Cidades

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Tucanos reagem ao PMDB e classificam ataque como medo

Tucanos reagem ao PMDB e classificam ataque como medo

LIDIANE KOBER

09/02/2010 - 01h47
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Com 19 dias de atraso, os tucanos de Mato Grosso do Sul reagiram às críticas de lideranças do PMDB, classificando o ataque como demonstração de medo de enfrentálos na sucessão estadual. Para a cúpula do PSDB, setores do PMDB sentiram-se acuados diante da ameaça da senadora Marisa Serrano (PMDB) de disputar o Governo do Estado e adotaram a tática da crítica para forçar os tucanos a abandonarem o projeto. O ataque contra a senadora partiu do presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos (PMDB). Ele acusou a tucana de prejudicar Mato Grosso do Sul por promover “política da crítica”, tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto ao governador André Puccinelli (PMDB). O deputado chegou a sugerir que Marisa não faz nada para o Estado. “Qual foi a contribuição dela?”, perguntou aos jornalistas. “Os senadores Valter (Pereira) e o Delcídio (do Amaral) são bem mais operantes em trazer recursos para Mato Grosso do Sul”, completou. Inicialmente, Marisa silenciou- se diante do ataque, mas, ontem, durante reunião da executiva do partido, ela classificou as críticas como demonstração de medo do PMDB. “Foi uma crítica feita porque eles sentiram a possibilidade de eu sair candidata e, é claro, foi a forma que o PMDB teve de tentar desqualificar esta minha caminhada”, opinou a senadora. “O recado que foi dado é esse: vocês (os tucanos) não levantem a cabeça”, complementou. O presidente regional do PSDB, deputado estadual Reinaldo Azambuja, fez coro ao discurso de Marisa. “Mostra realmente a preocupação (do PMDB) da candidatura própria do PSDB”, reforçou. Sobre o fato de as críticas serem direcionadas exclusivamente à senadora, Azambuja credenciou ao potencial eleitoral de Marisa. “Ela é o nome mais forte que o PSDB tem, a liderança maior que o partido tem no Estado”, comentou. Sem mágoas Apesar da reação, de olho no palanque do PMDB para o governador de São Paulo, José Serra, virtual candidato do partido a presidente da República, os tucanos se apressaram em destacar que a atitude dos tradicionais aliados no Estado não abalou a relação entre as legendas. “Cada partido tem a suas táticas e essa foi uma tática do PMDB”, minimizou, em seguida, Marisa. “Nós estamos construindo uma chapa proporcional competitiva, temos um palanque nacional muito forte, com boas propostas, e eu vejo que é isso que vai valer nas eleições”, desconversou Azambuja. Mesmo assim, os tucanos insistem na possibilidade de lançar candidatura ao Governo do Estado, caso o PMDB se alie ao PT e ofereça palanque à ministra Dilma Rousseff, provável candidata petista à sucessão presidencial. “Nunca escondemos de ninguém que queremos continuar com o PMDB, mas, se o partido ficar com o PT, estamos prontos para entrar na disputa para sucessão estadual”, garantiu Azambuja. Mas a definição final sobre o rumo da sigla só vai sair quando o governador de São Paulo oficializar sua pré-candidatura a presidente. “Já está definido que o Serra lançará a candidatura em março. Antes disso, fica difícil a gente se manifestar”, frisou Azambuja. Ele informou ainda que, depois do carnaval, vai conversar com o governador sobre as eleições.

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BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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