Cidades

Trânsito Fatal

Três acidentes matam três pessoas e deixam duas feridas em MS

Ocorrências na BR-158, BR-376 e na área urbana do Estado envolveram carros, caminhonetes, motocicleta e bicicleta; vítimas tinham entre 30 e 51 anos.

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Três acidentes de trânsito terminaram com três pessoas mortas e outras duas feridas entre sexta-feira (11) e este sábado (12), em Mato Grosso do Sul. Duas das ocorrências aconteceram em rodovias federais, enquanto a terceira foi registrada em área urbana.

As vítimas são Adriano Ribeiro de Souza, de 40 anos, morto em uma colisão frontal na BR-158; Vanderlei Batista de Souza, de 51 anos, que morreu após um acidente entre uma motocicleta e uma caminhonete na BR-376; e o ciclista Edinei Machado Cavalcante, de 30 anos, atingido por uma Toyota SW4 em Dourados.

Além das três mortes, duas pessoas ficaram feridas no acidente ocorrido na BR-158 e precisaram ser encaminhadas para atendimento médico.

Colisão frontal deixa um morto e dois feridos na BR-158

Adriano Ribeiro de Souza, de 40 anos, morreu em um grave acidente no km 133 da BR-158, entre Paranaíba e Aparecida do Taboado.

Ele dirigia um Chevrolet Cobalt que se envolveu em uma colisão frontal com uma Toyota Hilux ocupada por duas pessoas.

Segundo informações repassadas por testemunhas à polícia, o Cobalt teria avançado sobre a pista contrária antes de atingir a caminhonete. A dinâmica e as circunstâncias que antecederam a batida fazem parte da apuração.

Adriano sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local. Já os dois ocupantes da Hilux sobreviveram e foram socorridos para o Pronto-Socorro de Aparecida do Taboado.

Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Perícia Criminal e da Polícia Civil trabalharam no atendimento da ocorrência. Após os procedimentos periciais, o corpo da vítima foi encaminhado à Unidade Regional de Perícia e Identificação (URPI) de Paranaíba.

Informações que circularam inicialmente chegaram a apontar duas mortes. Posteriormente, a PRF confirmou oficialmente uma vítima fatal e duas pessoas feridas.

O caso foi registrado pela Polícia Civil de Aparecida do Taboado como sinistro de trânsito com óbito provocado pela própria vítima.

Motociclista morre quando voltava do trabalho

Outro acidente fatal aconteceu na BR-376, nas proximidades do distrito de Amandina, em Ivinhema. Vanderlei Batista de Souza, de 51 anos, conduzia uma motocicleta Honda vermelha quando se envolveu em uma colisão com uma Chevrolet S10. O motociclista não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu no local.

Segundo informações apuradas após o acidente, Vanderlei retornava do trabalho em uma usina localizada em Ivinhema e seguia para casa, no distrito de Amandina.

Na direção contrária seguia a S10. O motorista estava acompanhado da esposa. O casal havia saído do Paraná e tinha Dourados como destino, onde visitaria familiares.

O condutor da caminhonete relatou que, no momento da colisão, percebeu uma explosão seguida pelo surgimento de chamas na parte dianteira do veículo.

Equipes do Corpo de Bombeiros de Ivinhema foram mobilizadas para atender a ocorrência. Também estiveram no trecho policiais rodoviários federais da Base de Amandina, a Polícia Civil de Ivinhema e peritos de Nova Andradina.

As causas e a dinâmica exata da colisão deverão ser esclarecidas a partir da investigação e dos levantamentos realizados no local.

Ciclista de 30 anos morre após ser atingido por SW4

A terceira morte ocorreu na madrugada deste sábado (12), no cruzamento da Avenida Marcelino Pires com a Rua Natal, na Vila Industrial, em Dourados.

Edinei Machado Cavalcante, de 30 anos, estava de bicicleta quando foi atingido por uma Toyota SW4.

Conforme o registro policial, a caminhonete era conduzida por Fabio Pinto Raitman e seguia pela Avenida Marcelino Pires no sentido oeste-leste. O ciclista trafegava pela Rua Natal no sentido norte-sul.

Em relato à polícia, o motorista afirmou ter visto o ciclista e tentado frear e desviar quando a bicicleta entrou na avenida, mas não conseguiu impedir a colisão.

Com o impacto, Edinei sofreu ferimentos graves. A SW4 ainda percorreu alguns metros antes de parar.

O motorista e uma passageira permaneceram no local e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e as autoridades. Quando os socorristas chegaram, porém, o ciclista já estava morto.

A Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da Perícia Criminal e da Polícia Científica.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) como homicídio culposo na direção de veículo automotor. As circunstâncias do acidente serão investigadas.

AÇÃO MPMS

Presidente do hospital de Sidrolândia é alvo de operação do Gaeco

Hospital beneficente já foi alvo do MPMS, em novembro do ano passado, por desvio de R$ 5,4 milhões em recursos públicos

07/10/2026 08h05

Viatura do Gaeco foi flagrada, na manhã desta quarta-feira (7), em Sidrolândia

Viatura do Gaeco foi flagrada, na manhã desta quarta-feira (7), em Sidrolândia Reprodução: Região News

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O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) amanheceu na casa de Jacob Meeuwis Breure, presidente do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia. Além dele, a contadora da instituição também é alvo da operação na manhã desta quarta-feira (7).

Viaturas do Gaeco foram flagradas em frente ao residencial na Avenida Dorvalino dos Santos. O número de mandados que estão sendo cumpridos não foi divulgado até o momento.

Em novembro do ano passado, o hospital foi alvo da Operação Dirty Pix, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc). Na ocasião, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em Sidrolândia e Manaus (AM).

A Operação Dirty Pix identificou desvio milionário em recursos públicos do hospital beneficente de Sidrolândia. No município sul-mato-grossense, entre os alvos estavam cinco vereadores e ex-vereadores, dois secretários e a vice-prefeita Cristina Fiuza (MDB).

Conforme apurou a investigação, foi identificado um desvio de R$ 5,4 milhões em recursos públicos destinados ao Hospital Elmíria Silvério Barbosa, dinheiro que foi repassado pelo governo do Estado ao Executivo Municipal para a compra de um aparelho de ressonância magnética e um autoclave hospitalar. 

Porém, parte dessa verba foi desviada, segundo o MPMS, pela administração do hospital, em conjunto com a empresa fornecedora, que seria a Pharbox Distribuidora Farmacêutica de Medicamentos, a qual também pagou vantagens indevidas a parlamentares. 

“De acordo com os elementos colhidos, a empresa fornecedora realizou diversas transferências mediante Pix, diretamente ou por intermédio de terceiros, ao presidente do Hospital e aos vereadores envolvidos”, concluiu o MPMS naquela época.

Delivery

Gigante chinesa rival do iFood escolhe cidade de MS para nova expansão

Três Lagoas será a primeira cidade de Mato Grosso do Sul a receber a Keeta nesta nova etapa; aplicativo aposta no interior antes de avançar sobre grandes metrópoles

06/10/2026 20h19

Keeta prepara expansão para Mato Grosso do Sul e escolhe Três Lagoas para receber a operação da plataforma de delivery.

Keeta prepara expansão para Mato Grosso do Sul e escolhe Três Lagoas para receber a operação da plataforma de delivery. Foto: Divulgação/Keeta.

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Mato Grosso do Sul entrou na nova rota de expansão da Keeta, plataforma de delivery da gigante chinesa Meituan e concorrente de empresas como iFood e 99Food no mercado brasileiro. Três Lagoas foi escolhida para integrar o grupo de 21 cidades que receberão a operação da companhia até o fim de 2026.

O município é o único de Mato Grosso do Sul incluído nesta etapa. Ainda não foi divulgada uma data específica para o início das operações na cidade.

A chegada faz parte de uma mudança de estratégia da companhia, que decidiu avançar primeiro sobre cidades médias do interior antes de ampliar a disputa nas grandes metrópoles brasileiras.

Além de Três Lagoas, a expansão contempla oito cidades de Mato Grosso: Sinop, Sorriso, Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Tangará da Serra, Cáceres e Alta Floresta. Em Goiás, a escolhida foi Rio Verde, enquanto São Paulo terá Araçatuba.

Em Minas Gerais, a Keeta chegará a Patos de Minas, Governador Valadares, Araxá e Passos. No Rio Grande do Sul, estão Passo Fundo e Santa Maria.

A nova estratégia representa a retomada de um plano nacional que havia sido interrompido no início deste ano.

Em vez de concentrar esforços inicialmente em capitais, a Keeta pretende usar mercados do interior para conhecer diferentes perfis de consumidores, restaurantes e desafios logísticos antes de aumentar sua presença no País.

Três Lagoas passa, assim, a fazer parte de uma ofensiva que levará a empresa a sete Estados além de ampliar sua presença em São Paulo. Entre os 21 municípios estão cidades de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Interior entra no centro da estratégia

A escolha de municípios fora das grandes capitais não é por acaso. A Keeta vê nas cidades médias a possibilidade de testar sua operação em mercados com características distintas, incluindo áreas urbanas menos densas e diferentes hábitos de consumo.

Mato Grosso concentra oito das 21 cidades escolhidas nesta rodada. Três Lagoas, por sua vez, representa Mato Grosso do Sul na expansão.

Com a nova estratégia, a Keeta pretende ampliar gradualmente sua presença no Brasil, utilizando a entrada em cidades do interior como uma etapa para testar a operação em diferentes mercados antes de avançar para novos centros urbanos.

A expansão deve aumentar significativamente o alcance da Keeta no Brasil. Até então, a plataforma estava presente em 11 municípios do Estado de São Paulo, incluindo a Capital e cidades da Região Metropolitana, além de Santos e São Vicente, onde iniciou sua operação piloto no País em outubro de 2025.

Disputa entre aplicativos

A retomada dos investimentos ocorre depois de uma batalha judicial envolvendo a Keeta e a 99Food. Em decisão de 29 de setembro, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) considerou ilegais cláusulas impostas pela concorrente que impediam determinados restaurantes de trabalhar com a Keeta.

Segundo a empresa chinesa, a decisão tem validade nacional e retirou uma das barreiras que dificultavam a expansão de sua operação no Brasil. A disputa teve início em 2025 e passou por decisões judiciais em primeira e segunda instâncias.

As dificuldades no ambiente competitivo já haviam levado a Keeta a rever seus planos no começo de 2026. A companhia chegou a preparar uma operação no Rio de Janeiro, prevista inicialmente para março, mas adiou a estreia.

Na ocasião, executivos afirmaram que encontraram um número de contratos de exclusividade entre restaurantes e concorrentes superior ao esperado.

Mesmo com a retomada da expansão, o Rio de Janeiro ficou de fora do atual pacote. A companhia decidiu priorizar os municípios do interior e deixar a entrada na capital fluminense para outra etapa.

Investimento bilionário no Brasil

A ofensiva faz parte de um plano de R$ 5,6 bilhões em investimentos no Brasil ao longo de cinco anos, anunciado pela Meituan em 2025.

Na ocasião, a companhia também projetou a construção de uma rede nacional de entregas e a contratação de funcionários para sustentar a expansão da operação brasileira.

Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, a Keeta afirma reunir atualmente 83 mil estabelecimentos cadastrados, cerca de 430 mil entregadores parceiros registrados e 10 milhões de downloads do aplicativo no Brasil.

A entrada em Três Lagoas coloca Mato Grosso do Sul pela primeira vez no mapa dessa nova fase da disputa entre grandes plataformas de entrega.

Para restaurantes, consumidores e entregadores da cidade, a chegada da Keeta também deve acrescentar um novo concorrente ao mercado local de delivery.

As 21 novas operações estão previstas para entrar em funcionamento até o fim de 2026, mas a empresa ainda não informou quando o serviço será efetivamente lançado em Três Lagoas.

Quem é a Keeta

A Keeta é o braço internacional da Meituan, companhia chinesa de tecnologia fundada em 2010 e que atua em serviços de entrega e comércio digital.

A marca Keeta foi criada para levar o negócio de delivery da empresa a outros países e iniciou sua expansão internacional por Hong Kong, avançando posteriormente para mercados do Oriente Médio.

No Brasil, a operação começou em outubro de 2025, com um projeto-piloto em Santos e São Vicente (SP), antes de avançar para São Paulo e outros municípios. A Meituan anunciou um plano de R$ 5,6 bilhões em investimentos no País ao longo de cinco anos.

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