Cidades

SEGURANÇA PÚBLICA

Uso de câmeras no Estado deve iniciar após teste da PF de Brasília

Utilização de equipamento teve suas diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta semana; compra ainda não tem data marcada

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O uso de câmeras corporais para as forças de segurança de Mato Grosso do Sul só deve ser implementado após a realização de testes do equipamento – o que está previsto para ocorrer pela Polícia Federal (PF) 
de Brasília (DF).

Nesta semana, o equipamento para ocorrências teve suas diretrizes de uso estabelecidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de uma portaria publicada nesta terça-feira (28) contendo 16 critérios de utilização.

No ano passado, em MS, 131 pessoas foram mortas por intervenção de agentes estaduais, segundo dados da Secretária de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Em todos esses casos, as forças policiais alegaram confronto com os supostos bandidos, o que teria ocasionado as mortes. 

Com o uso das câmeras, essa informação pode ser validada ou não.

Outro problema enfrentando no Estado, principalmente na região de fronteira, são agentes envolvidos na máfia dos cigarreiros, prática que também pode ser amenizada com o uso do equipamento.

Conforme informações da PF sul-mato-grossense e da Sejusp, as forças de segurança do Estado aguardarão a implementação das câmeras corporais que será efetuada pelas forças federais de segurança, entre as quais a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

“Após a avaliação do equipamento, com os resultados obtidos dos testes, o custo do investimento será levado em conta para a implementação das câmeras corporais no Estado, para sua eventual implantação, a qual Sejusp já se manifestou favorável anteriormente”, afirmou a Pasta, por meio de nota.

Já a PF informou ao Correio do Estado que o equipamento será implantado em todas as unidades estaduais da corporação, porém, que a aquisição dos equipamentos ocorrerá pela unidade central de Brasília e que os testes das câmeras serão feitos na capital do País, com o apoio de grupos especiais e peritos e técnicos especializados.

Questionada sobre o tema pela reportagem, a PRF de Mato Grosso do Sul esclareceu que alguns policiais rodoviários federais do Estado já adotaram as câmeras corporais nas operações, entretanto, que as determinações estabelecidas pelo ministério são mais abrangentes, com uma série de regras para o uso e com equipamentos diferentes – e que agora devem ser adquiridos.

Neste mês, a PRF colocou em operação a fase final do projeto de implementação de câmeras corporais e veiculares que estão em testes em algumas cidades do País.

Os testes estão sendo realizados em São José (SC), Uberlândia (MG), Cascavel (PR), Sorriso (MT) e Araguaína (TO).

Essas cidades foram escolhidas por critérios como densidade demográfica, localização e aspectos climáticos.

A Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social de Campo Grande (Sesdes), responsável pela atuação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) da Capital, chegou a discutir o tema internamente há alguns meses, porém, afirmou que seguirá “as orientações do Ministério da Justiça, que estabeleceu a contemplação do equipamento primeiramente para as forças estaduais”.

“A Guarda Civil Metropolitana aguarda análise de viabilidade jurídica quanto ao uso do equipamento na Capital”, informou a Pasta, por meio de nota.

Nacionalmente, quem também testou o equipamento foi a Força Nacional. Os testes começaram em janeiro e terminaram neste mês, no dia 6. 

Ao todo, 150 agentes participaram dos treinamentos.

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o principal objetivo das câmeras corporais é garantir, simultaneamente, a eficácia profissional e o respeito aos direitos e às garantias fundamentais.

As normas lançadas pela Pasta federal admitem três modalidades de uso, sendo a primeira delas por acionamento automático, assim que o equipamento é retirado da base; por meio remoto, quando a gravação começa de forma ocasional; ou pelos próprios órgãos de segurança pública.

 

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Números alarmantes

Em 2026 Chikungunya já acumula mais da metade das mortes da década

Mato Grosso do Sul já responde por 65% dos óbitos nacionais em meio à crise da arbovirose transmitida pelo vetor também da dengue e zika

24/04/2026 10h12

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir também a Chikungunya, com sintomas que costumam ser mais avassaladores

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir também a Chikungunya, com sintomas que costumam ser mais avassaladores Foto: Arquivo/ Correio do Estado

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Após registrar a décima terceira morte em um período de quatro meses, os óbitos por Chikungunya de 2026 em Mato Grosso do Sul já ultrapassam mais da metade das vítimas totais da doença registradas na última década, como mostram os dados do último boletim atualizado pela Gerência Técnica de Doenças Endêmicas da Secretaria de Estado de Saúde (SES). 

Referente à 15ª semana epidemiológica, o mais recente boletim divulgado ontem (23) pela SES relaciona a morte de mais um sul-mato-grossense vítima de Chikungunya, essa que trata-se de uma mulher de 87 anos, moradora de Bonito. 

Com hipertensão arterial como comorbidade, a vítima relatou o início dos sintomas no fim da primeira semana deste mês, em 08 de abril, com o óbito acontecendo em um intervalo de onze dias e confirmado como chikungunya na última segunda-feira (20). 

Diante isso Bonito registra a segunda morte por Chikungunya no município, sendo a 13ª no Mato Grosso do Sul até então, com o Estado já respondendo por 65% da letalidade da doença no País, uma vez que a arbovirose já fez 20 vítimas em todo o território nacional neste 2026. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, nota-se que a série histórica começa em 2015 com apenas um óbito registrado naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Vale lembrar que, Mato Grosso do Sul já terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado acumulou, inclusive, o dobro do total de óbitos da última década, sendo 17 mortes o total que marcam o pior índice para um período de 12 meses desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

 

Em outras palavras, os 13 óbitos dos quatro primeiros meses de 2026 já passam da metade das mortes por Chikungunya da última década no Mato Grosso do Sul, sendo 25 entre 2015 e 2025.

Chikungunya em MS

Atualmente, Dourados é o "epicentro" da Chikungunya no MS - com 8 mortes na cidade até então - e já decretou situação de calamidade pública pelos próximos três meses, autorizando assim desde contratações emergenciais até o ingresso forçado em imóveis para fiscalização e limpeza contra os focos do Aedes aegypti.

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, com sintomas que costumam ser mais avassaladores, sendo justamente o tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito a diferença das demais doenças citadas, que na maior parte das vezes costuma ser fatal no intervalo de até três semanas.

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis.

Mato Grosso do Sul já soma aproximadamente 7,6 mil casos prováveis de chikungunya em 2026, sendo que oito das 13 vítimas até então possuíam algum tipo de comorbidade, com mais dois óbitos ainda relacionados como "em investigação". 


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AVENIDA BANDEIRANTES

Homem morre após invadir agência bancária em Campo Grande

O indivíduo chegou em estado de extrema agitação, afirmando estar sendo perseguido, proferindo falas desconexas e tentando forçar a porta giratória

24/04/2026 10h00

O banco fica localizado no cruzamento entre a Avenida Bandeirantes e a Rua Argemiro Fialho

O banco fica localizado no cruzamento entre a Avenida Bandeirantes e a Rua Argemiro Fialho Foto: Reprodução

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Na noite desta quinta-feira (23), um homem identificado como Mário Márcio Santana Bonifácio, de 40 anos, invadiu uma agência bancária, localizada no cruzamente entre a Avenida Bandeirantes e a Rua Argemiro Fialho, em Campo Grande. O sujeito utilizou o corpo para forçar a porta giratória, conseguindo acesso ao interior do banco após danificar a estrutura de blindex.

De acordo com os relatos dos vigilantes que estavam no local, o indivíduo chegou em estado de extrema agitação, afirmando estar sendo perseguido, proferindo falas desconexas e tentando forçar a entrada mesmo após ser informado que o banco estava fechado.

Devido ao comportamento agressivo, os vigilantes realizaram a imobilização do indivíduo e acionaram a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.

Quando a equipe policial chegou, o homem já estava ao solo e não respondia. Diante da situação, os policiais acionaram novamente o Corpo de Bombeiros, que realizou procedimentos de reanimação, porém o óbito foi constatado no local.

A área foi isolada para os trabalhos da perícia e o caso foi acompanhado pela autoridade policial de plantão. A ocorrência foi registrada e será apurada pelas autoridades competentes.

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