguns pontos do Move Motos. Ele lembrou que a linha oferece condições mais vantajosas que as praticadas no mercado.

“Hoje o juro médio para comprar moto está em 27% ao ano, mas conseguimos chegar a 12,5% ao ano, que é menos da metade do juro na concessionária”, disse o ministro.

Além disso, acrescentou, haverá período de carência de dois meses, que na prática pode chegar a três. “Quem comprar a moto em julho, por exemplo, começa a pagar apenas em outubro”, explicou.

Boulos ressaltou que motoristas com restrição de crédito não poderão aderir inicialmente, mas poderão recorrer ao programa Desenrola para regularizar a situação e, assim, se habilitar ao financiamento.

Ele lembrou que, durante a pandemia, esses trabalhadores que faziam entregas nas residências eram considerados heróis. No entanto, passaram a ser discriminados. “Inclusive deixaram de ter seus direitos garantidos”.

Move Brasil

No primeiro dia de operações, R$ 3,2 bilhões em crédito foram contratados pelo Move Brasil, dos R$ 21,2 bilhões colocados à disposição pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar os recursos. No caso do Move Máquinas Agrícolas, R$ 10 bilhões estão à disposição para micro e pequenos empreendedores.

Move Aplicativos

No caso do Move Aplicativos, 740 mil profissionais já atenderam aos requisitos para acessar a linha de financiamento com as condições mais favoráveis. A análise do crédito e contratação com os bancos começa em 19 de junho.

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para a compra de veículos por motoristas de táxi e de aplicativo. Os recursos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que também vai operacionalizar a medida.

Para se habilitar, o motorista precisa preencher cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, o trabalhador será informado se poderá participar do programa.

Indenizado

Justiça manda indenizar entregador agredido com barra de ferro

Juiz de Campo Grande determinou indenização de R$ 5 mil por danos morais após agressão durante a retirada de um pedido por aplicativo

12/06/2026 18h22

Foto: Divulgação

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A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou um comerciante de Campo Grande ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais a um entregador por aplicativo que foi agredido com uma barra de ferro durante a retirada de um pedido.

A decisão foi proferida pelo juiz Deni Luis Dalla Riva, da 10ª Vara Cível da Capital, que considerou desproporcional a reação do empresário durante o desentendimento.

Conforme os autos do processo, o caso ocorreu enquanto o entregador realizava uma entrega por meio de aplicativo. Ao chegar ao estabelecimento comercial para buscar um pedido, houve uma discussão entre as partes relacionada ao funcionamento do local e ao tempo de espera para a retirada da refeição.

Segundo relatou o trabalhador, após aguardar a finalização do pedido e retornar para buscá-lo, ele passou a ser perseguido pelo proprietário do comércio, que teria iniciado uma série de ofensas verbais. Na sequência, o comerciante utilizou uma barra de ferro para atingir o entregador na região da cabeça.

A vítima afirmou que sofreu apenas ferimentos leves porque utilizava capacete no momento da agressão. O equipamento absorveu o impacto do golpe e evitou consequências mais graves.

Após o episódio, a Polícia Militar foi acionada e encaminhou os envolvidos à delegacia para o registro da ocorrência.

Durante os procedimentos policiais, tanto o capacete danificado quanto a barra de ferro utilizada na agressão foram apreendidos e incorporados às investigações.

Na ação judicial, o entregador solicitou indenização por danos materiais e morais. A defesa do comerciante sustentou que a agressão teria ocorrido em contexto de legítima defesa e alegou ainda que as partes já haviam firmado acordo anterior relacionado ao episódio.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou que o acordo mencionado dizia respeito exclusivamente aos danos materiais causados ao capacete, não abrangendo eventual reparação pelos danos morais sofridos pelo trabalhador.

Dessa forma, o pedido relacionado ao prejuízo material foi considerado encerrado, permanecendo apenas a análise da compensação moral.

Na decisão, o juiz ressaltou que as provas reunidas no processo, incluindo o boletim de ocorrência e declarações prestadas pelo próprio réu à autoridade policial, confirmaram que o entregador foi atingido por uma barra de ferro durante a discussão.

O magistrado também rejeitou a tese de legítima defesa apresentada pela defesa. Segundo ele, não ficou demonstrada a existência de agressão atual ou iminente que justificasse o uso de um objeto contundente contra a vítima.

Para Deni Luis Dalla Riva, ainda que tenha ocorrido uma troca de ofensas e um ambiente de exaltação entre as partes, a reação do comerciante extrapolou os limites da razoabilidade e não pode ser admitida como forma legítima de resolução de conflitos.

Com a decisão, o empresário foi condenado a pagar R$ 5 mil por danos morais ao entregador, valor fixado em razão da agressão e dos constrangimentos decorrentes do episódio ocorrido durante o exercício da atividade profissional da vítima.

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