Cidades

QUARENTENA NÃO É FERIAS

Universidades públicas e privadas adotam dinâmicas de educação à distância

Para dar continuidade às aulas, medidas preventivas foram tomadas após reuniões com conselho de reitores

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Com a crescente disseminação do novo coronavírus (Covid-19), as instituições de ensino estão criando novos meios para que os estudantes continuem a produzir. Para manter o rendimento, as escolas e universidades optaram por se adaptar ao sistema de educação a distância (EAD).  

As universidades públicas e privadas do Estado já começaram essa nova rotina. As instituições tentam seguir as orientações da autoridade sanitária, da Secretaria Estadual de Saúde, do Ministério da Saúde, e do Ministério da Educação. As decisões são atualizados de acordo com o avanço da doença no país.

A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) tomou a decisão de substituição de aulas presenciais por EaD no dia 16, após uma reunião com o Conselho de Reitores de Instituição e Ensino. Valendo a partir do dia 17 de março, a instituição estenderá a medida até o dia 17 de abril, para todos os cursos de graduação e pós-graduação da universidade.

A universidade disponibiliza o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) sendo uma das principais ferramentas para organizar as salas de aula virtuais. Na universidade, a integração com o Sistema Acadêmico (Siscad) permite a automatização na criação da sala virtual e na inscrição de docentes e estudantes matriculados. Pode ser usado em tempo real ou não.

A assessoria da Universidade Católica Dom Bosco (UCBD) divulgou que, diante avanço da epidemia no cenário nacional e a confirmação dos primeiros casos em MS, o Conselho de Reitoria suspendeu no dia 16 as aulas presenciais, eventos acadêmicos, projetos e laboratórios de extensão, e até as missas da Paróquia Universitária. 

As atividades acadêmicas terão continuidade também no ambiente virtual. As medidas serão válidas, pelo menos, até 31 de março. Os atendimentos nas Clínicas-Escola e no Hospital Veterinário continuam normalmente.  

Já a Estácio informou, também por meio da assessoria, que, diante da pandemia do Covid-19, a instituição também adotou o sistema EAD. As aulas serão ao vivo na internet, com os mesmos professores, a partir de hoje (23).  A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) também tomou medidas administrativas, as aulas e o expediente de funcionários trabalharão 100% de forma remota, no período de 23 de março a 17 de abril.

Por meio de divulgação no twitter, a Unigran suspendeu também as aulas. Contudo, elas serão ministradas na modalidade a distância, pelo Classroom - um mecanismo do Google. Clínicas e biblioteca estão fechadas. As universidades Uniderp e  Anhanguera informaram que vem acompanhando a evolução do coronavírus, e, em nota, informou que, como medida preventiva, as aulas presenciais estão suspensas até o próximo dia 23 de março. Durante esse período, todos os conteúdos serão disponibilizados normalmente por meio do seu AVA.

O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) suspendeu as atividades pedagógicas presenciais após recomendação da Comissão de Organização de Campanhas para Conscientização dos Riscos e Medidas de Prevenção ao Coronavírus (Covid-19) do IFMS a partir da quarta-feira (18), nos dez campi e na reitoria. A medida vale, inicialmente, por 15 dias. 

Sobre a reposição das atividades letivas, a Pró-Reitoria de Ensino (Proen) ainda está elaborando uma instrução específica para o trabalho docente. Estão sendo estudadas as alternativas mais viáveis, que podem abranger metodologias de ensino à distância, para que não haja qualquer impacto na progressão do conteúdo acadêmico.

OPÇÕES VIA INTERNET - GOOGLE

"G-Suite – Google for Education" fornece versões personalizáveis ​​de forma independente de vários produtos do Google, usando um nome de domínio fornecido pelo cliente. No caso do uso G-Suite, é necessário estar logado com o email institucional. Entre os recursos disponíveis estão: Google Classroom, Google Drive, Gmail, Youtube, Google Hangouts, Google Meet, entre outros.

Google Classroom é uma ferramenta para criar uma sala de aula virtual, que permite criar atividades para serem entregues com prazos estabelecidos e testes (questionários), além de permitir a avaliação dos estudantes e compartilhar diversos arquivos, links e etc.

Google Drive é um serviço de armazenamento e sincronização de arquivos nas nuvens, onde podem ser criadas diversas pastas compartilhadas, como documentos, formulários e imagens, o que possibilita ao docente compartilhar arquivos com seus estudantes.

Gmail é um serviço de correio eletrônico (e-mail) que pode funcionar como um canal de comunicação assíncrono, ou seja, não precisa funcionar em tempo real.

Youtube, um serviço de streaming de vídeo na nuvem, permite o compartilhamento de vídeos na web. Assim, o docente pode inserir novos vídeos ou selecionar vídeos já existentes. Pode até mesmo criar seu próprio canal de videoaulas.

Google Hangouts é uma ferramenta de comunicação síncrona, ou seja, em tempo real, que inclui mensagens instantâneas, chat de vídeos, SMS e Voz sobre IP (VOIP). Pode ser utilizada para que os docentes enviem mensagens instantâneas aos seus alunos (e vice-versa).

No Google Meet pode-se criar uma sala de webconferência para que o professor possa dar aulas ao vivo. É possível apresentar o conteúdo de uma apresentação (Google Presenter, PowerPoint, ou qualquer programa que esteja na sua área de trabalho) ou até mesmo, compartilhar sua tela (área de trabalho). Para criar a sala de webconferência basta ir em meet.google.com, logar com o email institucional e criar a sala. Depois de criada a sala basta enviar o link de compartilhamento para todos os alunos.

FORA DO GOOGLE

Telegram é um serviço de mensagens instantâneas baseado na nuvem. Disponível para smartphones ou tablets, computadores e também como aplicação web, o Telegram permite aos usuários enviar mensagens e trocar fotos, vídeos, stickers e arquivos de qualquer tipo.

Facebook também permite criar grupos relacionados às disciplinas. No grupo, é possível enviar informações e arquivos. Nas configurações, é permitido que os estudantes possam ter voz criando um fórum de dúvidas. 

Skype permite comunicação pela internet através de conexões de voz e vídeo (webconferência). No ambiente de transmissão também é possível o compartilhamento de tela e de arquivos. O Skype necessita de um cadastro prévio (conta de usuário) na plataforma Microsoft Account.  

WhatsApp é considerado um aplicativo multiplataforma de mensagens instantâneas e chamadas de voz para smartphones, podendo ser acessado na web também. Além de mensagens de texto, os usuários podem enviar imagens, vídeos e documentos em PDF. Essa é outra forma de agilizar o compartilhamento de informações entre docentes e estudantes, principalmente nos momentos de maior velocidade na comunicação.

DESDOBRAMENTOS

Polícia boliviana vê engano na 'maior apreensão' de cocaína do Brasil

Comandante-Geral, Mirko Sokol, indica que informações preliminares dos novos exames sobre as cargas apreendidas não confirmaram a suspeita inicial

17/07/2026 12h44

"Informações oficiais certamente chegarão em breve... mas me parece que não foi gerada uma análise que confirme essa droga", cita comandante-geral da polícia boliviana Reprodução/Receita Federal

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Conforme relatado pelo general Mirko Antonio Sokol Saravia, Comandante-Geral da Polícia Boliviana, ainda não há uma confirmação que aponte a existência, de fato, de cocaína entre as cargas de madeiras apreendidas há cerca de um mês, que até então vinha sendo tratada como a "maior apreensão" deste tipo de substância entorpecente em todo o Brasil.

Segundo o comandante, a polícia boliviana vê engano e indica que as informações preliminares dos novos exames sobre as cargas apreendidas ainda não confirmam a suspeita inicial, de que haveria entre 20 a 50 toneladas de cocaína líquida em carga de madeira. 

"Bem, isso precisa ser relatado pelo ministério competente, que é o vice-ministério de substâncias controladas. Mas as informações preliminares que temos sobre as análises laboratoriais sugerem que não há motivos/ elementos para continuar esta investigação", afirma Mirko Sokol. 

Feita durante a Operação Timber Shield, pelo menos oito caminhões que transportavam 260 toneladas de madeira foram parados na operação que foi desencadeada pelos Estados Unidos, Bolívia e Brasil, sendo quatro deles identificados em Corumbá e a outra metade no município mato-grossense de Cáceres.

Entre as mais diversas autoridades ligadas à segurança pública que participaram da Operação Timber Shield, aparecem, por exemplo: 

  • Receita Federal (RF)
  • Polícia Federal (PF)
  • Polícias Científicas (MS e MT)
  • Grupo Especial de Fronteira do Mato Grosso (Gefron-MT)
  • Fuerza Especial de Lucha contra el Narcotráfico (Felcn)
  • Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP)

Porém, apontando que houve abertura de investigação também no Brasil, o comandante da polícia boliviana afirma que as informações geradas inicialmente não foram confirmadas. 

"No Brasil, sim, houve abertura. As análises foram realizadas e, bem, as informações oficiais certamente chegarão em breve. Não tenho os dados, mas me parece que não foi gerada uma análise que confirme essa droga", conclui Mirko Antonio Sokol Saravia.

Relembre

Conforme repassado pela Receita Federal à época da apreensão, cerca de 10% a 20% do peso dessa carga dos caminhões seria de uma substância inicialmente apontada como cocaína. Como bem consta na nota divulgada pela RF, a substância entorpecente na forma líquida estaria "camuflada" e "misturada na madeira". 

Entretanto, a defesa das transportadoras, representada pelo advogado Leandro Lobo, alegou quase um mês após a apreensão que ainda seria necessário aguardar a conclusão do laudo pericial, uma vez que testes químicos preliminares já teriam dado resultado "negativo" para substâncias entorpecentes em todas as amostras analisadas. 

Em nota, ele afirma que testes químicos preliminares realizados pela Polícia Federal teriam apresentado resultado negativo para todas as amostras analisadas e que a própria autoridade policial teria consignado que a materialidade delitiva ainda dependia de confirmação técnico-científica.

"As diligências policiais tiveram por objetivo justamente aprofundar as investigações e submeter o material apreendido a exames periciais mais específicos, evidenciando que, naquele momento, não havia conclusão definitiva acerca da existência de entorpecente, tampouco qualquer comprovação da participação de eventuais envolvidos em atividade criminosa", diz.

A suspeita foi levantada sobre o conteúdo exato desses carregamentos, após a Aduana do Chile apreender em seis de junho aproximadamente 100 toneladas de cocaína que haviam saído da Bolívia. Essa substância em questão estaria líquida e misturada na madeira, o que a Operação Timber Shield classificou inclusive como um "alto grau de sofisticação das organizações criminosas". 

Na averiguação da carga em Corumbá e Cáceres, a Receita Federal usou cães farejadores, enquanto que, do lado boliviano, a Fuerza Especial de Lucha contra el Narcotráfico (Felcn) conduziu a investigação, somada à Aduana Boliviana que também acompanhou a ação.

Entre os reflexos, essa apreensão causa reflexos no País vizinho, já que a Bolívia não estaria mais exportando por conta desse ocorrido, nação essa que têm na extração de madeira uma de suas principais fontes de renda. 

Segundo o advogado Leandro Lobo, o próprio Inquérito Policial nº 2026.0070875- DPF/CRA/MS indica que, no estágio inicial das investigações, "os testes químicos preliminares realizados pela Polícia Federal apresentaram resultado negativo para todas as amostras analisadas". 

"Sendo consignado expressamente pela autoridade policial que a materialidade delitiva ainda dependia de confirmação técnico-científica, não sendo possível afirmar, com segurança, a presença de cocaína ou de qualquer outra substância ilícita apenas com base nos elementos então disponíveis", complementa ele em nota. 

Ele conclui que as diligências policiais tiveram por objetivo justamente "aprofundar as investigações e submeter o material apreendido a exames periciais mais específicos", pois naquele momento não haveria conclusão definitiva quanto à existência de entorpecentes.

Em outras palavras, a defesa reforça a necessidade da conclusão dos testes secundários sobre a comprovação, através de laudo pericial, para que os fatos possam ser esclarecidos. 

"... a existência de uma investigação policial ou de suspeitas iniciais não constitui prova de prática criminosa, sendo imprescindível aguardar a conclusão das apurações e a produção de provas técnicas conclusivas.

 Reitera-se, por fim, o respeito ao trabalho das autoridades responsáveis pela investigação, bem como o compromisso com a divulgação de informações precisas, equilibradas e em conformidade com os princípios constitucionais da presunção de inocência, do devido processo legal e da dignidade da pessoa humana", conclui em nota. 

Até o momento, nem mesmo a Polícia Federal apresentou uma confirmação para a existência, bem como a quantidade exata, de cocaína no carregamento apreendido até então como o "maior da história". 

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Judiciário

TJ amplia em 57% verba para indenização de transporte de servidores

Portaria publicada pelo Tribunal de Justiça eleva de R$ 1,27 milhão para R$ 2 milhões o limite mensal destinado ao ressarcimento de despesas de deslocamento de analistas judiciários da área-fim

17/07/2026 12h30

Portaria publicada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul amplia em cerca de 57% o teto da verba destinada ao ressarcimento de despesas com transporte

Portaria publicada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul amplia em cerca de 57% o teto da verba destinada ao ressarcimento de despesas com transporte Divulgação

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) ampliou em aproximadamente 57% o teto da verba destinada ao pagamento da indenização de transporte aos analistas judiciários da área-fim responsáveos pelo cumprimento de mandados da Justiça gratuita. A medida foi oficializada por meio da Portaria n° 3.312, publicada nesta sexta-feira (17) no Diário da Justiça. 

Com a mudança, o limite mensal destinado para o ressarcimento das despesas com deslocamentos passa de cerca de R$ 1,27 milhão para R$ 2 milhões, esse valor utilizado para custear as indenizações pagas aos servidores que realizam atividades externas, como citações, intimações e demais diligências determinadas pelo Poder Judiciário em processos com benefício da gratuidade da Justiça.

Segundo o Tribunal, a atualização foi necessária para adequar o teto da verba mensal destinada ao ressarcimento dessas despesas. A portaria altera a Portaria nº 2.300, de março de 2022, que regulamenta o pagamento da indenização de transporte aos oficiais e analistas responsáveis pelo cumprimento dos mandados.

Reajustes anteriores

A última atualização dos valores ocorreu em 2022. Na ocasião, o TJMS concedeu reajuste de 30% sobre a indenização de transporte e sobre os valores pagos por quilômetro excedente nas diligências da Justiça gratuita.

O aumento complementou outro reajuste de 22,71%, concedido no início daquele ano. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul (Sindijus-MS), a soma das duas medidas representou um reajuste efetivo de 59,54% nas indenizações de transporte, reivindicação que vinha sendo defendida pela categoria em razão da defasagem provocada pelo aumento dos custos com combustíveis.

Na época, o valor da indenização por diligência passou de R$ 15,67 para R$ 25, enquanto o adicional por quilômetro percorrido fora da área urbana foi elevado de R$ 1,03 para R$ 1,64.

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