Cidades

RECORDE

Termômetros chegam a 36ºC e Campo Grande registra recorde de calor no ano

Temperatura em Mato Grosso do Sul pode chegar aos 43ºC nos próximos dias

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A onda de calor chegou "com tudo" em Mato Grosso do Sul. Nesta quarta-feira (20), Campo Grande registrou a temperatura mais elevada do ano, de 36ºC, segundo dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec).

Outros dois municípios de Mato Grosso do Sul também atingiram suas maiores temperaturas anuais nesta quarta-feira: Paranaíba, com 38,7ºC, e Três Lagoas, com 39,3ºC.

Foi no mês de setembro que os municípios do Estado bateram seus recordes de calor. A temperatura recorde em todo o Estado foi de 40,7ºC neste ano, registrada no dia 17 deste mês, em Pedro Gomes, município localizado na região Norte do Estado.

Outros dois municípios ultrapassaram os 40ºC: Porto Murtinho, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, que registrou 40,3ºC; e Água Clara, localizado no Bolsão, que bateu 40,3ºC.

Confira tabela dos recordes de calor divulgada pelo Cemtec:

Divulgação: CEMTEC

Temperaturas podem chegar a 43ºC

O calorão tende a se tornar ainda mais intenso nos próximos dias, e os termômetros podem chegar aos 43ºC em Mato Grosso do Sul.

O tempo deve permanecer firme, com sol e variação de nebulosidade. Pancadas de chuvas e tempestades podem acontecer, acompanhadas de raios e rajadas de vento em decorrência do aquecimento diurno.

Aliado à previsão de altas temperaturas, esperam-se ainda baixos valores de umidade relativa do ar, que podem variar entre 10% e 20%, com destaque nas regiões Pantaneira, Sudoeste e Norte do Estado.

São previstas temperaturas mínimas entre 20-24°C e máximas que podem atingir os 39°C nas regiões sul e leste do estado. Para as regiões norte, pantaneira, bolsão e sudoeste, temperaturas mínimas entre 23-27°C e máximas de até 43°C. Em Campo Grande, mínimas entre 23-24°C e máximas de até 37°C.

O "calorão" é causado por um bloqueio atmosféricado aliado ao El Niño - fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico Equatorial, que favorece uma intensa onda de calor.

Com esse bloqueio, Mato Grosso do Sul enfrenta, no finalzinho do inverno, as maiores temperaturas do ano.

Atenção à saúde

Há um alerta vermelho do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para onda de calor em todo o Estado, que terá temperatura 5ºC acima da média por um período de 3 a 5 dias. A notificação foi emitida para alertar a população sobre os riscos à saúde, já que o aumento repentino da temperatura pode ocasionar danos à integridade física, e ate mesmo provocar a morte.

“O aumento da temperatura vai gerar um risco de maior insolação, queimadura aguda e desidratação, principalmente na pele. Quando a gente perde líquido, perde também eletrólitos e corre o risco de sofrer arritmia cardíaca, alteração da condição cardíaca e morte”, explicou o médico e responsável clínico pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), Alexandre Moretti de Lima,.

O Cemtec orienta a população a vestir roupas leves, beber bastante líquido e evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e secos do dia.

Para driblar os baixos índices de umidade do ar e as doenças respiratórias, também é recomendado manter os ambientes úmidos, com umidificadores de ar ou baldes de água. Banhos demorados e muito quentes também devem ser evitados, visto que a pele também tende a ficar mais seca e desidratada.

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Campo Grande

Suspeito de matar casal no Taquarussu tem prisão preventiva decretada

O caso aconteceu no início de junho, em um conjunto de kitnets no bairro Taquarussu em Campo Grande

24/07/2026 11h30

Divulgação: MPMS

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O caso de duplo homicídio que aconteceu no dia 5 de junho teve um novo desdobramento e restabeleceu a prisão preventiva do suspeito. Na ocasião, um casal foi assassinado dentro de sua própria residência após desentendimento com um vizinho. 

A medida foi acatada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, após recurso  apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). 

O juiz Aluízio Pereira dos Santos reavaliou o caso e acatou o pedido, ressaltando a insuficiência dos elementos reunidos até o momento não conferem suporte suficiente à tese de legítima defesa apresentada pela defesa. 

Outro ponto que chamou a atenção do magistrado para restabelecer a prisão preventiva, foi que após cometer o crime, o suspeito saiu da cena do crime e para a justiça a atitude indica um risco à aplicação da lei, que é quando as autoridades acreditam que o investigado pode fugir ou se esconder. 

RELEMBRE O CASO 

O crime aconteceu na manhã do dia 5 de junho de 2026, após um desentendimento entre vizinhos. O suspeito de cometer os assassinatos se chama Deivison Felipe Alves Brito, de 30 anos, as vítimas são Nathalia dos Anjos Molina, de 33 anos, e Ademar Spacino Júnior, 38.

De acordo com o relato da esposa de Deivison, autor dos disparos que mataram Natália e Ademar, as vítimas passaram a noite toda ingerindo bebidas alcoólicas e drogas, o que era prática habitual do casal.

Por volta das 05h30 desta sexta-feira, a mulher relata que ao sair de casa para ir trabalhar, foi abordada pelas vítimas de forma agressiva, onde uma delas tentou agredi-la com um pedaço de madeira e a outra disse que ia pegar uma faca para matá-la.

Deivison interveio, porém, Nathalia tentou agredi-lo com um pedaço de madeira. Nesse momento, a esposa do autor escutou disparos de arma de fogo e se escondeu dentro de sua residência.

Durante os questionamentos da Polícia, o autor do crime acrescentou que a outra vítima, identificada como Ademar, apareceu com uma faca nas mãos, e neste momento ele efetuou alguns disparos em direção a esta pessoa também.

Ainda de acordo com o relato da mulher, o rapaz saiu do local do crime somente para evitar que fosse agredido por populares e vizinhos, e que estaria na residência de sua mãe.

A perícia identificou três perfurações nas costas de Nathalia e duas na região do tórax de Ademar.

CRIME

Grupos virtuais são investigados após morte de adolescente de 13 anos em MS

Mensagens atribuídas a grupos virtuais indicam humilhações e possível incentivo

24/07/2026 11h10

Polícia Civil investiga se conversas em grupos virtuais tiveram relação com a morte da adolescente de 13 anos, em Naviraí

Polícia Civil investiga se conversas em grupos virtuais tiveram relação com a morte da adolescente de 13 anos, em Naviraí Divulgação

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A investigação sobre a morte de uma adolescente de 13 anos, encontrada sem vida na manhã de quarta-feira (22), em Naviraí, ganhou um novo capítulo com a divulgação de supostas conversas mantidas em grupos virtuais dos quais a vítima participava.

Os prints, que circulam nas redes sociais e ainda serão submetidos à perícia, mostram mensagens com ofensas, humilhações e pressão psicológica direcionadas à adolescente. O conteúdo é analisado pela Polícia Civil, que busca confirmar a autenticidade das imagens e identificar os responsáveis pelas publicações.

Em uma das conversas, um interlocutor ignora os pedidos de desculpas da adolescente e faz mensagens de incentivo à morte da vítima. Também há registros em que ela é pressionada a participar de uma chamada de voz em outro aplicativo.

Outro print, atribuído ao mesmo ambiente virtual, teria sido publicado após a morte da menina. Na mensagem, o autor trata o episódio como uma conquista do grupo e faz referência ao tempo gasto para convencer uma vítima a participar de uma suposta “trolagem”, além de mencionar a possibilidade de novos casos semelhantes. Parte do conteúdo foi ocultada, impossibilitando a identificação dos envolvidos.

Segundo informações divulgadas pelo portal Dourados Agora, a adolescente participava de servidores na plataforma Discord e vinha sendo submetida a desafios e situações de constrangimento impostas por integrantes dessas comunidades virtuais. Entre os relatos, há a informação de que um dos grupos teria exigido maus-tratos contra animais como forma de participação. Após as denúncias, o servidor teria sido removido da plataforma.

Polícia Civil investiga se conversas em grupos virtuais tiveram relação com a morte da adolescente de 13 anos, em Naviraí

Polícia Civil investiga se conversas em grupos virtuais tiveram relação com a morte da adolescente de 13 anos, em Naviraí

Relembre o caso

A adolescente foi encontrada pela mãe e pelo padrasto por volta das 6h, na varanda da casa onde morava. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas constatou que ela já estava sem sinais vitais.

O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), que apura se houve indução, instigação ou qualquer tipo de participação de terceiros na morte da adolescente. Além da perícia nos prints, a Polícia Civil deve solicitar informações sobre os grupos virtuais e identificar os usuários envolvidos nas conversas.

A investigação também busca esclarecer se os episódios de humilhação e manipulação psicológica tiveram influência direta sobre a morte da adolescente. O caso reacende o debate sobre os riscos de comunidades virtuais que utilizam desafios, intimidação e violência psicológica para atingir crianças e adolescentes.

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