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projeto CineMIS

Temporada de exibições gratuitas começa amanhã

Temporada de exibições gratuitas começa amanhã

Notícias MS

09/03/2014 - 07h32
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A Fundação de Cultura do governo do Estado, em parceria com o Curso de Artes Cênicas e Dança da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, realiza de 10 a 14 de março (segunda a sexta-feira), sempre às 19h, no Museu da Imagem e do Som, a“Mostra Cine Cênico”, que abre a temporada de exibições gratuitas de filmes do projeto CineMIS.

A mostra de março tem curadoria do professor Marcus Villa Góis, da UEMS, e homenageia o Dia Internacional do Teatro (27 de março). Reúne obras, em sua maioria, encenadas em teatro e posteriormente adaptadas ao cinema. Os filmes selecionados apresentam referências a diferentes estilos do fazer teatral.

Entre eles está “A Morte do Caixeiro Viajante”(1985), de Volker Schlöndorff, que faz referência ao realismo psicológico na dramaturgia de Artur Miller enquanto “A Ópera dos 3 Vinténs” (1931), de Georg Wilhelm Pabst, tem ligação com o teatro épico de Bertolt Brecht. Já o filme “A Última Tempestade” (Prospero’s Book - 1991), de Peter Greenaway, é uma livre adaptação da obra de Shakespeare. “Vestido de Noiva” (2006), de Joffre Rodrigues, representa o teatro nacional, especialmente Nelson Rodrigues e “Esperando Godot” (2002), de Mivhael Lindsay-Hogg, traz a referência de Beckett e do teatro do absurdo.

A Mostra Cine Cênico é homônima do projeto de extensão desenvolvido pelo professor Góis na UEMS que visa à exibição e ao debate de filmes relacionados com as práticas teatrais. Dentro do projeto do CineMIS tem o objetivo de propor uma reflexão sobre o mundo contemporâneo por meio do cinema. Em parceria com a academia serão debatidas as relações entre o cinema, o teatro e a representação de diferentes referenciais teatrais.

Na mostra o público poderá conferir Dustin Hoffman interpretando Willy Loman, personagem principal de “A Morte do Caixeiro Viajante” e os cenários pintados por Greenaway adaptados de “A Tempestade de Shakespeare”. O representante nacional na mostra advém da obra de Nelson Rodrigues. “Vestido de Noiva”, cujo texto é de 1943, é um divisor de águas na dramaturgia brasileira. A música original de Kurt Weill, parceiro de Brecht, em“A Ópera dos Três Vinténs”, poderá ser comparada à “Opera do Malandro”, de Chico Buarque. Já a condição humana do pósguerra descrita por Beckett, Prêmio Nobel de Literatura de 1969, será sentida em “Esperando Godot”.

Nesta edição serão convidados professores, psicólogos (em parceria com a Sociedade Psicanalítica de Mato Grosso do Sul –SPMS) e organização de alunos representando o Programa de Integração ao Aluno (Proinca) para debater os filmes. As discussões girarão em torno da estética das obras de cinema, tendo em vista o teatro, a fotografia e os aspectos psicológicos das personagens e das tramas.

A coordenação dos debates será feita pelo curador da Mostra, professor Marcus Villa Góis, que receberá diferentes debatedores de acordo com as afinidades entre as pesquisas desenvolvidas pelos professores e psicólogos convidados.

Serviço
As exibições acontecem de 10 a 14 de março (segunda a sexta-feira), sempre às 19 horas e são gratuitas. O Museu da Imagem e do Som fica no Memorial da Cultura, na avenida Fernando Correa da Costa, 559, 3º andar. Para mais informações sobre a programação do museu acesse www.misms.com.br . O e-mail do MIS é [email protected] . Telefone: (67) 3316-9178.

Confira as sinopses e a programação:
10 de março (segunda-feira) - A Morte do Caixeiro Viajante (Death of a Salesman) - Escrita por Arthur Miller, a peça estreou em 1949. A versão desse filme foi dirigida pelo diretor alemão Volker Schlöndorff e foi voltada para a rede de tv americana. É centrado no conflito entre o caixeiro viajante Willy Loman (Dustin Hoffman), seu filho (John Malkovich) e Happy (Stephen Lang). Loman, que passou muitos anos longe, é um mestre da representação e tenta passar a limpo sua vida junto à família. Seu filho, Biff, nunca perdoou o pai por ter traído a mãe dele em uma de suas viagens. Em desafio ao pai, Biff não frequentou a escola e leva a vida fazendo bicos. A busca de reconciliação entre os dois vai levar a muitos conflitos. Diretor Volker Schlöndorff (Drama, 130min, 1985) / Referência: Realismo Psicológico - Artur Miller/ Atores: Dustin Hoffman, Kate Reid, Jonh Malkovich. Debatedores: Christiane Araújo, José Barreto do Santos, Cristina Matogrosso e a psicóloga Debora Alexandre de Jesus.

11 de março (terça-feira) - Vestido de Noiva - Após ser atropelada, Alaíde passa a relembrar os acontecimentos de sua vida. Ela entra em um lugar cheio de mulheres procurando a cortesã Madame Clessi. Mas uma lembrança, que ela não sabe se é verdadeira, pode indicar que o acidente que sofreu foi intencional. Entre delírios e realidades passa a lembrar de seu casamento. Diretor Joffre Rodrigues (Drama, 110min, 2006) / Referência: Nacional, Nelson Rodrigues / Atores: Marília Pera, Simone Spoladore, Letícia Sabatela, Marcos Winter. Debatedores: Carin Louro, Marcos Bessa, Maurício Copetti e a psicóloga Gleda Brandão Coelho Martins Araujo.

12 de março (quarta-feira) - A Última Tempestade (Prospero’s Book) - Recriação da peça "A Tempestade" de William Shakespeare, com Sir John Gielgud no papel de Próspero. Um dos filmes visualmente mais luxuriantes e barrocos de um cineasta que normalmente já é conhecido pela experimentação visual. A literatura se faz dominante, quando os livros são mostrados com enorme detalhismo em sua tipografia, caligrafia e ilustrações extremamente ricas. Estas cenas são sobrepostas às imagens da ação transcorrida ou às de John Gielgud narrando-as. Como na peça, que o roteiro do filme recria, Próspero vive numa ilha com sua filha Miranda, após ter sido banido pelo Rei de Nápoles. Mas o destino faz com que seus inimigos venham a sua ilha, dando início a um romance proibido e a uma série de conspirações e vinganças. Diretor Peter Greenaway (Drama, 120min, 1991) / Referência: Shakespeare, A Tempestade / Atores: John Gielgud, Michel Clark, Isabelle Pasco. Debatedores: Gabriela Salvador, Denise Naschif, Fernandes Ferreira de Souza e a psicóloga Paula Francisca Andrade Mittelstaedt.

13 de março (quinta-feira) - A Ópera dos 3 Vinténs (Die 3 Groschen-Oper) - Em Londres, na virada do século XIX para XX, Mack, conhecido como "Mack Navalha", um bandido da época, casa-se com Polly, sem que o pai dela, Peachum, conhecido como o "Rei dos mendigos", tenha conhecimento. Versão restaurada da famosa adaptação de G. W. Pabst para o lendário musical de Brecht que inspirou Chico Buarque em A Ópera do Malandro. Música de Kurt Weill. O filme foi banido pelo Partido Nazista em 1933 e teve cópias destruídas. Foi restaurado e reconstruído na década de 1960. Diretor Georg Wilhelm Pabst (Musical, 110min, 1931) / Referência: Marxismo, Bertolt Brecht / Atores: Rudolf Forster, Carola Neher, Reinhold Schünzel. Debatedores: Alunos do Proinca e a participação especial de Ligia Marina.

14 de março (sexta-feira) - Esperando Godot (Waiting For Godot) - Adaptação da peça "Esperando Godot" de Samuel Beckett. Escrita em 1952, a peça desperta a atenção três anos depois numa montagem na Broadway. O enredo é de difícil compreensão para o público da época: dois vagabundos esperam infinitamente ao pé de uma árvore por um indefinível Sr. Godot, que jamais comparecerá ao encontro marcado. Os dois dias em que a peça se passa são absolutamente idênticos: a situação permanece a mesma do começo ao fim. Num vácuo dramático que revela uma abertura e originalidade teatrais sem precedentes na história da dramaturgia universal. Por meio dessa parábola, Beckett retrata a solidão e a incomunicabilidade entre os homens, fruto do ceticismo europeu apregoado por muitos autores após a Segunda Guerra Mundial. Dir. Michael Lindsay-Hogg (Drama, 113min, 2001) / Referência: Teatro do Absurdo, Samuel Beckett / Atores: Barry McGovern, Johnny Murphy, Alan Stanford, Stephen Brennan, Sam McGovern. Debatedores: Alunos do Proinca.

Queda de preços

Após restrição da Anvisa, supermercados liquidam produtos Ypê na Capital

Itens não afetados por restrições sanitária sofreram queda de preço em alguns mercados

12/05/2026 18h15

Supermercado da rede Pires, no bairro Piratininga

Supermercado da rede Pires, no bairro Piratininga Foto: Alison Silva / Correio do Estado

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Após a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para recolhimento de produtos da marca Ypê com lotes terminados em "1", supermercados de Campo Grande adotaram medidas diferentes diante da restrição. Enquanto alguns estabelecimentos simplesmente "evaporaram" com os itens da marca das prateleiras, outros aproveitaram para liquidar produtos não afetados pela decisão, reduzindo preços para atrair consumidores.

Na bairro Piratininga, um mercado da Rede Pires liquidar produtos da marca que não foram atingidos pela determinação sanitária. O sabão em pó Tixan Ypê de 2,2 kg passou de R$ 18,55 para R$ 16,95, desconto de aproximadamente 10%. Na mesma unidade, a água sanitária caiu de R$ 9,99 para R$ 7,98. Ambos os produtos seguem liberados para comercialização.

A movimentação chamou atenção dos consumidores. A dona de casa Marta Jesus Saldanha, 43 anos, procurava pelo desinfetante Ipê, mas não encontrou o produto desejado.

"Queria o desinfetante Ypê, aqui é barato, em outros locais custa cerca de R$ 8, e aqui cerca de R$ 3". Sem encontrar o produto na prateleira , pegou de outra marca, e saiu rreclamando. 'Essa Anvisa é sem vergonha, nada disso aí é verdade", declarou.

Por sua vez, a feirante Arlidia Lemes, 56 anos, contou que decidiu descartar um dos produtos após acompanhar as notícias sobre o recolhimento.

"Sendo muito sincera, eu acompanhei as notícias e estava utilizando um produto do lote contaminado, joguei fora, e continuei usando outros produtos, como a água sanitária", declarou.

Questionada, disse que pessoas da família "deram ombros" para a determinação sanitária. "Minha filha disse que vai continuar usando, mesmo os do lote estragado, está utilizando normalmente na casa dela. Eu sou medrosa, tive pneumonia recentemente e joguei o detergente fora, sabão em pó meu marido já comprou de outra marca", destacou.

Supermercado da rede Pires, no bairro PiratiningaDe modo geral, detergentes Ypê "evaporaram" ou seguem lacrados ainda nas prateleiras - Gerson Oliveira / CE
De modo geral, detergentes Ypê "evaporaram" das prateleiras / Gerson Oliveira - CE

Histórico

A determinação da Anvisa foi publicada na última quinta-feira (7). Segundo o órgão, durante inspeção foram constatados descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, incluindo falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade.

De acordo com a agência, os problemas comprometem os requisitos essenciais de Boas Práticas de Fabricação (BPF) de saneantes e indicam risco à segurança sanitária dos produtos, com possibilidade de contaminação microbiológica, ou seja, presença indesejada de microrganismos patogênicos.

A proibição vale apenas para produtos fabricados em Amparo (SP) cujo número do lote termina com o algarismo "1", como no exemplo L20341.

Confira os produtos proibidos:

Lava-louças (Detergentes Líquidos)

  • Ypê Clear Care
  • Ypê com Enzimas Ativas (todas as versões)
  • Ypê Toque Suave (todas as versões)
  • Ypê Green
  • Ypê Clear

Lava-roupas Líquidos (Tixan e Ypê)

  • Tixan Ypê Combate Mau Odor
  • Tixan Ypê Cuida das Roupas
  • Tixan Ypê Antibac
  • Tixan Ypê Coco e Baunilha
  • Tixan Ypê Green
  • Tixan Ypê Express
  • Tixan Ypê Power Act
  • Tixan Ypê Premium
  • Tixan Ypê Maciez
  • Lava-roupas Líquido Ypê (versões tradicionais)

Desinfetantes

  • Ypê Bak (todas as fragrâncias)
  • Atol (Uso Geral e Perfumado)
  • Pinho Ypê

O que não está proibido:

  • Sabão em pó (Tixan ou Ypê)
  • Água Sanitária
  • Amaciantes tradicionais e concentrados
  • Sabão em barra
  • Qualquer produto cujo lote não termine em "1"

Serviço*  

A recomendação da Anvisa é para que consumidores não utilizem produtos da lista cujos lotes terminem em "1". Nestes casos, a orientação é entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa pelo telefone 0800 1300 544 para solicitar substituição gratuita.

Em outros pontos da Capital, supermercados optaram apenas pela retirada dos produtos das prateleiras até esclarecimentos sobre a situação.

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SES

MS não tem casos confirmados de hantavírus há 7 anos

Última confirmação foi no ano de 2019. Em 2026, a SES investiga um caso suspeito na Capital

12/05/2026 17h45

Doença é transmitida pela inalação de partículas presentes em roedores infectados

Doença é transmitida pela inalação de partículas presentes em roedores infectados Divulgação

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Mato Grosso do Sul não tem casos de hantavirose confirmados desde o ano de 2019.  A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) em uma nota informativa sobre as medidas de vigilância e prevenção relacionadas à doença. 

Neste momento, a Secretaria investiga um caso suspeito de hantavirose em Campo Grande. O paciente deu entrada como caso suspeito de leptospirose, mas o protocolo determina que sejam feitos exames relacionados a outras doenças com sintomas parecidos. O resultado definitivo deve sair em até 60 dias. 

A hantavirose é uma zoonose viral aguda, transmitida pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e salivas de roedores silvestres infectados. 

Na série histórica de casos, de 2015 a 2026 foram notificados 107 casos suspeitos da doença no Estado, sendo somente 7 confirmados (7%). Os casos se concentraram principalmente em Campo Grande e em Corumbá. 

2015
Campo Grande - 1

2016
Campo Grande - 1

2017
Corumbá - 4

2019
Campo Grande - 1

Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Domingues Castilho de Arruda, Mato Grosso do Sul possui uma estrutura permanente para preparação e resposta em casos de doenças de potencial impacto à saúde pública. 

“Mato Grosso do Sul possui protocolos alinhados às diretrizes do Ministério da Saúde, com ações integradas de vigilância epidemiológica, monitoramento laboratorial, capacitação das equipes de saúde e educação em saúde”, afirmou. 

Além disso, a Secretaria ressalta que o plano estadual de contingência para desastres provocados por chuvas intensas inclui a hantavirose entre as condições graves prioritárias monitoradas pela vigilância estadual. 

De acordo com o Ministério da Saúde, as principais áreas de concentração da doença estão nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste do País, principalmente em áreas rurais de atividades voltadas à agricultura. 

Com isso, os trabalhadores rurais e profissionais de limpeza de silos e galpões fechados estão entre os grupos mais expostos. 

Em todo o Brasil, até maio de 2026, foram registrados 7 casos confirmados de hantavírus e um óbito nas áreas rurais do Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. 

Entre 1993 e 2025, foram 2.412 casos confirmados no País e 926 óbitos. 

Sintomas

No período inicial da doença, os sintomas costumam vir de várias formas, incluindo febre, dores musculares, dor na região lombar, dor abdominal, cansaço intenso, forte dor de cabeça e sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia. 

Esses sintomas costumam durar até seis dias, chegando a duas semanas em casos isolados, antes de apresentar uma melhora temporária. 

O aparecimento de tosse seca é sinal de alerta, pois indica que a doença começou a evoluir para um comprometimento pulmonar e cardiovascular, levando ao aumento da frequência cardíaca, dificuldade para respirar e redução da oxigenação no sangue. 

Além disso, alguns pacientes podem ter as funções renais comprometidas. A rápida evolução do quadro e agravamento das complicações nessa fase faz com que seja a com maior risco de óbito. 

Não há medicamento específico para o tratamento das infecções por hantavírus. O tratamento é feito através de suporte clínico para controlar os sintomas e complicações da doença, podendo incluir hemodiálise, suporte respiratório com oxigenação e medidas para prevenir ou tratar quadros de choque. 

Entre as maneiras de prevenção e controle da doença, se destacam:

  • evitar o acúmulo de lixo, entulhos e restos de alimentos ou materiais que possam servir de abrigo e alimento para roedores;
  • manter alimentos, rações e grãos armazenados em recipientes fechados;
  • vedar frestas e aberturas em residências, depósitos e galpões;
  • realizar a limpeza de ambientes fehcados e possivelmente contaminados após ventilação mínima de 30 minutos;
  • não varrer locais com sinais de roedores secos, evitando a propagação de partículas;
  • utilizar pano úmido com detergente ou solução desinfetante durante a limpeza;
  • utilizar equipamentos de proteção individual como luvas, máscaras e óculos de proteção em situações de risco ou investigações ambientais.

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