Cidades

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Um em cada 5 eletrônicos vendidos no País chegam prontos do exterior

Um em cada 5 eletrônicos vendidos no País chegam prontos do exterior

Redação

02/05/2010 - 08h00
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        Da redação

        Um em cada cinco equipamentos elétricos e eletrônicos vendidos no mercado brasileiro já vem pronto do exterior. Só em 2009, fabricantes do setor instalados no Brasil importaram o equivalente a R$ 23,9 bilhões em produtos asiáticos, de disjuntores residenciais a equipamentos pesados de infraestrutura, vindos principalmente da China.
        A invasão asiática não é fenômeno recente nem restrito ao Brasil, mas acelerou a substituição da produção local por importados. Fabricantes nacionais alegam não ter condições de isonomia de impostos, logística e custos de mão de obra para competir com os produtos asiáticos, que ficam ainda mais baratos com a valorização do real.
        Cada vez mais empresas instaladas no País, que não têm filiais no Leste da Ásia, fazem acordos com empresas da região que produzem para terceiros no mundo todo. Elas importam produtos fabricados em países como China, Taiwan e Coreia, e apenas mudam a embalagem e carimbam sua marca antes de distribuí-los no mercado brasileiro. A operação fica ainda mais fácil para quem já tem fábrica na Ásia.
        O ritmo de substituição da produção local por importação é tão acelerado que já se reflete de forma clara nas estatísticas do setor eletroeletrônico. Em apenas cinco anos, a participação de bens finais importados passou de 15,9% da vendas internas do setor, em 2005, para 20,4%, no ano passado. Em reais, o valor quase dobrou: saltou de R$ 13,4 bilhões para R$ 23,9 bilhões no mesmo período. Em 2009, o consumo aparente do setor (faturamento menos exportações mais importações) atingiu R$ 117,7 bilhões.
        Substituição - O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, fala em desindustrialização. "Desde que nossa moeda começou a valorizar-se face as forças do tal mercado, muitas indústrias, num primeiro momento optaram por substituir componentes nacionais por importados, para manter a competitividade, diminuindo sensivelmente a intensidade de cadeias produtivas."
        "Agora, para muitos produtos, estamos no segundo estágio: deixamos de fabricar e empregar no Brasil e passamos a importar produtos prontos, sobretudo do Leste asiático, com marca, garantia e assistência técnica locais", ressalta o presidente da Abinee.
        Com o dólar na casa de R$1,70 a R$ 1,75, a decisão de deixar de produzir e passar a importar virou sinônimo de sobrevivência para muitas marcas no mercado brasileiro. Basta um giro pelos supermercados para constatar a profusão de produtos "made in China" nas gôndolas das lojas.
        O consumidor pode até não perceber, mas os chamados produtos térmicos, de uso diário, como sanduicheira, torradeira elétrica, panela elétrica, forno elétrico, depilador, barbeador elétrico, chapinha e secador de cabelos, já não trazem mais a inscrição "fabricado no Brasil", em letrinhas miúdas.
        São muitos os exemplos de produtos cuja fabricação nacional têm sido inviabilizada pela concorrência dos asiáticos. No segmento de material elétrico de instalação, em 2009, a Schneider Electric Brasil fechou a linha de disjuntores da fábrica de Guararema, na região metropolitana de São Paulo. E passou a importar o produto da China, onde o grupo francês tem filial, a um preço 40% mais barato.
        "A decisão industrial é baseada em resultados", argumenta um executivo da empresa que prefere não ser identificado. "Quando o dólar bate em R$ 1,70 ou R$ 1,80, o custo Brasil inviabiliza a produção local."
        De olho nas obras de infraestrutura que o Brasil precisa fazer, um número crescente de fabricantes chineses abre representações no País e se candidata a fornecer equipamentos para projetos do setor. "Eles passaram a enxergar o mercado de forma muito mais séria, destinando muito mais recursos para instalação de subsidiárias de vendas para atacar nossos clientes", conta o diretor-geral de energia da Siemens, Newton Duarte.
        "Na Região Norte, onde há projetos de grandes hidrelétricas, a concorrência é ainda mais predatória, já que os importados contam com incentivos ficais que não favorecem fabricantes instalados em outras regiões do País." (Do Estadão)

Demissão

Agepen demite policial que atuava como "pombo-correio" do PCC dentro da Gameleira

Eder William Ador teria participado no planejamento de atentados contra policiais penais

10/08/2026 09h00

Segundo as investigações, Eder atuava como

Segundo as investigações, Eder atuava como "mensageiro" dentro da penitenciária da Gameleira, em Campo Grande Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) demitiu o policial penal Eder William Ador, 44 anos, apontado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) como integrante de uma estrutura utilizada para transmitir ordens e atuar como uma espécie de "pombo-correio" do Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro do sistema prisional de Mato Grosso do Sul.

Eder William Ador foi preso em 2022 durante uma operação do Gaeco e passou a responder por envolvimento com organização criminosa e participação no planejamento de atentados contra policiais penais.

Segundo as investigações, ele trabalhava na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira, em Campo Grande, e utilizava o acesso proporcionado pela função para atuar como uma espécie de mensageiro da facção.

A demissão foi formalizada em publicação assinada pelo diretor-geral da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, na edição desta segunda-feira (10) do Diário Oficial do Estado.

Eder foi responsabilizado administrativamente por uma série de infrações previstas na legislação que rege os servidores públicos estaduais e os agentes do sistema penitenciário. Entre os dispositivos citados estão condutas relacionadas ao uso do cargo para obter vantagem pessoal ou para terceiros, recebimento de propina ou outras vantagens em razão das atribuições e comportamento incompatível com a função pública.

De acordo com a investigação conduzida no âmbito da Operação Bilhete, recados recolhidos com o policial penal continham informações sobre um plano de atentado contra ao menos cinco agentes penitenciários, além de integrantes de uma organização criminosa rival. As mensagens teriam sido utilizadas para transmitir ordens e informações entre integrantes da facção que estavam dentro e fora do sistema prisional, alguns investigados na Operação Omertà.

A atuação atribuída a Ador estaria relacionada a represálias contra integrantes da organização criminosa mantidos em presídios federais.

As investigações apontaram que lideranças do grupo pretendiam pressionar pela retirada desses presos das unidades federais e pelo retorno deles a estabelecimentos prisionais de São Paulo.

À época, uma lista com cerca de 2 mil nomes e endereços de agentes públicos de diferentes regiões do país que estariam sob ameaça.

Conforme informações divulgadas pelo colunista Josimar Jozino, do UOL, cópias dos arquivos teriam sido distribuídas a lideranças da organização criminosa, inclusive para integrantes que estavam fora dos presídios.

Em julho de 2024, Eder foi condenado a 8 anos e 5 meses de prisão por envolvimento com organização criminosa e pelos fatos relacionados ao planejamento dos atentados. 

ensino

ENEM 2026: como saber, antes do resultado, se sua nota entra no curso dos sonhos

A resposta depende de uma conta que poucos estudantes fazem corretamente: a média ponderada do Enem, calculada com os pesos que cada curso e cada universidade atribuem às cinco notas do boletim (Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Nature

10/08/2026 08h35

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Com as provas marcadas para os dias 8 e 15 de novembro, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 já entrou na reta final de preparação para milhões de candidatos em todo o país. Mas a dúvida que mais tira o sono de quem estuda para o exame não é só "vou tirar uma boa nota" é "essa nota é suficiente para a vaga que eu quero".

A resposta depende de uma conta que poucos estudantes fazem corretamente: a média ponderada do Enem, calculada com os pesos que cada curso e cada universidade atribuem às cinco notas do boletim (Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Redação).

Um curso de Medicina, por exemplo, costuma dar peso maior para Ciências da Natureza; um curso de Direito, para Ciências Humanas e Redação. Ignorar essa diferença é um dos erros mais comuns  e mais caros  de quem disputa uma vaga pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Por que a média ponderada muda tudo

O Sisu não usa a média simples das cinco notas. Cada instituição define pesos próprios por curso, e é essa combinação que determina se o candidato ultrapassa ou não a nota de corte da concorrência. Duas pessoas com a mesma média simples podem ter chances completamente diferentes de aprovação, dependendo de como se saíram em cada área.

Diante disso, ferramentas de simulação se tornaram aliadas de quem não quer esperar até a última hora para descobrir se está no páreo.

É o caso da calculadora de nota do Enem para o Sisu, disponível na plataforma Calcula Brasil, que permite inserir as cinco notas do boletim, aplicar os pesos do curso escolhido e comparar o resultado com a nota de corte em menos de um minuto e sem custo.

ProUni: outra conta que vale a pena fazer

Além do Sisu, o Enem também é porta de entrada para o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas integrais e parciais em instituições privadas.

Para participar, o candidato precisa atingir média mínima de 450 pontos e não pode ter zerado a redação além de se enquadrar nos critérios de renda familiar per capita (até 1,5 salário mínimo para bolsa integral e até 3 salários mínimos para bolsa parcial).

São dois filtros que, juntos, eliminam boa parte dos inscritos sem que eles percebam o motivo. Por isso, simular a própria situação antes de aguardar o resultado oficial ajuda a planejar os próximos passos com mais segurança seja reforçando os estudos em uma área específica, seja ajustando as opções de curso e instituição na hora da inscrição.

O que fazer com os três meses que restam

Com o exame ainda a poucos meses de distância, especialistas em educação costumam recomendar que o candidato defina previamente dois ou três cursos-alvo, verifique os pesos usados por cada instituição e simule diferentes cenários de nota. Essa etapa de planejamento, tantas vezes deixada de lado, é o que separa quem chega ao resultado do Sisu com uma estratégia de quem chega só na torcida.

Ferramentas gratuitas de simulação como a calculadora de nota do Enem e a calculadora do ProUni reunidas na categoria Enem e Vestibular do Calcula Brasil não substituem o estudo, mas ajudam a transformar ansiedade em planejamento, um dos fatores que mais pesa no desempenho de quem encara uma prova decisiva para o futuro.

Nota: valores e datas citados são estimativos e de referência; para regras oficiais e critérios definitivos, consulte sempre o edital do Inep e as instituições participantes.

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