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A energia do Tarô da semana entre 20 e 26 de abril. Cuidado com os excessos!

O Rei de Paus como carta regente, aponta dias de liderança, atitude e presença. Assuma o comando com firmeza, tome iniciativas com confiança e alinhe ação à sua intuição. Apenas cuidado para não cair em excessos de autoridade ou na impulsividade.

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A chegada do Sol em Touro, em aspecto desafiador com Plutão, pode provocar momentos de tensão e transformações intensas, pedindo desapego de velhos padrões e mais cuidado com atitudes possessivas. Existe aqui um convite claro para soltar o controle excessivo e encarar mudanças que, embora desconfortáveis, são profundamente necessárias.

Ao mesmo tempo, a comunicação tende a ficar mais direta com Mercúrio em Áries, em conjunção com Marte e Saturno, o que favorece decisões importantes, desde que haja atenção ao tom para evitar desgastes. Há força para agir, para decidir, para colocar limites. Mas essa mesma força, se mal direcionada, pode gerar conflitos desnecessários.

Já Vênus em Touro, em sintonia com Urano, abre espaço para novidades, mudanças de valores e encontros inesperados, colocando à prova o equilíbrio entre estabilidade e liberdade. Nem tudo precisa permanecer como está. Algumas mudanças chegam justamente para mostrar novos caminhos possíveis.

Enquanto isso, Marte em Áries, em conjunção com Mercúrio, Netuno e Saturno, reforça a importância de manter foco, disciplina e constância para tirar planos do papel, sem cair na armadilha do cansaço ou da dispersão.

É um céu que tensiona, impulsiona e transforma. E é nesse cenário que o Rei de Paus se apresenta como guia. O Rei de Paus é o conselheiro sábio do Tarô.

Ele chegou até aqui pela via mais difícil e sobreviveu a muitas provas intensas. Por causa de suas experiências, fala com profundidade e sabedoria. Ele representa a parte de você que é sábia e competente. Aquela que já enfrentou desafios reais, que já lidou com incertezas, que já precisou continuar mesmo sem garantias. Em suma, ele ensina a confiar em si mesmo.

Você não deixou tudo desmoronar até agora, então por que entrar em pânico e achar que justamente neste momento vai falhar?

O Rei de Paus lembra que, se você não confia na sua própria capacidade e habilidade, está traindo a parte de si que te fez sobreviver. E essa parte merece respeito.

O Rei de Paus incorpora a energia do fogo dos paus e, como líder, entende a importância de ser decidido, agir com iniciativa e ter ambição. Ele é destemido e apaixonado, inspirando quem está ao seu redor a segui-lo. Quando essa carta aparece como regente da semana, é um lembrete para canalizar essa energia e confiar nas suas capacidades, independentemente dos obstáculos que surgirem.

O Rei de Paus não nasceu “nobre”. Ele foi um soldado. Conquistou seu lugar com esforço, vencendo batalhas e provando sua competência como líder. Quando o antigo rei morreu sem herdeiro, o povo escolheu esse guerreiro provado como o “Rei de Paus”. Seu trono é adornado por leões, mas ao seu lado existe também o lagarto, símbolo de sobrevivência, adaptação e resistência.

E é aqui que está uma das mensagens mais profundas da semana: não faz sentido comparar lagartos e leões. O lagarto literalmente “aguenta o calor”. Ele se adapta. Ele sobrevive. E foi exatamente isso que te trouxe até aqui. Honrar isso é reconhecer a força que veio das suas experiências. É parar de desvalorizar aquilo que te sustentou nos momentos mais difíceis.

Você pertence ao lugar onde está. Você trabalhou duro para chegar até aqui! E agora precisa sustentar isso com presença.

Você tem dificuldade de confiar em si mesmo, mesmo quando faz bem o seu trabalho ou conduz sua vida? Você já provou repetidas vezes que é capaz, mas, mesmo assim, ainda não acredita totalmente nisso? É hora de ocupar o seu lugar com mais verdade. Incorpore o Rei de Paus que existe em você!

O Rei de Paus incorpora o fogo em sua forma mais madura. Ele é decidido, estratégico, inspirador. Ele lembra que não basta apenas liderar, é preciso inspirar. Sua confiança pode servir como um farol para aqueles que se sentem inseguros ou perdidos. Na liderança, na sabedoria e na estratégia, confie na sua intuição, deixe sua paixão guiar seus passos e saiba que você está mais do que preparado para o caminho à frente.

Você é alguém que chegou até aqui com esforço, enfrentando dificuldades, mas talvez ainda carregue lá no fundo um ressentimento silencioso por não ter tido os privilégios que acredita que outros tiveram.

Procure não se comparar aos outros achando que são “melhores” por terem mais dinheiro, status, estudo, reconhecimento ou qualquer outra coisa. Você não conhece a realidade deles nem suas lutas internas. Todo mundo enfrenta desafios, até os mais privilegiados. Ninguém tem um “passe livre” na vida. Assim como o Rei, você também precisa enfrentar os pensamentos que fazem você duvidar de si mesmo e do seu lugar no mundo. Essa voz interna pode mandar você recuar, dizendo que você não é tão bom quanto os outros. Mande essa voz embora!

Tudo isso conversa diretamente com a energia da semana.

Há movimento, há decisões, há oportunidades. Mas tudo depende da forma como você se posiciona. Se houver comprometimento, os resultados vêm. Se houver recuo, o potencial se perde. Você tem o poder de moldar os resultados. Use com consciência.

E, ao mesmo tempo, permita-se flexibilizar. Vênus com Urano lembra que nem tudo precisa seguir o plano original. O inesperado pode abrir portas que você ainda não considerou. E isso pode ser maravilhoso.

Você tem o poder de moldar os resultados. Use-o com consciência, alinhando suas intenções à visão que deseja construir.

O Rei de Paus representa a energia pura do fogo em sua expressão mais ativa e masculina. Diferente das outras figuras da corte desse naipe, ele não está tão voltado para o ato de criar ou desenvolver ideias sozinho. Sua força está em enxergar o potencial de uma visão e mobilizar outras pessoas para torná-la realidade. Por isso, este arcano indica que você pode ter a oportunidade de assumir o papel de líder e está pronto para conduzir pessoas em direção a um objetivo comum. Não desperdice e se deixe vencer por inseguranças.

Equilíbrio entre firmeza e abertura. Essa é a chave.

O QUE VIBRA PARA VOCÊ NESTA SEMANA

Amor

Assuma o que sente com coragem. Quem te acompanha precisa sentir sua verdade, não sua dúvida. Conexões se fortalecem com presença, não com controle.

Trabalho

Lidere com clareza e direção. Você já sabe o que precisa ser feito, agora é sustentar. Sua postura inspira mais do que suas palavras.

Dinheiro

Decisões práticas trazem estabilidade. Evite impulsos e foque no longo prazo. O crescimento vem da consistência, não da pressa.

O Chamado do Rei de Paus

Existe um fogo dentro de você que não começou agora. Ele foi construído ao longo do tempo. Foi testado, desafiado e permaneceu. Agora, ele não pede que você prove nada. Ele pede que você confie. Confie na sua trajetória. Confie na sua capacidade. Confie na parte de você que sempre soube como continuar.

Sua presença é naturalmente magnética: você transmite foco, determinação e confiança, fazendo com que os outros acreditem em você e no que está construindo. Há um engajamento genuíno das pessoas, que querem fazer parte dessa realização e caminhar ao seu lado.

Além disso, você tem habilidade em coordenar esforços, delegar e conduzir processos sem perder a harmonia do grupo.

O Rei de Paus não exige respeito. Ele o inspira. E você também pode. Você sabe exatamente aonde quer chegar e agora começa a materializar essa visão com o apoio de quem está ao seu redor.

Em vez de simplesmente “deixar a vida levar”, este é o momento de escolher agir com direção, firmeza e estratégia. Mais do que conquistas imediatas, o que te move é o desejo de construir algo duradouro, com impacto real. Existe aqui um chamado para deixar um legado.

Não é por acaso que o Rei de Paus rege a semana da chegada do Sol em Touro, convidando você a cultivar o que realmente tem valor e a plantar, com intenção, tudo aquilo que deseja colher. É tempo de construir e mais do que isso, de lutar com força, foco e firmeza pelos seus objetivos. Assuma o comando da sua vida, seja proativo e tome iniciativa sem hesitar. No fim das contas, como já dizia Goethe, “aquilo que você pode fazer, ou sonha que pode, comece. A ousadia tem genialidade, poder e magia.”

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

Moda Correio B+

Entre Costuras e CuLtura: O que o Rio não chama de tendência, mas o mundo já tenta copiar

O que se viu foi uma moda em estado de fluxo, menos preocupada em apontar direções e mais interessada em afirmar presença.

18/04/2026 15h30

Entre Costuras e CuLtura: O que o Rio não chama de tendência, mas o mundo já tenta copiar

Entre Costuras e CuLtura: O que o Rio não chama de tendência, mas o mundo já tenta copiar Foto: Divulgação

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Na Rio Fashion Week 2026, a ideia de tendência parece pequena demais para dar conta do que se apresentou. O que se viu foi uma moda em estado de fluxo, menos preocupada em apontar direções e mais interessada em afirmar presença.

A alfaiataria, por exemplo, apareceu desobediente. No desfile da Osklen, linhos lavados, cortes amplos e uma sofisticação silenciosa apontam para um luxo menos rígido, mais vivido. Já a Handred trabalha volumes fluidos e proporções relaxadas, reforçando que estrutura, hoje, é algo que se negocia, não se impõe.

O artesanal deixa de ser detalhe e ocupa o centro. A Catarina Mina talvez tenha traduzido isso com mais precisão: crochês e tramas manuais que falam de tempo, autoria e território. Em outra direção, a Farm Rio sustenta uma narrativa visual intensa, onde cor e identidade caminham juntas sem esforço, mas talvez a mudança mais relevante esteja no corpo que atravessa a passarela.

O desfile da Blue Man foi direto ao ponto ao apresentar diferentes tipos de corpos, idades, medidas e presenças não como exceção, mas como parte natural da coleção. Aqui, a chamada “inclusão” perde o tom de discurso e ganha contorno de realidade. Chamar isso de tendência parece, no mínimo, atrasado.

A aceitação de múltiplos corpos já não opera como novidade, e sim como ajuste necessário a um mundo que nunca foi homogêneo. No Rio, essa mudança acontece com menos didatismo e mais naturalidade, como algo que simplesmente é.

Ao mesmo tempo, o corpo segue sendo linguagem. A Lenny Niemeyer trabalha recortes precisos que revelam a pele com controle e intenção. Já a Aluf tensiona formas e proporções, expandindo o olhar sobre o que o corpo pode ser dentro da roupa.

Entre Costuras e CuLtura: O que o Rio não chama de tendência, mas o mundo já tenta copiarDesfile Blue Man - Divulgação

Nas cores, não há hesitação. Tons vivos, saturados, quentes, uma paleta que não pede licença e não busca neutralidade.

É nesse ponto que emerge o que se pode chamar de “suco carioca”. Não como estética óbvia, mas como lógica: a recusa em endurecer formas, a valorização do processo e uma intimidade quase estrutural com o improviso.

Fora do Brasil, esse movimento já encontra eco. O artesanal ganha espaço, a alfaiataria se torna mais leve, o corpo menos rígido. Ainda assim, existe uma diferença fundamental: enquanto no exterior essas mudanças aparecem como tendência, no Rio elas operam como condição. Não se trata apenas de vestir uma ideia, mas de habitá-la.

Entre Costuras e CuLtura: O que o Rio não chama de tendência, mas o mundo já tenta copiarAluf - Divulgação

A seguir irei compartilhar com você um checklist rápido e prático pra você que quer arrasar nos looks com “suco carioca”: 

                      Prefira peças leves e amplas

Tecidos naturais e modelagens soltas trazem movimento imediato ao look.

                      Inclua uma peça artesanal

Crochê, renda ou tramas manuais funcionam como ponto de destaque.

                      Escolha entre cor ou pele

Um elemento principal por vez: ou um tom vibrante, ou recortes estratégicos.

Entre Costuras e CuLtura: O que o Rio não chama de tendência, mas o mundo já tenta copiarFashion Rio 2026 - Divulgação

 

Entre Costuras e CuLtura: O que o Rio não chama de tendência, mas o mundo já tenta copiarGabriela Rosa - Consultora de Moda e estilo - Divulgação

 

Cinema Correio B+

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína

Rio de Sangue marca a entrada da atriz no thriller de ação com uma personagem que não busca agradar

18/04/2026 14h00

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína Foto: Divulgação

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Ao longo de mais de duas décadas de carreira, Giovanna Antonelli construiu uma trajetória rara no audiovisual brasileiro. Entre novelas de grande alcance, como O Clone, e séries que atravessam diferentes registros, sua presença sempre esteve associada a personagens de forte identificação popular: mulheres que, de alguma forma, organizam a narrativa ao seu redor.

No cinema, essa relação também se consolidou em produções voltadas ao grande público, como S.O.S. Mulheres ao Mar, que reforçaram sua conexão com histórias mais leves e acessíveis. É justamente por isso que Rio de Sangue marca um deslocamento interessante dentro de sua carreira. Ao assumir uma protagonista em um thriller físico, marcado por tensão constante e exigência corporal, Antonelli entra em um território que, embora próximo em intensidade emocional, raramente havia sido explorado por ela dessa forma.

Mas o que chama mais atenção não é apenas a mudança de registro. Em vez de se apoiar na ideia de força que costuma acompanhar personagens femininas em narrativas de ação, Rio de Sangue apresenta uma mulher que não nos conquista desde o início. Patrícia não é construída para agradar o espectador. Ela entra na história em queda, tentando reorganizar a própria identidade ao mesmo tempo em que precisa reagir a uma situação limite.

É a partir desse ponto que o filme se estrutura e é também desse lugar que Giovanna Antonelli fala com o CORREIO B+ sobre a personagem: não como uma heroína, mas como alguém em sobrevivência. O que a atrai não é a força da personagem, mas justamente o contrário: o fato de que ela não tenta agradar, não busca empatia imediata e se apresenta, desde o início, como alguém em sobrevivência.
Uma Giovanna bem diferente das que estamos acostumados a ver.

CORREIO DO ESTADO: Como esse projeto chegou até você e o que te fez escolher esse papel?

Giovanna Antonelli: Eu recebi o roteiro do Gustavo Bonafé, nunca tinha trabalhado com ele antes. A gente conversou e ele me disse: “Giovanna, eu tenho um personagem, você pode ler?”. Eu li e me apaixonei, porque adoro thrillers de ação. Quando vi, pensei: “Como vão filmar isso em cinco semanas?”. É um filme muito rico em ação.

E ele ainda falou que queria que me vissem de um jeito que nunca tinham visto na minha carreira. Aquilo me provocou. Foi a oportunidade de sair de uma caixinha, de fazer minha estreia no gênero com duas mulheres protagonizando esse tipo de história, com esse pano de fundo de amor entre mãe e filha.

CORREIO DO ESTADO: A Patrícia não é apresentada como uma heroína tradicional. Como você construiu essa personagem?

Giovanna Antonelli: O que mais me atraiu nela é que ela é apresentada com erro. É uma anti-heroína. Ela não faz esforço para agradar o público. E isso é raro, porque muitos personagens são construídos para conquistar o espectador. Aqui não. Ela está em sobrevivência.

É uma mulher que ruiu e precisa se reinventar. A relação com a filha também não é rasa — são duas pessoas muito diferentes, que não tentam se agradar. Precisaram de um evento extremo para se reconectarem. Eu gosto dessa imperfeição, porque torna tudo mais humano e mais identificável.

Giovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroínaGiovanna Antonelli e a construção de uma anti-heroína - Divulgação

CORREIO DO ESTADO: Existe uma tensão entre força e vulnerabilidade o tempo todo. Como você trabalhou esse equilíbrio?

Giovanna Antonelli: A sobrevivência está na frente. É uma mulher que, quando tudo desmorona, precisa se reconstruir. Então não tem muito espaço para pensar em como ela é vista. Ela está reagindo ao que está acontecendo, tentando se reorganizar emocionalmente enquanto tudo acontece ao mesmo tempo.

CORREIO DO ESTADO: A relação entre mãe e filha é o eixo emocional do filme. O que te interessou nessa dinâmica?

Giovanna Antonelli: Essa história não fica no raso. São duas pessoas completamente diferentes, com discursos diferentes, que não tentam se agradar. Existe uma distância ali, um espaço de ar entre elas. E elas precisaram de um evento extremo para se reconectarem. Talvez, de outra forma, isso não acontecesse.

CORREIO DO ESTADO: As cenas de ação impressionam. Como foi trabalhar tecnicamente esse lado do filme?

Giovanna Antonelli: É importante dizer que as armas eram descarregadas. Tudo foi inserido na pós-produção. Então você precisa interpretar sem o som real, reagindo a comandos. Exige muita concentração e coordenação. Se você se distrai, perde o tempo da cena. É difícil, mas é uma delícia. A gente se diverte muito.

CORREIO DO ESTADO: Sair do ambiente urbano e filmar na Amazônia muda a percepção do trabalho?

Giovanna Antonelli: Nada disso seria possível sem a paixão pelo que fazemos. Estar ali é um privilégio. O que poderia ser visto como dificuldade, para a gente era um presente. Fazer cinema também é uma ferramenta social. E quando você está apaixonado pelo que faz, tudo ganha outro sentido.

CORREIO DO ESTADO: E o contato com outras culturas durante as filmagens?

Giovanna Antonelli: Eu sempre tive paixão por conhecer culturas. Desde O Clone, isso me atravessa. Estar ali foi uma conexão espiritual. Eu tenho uma relação forte com a natureza — planto árvores há mais de 20 anos, tenho meliponário.

Esse filme entrou e saiu da minha vida várias vezes, e em determinado momento eu entendi que era porque eu precisava estar ali. Eu acredito muito nisso: estar onde preciso estar.

CORREIO DO ESTADO: O que você leva dessa experiência?

Giovanna Antonelli: Conexão — com o todo e com as pessoas.

CORREIO DO ESTADO: E uma continuação?

Giovanna Antonelli: Claro. Para onde? Quando?

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