Cidades

SIDROLÂNDIA

Vale das Cordilheiras é o que de melhor restou da Mata Atlântica

Vale das Cordilheiras é o que de melhor restou da Mata Atlântica

MONTEZUMA CRUZ

05/05/2013 - 13h30
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Se alguém imagina que os sojais derrotaram o verde nesta região, está equivocado. A 70 quilômetros de Campo Grande resiste no interior de Sidrolândia um dos últimos vestígios da Mata Atlântica Brasileira original, na transição com o Cerrado, às bordas da Serra de Maracaju. Nesse lugar denominado Vale das Cordilheiras, sócios do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal (UDV) plantaram desde o ano passado mais de 400 mudas de essências florestais nobres, por meio do Sistema Agroflorestal.  O projeto desenvolvido em dez hectares tem apoio técnico da Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico, atualmente a maior organização não-governamental de interesse público do País.

Os núcleos São Joaquim, Senhora Santana e Luz de Maria, da UDV em Campo Grande, fazem uso comum da área e trabalham nela em mutirões regulares. O Correio do Estado acompanhou o plantio de 291 mudas de essências florestais doadas pela empresa Águas Guariroba, entre as quais,acácia,amendoim do Cerrado, castanha do Pará, cumaru, embaúba, flamboyant, ipê (pau d’arco), jacarandá, murta e tamarino. “A Mata Atlântica é o bioma de maior diversidade de seres vivos do mundo”, lembra o gestor ambiental Miguel Salum.  

Noventa dias depois do início dos trabalhos, o cenário mudou. Da secundária embaúba, que torna evidente a regeneração da mata, até a semeadura e o início de crescimento de outras plantas, privilegia-se o Sistema Sucessional Natural. Além da gramínea, a embaúba logo se destaca na criação do novo ambiente.  Para o crescimento adequado das espécies, a equipe de plantio instala uma rede de irrigação por aspersão que, além de tubos e torneiras tradicionais, utiliza garrafas pet, diminuindo custos.  O terreno do Vale das Cordilheiras tem faixas de terra preta, uma raridade. Feijão de porco e feijão guandu plantados em 2012 também desenvolveram-se a contento, conta o responsável pelo trabalho, o ambientalista paraense de Santarém, Joaquim Vieira. 

Segundo ele, os esforços de manutenção dos Recantos Santana e Vitória, também pela UDV, e a supervisão da Associação Novo Encanto garantem ambiente propício para o mariri e a chacrona. A decocção dessas plantas resulta no chá hoasca (ouayahoasca, “vinho da alma” em quéchua), também chamado Vegetal.

Leia mais no jornal Correio do Estado
 

MINISTÉRIO PÚBLICO DE MATO GROSSO DO SUL

Justiça determina retorno de estuprador a sistema prisional após concessão de benefício sem análise

MPE recorre decisão que idoso cumpra pena por estupro de vulnerável em domicílio por suposto quadro clínico não comprovado e suposta superlotação em presídio

11/09/2026 10h30

Divulgação/MPMS

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Um homem, de 65 anos, condenado por estupro de vulnerável retornou a prisão em regime fechado, após o Ministério Público do Estado (MPE) recorrer a decisão anterior de cumprimento da pena em domícilio. O criminoso alegou ter problemas de saúde e cumpria pena em casa devido ao suposto quadro clínico.

Conforme o MPE, o homem foi julgado e condenado, e recebeu autorização para cumprir a pena em prisão domiciliar pelo prazo inicial de 180 dias. A condição foi dada em razão da idade do criminoso, quadro clínico de saúde e a superlotação do setor destinado a internos idosos.

No entanto, a concessão do benefício não foi devidamente justificada. De acordo com a sustentação no recurso do MPE, a regalia foi concedida sem a realização de uma perícia médica oficial que comprovasse a situação clínica do sentenciado e a impossibilidade de permanência no sistema prisional.

Ou mesmo que comprovasse uma grave condição que necessitaria do cumprimento em domícilio.

Além da ausência de exames comprovatórios, o MPE defendeu que a análise de concessão ou não do benefício deve ser feita em base de critérios técnicos e individualizados, de forma que a avaliação médica apresente resultados concretos de não haver outra alternativa se não a prisão domiciliar.

Para o órgão a posibilidade de atendimento médico durante o cumprimento da pena em regime fechado no sistema prisional, como ocorre com outros internos, deve ser priorizada dentre as medidas.

Em meio a sustentação do recurso ministerial, o órgão ressaltou que o setor do sistema prisional destinado a idoso é ocupado, em sua maioria, por custodiados condenados por crimes contra a dignidade sexual e há o acompanhamento médico para o quadro clínico daqueles que necessitam.

A decisão da Justiça então determinou que o sentenciado retorne ao regime fechado até a realização de uma nova análise médica oficial. A Promotora Bianka Karina Barros da Costa ressaltou a necessidade da avaliação profissional para verificar se o estado de saúde efetivamente impede a permanência do criminosos no local.

O MPE ainda defendeu que eventuais medidas humanitárias sejam analisadas caso a caso, com base em critérios técnicos e em conformidade com a legislação, considerando que o homem em questão, assim como outros, cumpre pena por estupro de vulnerável.

O Desembargador Jonas Hass Silva Júnior determinou que os requisitos eram suficientes para a concessão da medida de urgência. Ele observou que não houve perícia médica atual de comprovação do tratamento e como o MPE, destacou a necessidade de elementos técnicos que embase a substituição do regime fechado para a prisão domiciliar.

O magistrado também considerou que como houve uma análise anterior, é necessária uma comprovação de agravamento do quadro de saúde com avaliação especializada. E se necesário até nova análise, o encaminhamento para atendimento fora da unidade aconteça mediante escolta conforme legislação.

O recurso ministerial foi aceito integralmente e a decisão da Justiça assegura que eventual análise sobre a prisão domiciliar humanitária seja sempre precedida de avaliação médica oficial, para que futuras deliberações estejam fundamentadas em critérios técnicos e principalmente individualizados.

CAMPO GRANDE

Após tempestade, OAB/MS pede suspensão dos prazos recursais ao TJMS

Regiões de Campo Grande permanecem com falta de energia elétrica na manhã desta sexta-feira (11)

11/09/2026 10h15

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul Foto: Divulgação / TJMS

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A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) solicitou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) a suspensão dos prazos recursais que se encerram nesta sexta-feira (11), em razão da tempestade que atingiu Campo Grande, no fim da tarde de ontem (10) e causou a falta de energia em várias regiões da Capital.

Alguns bairros da cidade permanecem sem energia, porém as equipes da concessionária Energisa já trabalham no respaldo e recuperação das estruturas. 

Depois de enfrentar um temporal com rajadas de vento de quase 84 km/h, Campo Grande segue com previsão de novas tempestades para esta sexta-feira (11). Segundo o meteorologista Natálio Abrahão, as condições previstas indicam a possibilidade de um episódio ainda mais agressivo que o registrado na noite anterior.

Estragos

A tempestade foi rápida, mas causos muitos prejuízos. Reportagem do Correio do Estado percorreu os principais pontos de estragos e constatou que o vendaval causou:

  • Queda de árvores em todas as sete regiões de Campo Grande
  • Interdição de avenidas por conta da quedas de árvore
  • Queda de árvores em cima de carros
  • Queda de postes de energia
  • Alagamento de ruas
  • Queda de energia em dezenas de bairros
  • Abertura de buracos e crateras nas ruas
  • Queda do painel do Fort Atacadista na avenida Ernesto Geisel
  • Desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário
  • Explosão de parede de vidro em academia no bairro universitário
  • Sujeira e lixo nas ruas: galhos, folhas, latas, garrafas, copos plásticos, entre outros diversos objetos
  • Semáforos desligados em diversas avenidas

A chuva começou por volta das 17h30 e durou cerca de 30 minutos, mas veio acompanhada de raios e fortes rajadas de vento. Segundo Natálio, 3.095 raios foram registrados em Campo Grande em apenas 36 minutos.

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