Cidades

Vídeo

Vereadora ameaça expor políticos após vídeos íntimos: "Eu acabo com vocês"

Isa Marcondes afirma ter atendido políticos de diferentes cargos e diz que nunca divulgou vídeos gravados

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A vereadora Isa Marcondes (Republicanos), de Dourados, publicou um vídeo nas redes sociais, nestea sexta-feira (02), em que afirma estar sendo alvo de ataques após a circulação de gravações e ameaça divulgar conteúdos que, segundo ela, foram registrados durante atendimentos a políticos. Na gravação, a parlamentar diz que já atendeu vereadores, deputados, ministros, governadores e até presidente e afirma ter mantido o material em sigilo por considerar que possui “ética profissional”.

“Se vocês continuarem soltando do celular de vocês, vocês vão ver o que eu solto de vocês”, afirma Isa no vídeo.

A publicação foi feita em tom de desabafo. No início da gravação, ela se dirige ao “povo douradense” e ao “povo sul-mato-grossense” e afirma estar “de saco cheio” da situação.

Segundo a vereadora, entre as pessoas que teriam sido suas clientes estão políticos e familiares de políticos. Ela cita especificamente o marido de uma vereadora, a quem afirma ter atendido como cliente em seu antigo comércio no ramo de entretecimento adulto. 

Isa também afirma que os vídeos que menciona foram gravados a pedido dos próprios clientes e que, apesar de ter mantido os registros, nunca os teria divulgado.“Eu sempre gravei a putaria de vocês e nunca soltei, porque vocês mesmos pediam para mim gravar”, diz.

Na sequência, a vereadora aumenta o tom das declarações e afirma que poderá tornar públicos os conteúdos caso a divulgação de vídeos envolvendo ela continue.“Eu acabo com vocês”, afirma.

A gravação termina com novos ataques aos responsáveis pelo que ela chama de “humilhação” e com a afirmação de que não tem medo das pessoas que estariam compartilhando os vídeos.

 

Execução na Fronteira

Empresário é executado a tiros dentro de caminhonete em MS

Marcelo Augusto Forte foi surpreendido por atirador em uma motocicleta na Vila da Mooca; autor fugiu após o crime e é procurado pela polícia.

02/10/2026 16h59

Caminhonete onde o empresário Marcelo Augusto Forte foi morto a tiros ficou com marcas de disparos na lateral, em Ponta Porã.

Caminhonete onde o empresário Marcelo Augusto Forte foi morto a tiros ficou com marcas de disparos na lateral, em Ponta Porã. Foto: Divulgação Ponta Porã News.

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O empresário Marcelo Augusto Forte foi assassinado a tiros na tarde desta sexta-feira (2), em Ponta Porã, município localizado na região de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. O crime ocorreu na Vila da Mooca e mobilizou equipes das forças de segurança da cidade.

Marcelo estava dentro de uma caminhonete quando foi alvo do ataque. Segundo informações da polícia, um homem se aproximou em uma motocicleta e efetuou diversos disparos de arma de fogo contra o veículo.Logo após os tiros, o autor deixou o local na motocicleta e fugiu.

Até o momento, não há informação sobre a identificação ou prisão do responsável pelo ataque.

Pessoas que estavam nas proximidades ainda tentaram prestar auxílio ao empresário, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada do atendimento médico.

Após o homicídio, equipes das polícias Civil e Militar foram mobilizadas e passaram a realizar buscas e diligências pela região. O trabalho busca esclarecer como ocorreu o ataque e reunir informações que possam levar à identificação do autor dos disparos.

A Polícia Científica também foi acionada para realizar a perícia no veículo e na área onde o empresário foi morto. Vestígios encontrados na cena deverão auxiliar na investigação.

O caso será investigado pela Polícia Civil de Ponta Porã, que deverá apurar as circunstâncias e a motivação do assassinato, além de verificar a eventual participação de outras pessoas no crime.

transporte coletivo

Venda do Consórcio Guaicurus avança no Cade, mas prefeita exige plano de melhorias para dar aval

Anúncio da venda foi feito há dois meses e só agora foi solicitada autorização ao Cade; após aprovação do órgão, prefeitura ainda precisa dar o aceite

02/10/2026 16h30

Venda do Consórcio Guaicurus para a HP Mobilidade foi anunciada em 21 de julho

Venda do Consórcio Guaicurus para a HP Mobilidade foi anunciada em 21 de julho Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Mais de dois meses após o anúncio da venda do Consórcio Guaicurus para a HP Mobilidade, de Goiânia, a negociação avançou, com a socilitação de autorização para comercialização feita ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A prefeira de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), no entanto, afirma que mesmo que haja aprovação do Cade, a administração municipal só dará aval caso sejam apresentadas propostas para a melhoria do transporte público na Capital.

Em agenda pública na manhã desta sexta-feira (2), para assinatura de ordens de serviço para ampliar as intervenções de infraestrutura na região do Lagoa,  a prefeita afirmou que uma equipe técnica está acompanhando o caso.

"Vimos a publicação no Diário Oficial da União, que foi solicitada ao Cade já a autorização para comercialização entre privados, que não tem nada a ver com o município. Isso é um protocolo que tem que ser atendido diante de qualquer negociação de concessões e de empresas que prestam serviço no Brasil", explicou a prefeita.

"Então, houve um avanço e a gente segue acompanhando, cobrando um cronograma que precisa ser apresentado pra nós até o término de todo esse trabalho que está sendo realizado pela equipe técnica, mas eu não abro mão da transformação e da mudança no transporte público no Campo Grande", acrescentou.

O acordo feito entre as empresas precisa, primeiro, ser aprovado pelo Cade, órgão responsável por orientar, fiscalizar, prevenir e reprimir abusos do poder econômico no Brasil e que analisa fusões, aquisições entre empresas para evitar monopólios. Só após esta aprovação é que as metas da nova empresa deverão ser entregues à prefeitura.

Adriane disse ainda que mesmo que o Consórcio e a HP obtenham aprovação do Cade, se não houver uma proposta apresentada à prefeitura, com mudanças na frota, atualização, entre outros, não será dado o "aceite".

Venda do Consórcio

O Consórcio Guaicurus anunciou, no dia 21 de julho, que havia chegado a um acordo de compra e venda com a concessionária goianiense HP Mobilidade, que é responsável pelo transporte coletivo de Goiânia (GO). Desde então a Prefeitura de Campo Grande afirma que aguarda uma proposta formal da empresa que aponte os planos de melhorias no transporte público, para decidir se aceita ou não a transação.

Desde 2012 o Consórcio Guaicurus é responsável pelo transporte coletivo e urbano de Campo Grande e desde 2019, pelo menos, reclama de prejuízos no serviço. Em crise tanto interna como com a administração municipal, o serviço passa por uma intervenção desde junho deste ano.

Conforme reportagem do Correio do Estado, o segundo o titular da Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulisses da Silva Rocha, para que a negociação seja concretizada é necessária a aprovação da prefeitura, por se tratar de uma concessão pública. No entanto, para que esta resposta seja dada é necessário que as empresas apresentem a proposta formalmente do processo de compra e venda e também um plano de melhorias, o que ainda não foi feito.

“Eles vão apresentar, tanto o vendedor quanto o comprador, um relatório do que eles pretendem com essa venda. Desde que haja o cumprimento do contrato, porque existe um contrato vigente entre o município de Campo Grande e o consórcio Guaicurus, que estabelece muitas obrigações para o consórcio e para o Município. A empresa que vai assumir vai cumprir com essas obrigações? Vai fazer investimentos? Vão realizar entregas? Porque o que nós pretendemos com o serviço público de transporte coletivo é que as pessoas tenham a segurança de que vão sair das suas casas e vão chegar no destino. Mas aí a gente precisa de ônibus de qualidade, porque vários deles já estão vencidos, [ônibus] com ar-condicionado e regularidade no trajeto”, afirmou Rocha ao Correio do Estado em setembro deste ano.

Em nota anterior ao Correio do Estado, o Grupo HP se limitou a dizer que “acompanha as etapas relacionadas ao processo de aquisição do Consórcio Guaicurus e reforça que somente se manifestará após a conclusão dos procedimentos e aprovações necessários para sua efetivação”.

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