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Venda do Consórcio Guaicurus avança no Cade, mas prefeita exige plano de melhorias para dar aval

Anúncio da venda foi feito há dois meses e só agora foi solicitada autorização ao Cade; após aprovação do órgão, prefeitura ainda precisa dar o aceite

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Mais de dois meses após o anúncio da venda do Consórcio Guaicurus para a HP Mobilidade, de Goiânia, a negociação avançou, com a socilitação de autorização para comercialização feita ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A prefeira de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), no entanto, afirma que mesmo que haja aprovação do Cade, a administração municipal só dará aval caso sejam apresentadas propostas para a melhoria do transporte público na Capital.

Em agenda pública na manhã desta sexta-feira (2), para assinatura de ordens de serviço para ampliar as intervenções de infraestrutura na região do Lagoa,  a prefeita afirmou que uma equipe técnica está acompanhando o caso.

"Vimos a publicação no Diário Oficial da União, que foi solicitada ao Cade já a autorização para comercialização entre privados, que não tem nada a ver com o município. Isso é um protocolo que tem que ser atendido diante de qualquer negociação de concessões e de empresas que prestam serviço no Brasil", explicou a prefeita.

"Então, houve um avanço e a gente segue acompanhando, cobrando um cronograma que precisa ser apresentado pra nós até o término de todo esse trabalho que está sendo realizado pela equipe técnica, mas eu não abro mão da transformação e da mudança no transporte público no Campo Grande", acrescentou.

O acordo feito entre as empresas precisa, primeiro, ser aprovado pelo Cade, órgão responsável por orientar, fiscalizar, prevenir e reprimir abusos do poder econômico no Brasil e que analisa fusões, aquisições entre empresas para evitar monopólios. Só após esta aprovação é que as metas da nova empresa deverão ser entregues à prefeitura.

Adriane disse ainda que mesmo que o Consórcio e a HP obtenham aprovação do Cade, se não houver uma proposta apresentada à prefeitura, com mudanças na frota, atualização, entre outros, não será dado o "aceite".

Venda do Consórcio

O Consórcio Guaicurus anunciou, no dia 21 de julho, que havia chegado a um acordo de compra e venda com a concessionária goianiense HP Mobilidade, que é responsável pelo transporte coletivo de Goiânia (GO). Desde então a Prefeitura de Campo Grande afirma que aguarda uma proposta formal da empresa que aponte os planos de melhorias no transporte público, para decidir se aceita ou não a transação.

Desde 2012 o Consórcio Guaicurus é responsável pelo transporte coletivo e urbano de Campo Grande e desde 2019, pelo menos, reclama de prejuízos no serviço. Em crise tanto interna como com a administração municipal, o serviço passa por uma intervenção desde junho deste ano.

Conforme reportagem do Correio do Estado, o segundo o titular da Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulisses da Silva Rocha, para que a negociação seja concretizada é necessária a aprovação da prefeitura, por se tratar de uma concessão pública. No entanto, para que esta resposta seja dada é necessário que as empresas apresentem a proposta formalmente do processo de compra e venda e também um plano de melhorias, o que ainda não foi feito.

“Eles vão apresentar, tanto o vendedor quanto o comprador, um relatório do que eles pretendem com essa venda. Desde que haja o cumprimento do contrato, porque existe um contrato vigente entre o município de Campo Grande e o consórcio Guaicurus, que estabelece muitas obrigações para o consórcio e para o Município. A empresa que vai assumir vai cumprir com essas obrigações? Vai fazer investimentos? Vão realizar entregas? Porque o que nós pretendemos com o serviço público de transporte coletivo é que as pessoas tenham a segurança de que vão sair das suas casas e vão chegar no destino. Mas aí a gente precisa de ônibus de qualidade, porque vários deles já estão vencidos, [ônibus] com ar-condicionado e regularidade no trajeto”, afirmou Rocha ao Correio do Estado em setembro deste ano.

Em nota anterior ao Correio do Estado, o Grupo HP se limitou a dizer que “acompanha as etapas relacionadas ao processo de aquisição do Consórcio Guaicurus e reforça que somente se manifestará após a conclusão dos procedimentos e aprovações necessários para sua efetivação”.

Sistema Nacional

MS tem 14 mil animais no SinPatinhas, mas só 10% têm microchip

Sistema nacional reúne cães e gatos do Estado e permite emitir gratuitamente o RG Animal

02/10/2026 15h44

Divulgação: Prefeitura de Campo Grande

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Mato Grosso do Sul já tem 14.049 cães e gatos cadastrados no SinPatinhas, sistema nacional de identificação de animais domésticos, mas apenas 1.396 possuem microchip, o equivalente a 9,9% dos registros. Os dados mostram que, apesar da adesão ao cadastro, a identificação eletrônica ainda alcança uma parcela pequena dos animais registrados no Estado.

Criado pelo Governo Federal para reunir informações sobre cães e gatos e seus responsáveis, o SinPatinhas permite o registro gratuito dos animais e a emissão do chamado RG Animal, uma carteirinha digital com QR Code que pode ser utilizada na coleira e facilitar a identificação do tutor caso o animal desapareça.

Em Mato Grosso do Sul, dos 14.049 animais cadastrados, 1.396 estão identificados por microchip. São 837 cães e 559 gatos. O percentual de 9,9% significa que aproximadamente um em cada dez animais registrados possui a identificação eletrônica.

O cadastro no SinPatinhas e a microchipagem são procedimentos diferentes. O sistema reúne informações do animal e do responsável, enquanto o microchip é um dispositivo implantado sob a pele, que possui um código individual capaz de ser consultado por meio de leitor específico.

Na prática, o cadastro pode ajudar na identificação do tutor por meio do QR Code do RG Animal. Já o microchip acrescenta uma forma permanente de identificação do próprio animal. Para que funcione em caso de perda, entretanto, é necessário que o número do dispositivo esteja corretamente vinculado ao cadastro e que o animal seja levado a um local com leitor compatível.

O próprio Governo Federal destaca que procedimentos como microchipagem, castração e vacinação precisam ser registrados no sistema por médicos-veterinários, responsáveis por manter essas informações atualizadas.

Sistema gratuito

O SinPatinhas foi criado pela Lei nº 15.046, de 2024, e regulamentado pelo Decreto nº 12.439, de 2025. A plataforma é coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e tem entre os objetivos reunir dados que possam subsidiar políticas públicas de castração, vacinação, microchipagem, controle populacional e combate ao abandono e aos maus-tratos.

O cadastro é voluntário e gratuito e pode ser feito pelo tutor por meio de uma conta Gov.br. É necessário informar os dados do animal e inserir uma foto. Depois do registro, o responsável pode emitir o RG Animal com QR Code.

No Estado, os dados também mostram que a maior parte dos animais cadastrados ainda não possui identificação por microchip, apesar de o sistema já concentrar informações de milhares de cães e gatos.

O tutor pode acessar o SinPatinhas pela plataforma do Governo Federal, fazer login com a conta Gov.br, cadastrar o animal e emitir gratuitamente o RG Animal. Informações como microchipagem e castração podem ser acrescentadas posteriormente por profissional habilitado.

 

Eleições 2026

TRE-MS altera locais de votação em Campo Grande e Terenos; veja

Justiça eleitoral recomenda que a consulta seja feita antes do dia da eleição, mesmo por eleitores que já conheçam seu local de votação, para verificar se houve alguma alteração

02/10/2026 15h15

TRE/ Divulgação

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) alterou alguns locais de votação em Campo Grande e Terenos para as Eleições Gerais de 2026. As mudanças são provisórias e válidas para o 1º e o 2º turnos do pleito.

A relação reúne as alterações comunicadas pelas zonas eleitorais e será atualizada sempre que houver novas mudanças nos locais de votação.

O TRE-MS orienta os eleitores a consultarem com antecedência a zona, a seção e o endereço onde deverão votar.

A consulta pode ser realizada pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A recomendação é que a consulta seja feita antes do dia da eleição, mesmo por eleitores que já conheçam seu local de votação, para verificar se houve alguma alteração. O primeiro turno acontece neste domingo (4). 

Campo Grande 

35ª Zona Eleitoral

DE: Escola Estadual Profª Alice Nunes Zampiere (Rua Constantinopla, s/n - Vila Almeida)
PARA: Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS (Avenida Dom Antônio Barbosa, nº 4.155, Santo Amaro).


DE: CRAS Vila Nasser (Rua Januário Barbosa, 366 - Vila Nasser)
PARA: EMEI Professora Adélia Leite Krawiec (Rua Santa Mônica, s/n, Santa Luzia).

DE: Mesquita Islâmica Luz da Fé (Avenida América, 657 - Vila Planalto)
PARA: Centro de Referência de Esporte e Cultura (Rua Onze de Outubro, nº 220, Cabreúva).

36ª Zona Eleitoral

DE: Escola Estadual Joaquim Murtinho – 10 seções eleitorais
PARA: Centro Universitário da Grande Dourados - UNIGRAN (Rua Abrão Júlio Rahe, nº 325 - Centro).

DE: Colégio Nossa Senhora Auxiliadora – 7 seções eleitorais
PARA: Centro Universitário da Grande Dourados - UNIGRAN (Rua Abrão Júlio Rahe, nº 325 - Centro).
53ª Zona Eleitoral

DE: Loja Maçônica Oriente Maracaju (Avenida Calógeras, 1952 - Centro)
PARA: Senac Hub Academy (Rua Francisco Cândido Xavier, 75 - Centro).

54ª Zona Eleitoral
DE: Escola Municipal Major Aviador Y-Juca Pirama de Almeida e FACSUL - Campus Afonso Pena
PARA: Instituto Federal de Mato Grosso do Sul - IFMS (Rua Taquari, 831 - Santo Antônio).


Terenos 

54ª Zona Eleitoral
DE: Escola Municipal Rosa Idalina Braga Barboza (Rua Antônio João Valadares, 22 - Conjunto Antônio Valadares)
PARA: Escola Municipal Álvaro Lopes (Joaquim Farias de Albernaz, 151 - Vila Ferreira).

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