Cidades

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"Vamos comparar obra por obra", avisa Dilma

"Vamos comparar obra por obra", avisa Dilma

GOVERNADOR VALADARES, MG

10/02/2010 - 22h44
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Em meio à guerra entre PSDB e PT em torno da estratégia governista de comparar as administrações Lula e Fernando Henrique Cardoso, a ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff mostrou que não pretende mudar de tática. “Se quiserem, vamos comparar número por número, obra por obra, casa por casa, escola por escola, emprego por emprego”, disse ela, durante discurso em Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce, onde acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O debate foi retomado com artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicado no domingo passado e a briga se agravou com ataques entre petistas e tucanos. Durante cerimônia de inauguração de um polo de educação à distância e assinatura de convênios do programa Minha Casa, Minha Vida e do termo de inclusão de mais 2.387 famílias no programa Bolsa-Família da cidade, Dilma fez um pronunciamento de exaltação ao presidente, ao dizer que as mudanças ocorridas no País “têm líder”. “Tenho orgulho do presidente Lula. O Brasil cresce com o povo e não contra o povo brasileiro, como já aconteceu no passado. O presidente mudou a história, construiu um caminho a favor de todos”, discursou a ministra. Lula e sua comitiva, formada por seis ministros, também visitaram obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e entregaram casas novas a moradores removidos de áreas de risco. No discurso, Dilma, confundiu as cidades e chamou Governador Valadares de Juiz de Fora duas vezes, disse que “onde estiver o Brasil estará o PAC” e afirmou que o atual governo vai deixar prontos os projetos da segunda etapa do programa para serem executados “seja quem seja o próximo presidente”. Papel do Estado O presidente Lula rejeitou o debate sobre o papel do Estado que será proposto no programa de governo petista durante a campanha eleitoral, mas insistiu na ideia do fortalecimento do poder público em lugar do mercado. “Agora vai começar aquele debate com gosto de coisa mofa, de que o governo vai fazer o Estado ficar maior, vai estatizar. Bobagem, este debate está superado. Não acreditamos na ideia do Estado mínimo nem que o mercado resolve tudo. O mercado resolve o problema de quem tem prata no bolso, mas não resolve o problema das pessoas pobres (...) Aqui no Brasil, pelo amor de Deus, aceitamos sugestão, mas não aceitamos intromissão demasiada”, afirmou, em referência ao papel do Estado em ações nas quais, segundo o presidente, o mercado não tem interesse. “Não quero um Estado administrador, quero um Estado indutor, fiscalizador”, discursou. Lula afirmou que, durante a crise econômica mundial, o governo brasileiro foi quem evitou consequências piores para a população. “Na crise, quem livrou a cara foi o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o BNDES, investindo no crédito. Veja se os bancos particulares investiram. Não investiram. Nós tivemos que comprar a Nossa Caixa em São Paulo, o Banco Votorantim, para garantir o crédito. Mercado é bom para quem está no restaurante comendo comida boa. Para quem está na sarjeta, não existe mercado, existe a figura do Estado”, insistiu.

QUEIMADA

Área queimada no Pantanal cresce 770% e quatro incêndios seguem ativos

Monitoramento por satélite aponta ocorrências em Corumbá, na divisa com a Bolívia, que somam quase 14 mil hectares

19/07/2026 11h30

Em meio à onda de calor, à baixa umidade do ar e aos ventos fortes previstos para os próximos dias, o cenário mantém elevado o risco de propagação das chamas

Em meio à onda de calor, à baixa umidade do ar e aos ventos fortes previstos para os próximos dias, o cenário mantém elevado o risco de propagação das chamas Divulgação-Ecoa

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A área queimada no Pantanal de Mato Grosso do Sul cresceu 770,7% em 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto quatro incêndios florestais seguem ativos na região de fronteira entre Brasil e Bolívia, em Corumbá. Em meio à onda de calor, à baixa umidade do ar e aos ventos fortes previstos para os próximos dias, o cenário mantém elevado o risco de propagação das chamas.

Os incêndios são monitorados pelo Painel do Fogo, plataforma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), que utiliza imagens de satélite para acompanhar a evolução das ocorrências.

Neste domingo (19), o sistema apontava quatro eventos ativos entre a região de Forte Coimbra e o Parque Nacional Pantanal de Otuquis, totalizando 13.719,94 hectares de área de influência. O indicador representa a área monitorada em torno das detecções de calor e não, necessariamente, a extensão já consumida pelo fogo.

O evento mais antigo começou na madrugada de 16 de julho, na região de fronteira entre os dois países. Conforme o Painel do Fogo, a ocorrência permanece ativa após quase três dias, com 4.804,81 hectares de área de influência. Na atualização mais recente, registrada na madrugada deste domingo, ainda havia quatro focos detectados por satélite.

Outro incêndio, identificado na tarde de sexta-feira (17), possui 4.669,95 hectares de área de influência. Embora tenha apresentado redução nas detecções ao longo do dia.

Um terceiro evento, iniciado na madrugada de sábado (18), concentra 3.026,37 hectares de área de influência. Durante as primeiras horas deste domingo, os satélites continuaram identificando focos de calor na região.

Já o quarto incêndio, também iniciado na sexta-feira, ocupa 1.218,81 hectares de área de influência. Apesar de não receber novas detecções desde a tarde de sábado, o evento segue classificado como ativo pelo sistema de monitoramento.

Todos os incêndios estão localizados na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia, em Corumbá.

Pantanal registra aumento de 770% em área queimada

O avanço das queimadas ocorre em um momento de forte crescimento dos incêndios no bioma pantaneiro. Levantamento divulgado pelo Cemtec e pelo Corpo de Bombeiros Militar mostra que, entre 1º de janeiro e 15 de julho, a área queimada no Pantanal sul-mato-grossense chegou a 58.878 hectares, um aumento de 770,7% em relação ao mesmo período de 2025.

No mesmo intervalo, o número de focos de calor no bioma cresceu 115,9%, passando de 69 para 149 registros. Enquanto isso, o Cerrado apresentou redução tanto na área queimada quanto nos focos de calor.

Ainda de acordo com o informativo, o Corpo de Bombeiros já colocou 402 militares nas ações de prevenção, preparação e combate aos incêndios florestais ao longo deste ano.

As condições meteorológicas previstas para os próximos dias devem continuar favorecendo o avanço das queimadas em Mato Grosso do Sul. Segundo o Cemtec, um sistema de alta pressão atmosférica mantém o tempo firme, dificulta o avanço de frentes frias e impede a ocorrência de chuvas, prolongando o período de estiagem no Estado.

Até segunda-feira (20), as temperaturas devem variar entre 33°C e 38°C na região pantaneira, enquanto a umidade relativa do ar pode cair para valores entre 10% e 30%. A previsão também indica ventos persistentes do quadrante norte, com velocidades de até 70 km/h e rajadas superiores a 80 km/h em alguns momentos, combinação que favorece a rápida propagação do fogo.

Conforme a previsão climática do Cemtec para o trimestre entre agosto e outubro, Mato Grosso do Sul deve registrar temperaturas acima da média histórica e episódios de calor intenso, influenciados pelo El Niño. Embora haja tendência de chuva um pouco acima da média ao longo do período, agosto e grande parte de setembro ainda devem permanecer secos, mantendo condições favoráveis à ocorrência de incêndios florestais, especialmente no Pantanal e em áreas de vegetação nativa.

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TRAGÉDIA

Jovem colombiano morre afogado após mergulho no rio Paraguai, em Corumbá

Vítima, de 23 anos, desapareceu nas águas próximo ao Porto Geral; Corpo de Bombeiros localizou o jovem durante as buscas, mas ele não resistiu

19/07/2026 11h00

Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência de afogamento no rio Paraguai, em Corumbá, mas a vítima não resistiu

Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência de afogamento no rio Paraguai, em Corumbá, mas a vítima não resistiu Divulgação

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Um jovem colombiano de 23 anos morreu afogado na tarde deste sábado (18), no rio Paraguai, nas proximidades da Prainha do Porto Geral, em Corumbá. O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a vítima não resistiu.

Conforme informações publicadas pelo Diário Corumbaense, o jovem, identificado pelas iniciais J.A.V.H., passava o dia acampado às margens do rio acompanhado do irmão, de 20 anos, quando decidiu entrar na água.

Testemunhas contaram que, em determinado momento, ele deixou a parte mais próxima da margem e seguiu em direção a embarcações que estavam atracadas no local. Ao tentar passar de um barco para outro, acabou caindo em um trecho onde o rio possui cerca de quatro metros de profundidade.

Pouco depois do salto, o rapaz começou a se debater na água. Uma pessoa que estava nas proximidades chegou a tentar socorrê-lo, mas precisou interromper a tentativa de resgate após ser agarrada pela vítima, evitando que ambos se afogassem. Em seguida, o jovem desapareceu nas águas a cerca de 15 metros da margem, em uma região utilizada para atracação de embarcações de grande porte.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 15h50. Mergulhadores iniciaram as buscas subaquáticas e localizaram a vítima poucos minutos depois. Conforme a corporação, a estimativa era de que o jovem já estivesse submerso havia cerca de 20 minutos.

Após a retirada do corpo da água, os bombeiros realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) até a chegada da equipe do Samu. Apesar dos esforços, o médico responsável pelo atendimento confirmou o óbito ainda no local.

Alerta

Após a ocorrência, o Corpo de Bombeiros reforçou o alerta para que a população evite entrar em rios sem conhecer as condições do local. A recomendação é não realizar mergulhos ou saltos em áreas de profundidade desconhecida e manter distância de embarcações, locais onde há maior risco de acidentes

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