Cidades

Morto ou vivo?

Usuários reclamam de instabilidade nos serviços da Vivo em Campo Grande

Clientes relatam que os problemas nos serviços da empresa são frequentes e oscilações perduram há semanas

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A operadora de telefonia VIVO tem apresentado instabilidade nos últimos dias, de acordo com relatos de usuários ao Correio do Estado. Entre as reclamações, estão falta de sinal, ligação que não completa ou cai, internet fora do ar, entre outros.

A jornalista Karol Peralta é uma das usuárias da operadora e explicou que o problema persiste há, pelo menos, três semanas.

“Semana retrasada, fiquei o dia inteiro sem sinal, mas há alguns dias já estava instável. Caía e voltava. De lá para cá, quando estou sem wi-fi, a internet oscila mesmo estando paga em dia. A ligação não completa ou ninguém me entende do outro lado da linha”, relata Karol. 

A jornalista disse que, no começo, imaginou que fosse algum problema com o celular, mas que era improvável que fosse já que o aparelho é novo. 

“Às vezes que cai, a gente coloca em modo avião e volta, mas fazer isso várias vezes durante o dia não é algo normal. Meus pais também têm Vivo e também estão com problemas. Todas as vezes que tentamos ligar para eles, o celular aparece como desligado ou ‘fora da área’”. 

Karol conta que tentou entrar em contato com a operadora, mas o problema persistiu. 

“Na primeira vez que a rede caiu, eu liguei e eles resolveram na hora. Mas a rede continuou caindo. Eu não vou perder meu tempo ligando todas as vezes, até porque eles falam que é um problema na rede, que vão atualizar, que vão resolver e, no fim, não resolve nada”

Para o advogado Bruno Assis, a situação é mais recente, mas também tem causado transtornos no dia-a-dia. 

“Está bem horrível, a rede oscila, cai e volta. Eu dependo da rede móvel para fazer várias coisas e essa instabilidade atrapalha muito”, contou ao Correio do Estado. 

Um outro usuário que não quis se identificar também relatou os mesmos problemas que Karol. 

“Há dias, em Campo Grande, a gente percebe que tem algum problema com a Vivo. O sinal cai de repente, ligações não completam, quando completam elas caem no meio da chamada, a internet também some”. 

De acordo com o site Downdetector, que fornece informação em tempo real sobre o status de vários serviços através de relatos dos usuários, os problemas de instabilidade das redes não se limitam apenas à Campo Grande.

Outras localizações no Brasil como São Paulo, Campinas, Belo Horizonte, Salvador e Curitiba também apresentaram relatos de problemas com a rede. 

Gráfico mostra que foram registradas quase 100 reclamações ao mesmo tempo à empresa./Fonte: Downdetector

Segundo o site, 40% das reclamações são com relação à internet fixa, 31% são sobre a internet móvel e 29% dos relatos são sobre a falta de sinal. 

A Vivo foi procurada pela reportagem do Correio do Estado para esclarecimentos sobre os problemas apresentados, mas até a publicação desta reportagem, não respondeu à solicitação.

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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