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Toque de recolher passará a valer das 20h às 5h em Mato Grosso do Sul

No decreto, o governo institui ainda outras medidas, como horário de funcionamento do comércio em horário especial aos finais de semana; confira tudo:

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Governo do Estado publicou decreto em edição extra desta quarta-feira (10) que impõe o toque de recolher das 20h às 5h em todo território sul-mato-grossense. A medida vale a partir de domingo (14) e terá vigência de 14 dias, ou seja, até 27 de março.

Durante o período, poderão funcionar somente os serviços de saúde, de transporte, de alimentação por meio de delivery, farmácias e drogarias, funerárias, postos de gasolinas e indústrias.

Fica proibido consumo de gêneros alimentícios e bebidas em supermercados e congêneres, não se incluindo lojas de conveniência, bem como o acesso simultâneo de mais de uma pessoa da mesma família, exceto nos casos em que for necessário acompanhamento especial.

A medida foi tomada com base no aumento do número de internações em decorrência de Covid-19 na última semana epidemiológica, além a confirmação da circulação da nova variante P1 no Estado, que acarreta nova possibilidade de crescimento da curva de transmissão da doença.

Também foi levado em consideração a situação da Capital no Programa Prosseguir, que atualmente está na bandeira vermelha (alto risco).

No decreto, o governo institui ainda outras medidas, como horário de funcionamento especial aos finais de semana. Para os serviços que não sejam classificados como de natureza essencial, fica permitido o funcionamento somente das 5h às 16h aos sábados e domingos.

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Durante o funcionamento dos serviços essenciais, o atendimento será limitado a, no máximo, 50% da sua capacidade instalada e o distanciamento mínimo de 1,5m entre as pessoas presentes no local.

Também ficam proibidos o funcionamento dos seguintes eventos e atividades, devido ao alto risco de contaminação:

  • eventos, reuniões, shows e festividades em clubes, salões e afins, onde o espaço físico não permita que o número de pessoas reunidas mantenha um distanciamento social, mínimo, de 1,5 m (um metro e meio) e, ainda, limitados a, no máximo, 50 (cinquenta) pessoas;
  • outras atividades que possam acarretar aglomeração de pessoas e/ou o seu desenvolvimento esteja em dissonância com os protocolos sanitários aplicáveis ao setor.

O texto ainda suspende a realização de cirurgias eletivas pelos hospitais da rede pública estadual e pela rede contratualizada. 

Contudo, as operações anteriormente agendadas não serão impedidas de serem realizadas, assim como a realização de cirurgias cardíacas, oncológicas e aquelas que, mesmo se tratando de eletivas, possam causar danos permanentes ao paciente caso não sejam realizadas durante o período de suspensão.

Fica autorizado, em caráter excepcional e temporário, a instalação de barreiras sanitárias nos aeroportos e de pontos de fiscalização nas rodovias localizadas no Estado. 

Também fica recomendado aos órgãos e entidades públicas estaduais que adotem o regime excepcional de trabalho remoto. O governador oficializou ainda o retorno das aulas na rede estadual de ensino de forma remota, que ele havia anunciado ontem (9), e recomendou às redes municipais de ensino que façam o mesmo.

A fiscalização do cumprimento das novas medidas será realizada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, por intermédio da Polícia Militar Estadual, do Corpo de Bombeiros Militar Estadual e da Polícia Civil, e pela Vigilância Sanitária  Estadual, em conjunto com as Guardas Municipais e as Vigilâncias Sanitárias Municipais.

As equipes ficam autorizadas a interditar, parcial ou totalmente, e a cancelar alvarás de licença de funcionamento de estabelecimentos que estejam funcionando em desacordo com as normativas, com prerrogativa nos termos dos arts. 325 e 326 da Lei Estadual nº 1.293, de 1992.

RELAÇÃO DE ATIVIDADES E DE SERVIÇOS ESSENCIAIS: 

Enquadram-se nas restrições de funcionamento todas as atividades e serviços que não constem abaixo.

  1. Assistência à saúde, incluídos serviços médicos, odontológicos (somente urgência e emergência), fisioterapêuticos e terapeutas ocupacionais e hospitalares;
  2. Assistência social a vulneráveis;
  3. Segurança pública e privada;
  4. Defesa civil;
  5. Transporte e entrega de cargas;
  6. Transporte coletivo intermunicipal de passageiros;
  7. Transporte de passageiros por táxi ou aplicativo;
  8. Coleta de lixo;
  9. Transporte coletivo;
  10. Telecomunicações e internet;
  11. Serviço de call center;
  12. Abastecimento de água;
  13. Esgoto e resíduos;
  14. Geração, transmissão e distribuição de energia elétrica;
  15. Produção, transporte e distribuição de gás natural;
  16. Iluminação pública;
  17. Indústria e comércio de produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas;
  18. Serviços funerários;
  19. Atividades com substâncias radioativas e materiais nucleares;
  20. Vigilância e certificações sanitárias e fitossanitárias;
  21. Prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais e de doença dos animais;
  22. Inspeção de alimentos, produtos e derivados de origem animal e vegetal;
  23. Vigilância agropecuária;
  24. Controle e fiscalização de tráfego aéreo, aquático ou terrestre;
  25. Serviços de pagamento, de crédito e de saque e aporte prestados;
  26. Tecnologia da informação e data center para suporte das atividades essenciais;
  27. Fiscalização tributária e aduaneira;
  28. Transporte de numerários;
  29. Mercado de capitais e seguros;
  30. Fiscalização ambiental;
  31. Produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados;
  32. Monitoramento de construções e barragens;
  33. Geologia (alerta de riscos naturais e de cheias e inundações);
  34. Atividades agropecuárias, incluindo serviços de produção pecuária e cultivos lavouras temporárias e permanentes;
  35. Serviços mecânicos em geral;
  36. Comércio de peças para veículos de toda natureza;
  37. Serviços editoriais, jornalísticos, publicitários e de comunicação em geral;
  38. Centrais de abastecimentos de alimentos;
  39. Manutenção, instalação e reparos de máquinas, equipamentos, aparelhos e objetos de atividades essenciais e de baixo risco;
  40. Serviços de entrega de alimentos, produtos de higiene e medicamentos;
  41. Construção civil, montagens metálicas e serviços de infraestrutura em geral;
  42. Serviços delivery em geral;
  43. Drive Thru para alimentos e medicamentos;
  44. Frigoríficos, curtumes, produção de artefatos de couro;
  45. Extração mineral;
  46. Indústria têxtil e confecções;
  47. Serrarias, marcenarias, produção de papel e celulose;
  48. Industrialização e distribuição de produtos à base de petróleo;
  49. Indústrias do segmento de plástico e embalagens;
  50. Produção de cimento, cerâmica, artefatos de concreto;
  51. Indústria metalúrgica;
  52. Indústria química;
  53. Consultorias, serviços contábeis e advocatícios, imobiliária e corretagem em geral;
  54. Serviços de engenharia, agronomia e atividades científicas e técnicas;
  55. Usinas e destilarias de álcool e açúcar;
  56. Serviços cartoriais;
  57. Atividades da Justiça Eleitoral, incluídas a preparação e a realização dos pleitos;
  58. Serviços de higienização, sanitização, lavanderia e dedetização;
  59. Educação dos níveis fundamentais e médio, em formato presencial;
  60. Educação de nível superior e pós-graduação, em formato presencial;
  61. Parques públicos;
  62. Serviços postais;
  63. Atividades religiosas, realizadas mediante a adoção das medidas de biossegurança recomendadas pela Organização Mundial de Saúde.

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juliano ferro

"Mais louco" renova contrato de R$ 5 milhões com pivô de escândalo bilionário

Dono de empresa que quarteiriza serviços de manutenção da frota veicular de Ivinhema chegou a ser preso durante operação do Ministério Público de Mato Grosso

12/03/2026 11h32

Com quase dois milhões de seguidores nas redes sociais, Juliano Ferro fatura alto rifando carros de luxo e veículos antigos

Com quase dois milhões de seguidores nas redes sociais, Juliano Ferro fatura alto rifando carros de luxo e veículos antigos

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Publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quinta-feira (12) revela que o prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PL), que se autointitula "o mais louco do Brasil", renovou por mais seis meses um contrato de quase R$ 5 milhões para quarteirização para gestão da conservação de veículos e maquinários. 

O contrato original, firmado há um ano, é com uma empresa mato-grossense que está sendo investigada pelo Ministério Público daquele estado por supostas fraudes em contratos que somam R$ 1,8 bilhão com mais de cem prefeituras e câmaras de vereadores de Mato Grosso. 

O contrato, que já havia sido renovado pela primeira vez em setembro do ano passado, é para "prestação de serviços de Quarterização para conservação de veículos e maquinários". A prefeitura de Ivinhema, em vez de fazer uma licitação tradicional, preferiu pegar carona em uma ata de registro de preços feita pelo Consórcio Intermunicipal Multifinalitário dos Municípios do Extremo Sul de Minas (CIMESMI). 

O contrato, cujo valor exato é de R$ 4.995.750,45 por seis meses, foi assinado com a empresa Centro América Comércio, Serviço, Gestão e Tecnologia LTDA, que se autointitula como sendo uma empresa do setor de informática e por conta disso oferece esse serviço de quarteirização para gerenciar os serviços de manutenção da frota veicular. 

Para 2026 a prefeitura de Ivinhema prevê arrecadação de R$ 312 milhões. E, somente com este serviço está destinando o equivalente a R$ 3,2% de seu orçamento. Porém, a tendência pé de que este montante seja ainda maior. No ano passado, nos primeiros seis meses de vigência, o prefeito concedeu dois reajustes à empresa, elevando o valor inicial em mais R$ 370 mil. 

Quem assina o contrato, além do prefeito Juliano Ferro, é o dono da empresa, Janio Correa da Silva. Em novembro de 2024, junto com mais cinco pessoas de sua família, ele chegou a ser detido em uma operação do Ministério Público de Mato Grosso. 

Uma operação  batizada de Gomorra, que já fora sequência da Operação Sodoma, apontou que havia uma “organização criminosa constituída para fraudar licitações e obter vantagens indevidas em prefeituras e câmaras municipais de Mato Grosso”, conforme texto publicado em 7 de novembro de 2024 pelo MPE de Mato Grosso.

Segundo o MPE-MT, “as investigações revelaram que nos últimos cinco anos, os montantes pagos às empresas chegam à quantia de R$ 1.8 bilhão, conforme a lista de contratos divulgada no Radar MT do Tribunal de Contas do Estado (TCE).”

Segundo a apuração , “as empresas investigadas atuam em diversos segmentos, sempre com foco em fraudar a licitação e disponibilizam desde o fornecimento de combustível, locação de veículos e máquinas, fornecimento de material de construção até produtos e serviços médico-hospitalares”.

O “cabeça” do suposto esquema de corrupção em Mato Grosso foi apontado como sendo Edézio Correa, que é tio de Jânio Correa da Silva. Os dois e mais quatro familiares foram detidos naquela data. 

E, por conta das provas coletadas em novembro de 2024, nesta quarta-feira (11) o Tribunal de Justiça de Mato Grosso aceitou denúncia do MP e tornou ré a prefeita de Barão de Melgaço, Margareth Gonçalves da Silva (União Brasil).

Somente naquela município foram denunciadas fraudes em contratos da ordem de R$ 35 milhões. Além da prefeita, o esquema de desvio de recursos públicos também envolvia vereadores, segundo a denúncia aceita pelo Judiciário. 

Mas o prefeito de Ivinhema não é o único cliente do empresário Jânio Correa da Silva em Mato Grosso do Sul. Ele tem contrato com pelo menos outros quatro prefeitos. Somando as cinco cidades, os valores chegam a quase R$ 40 milhões por ano. 

Em Nova Andradina ele fatura em torno de  R$ 10,2 milhões por ano. Em Água Clara, um dos primeiros municípios de MS com os quais firmou parceria, ele recebe quase R$ 6 milhões anuais. Na pequena cidade de Anaurilândia, o contrato prevê repasse de R$ 7,8 milhões e em Coxim, o montante alcança R$ 10,8 milhões.

O MAIS LOUCO

Além de prefeito em seu segundo mandato, Juliano Ferro é também digital influencer, com quase dois milhões de seguidores, sendo o político com o maior alcance em Mato Grosso do Sul.  Ele tem mais de um milhão no Instagran, 332 mil no Facebook e 499,7 mil no TikToc. 

Embora tenha garantido, logo após ser reeleito, que cumpriria seu mandato de prefeito até o fim, na última semana foi divulgada uma carta de renúncia, que não tem sua assinatura. Porém, ao Correio do Estado chegou a admitir que está estudando a possibilidade de disputar um cargo na eleição de outubro. Para isso, terá de renunciar no começo de abril. 

E, além de conquistar votos e simpatizantes, usa as redes sociais principalmente para vender rifas. E é com o dinheiro destas rifas que diz conseguir bancar as caminhonetes  e outros carros de luxo com as quais costuma desfilar. 


 

REDE ESTADUAL

Estado passa a servir café da manhã para 19 mil alunos da área rural

Estudantes de comunidades rurais e assentamentos que frequentam o Ensino Público Estadual ganharam refeição extra com início do ano letivo de 2026

12/03/2026 10h25

Saul Schramm/Secom-MS

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Com 19 mil estudantes de áreas rurais que estudam na Rede de Ensino Pública do Estado (REE/MS), o Governo de Mato Grosso do Sul passou a oferecer café da manhã como refeição extra à esses alunos durante o ano letivo de 2026.

Atualmente a Rede Estadual atende 180 mil estudantes ao todo em 352 escolas espalhadas pelo Estado.

De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (SED), a novidade é para atender exclusivamente as crianças e adolescentes de áreas rurais. A motivação é devido a logística de locomoção desses alunos até chegarem à escola.

Na Escola Estadual Zumbi dos Palmares são 90 alunos da área rural que moram na comunidade, assentamentos próximos e ganharam a refeição extra. A unidade fica na comunidade quilombola de Furnas do Dionísio, no município de Jaraguari e atende a partir do 6º ano ao 9º ano do ensino fundamental de forma integral, além do ensino médio no período noturno.

A aluna do 8º ano, Ludmila Silva, relata a importância do café manhã, principalmente, pelo tempo entre a hora que estudantes da zona rural acordam e o horário que de fato começam as aulas.

“Eu achei muito legal servir o café da manhã. Porque a gente sai muito cedo de casa, alguns 4h30 e 5h da manhã, aí não dá tempo de comer. O que servem é suficiente, assim a gente não fica de barriga vazia e consegue estudar normalmente”.

De acordo com as informações o café da manhã é servido pontualmente às 07h, horário que os alunos já chegaram e aguardam o início da aula.

A funcionária que prepara as merendas da unidade, Valéria Martins, inicia o processo antes de os alunos chegarem e também nota a necessidade de um reforço alimentar para as crianças e adolescentes.

“É muito bom para eles. Alguns moram longe, são pequenos e saem naquela correria de casa, acordam e não comem nada. Então chegam na escola e já tem algo para comerem aqui”.

No cardápio estão inclusos leite com chocolate, biscoitos e frutas, e além dessa primeira refeição, todas as escolas da REE oferecem lanches conforme o período de funcionamento dos estudos.

Em escolas integrais são oferecidos dois lanches, durante o intervalo da manhã e da tarde, além do café da manhã. Outras escolas de apenas um período oferecem lanche conforme o horário de aula dos alunos.

Segundo a SED, a Rede Estadual atende 19 mil alunos de área rural que estudam em escolas nas localidades rurais e também os que utilizam do transporte escolar para estudar na área urbana. De acordo com a Coordenadoria de Alimentação Escolar da SED, ao todo são 4,6 milhões de refeições entre lanches e almoços, para atender as 352 unidades escolares.

O diretor da escola, Marcos Antônio Reichel, conta que professores relataram o aumento no rendimento e concentração dos alunos desde o início do ano letivo, quando o café da manhã passou a ser servido.

“É extremamente importante a alimentação completa e adequada. As crianças têm uma longa viagem até chegar à escola. Alguns permanecem de duas ou até mais horas dentro do transporte escolar. Então, quando a criança chega, já chega com fome. Os professores já perceberam uma melhora em relação à questão da concentração”.

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