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Vasco vence jogo atrasado e amplia crise do Corinthians

Vasco vence jogo atrasado e amplia crise do Corinthians

ESTADAO.COM

14/10/2010 - 10h17
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Por muito tempo o Corinthians se apegou ao jogo contra o Vasco, atrasado da 18ª rodada devido aos festejos de seu centenário, para se ver em condições de assumir a liderança do Campeonato Brasileiro. Mas a crise que ronda o Parque São Jorge vem dificultando qualquer plano de disputa pelo título. Nesta quarta-feira, o time perdeu por 2 a 0 em São Januário, completou a sexta partida sem vencer e permaneceu em terceiro lugar, com 49 pontos, cinco atrás do líder Cruzeiro, agora com os mesmos 29 jogos. 

A equipe carioca, por sua vez, chegou aos 41 pontos, no 11.º lugar, e manteve o sonho de chegar ao G-3 e garantir vaga na Copa Libertadores. Para isso, no entanto, precisará de um aproveitamento quase perfeito nas últimas nove rodadas e torcer contra os rivais que estão à sua frente. 

Quando a fase é complicada, tudo joga contra. Com a ajuda do assistente Enio Ferreira de Carvalho, o Vasco criou duas chances seguidas nas costas de Roberto Carlos, ambas com Zé Roberto em posição de impedimento. Na primeira, o atacante chutou a bola nas arquibancadas de São Januário. Na segunda, aproveitou cruzamento do lateral-esquerdo Carlinhos para desviar sem chance para Júlio César e fazer 1 a 0. 

O Corinthians teve a chance do empate nos pés de Iarley, que recebeu cruzamento de Danilo e, a um metro do gol, com Fernando Prass fora do lance, desviou para fora. O erro foi prontamente castigado, graças a novo erro de posicionamento de uma defesa que sofreu 14 gols nessa sequência de seis jogos sem vitória. Eder Luís foi lançado nas costas de Alessandro e, com tranquilidade, bateu na saída de Júlio César. 

A situação corintiana ficou ainda pior com mais uma lesão muscular de seus titulares. Depois de Jorge Henrique, Dentinho e Bruno César, foi a vez de Alessandro sentir a coxa e deixar o campo para dar lugar a Boquita, que foi improvisado na direita. O time não criou mais nenhuma chance no primeiro tempo.

 O técnico interino Fábio Carille voltou para a etapa final com Jucilei jogando pelo lado e Boquita por dentro. Com 10 minutos, Souza tropeçou sozinho na área; senha para Defederico entrar em campo e tentar mudar a situação. De nada adiantou. O Vasco só foi incomodado num chute de Jucilei bem defendido por Fernando Prass. De resto, o time carioca administrou com facilidade a vantagem, com direito até a "olé" de sua torcida. 

O Corinthians tentará sair do inferno astral contra o Guarani, domingo, em Campinas, com a propagada volta de Ronaldo após 40 dias aprimorando a parte física. No mesmo dia, o Vasco irá a Goiânia encarar o Atlético-GO.

Golpe do Falso Advogado

Falso advogado engana família e golpe termina em Pix de R$ 250 mil em MS

Criminoso alegou que pagamento era necessário para liberar valores de processo judicial; transferência foi contestada junto ao banco e caso será investigado pela Polícia Civil.

11/08/2026 17h31

Caso foi registrado na Depac de Dourados após vítima transferir R$ 250 mil via Pix para golpista que se passou por advogado.

Caso foi registrado na Depac de Dourados após vítima transferir R$ 250 mil via Pix para golpista que se passou por advogado. Foto: Divulgação.

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Uma família de Dourados, na região sul de Mato Grosso do Sul, procurou a polícia após perder R$ 250 mil em um golpe aplicado por uma pessoa que se passou por advogado. O caso foi registrado na manhã desta terça-feira (11), na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), depois que a vítima realizou uma transferência via Pix acreditando que o pagamento seria necessário para liberar valores relacionados a um processo judicial.

Conforme o boletim de ocorrência, um homem de 29 anos compareceu à delegacia para relatar que o pai havia recebido uma mensagem de uma pessoa que se apresentou como sendo seu advogado.

Durante a conversa, o suposto profissional teria informado que existiam valores disponíveis em um processo judicial, mas que seria necessário realizar previamente um pagamento para que o dinheiro pudesse ser liberado.

A abordagem é semelhante à utilizada no chamado “golpe do falso advogado”, modalidade de fraude na qual criminosos entram em contato com vítimas e utilizam informações relacionadas a processos ou profissionais da advocacia para dar aparência de legitimidade à cobrança.

Pix de R$ 250 mil

Ainda segundo o registro policial, durante a troca de mensagens, o golpista encaminhou uma chave Pix vinculada ao nome de uma propriedade rural e orientou a vítima a realizar uma transferência no valor de R$ 250 mil.

Acreditando que conversava com o advogado e que o procedimento estava relacionado à liberação de recursos judiciais, o homem efetuou a operação bancária.

Somente após a conclusão da transferência a família percebeu que se tratava de uma fraude.

Ao tomar conhecimento do ocorrido, o filho da vítima entrou imediatamente em contato com o gerente da instituição financeira para tentar impedir que o dinheiro fosse definitivamente perdido.

De acordo com o boletim de ocorrência, o banco realizou a contestação da transferência feita via Pix. O registro, porém, não informa se o valor chegou a ser bloqueado ou recuperado.

Após o contato com a instituição financeira, a família foi orientada a procurar a polícia e formalizar a denúncia.

Caso será investigado

A ocorrência foi registrada na Depac de Dourados como fraude eletrônica e será investigada pela Polícia Civil.

A apuração deverá buscar identificar quem entrou em contato com a vítima, a origem das mensagens e o responsável pela chave Pix utilizada para receber os R$ 250 mil.

O caso também deverá esclarecer de que maneira o autor teve acesso às informações utilizadas para convencer a vítima de que estava em contato com seu verdadeiro advogado.

Golpes desse tipo exploram principalmente a confiança entre clientes e profissionais da advocacia. Os criminosos costumam apresentar supostos pagamentos, taxas ou despesas como condição para a liberação de indenizações ou outros valores relacionados a ações judiciais.

Diante de contatos semelhantes, a orientação é não realizar transferências imediatamente e confirmar qualquer solicitação financeira diretamente com o advogado ou escritório responsável pelo processo, utilizando números de telefone e canais de comunicação já conhecidos pelo cliente.

Como funciona o golpe do falso advogado

No golpe do falso advogado, criminosos podem utilizar informações disponíveis em processos judiciais para identificar as partes envolvidas e tornar a abordagem mais convincente.

Em alguns casos, os golpistas também usam nomes, fotografias e outras informações de advogados encontradas na internet e nas redes sociais para se passar pelos profissionais que representam as vítimas.

A abordagem geralmente começa com uma notícia positiva. O criminoso afirma que houve uma decisão favorável em determinado processo e que existe uma quantia disponível para recebimento.

Logo depois, porém, solicita uma transferência para o pagamento de supostas custas, taxas, impostos ou despesas necessárias para a liberação do dinheiro.

Outra estratégia recorrente é criar um sensode urgência, alegando que o pagamento precisa ser realizado imediatamente para que a vítima não perda o direito de receber o valor. A pressão para realizar transferências em curto espaço de tempo deve ser encarada como sinal de alerta.

Diante de uma solicitação desse tipo, a recomendação é não fazer pagamentos nem fornecer dados bancários antes de confirmar a informação.

A vítima deve interromper a conversa e entrar em contato diretamente com o advogado ou escritório responsável pelo processo por meio de um telefone que já conheça, evitando utilizar números enviados durante a abordagem suspeita.

Mesmo fotografias, áudios ou chamadas de vídeo não devem ser considerados, isoladamente, como garantia de que o contato é verdadeiro.

Em caso de dúvida, especialmente quando houver pedido de transferência de valores, a confirmação diretamente com o profissional responsável pelo processo ou presencialmente no escritório é uma das formas de evitar cair na fraude.

Guardiões de fogo

Operação contra fraude para obter CAC apreende armas e munições em Campo Grande

Segunda fase da Operação Guardiões de Fogo foi deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Federal

11/08/2026 17h15

Armas e munições foram apreendidas em Mato Grosso do Sul

Armas e munições foram apreendidas em Mato Grosso do Sul Foto: Divulgação / Polícia Federal

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (11), a segunda fase da Operação Guardiões de Fogo, que tem como foco o combate à posse ilegal de armas de fogo obtidas mediante fraude no processo de concessão de registro de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs). Em Campo Grande, foi cumprido um mandado de busca e apreensão.

Durante o cumprimento da medida judicial, foram apreendidas armas de fogo, munições, documentos e outros materiais relacionados.

De acordo com a PF, investigações apontaram que o suspeito teria utilizado documentos inaptos durante a fase de concessão do registro, burlando os requisitos legais exigidos para a aquisição e para a manutenção de armas de fogo.

O registro de CAC exige o cumprimento de critérios rigorosos, como idoneidade, capacidade técnica e avaliação psicológica. O uso de documentos falsos, conforme a Polícia Federal, enfraquece o controle sobre armas e pode facilitar o acesso de criminosos a armamentos.

Primeira fase

A primeira fase da Operação Guardiões de Fogo foi deflagrada no dia 9 de julho, em Campo Grande. 

Na ocasião, a Policia Federal apreendeu cerca de 300 munições, duas pistolas calibre 9 mm e um fuzil .22 de um suspeito que estaria com documentos da concessão de CAC irregulares. 

Segundo as investigações, o homem teria utilizado documentos não considerados aceitos para obter o registro, burlando os requisitos legais exigidos para a aquisição e a manutenção de armas de fogo. 

Em fases anteriores da Operação, em Belo Horizonte, a Polícia Federal prendeu um homem em flagrante no dia 22 de junho. O suspeito também teria apresentado documentos falsos para conseguir a autorização para compra de armamentos. 

Durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram duas pistolas, 130 munições e materiais relacionados a outros crimes. 

O homem mantinha as armas em um endereço diferente do que consta no cadastro, o que configura irregularidade, segundo a polícia.

CAC

O Certificado de Registro da Polícia Federal dá o direito a Caçadores, Atiradores e Colecionadores à compra de munições facilitada, permissão para caçar legalmente o javali, transporte de armas e munições em todo o país, aquisição de um maior número de armas e a possibilidade de adquirir armas de calibres restritos.

Além disso, os detentores do registro também têm a possibilidade de adquirir armas diretamente das fábricas com preços vantajosos, podem importar armas e deslocar-se com suas armas para atividades de caça, tiro desportivo e competição. Também é autorizada a compra de munições e insumos em maiores quantidades.

Quem possui o registro não pode andar armado. É autorizado apenas a posse da arma, mantendo em casa ou no local de trabalho e o trânsito para locais de treino, abate ou exposição, com a arma obrigatoriamente sem munição e em maleta própria. 

Entre os itens obrigatórios para se tornar CAC e obter o registro próprio, estão:

  • Ter no mínimo 18 anos completos e 25 anos para aquisição de arma de fogo;
  • Não possuir antecedentes criminais incompatíveis com a atividade de CAC, como condenações por crimes dolosos ou contra a segurança pública;
  • Não estar respondendo a inquérito policial ou processo criminal;
  • Apresentar aptidão psicológica para o manuseio de armas de fogo, comprovada por meio de avaliação psicológica realizada por psicólogo credenciado pela Polícia Federal;
  • Apresentar os documentos obrigatórios (documento de identificação, certidão de antecedentes criminais, comprovante de ocupação lícita, comprovante de residência);
  • Realizar o pagamento da taxa de registro junto ao Exército, de R$ 100 e outras taxas obrigatórias. O valor total pode chegar a R$ 3,5 mil.

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