Cidades

ACIDENTE AÉREO

Pesquisadora alemã é uma das vítimas de acidente aéreo em Campo Grande

Henrique Martin estaria como piloto da aeronave bimotor, enquanto a passageira seria a jornalista alemã e zoóloga especialista em tamanduás, Lydia Möcklinghoff

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Após o registro de queda de aeronave na manhã desta sexta-feira (03) em Campo Grande, informações iniciais apontam que os corpos encontrados em meio aos escombros tratam-se do piloto do avião bimotor que caiu próximo ao aeroporto Santa Maria, Henrique Martin e da jornalista alemã e zoóloga especialista em tamanduás, Lydia Möcklinghoff.

Henrique Martin estaria no controle da aeronave Seneca EMB-810D pertencente à Amapil, empresa com atividades voltadas para táxi aéreo, prestando inclusive o serviço de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Aérea, e que possui uma série de aviões bimotores. 

Conforme registro junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave em questão, de prefixo PT-WYQ, foi fabricada em 1983, sendo transferida para a Amapil em 21 de agosto de 2024. Com capacidade para decolar com o peso máximo de 2.155 quilos, o avião transporta até seis passageiros. 

Cabe destacar que esse avião trata-se de um bimotor considerado versátil, pois têm capacidade de pousar nas mais diversas superfícies, como grama, asfalto ou até mesmo na terra. 

Junto de Henrique estaria Lydia Möcklinghoff, zoóloga alemã e jornalista científica que já comandou podcasts, escreveu livros e aparecia como figura frequente em programas de rádio e televisão. 

Apresentadora e produtora do podcast "Tierisch!" para o canal alemão Weltwach, Lydia já foi o rosto do programa similar desenvolvido pela revista GEO. Escritora freelancer, a aventureira e especialista em biodiversidade e conservação de espécies estaria indo rumo ao Pantanal. 

Como mostram os stories gravados no dia anterior,  Lydia teria deixado a cidade do Rio de Janeiro em voo ainda no fim da tarde de ontem (02). Escritora dos livros "Ich glaub mein Puma pfeift" (Acho que minha puma está assobiando) e "Die Supernasen" (Os Super Narizes), ela dedicou parte de seus estudos ao monitoramento de tamanduás-bandeira e demais mamíferos do Pantanal. 

Entenda

Logo nas primeiras horas desta sexta-feira (03), dia esse que amanheceu debaixo de forte neblina em Campo Grande, equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender ocorrência de queda de aeronave registrada nas proximidades do Aeroporto Santa Maria.

André Luiz Jacques, que possui patente de 2° tenente médico, repassou que o Corpo de Bombeiros foi acionado por volta de 07h e disse que não foi possível de imediato identificar qualquer sinal de acidente, como cortinas de fumaça, fogo ou qualquer outro indicativo.

"Fizemos buscas aí e acabamos encontrando a aeronave, pelo que a gente viu ali com duas vítimas. Me parece uma do sexo feminino, outra do masculino, mas a situação é bem crítica. Só de a gente olhar, a gente vê que é uma situação meio incompatível com a vida mesmo.

A aeronave está toda retorcida, as peças a gente não consegue nem saber do que que é exatamente. Mas realmente virou uma caixinha de fósforo, digamos assim", diz André Luiz Jacques.

Campo Grande amanheceu sob forte neblina nesta sexta-feira (03), o que pode ter influenciado no acidente registrado próximo ao Aeroporto Santa Maria.

In loco, a equipe do Correio do Estado constatou que a queda aconteceu em uma área privada. No local, o proprietário da pista privada Aero Rural, Eder Corrêa, confirmou que ouviu o primeiro indicativo de possível queda de aeronave entre 06h30 e 06h45 de hoje (03). 

 

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campo grande

Justiça proíbe que empresa envolvida na máfia do tapa-buraco participe de licitações

Construtura Rial e réus também ficam vedados de celebrar ou renovar contratos com o Poder Público

03/07/2026 12h30

Empresa envolvida na máfia do tapa-buraco não poderá participar de licitações

Empresa envolvida na máfia do tapa-buraco não poderá participar de licitações Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, proibiu que a Construtora Rial, empresa suspeita de estar no centro de esquema de corrupção nos contratos de tapa-buraco, participe de processos licitatórios ou celebre e renove contratos com o Poder Público.

A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município desta sexta-feira (3).

Conforme a decisão, fica vedada a participação da pessoa jurídica e também dos réus Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, Fernando de Souza Oliveira, Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula, Mehdi Talayeh, Rudi Fiorese e Edivaldo Aquino Pereira em licitações, contratações diretas, celebração de novos contratos, renovações, prorrogações ou termos aditivos que importem ampliação, continuidade ou renovação substancial de vínculo público.

A decisão atende pedido do Ministério Público Estadual (MPMS), responsável pela operação que revelou desvio na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Conforme reportagem do Correio do Estado, a Construtora Rial mudou de nome, passando a se chamar Força Engenharia Ltda. Segundo pesquisa feita pela reportagem, a mudança é apenas nominal, sem que o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) sofresse modificações para que os contratos não precisassem ser substituídos.

No dia 12 de maio, a empresa foi o principal alvo da Operação Buraco Sem Fim, que descobriu um esquema milionário que agia nos contratos de tapa-buracos da Sisep.

Mesmo diante dos fatos revelados na operação, a empresa não parou de tentar entrar em licitações. Desde o início deste mês, o governo do Estado, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), lançou cinco licitações que preveem investimento de até R$ 1,9 bilhão em 18 lotes diferentes em praticamente todas as regiões do Estado.

Conforme consta na ata de licitação dos lotes, a agora Força Engenharia está interessada nos pedaços dois, seis e 15, que correspondem aos municípios de Ribas do Rio Pardo, Camapuã e Jardim, somando R$ 315.585.395,59.

A empresa também já tem contratos com a administração estadual para serviços de tapa-buracos em Costa Rica e Três Lagoas.

Buraco sem fim

A Operação Buraco sem Fim, que descobriu um esquema milionário nos contratos de tapa-buraco em Campo Grande, foi desecandeada no dia 12 de maio.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio de investigação liderada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), desmantelou suposta quadrilha que agia na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Essa operação mirou a Construtora Rial, que presta serviços de tapa-buracos que, de acordo com a nota oficial do MP, faturou entre 2018 e 2025, "contratos e aditivos que somam o montante de R$113.702.491,02".

A investigação constatou a existência de "uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas" na Cidade Morena, através inclusive da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos. 

Durante cumprimento de mandados, os promotores do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) encontraram R$ 429 mil em dinheiro localizado em dois dos endereços. No imóvel de outro alvo, havia R$ 233 mil, também em notas de real.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão.

Foram, presos o ex-diretor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), Rudi Fiorese,  Fernando de Souza Oliveira (ex-servidor), Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula (ex-servidor), Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa (dono da Construtora Rial, empresa que foi alvo da investigação) e Mehdi Talayeh (ex-servidor).

Todos eles foram soltos posteriormente, sendo o mediante o cumprimento de medidas cautelares, sendo uso de tornozeleira eletrônica pelo prazo de 180 dias, obrigação de manter endereço residencial e telefone atualizados e obrigação de comparecer a todos os atos processuais para os quais forem intimados.

Caso haja descumpruimento de quaisquer destas medidas, poderá haver nova decretação de prisão.

CONVÊNIO

Com convênio de R$ 12,4 milhões, maternidade atenderá pacientes regulados do SUS

Investimento busca diminuir filas e ampliar acesso à exames, consultas e cirurgias especializadas para a população

03/07/2026 11h23

João Pedro Zequini

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A Prefeitura de Campo Grande assinou, na manhã desta sexta-feira (3), um convênio de mais de R$ 12,4 milhões com a Maternidade Cândido Mariano, que passará a atender pacientes regulados do Sistema Único de Saúde (SUS) em busca de reduzir filas de esperas e ampliar o acesso à consultas, exames e cirurgias especializadas.

O investimento levará mais de 13 mil procedimentos para a unidade hospitalar e atenderá à pacientes regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tornando-se uma das primeiras a iniciar esse chamamento de forma oficial.

A ampliação do acesso é parceria da Secretaria de Saúde (Sesau), com apoio da bancada federal e outras instituições municipais, utilizando a capacidade instalada de instituições filantrópicas e privadas contratadas via SUS dentro do programa Vira CG Saúde.

A prefeita Adriane Lopes (PP) destacou que Campo Grande investe mais de 30% do orçamento em saúde pública. "Se os recursos da Capital são insuficientes, nós precisamos bater em outras portas para ampliação desse recurso", disse.

A senadora Tereza Cristina destacou que quando se trata de saúde da população, o ideal é que ao chegar investimento seja entregue a população imeditamente. 

"Nós não podemos ter sombreamentos, nós precisamos sentar à mesa e utilizar os recursos que não são nossos, são da população que trabalha para o imposto para eles serem mais bem-estimados. Nós não precisamos ficar com nenhum tipo de mimimi entre as coisas, nós precisamos resolver. E como é que a gente resolve? Entregando resultados. Eu sou uma pessoa prática, eu gosto de ver o que acontece lá na ponta"

Com o investimento, a maternidade poderá ampliar as cirurgias por vídeo que já são realizadas na unidade, como de laqueadura e ressonância. O diretor presidente Daniel Mirando ressalta que esse investimento leva inovação para a saúde pública.

"Para que o SUS dê certo nós precisamos olhar pra ele dessa forma, olhar as parcerias público-privadas de forma séria, importante, nós temos que caminhar juntos. Nós vamos realizar aqui agora mais de 100 cirurgias de endometriose por vídeo cirurgia".

Outro destaque com o investimento são os atendimentos a mães atípicas, em que foi estruturado um núcleo específico, dentro da Sesau, o NAMA, para atender a esse público. A Prefeita explica que as mães atípicas são cadastradas e após isso são atendidas com insumos, como leites e frutas.

“Não existe hoje uma política nacional. Nós batemos à porta do Governo Federal em busca de recursos e de caminhos, e lá também não tinha. Campo Grande está saindo na frente, criando um caminho e trazendo uma política pública que não existia. Já foram atendidas mais de 300 mães”.

A assinatura da parceira também registrou a presença de outros parlamentares como Luiz Ovando (PP) e Lídio Lopes (Avante).

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