Cidades

CRIME

TJMS mantém condenação de universitário por injúria racial em jogo de basquete

Crime aconteceu em maio de 2023, durante as Olimpíadas Internas de uma universidade privada

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) manteve a condenação de um acadêmico por injúria racial praticada durante uma partida de basquete em Dourados. A decisão, tomada pela 1ª Câmara Criminal, confirmou a sentença de primeiro grau e rejeitou o recurso apresentado pela defesa.

O caso ocorreu em maio de 2023, durante as Olimpíadas Internas de uma universidade privada. Conforme o processo, o estudante ofendeu um colega de outro curso após uma discussão em quadra. Testemunhas relataram que a vítima tentava separar uma briga quando ouviu o agressor chamá-lo de “macaco” acompanhado de outras ofensas.

Na ocasião, o árbitro da partida confirmou em juízo que expulsou o jogador assim que foi informado da injúria e relatou comportamento provocativo do acusado ao deixar a quadra. Para o relator, os depoimentos foram firmes e coerentes, demonstrando que a palavra foi usada com a intenção clara de atingir a dignidade da vítima por motivo racial.

Já o colegiado também reconheceu a incidência do agravante previsto na Lei nº 7.716/89, que aumenta a pena em situações de lazer ou recreação, como competições esportivas. A indenização de R$ 8 mil por danos morais foi mantida, entendendo que o prejuízo é automático em casos de discriminação racial.

A atuação no processo é da 4ª Promotoria de Justiça de Dourados. O Promotor de Justiça João Linhares Júnior ressaltou a importância de decisões que enfrentem o racismo, especialmente em datas como o Dia da Consciência Negra.

Com a decisão, fica valendo a pena de 2 anos e 8 meses de reclusão, substituída por medidas restritivas de direitos, além de 13 dias-multa.

Intolerância douradense

Também cabe destacar que essa não é a primeira vez que Dourados aparece ligada à comportamentos e episódios de racismo, ou que envolvam xenofobia e intolerância, como mostra uma série de movimentações dos Ministérios Públicos Federal e Estadual de Mato Grosso do Sul (MPF e MPMS) 

O episódio mais recente foi com a delegada Thays do Carmo Oliveira de Bessa, alvo de comentários de cunho preconceituoso através das redes sociais, após conceder entrevista para portais locais sobre um homicídio. 

"Nossa, delegada feia, tá mais para ser empregada doméstica aqui da minha casa que qualquer outra coisa e tratar ele igual cachorro aqui", dizia o comentário que originalmente aparecia na sessão "ocultos pelo Instagram" e já não aparece visível na plataforma.  

Entre esses crimes de ódio aparece o douradense alvo de ação penal do MPMS em 23 de setemBro de 2024, por uma série de frases e atos discriminatórios que caracterizam racismo e xenofobia contra a população nordestina

Pelas redes sociais, esse acusado fez uma série de publicações que propagavam a ideia de que os nordestinos seriam "mais burros" e "inferiores" ao restante da população brasileira.

Ainda em 2024, no dia 25 de maio deste ano, a "Marcha dos Terreiros" de Dourados também gerou ódio nas redes sociais e um procedimento foi instaurado pelo Procurador da República, Marco Antonio Delfino de Almeida, para apurar os fatos. 

Na ocasião, cerca de 16 comunidades se reuniram na realização da marcha, feita após casos de furtos de ossadas - como a de um bebê do cemitério municipal São Vicente de Paula, em Ponta Porã, como publicou o Correio do Estado - ganhar repercussão na mídia. 

Por meio de ação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o juiz da 1ª Vara Criminal de Dourados determinou inclusive que uma jovem douradense de 16 anos fosse indenizada após ser vítima de racismo e injúria racial. 

Esse caso específico aconteceu enquanto a menina vítima estava em busca de uma vaga de estágio, praticado à época pela pessoa responsável por conduzir a entrevista, que foi feita em 22 de novembro de 2021.

**Colaborou Léo Ribeiro** 

Operação Rastro Cirúrgico

PF prende ex-secretário de saúde investigado por desvio de R$ 5 milhões do SUS

Durante a investigação, foram encontrados indícios de que o grupo criminoso continua atuando, o que levou ao pedido de prisão dos envolvidos à Justiça

23/02/2026 12h33

Divulgação PF

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A Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de prisão preventiva contra o ex-secretário municipal de Saúde de Selvíria, Edgar Barbosa dos Santos, um dos investigados pelo desvio de R$ 5 milhões do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região expediu o mandado contra o ex-secretário em um desdobramento da Operação Rastro Cirúrgico, em que a primeira fase foi deflagrada em 12 de agosto de 2025.

Na época, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro, arresto e bloqueio de bens no valor de até R$ 5 milhões por investigado, com o objetivo de interromper e ressarcir os desvios de recursos do SUS.

Desdobramentos

Conforme informações da PF, durante as investigações foram reunidos elementos que indicam a prática de peculato, fraude em licitações e contratos administrativos superfaturados.

Também foram identificados indícios de corrupção, fraude em processos licitatórios, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa.

Diante da existência de elementos que indicam a continuidade da associação criminosa, a Polícia Federal solicitou a prisão preventiva dos investigados, sendo o pedido parcialmente deferido para decretar a prisão do ex-secretário.
 

Divulgação Polícia Federal

Primeira fase

A investigação teve início a partir da notícia de irregularidades praticadas no âmbito do Centro de Especialidades Médicas (CEM) do município de Selvíria, distante aproximadamente 400 quilômetros de Campo Grande.

A operação teve o objetivo de combater os crimes de peculato, apropriação e desvio de recursos públicos, além de fraudes em procedimentos licitatórios e em contratos administrativos envolvendo recursos provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Conforme a polícia, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares de sequestro, arresto e bloqueio de bens no valor de até R$ 5 milhões de cada uma das pessoas físicas e jurídicas envolvidas, bem como medidas cautelares de natureza pessoal, como afastamento das funções públicas e proibição de contratar com o poder público.

Dos 13 mandados de busca e apreensão, seis foram cumpridos no município de Selvíria, três em Aparecida do Taboado e quatro em São José do Rio Preto (SP). Além disso, durante a ação, foram apreendidos veículos, armas, motos de alto valor e pedras preciosas.

Todas as medidas foram deferidas pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, após representação conjunta formulada pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul.

Durante a investigação, a Polícia Federal identificou indícios de inexecução contratual, assim como superfaturamento e sobrepreço na Ata de Registro de Preços (ARP) e nos respectivos contratos administrativos. Na ocasião, a PF também verificou que uma das clínicas médicas contratadas não existia de fato.

Além disso, foi identificada a existência de múltiplos contratos administrativos, alguns deles sem publicação nos portais de transparência, contendo objetos idênticos, vigência simultânea e as mesmas partes contratantes, de modo a ocasionar multiplicidade de pagamentos por um mesmo procedimento cirúrgico e serviço médico contratado.

Operação Rastro Cirúrgico

O nome da operação faz alusão à ausência de vestígios ou rastros que os procedimentos cirúrgicos contratados deveriam deixar, como prontuários médicos e registro de utilização de “sala suja” hospitalar, mas que, no caso, não deixaram, diante da reiterada inexecução contratual atestada por auditorias e inspeções técnicas.

Ao final das investigações, os envolvidos poderão ser responsabilizados pelos crimes de peculato (apropriação e desvio), fraude em procedimento licitatório, lavagem de dinheiro e associação criminosa, cujas penas somadas podem variar de 10 a 33 anos de reclusão, conforme o grau de culpabilidade.

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CRIME

Dupla acusada de matar jovem é presa após crime na Vila Marli

Rapaz de 25 anos foi esfaqueado na madrugada de domingo, socorrido à Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos

23/02/2026 12h20

Guilherme chegou a ser socorrido mas não resistiu e veio à óbito horas depois

Guilherme chegou a ser socorrido mas não resistiu e veio à óbito horas depois Divulgação

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Dois homens foram presos em flagrante acusados de envolvimento no assassinato de Guilherme Soares dos Santos, de 25 anos, esfaqueado na madrugada de domingo (22), na Vila Marli, em Campo Grande.

A prisão foi realizada por equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) e da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol, após diligências iniciadas ainda no hospital.

Conforme as informações apuradas, a Polícia Militar foi acionada por volta das 8h, depois que o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) comunicou a existência de uma vítima caída ao solo com ferimento de arma branca no tórax e sangramento intenso.

Ao chegar ao local, os policiais encontraram o jovem caído, com grande quantidade de sangue ao redor. Segundo o boletim de ocorrência, Guilherme apresentava diversas perfurações provocadas por faca e, apesar da gravidade dos ferimentos, ainda estava consciente durante o atendimento. Questionado, ele não quis apontar os autores.

Investigação e prisão

Devido à gravidade do caso, o GOI foi acionado e esteve na Santa Casa, mas não conseguiu colher o depoimento da vítima em razão do estado clínico.

Durante os trabalhos periciais, foram apreendidos uma faca quebrada com cabo e lâmina localizados separadamente, uma bicicleta que possivelmente pertencia ao jovem e um aparelho celular danificado.

Com base na análise do local do crime, imagens de câmeras e informações preliminares sobre a dinâmica da agressão, os investigadores chegaram a dois suspeitos. Uma pessoa que preferiu não se identificar indicou as características dos envolvidos e o endereço onde eles poderiam ser encontrados.

No imóvel informado, com autorização da moradora, os policiais localizaram os dois homens. Conforme a polícia, eles teriam confessado informalmente a participação no crime, inclusive relatando detalhes da agressão.

Ambos receberam voz de prisão e foram encaminhados à delegacia, onde permanecem à disposição da Justiça pelo crime de homicídio.

Guilherme chegou a ser socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade hospitalar.

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