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SAÚDE

Um em cada três pacientes com meningite morre no Centro-Oeste

Doença é considerada uma das infecções mais graves monitoradas pelas autoridades de saúde no Brasil

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A doença meningocócica invasiva, a meningite, continua sendo uma das infecções mais graves monitoradas pelas autoridades de saúde no Brasil. Dados apresentados na manhã desta terça-feira (16) durante masterclass promovida pela companhia farmacêutica GSK em Brasília mostram que a letalidade da doença na região Centro-Oeste do País chegou a 33,3% em 2026. Isto significa que um em cada três pacientes diagnosticados morre em decorrência da infecção.

O índice é superior à média nacional, estimada em 16,6% neste ano.

Segundo a infectologista pediátrica Isabel Lopes, a mortalidade da doença se dá ao seu rápido avanço em um curto período de tempo.

“A média de evolução da doença até o óbito é de 19 horas desde o aparecimento dos primeiros sintomas, que são muito semelhantes ao de uma gripe qualquer. Rapidamente, os sintomas evoluem de febre baixa a convulsões e necrose das extremidades (pés e mãos)”, explicou ao Correio do Estado.

Levantamentos do Ministério da Saúde apontam que, em 2025, foram notificados 26.869 casos de meningite em todo o País. Destes, 13.585 foram confirmados, 568 foram dados como inconclusivos, 11.687 foram descartados e 1.029 ainda estão em investigação.

Até o mês de outubro de 2025, foram registradas 1.121 mortes em todo o País em decorrência da doença nas formas viral e bacteriana.

Na região Centro-Oeste, os registros mostraram que foram notificados 1.249 casos de meningite de todas as etiologias, sendo 557 confirmados, 61 encerrados, 559 descartados e 72 continuam em investigação.

Dos casos, a região contabilizou 57 óbitos, sendo 18 em Mato Grosso do Sul, 18 em Mato Grosso e 21 em Goiás.

De janeiro a abril de 2026, o Ministério da Saúde contabilizou cerca de 2 mil casos de meningite no Brasil, número maior que o observado no mesmo período no ano passado.

Em Mato Grosso do Sul, até a semana 17 de 2026, foram contabilizados 34 casos confirmados e 8 óbitos pela doença, considerando agentes etiológicos como vírus, bactérias e fungos.

A doença

De acordo com o médico Rodrigo Zilli, do GSK, a meningite é considerada uma doença endêmica no Brasil e pode durar durante o ano todo.

Ela é causada por agentes etiológicos, como bactérias (meningite bacteriana), vírus (meningite viral) e fungos. Eventualmente, podem ocorrer surtos e epidemias da doença e sua sazonalidade varia.

Por exemplo, as meningites bacterianas ocorrem mais no outono e no inverno, onde a Doença Meningocócica aparece mais - de maio a outubro. Já as meningites virais ocorrem mais na primavera e no verão. Tanto as bacterianas como as virais são transmitidas de pessoa para pessoa por contato próximo, por meio de gotículas respiratórias através da fala, tosse ou espirro.

Nem todas as pessoas apresentam sintomas da doença enquanto portam a bactéria, mas mesmo assim, funcionam como agente transmissor.

Os sintomas da meningite podem variar conforme o agente causador. Os mais frequentes incluem febre, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, vômitos e sensibilidade à luz. Em bebês e crianças pequenas, os sinais de alerta podem ser irritabilidade, choro persistente, rejeição alimentar, vômitos e moleira estufada.

Os sinais de gravidade da doença incluem confusão mental, convulsões, dificuldade para acordar e o aparecimento de manchas vermelhas ou arroxeadas na pele. O aparecimento desses sintomas requer atendimento médico imediato.

Como previnir

A vacinação é a melhor forma de prevenção à doença, especialmente contra as meningites bacterianas, que são as que apresentam mais perigo à saúde, por conta da sua gravidade.

No entanto, ela apresenta restrições de idade. Em recém-nascidos, sua aplicação só é recomendada a partir dos 2 meses de idade. Elas são divididas em 12 sorogrupos, sendo que 5 são os mais frequentemente associados com a doença meningocócica invasiva (DMI): A, B, C, W, X e Y.

As vacinas disponíveis no Plano Nacional de Imunização (PNI), no Sistema Único de Saúde, contemplam apenas 4 sorogrupos da doença. São elas:

  • BCG – protege contra formas graves da tuberculose, incluindo meningite
  • Pneumocócica – previne doenças invasivas, incluindo meningite
  • Penta – protege contra Haemophilus influenzae tipo b
  • Meningocócica C – protege contra o meningococo sorogrupo C
  • Meningocócica ACWY – protege contra o meningococo dos sorogrupos A, C, W e Y

Na rede particular, é encontrada a MenB, que protege contra o meningococo B. Atualmente, não existe uma vacina que proteja contra todos os sorogrupos.

Outras medidas importantes incluem lavar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados e seguir a etiqueta respiratória. Os cuidados são primordiais especialmente com recém-nascidos antes dos três meses, já que não podem receber a primeira dose de proteção contra a doença.

Justiça

PGR repete pedido por acesso integral a dados de Vorcaro

Procuradoria reafirma que ministros devem conhecer íntegra do material

12/09/2026 19h00

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Divulgação

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) reiterou neste sábado (12) o pedido para que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham acesso integral aos dados extraídos pela Polícia Federal (PF) do celular do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A manifestação foi encaminhada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, em meio à disputa sobre quais documentos devem ser disponibilizados antes do julgamento marcado para terça-feira (15).

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que os integrantes do STF tenham conhecimento prévio de todo o material necessário para formar entendimento sobre as questões em análise.

“Parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos os ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para à formação de juízo sobre o tema posto em debate”, afirmou Gonet na manifestação deste sábado.

Dados do celular

Na sexta-feira (11), Fachin havia pedido a disponibilização integral das mensagens extraídas do aparelho de Vorcaro. O relator de parte do caso, ministro André Mendonça, afirmou, porém, que não estava com o celular e que os dados obtidos pela PF permaneciam em um envelope lacrado em seu gabinete.

Horas depois, Mendonça tornou públicas outras partes da investigação que ainda estavam sob sigilo, mas não liberou aos demais ministros o acesso às mensagens armazenadas no envelope.

Em nova manifestação, a PGR sustentou que a manutenção do conteúdo sob acesso restrito compromete a igualdade de condições entre os integrantes da Corte.

“Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento, já que a subsistência de acesso assimétrico ao acervo informativo compromete a paridade entre os integrantes da Corte e, em última análise, a própria colegialidade que deve presidir o julgamento”, escreveu Gonet.

Disputa no STF

O pedido ocorre em meio a uma série de manifestações de ministros sobre o acesso aos documentos que serão considerados pelo Plenário. Na sexta-feira, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin também defenderam que os colegas tenham acesso integral ao material relacionado ao julgamento. Neste sábado, o ministro Gilmar Mendes reiterou a posição.

O pedido deste sábado é assinado, além de Gonet e do vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, pelos subprocuradores-gerais André de Carvalho Ramos e Antônio Edílio Magalhães Teixeira.

Julgamento na terça

Está marcada para terça-feira (15) uma sessão plenária extraordinária para analisar a Petição 16.662 e decidir sobre a abertura de uma possível investigação sobre supostas relações de Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Fachin também negou neste sábado o pedido de Moraes para que o processo relacionado a ele fosse julgado conjuntamente com outro procedimento que analisa a atuação de Mendonça como relator de parte do Caso Master.

Segundo o presidente do STF, o processo envolvendo Mendonça ainda está em fase preliminar de instrução e não reúne condições para ser levado ao plenário. A análise desse segundo caso foi marcada para 23 de setembro. 

Tempo

Campo Grande deve ter novo fim de semana de chuva e temporais

Instabilidade deve aumentar entre a noite deste sábado e o domingo, com possibilidade de chuva forte, ventos e trovoadas em quase todo o Estado

12/09/2026 18h30

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Campo Grande ainda contabiliza os estragos provocados pelo temporal de quinta-feira (10), mas o tempo instável deve continuar neste fim de semana. A previsão indica aumento das condições para chuva e tempestades entre a noite deste sábado (12) e o domingo (13), com possibilidade de trovoadas, rajadas de vento e chuva forte em pontos de Mato Grosso do Sul.

Para este sábado, o cenário permanece instável. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta a atuação de um sistema associado a um ciclone extratropical que mantém condições favoráveis à ocorrência de chuva e tempestades em partes do Centro-Oeste. O instituto também chama atenção para a possibilidade de granizo em áreas de MS.

Na Capital, a previsão indica muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas. O alerta da Defesa Civil reforça o risco justamente durante a noite, período em que podem ocorrer novas ocorrências relacionadas a vento, chuva intensa e descargas elétricas.

Domingo

Para domingo (13), o Inmet prevê em Campo Grande mínima de 18°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A combinação de calor e umidade mantém a possibilidade de instabilidade ao longo do dia.

No interior, a instabilidade também deve atingir diferentes regiões do Estado, mas com variação nas temperaturas. Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas, Corumbá e Aquidauana estão entre as cidades que devem ter mudança nas condições ao longo do domingo, com possibilidade de chuva associada à atuação da frente fria e das áreas de instabilidade.

Em Dourados, a estação meteorológica da Embrapa Agropecuária Oeste registrou 25 milímetros de chuva entre sexta-feira (11) e sábado, elevando o acumulado de setembro para mais de 72 milímetros.

 

 

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