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Agenda Cultural: Festival na UFMS, show do Djavan, exposição de Van Gogh, cinema, teatro e mais

Festival da Juventude, na UFMS, domina a programação, mas há muito o que ver e curtir em outros pontos da cidade; Djavan, Flor de Pequi e Van Gogh estão na lista, além de filme sobre famosa rádio-rock carioca

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Movimentando o campus campo-grandense da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) desde a noite de ontem, o Festival da Juventude (FestJuv) prossegue até domingo com muita música, artes cênicas, 
literatura, oficinas e palestras, tudo gratuitamente e em vários horários.

O melhor mesmo é passar o olho na programação – disponível no site festjuv.com.br – 
e decidir entre as opções de maior interesse pessoal. Escolhas difíceis. Dê uma conferida em alguns destaques, a seguir.

Diariamente, das 10h às 21h, a Vila das Letras, montada no estacionamento do Teatro Glauce Rocha, reúne coletivos, livrarias e outras entidades com exposição, venda, troca e doação de livros. Estão por lá União Brasileira de Escritores (UBE), Livraria Hámor, Mulherio das Letras, Tarja Preta, Feira Capivara, Freguesia do Livro, Realidade Aumentada, Feira Cultural Geek, Rafiusk Livraria Sebo Itinerante, Memória Fonográfica de MS e Casa-Quintal Manoel de Barros.

Hoje, às 9h30min, no Auditório Marçal de Souza Tupã-Y, uma mesa redonda reúne membros da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL) e da Academia Estudantil de Letras Raquel Naveira (AEL).

A primeira tem 51 anos de atuação, enquanto a segunda surgiu há seis anos, a partir de um projeto literário desenvolvido na Escola Estadual Prof. Emygdio Campos Widal. O próprio nome da mesa já explica o propósito do encontro: “Conexão Gerações”.

“Os desafios da adolescência em um mundo de muitas escolhas” é o tema da palestra agendada para as 10h, no Complexo Multiuso Decir Pedro de Oliveira, com a psicóloga Aline Henriques Reis, que coordena o curso de Psicologia da UFMS.

No mesmo horário, no estacionamento do Teatro Glauce Rocha, integrantes do Centro Educacional Ubuntu Capoeira, estabelecido nas Moreninhas e na Cohab, fazem uma apresentação dessa expressão cultural afro-brasileira. Na sequência, no mesmo local, o público poderá conferir as seguintes atrações, todas sul-mato-grossenses: às 10h30min, Banda Ecoar (vocal e instrumental), em que – sob a direção de Keyla Brito – os alunos do Sesc Lageado apresentam canções que interagem com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU); às 11h20min, Slam Plural, coletivo de mulheres e pessoas LGBTQIAP+ dedicado à poesia urbana; às 13h, performance de BlueCats – Cheerleaders (UFMS); e às 14h, sexteto Slam Camélias.

OFICINAS

Entre as oficinas, alguns dos destaques são a de “Interpretação para Cinema e TV”, com o ator Johnny Massaro (RJ), o qual, aliás, protagoniza “Aumenta que É Rock’n’Roll”, uma das estreias da semana nos cinemas. Ainda, “Criação e Desenvolvimento de Aplicativos para Celular”, com Júlia Alves Corazza, Giovanna Rodrigues Mendes e Giovanna Nantes Coelho, e “CanteMus! – Técnica Vocal para Jovens”, com a solista Ana Lúcia Gaborim. Todas as oficinas ocorrem no Complexo Multiuso Decir Pedro de Oliveira. Consulte horários, mas as inscrições já se encerraram.

Com Johnny Massaro no elenco, o filme conta a história da rádio-rock Fluminense FM, popularmente conhecida como a MalditaCom Johnny Massaro no elenco, o filme conta a história da rádio-rock Fluminense FM, popularmente conhecida como a Maldita

SHOWS

Prepare agora o fôlego para a bateria de shows. Hoje terá Lua e os Cometas (17h), Gabriel Chiad (18h20min), Matu Miranda (21h) e, vindo de São Paulo, “Ana Cañas canta Belchior” (22h20min). Já manhã terá Orquestra Jovem do Sesc-MS (10h), Falange da Rima (20h), Marina Peralta em “Rewind” (21h20min) e DJ Magão (22h30min). E o rap toma conta de vez neste domingo, com MC Anarandá (19h30min) e o grupo Brô MC’s (20h30min). Ambos têm origem na etnia guarani-kaiowá. Quase todas as apresentações citadas serão em frente ao Morenão.

DJAVAN

Aos 75 anos, Djavan, um dos expoentes da MPB, apresenta o repertório de “D” (2023), seu mais recente álbum de estúdio, o qual, inclusive, já virou disco ao vivo, que chegou às plataformas no dia 11. O show é amanhã, no Bosque Expo, a partir das 22h30min.

Trocando em miúdos, trata-se de um panorama das quase cinco décadas de carreira do artista alagoano, o qual, além de já ter encantado multidões pelo Brasil, também deixou de boca aberta medalhões da música norte-americana, a exemplo de Stevie Wonder e do jazzman Wayne Shorter.

Ingressos a partir de R$ 175 (meia para o terceiro lote), disponíveis no estande do Comper Jardim dos Estados ou pela internet (pedrosilvapromocoes.com.br). Mais informações pelo WhatsApp (67) 9 9296-6565.

 

Um dos expoentes da MPB, o artista de Alagoas traz à capital tour do álbum “D”; amanhã, a partir das 22h30min, no Bosque Expo

FLOR DE PEQUI

Sim, já é tempo de forró. A banda Flor de Pequi, que se apresenta durante o ano inteiro em Campo Grande, programou dois shows no Teatro do Mundo (Rua Barão de Melgaço, nº 177, Centro), ambos com abertura do DJ Todi.

O primeiro é neste domingo e o segundo, no início de maio (5/5), com início sempre a partir das 18h30min. Ingressos saem a R$ 20.

 

A banda de forró faz seu arrasta-pé neste domingo,  no Teatro do Mundo, a partir das 18h30min; ingressos a R$ 20A banda de forró faz seu arrasta-pé neste domingo, no Teatro do Mundo, a partir das 18h30min; ingressos a R$ 20

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Cinema Correio B+ - Especial

Curtindo A Vida Adoidado completa 40 anos

Quatro décadas depois, o filme de John Hughes parece menos fantasia adolescente e mais retrato de uma geração cansada da lógica da produtividade

12/06/2026 10h00

Curtindo A Vida Adoidado completa 40 anos

Curtindo A Vida Adoidado completa 40 anos Foto: Divulgação

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O adolescente mais famoso dos anos 1980 está completando 40 anos. Lançado em 11 junho de 1986, Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off) continua sendo uma das comédias mais divertidas daquela década e um dos filmes mais queridos da Geração X. Mas o tempo acrescentou uma ironia curiosa ao clássico de John Hughes: Ferris Bueller hoje seria um homem de quase 60 anos.

Aquele jovem que enganava pais, professores e o diretor da escola para viver um dia perfeito em Chicago teria a idade dos adultos que passava o filme inteiro driblando. E imaginar o que aconteceu com ele talvez seja tão fascinante quanto rever o filme.

Para entender por que os filmes de John Hughes moldaram toda uma geração, era preciso viver a adolescência nos anos 1980, quando suas histórias transformavam conflitos cotidianos em mitologia pop. Muitos daqueles títulos envelheceram presos ao espírito da época. Mas um deles resistiu com uma vitalidade quase desconcertante justamente por parecer o menos ambicioso de todos.

Quatro décadas depois de sua estreia, Curtindo a Vida Adoidado continua sendo não apenas um clássico teen, mas um retrato surpreendentemente atual da ansiedade, da amizade e do desejo universal de interromper o tempo por um dia perfeito.

Se em 1986 o filme parecia uma fantasia juvenil impossível, em 2026 ele soa menos como escapismo e mais como diagnóstico. A sensação de exaustão diante de instituições rígidas, a recusa em transformar produtividade em virtude absoluta e a busca por experiências significativas em vez de conquistas acumulativas se tornaram praticamente uma linguagem geracional. A Geração Z não precisava aprender com Ferris Bueller a matar aula. Ela já nasceu cansada da lógica que a escola representa.

Talvez por isso o filme tenha mudado de significado sem mudar uma única cena.

O sucesso duradouro de Ferris Bueller’s Day Off explica por que o filme ainda é exibido, analisado e citado quarenta anos depois. Ferris Bueller, aos 40 anos, continua relevante porque fala sobre liberdade, privilégio, ansiedade e amizade com uma leveza que esconde uma melancolia profunda. Não é apenas uma comédia adolescente. É um retrato emocional de quem percebe cedo demais que a vida adulta não será gentil.

Bastidores: um filme escrito na velocidade de um impulso

John Hughes escreveu o roteiro em poucos dias, durante um período em que parecia captar a adolescência americana com uma precisão quase sobrenatural. O filme foi concebido como uma carta de amor a Chicago, e isso é visível na forma como a cidade não funciona como cenário, mas como cúmplice. O museu, o estádio, o arranha-céu, o desfile improvisado. Tudo parece conspirar a favor daquele dia.

A famosa Ferrari não era uma Ferrari real. Eram réplicas baseadas no modelo 250 GT California, utilizadas para preservar carros autênticos e permitir a destruição controlada da versão que despenca pela garagem. A cena do museu não estava totalmente coreografada no roteiro.

Hughes permitiu que os atores explorassem o espaço, o que explica a atmosfera quase contemplativa que contrasta com a energia caótica do resto do filme.

Matthew Broderick construiu Ferris como um narrador cúmplice, alguém que não apenas quebra a quarta parede, mas a transforma em ponte emocional. Essa escolha ajudou a redefinir o tom da comédia mainstream, antecipando uma intimidade com o público que hoje vemos como natural.

Curiosamente, nem o próprio elenco imaginava que estava criando um clássico. Em 2026, Matthew Broderick e Alan Ruck revelaram que ficaram horrorizados ao assistir a uma primeira montagem do filme. Segundo Broderick, tratava-se de uma versão muito mais longa e excessivamente séria.

“Era horrível”, brincou o ator. Felizmente, John Hughes encontraria o equilíbrio perfeito entre humor e melancolia que transformaria Curtindo a Vida Adoidado em um dos filmes mais amados dos anos 1980.

Curtindo A Vida Adoidado completa 40 anos Curtindo A Vida Adoidado completa 40 anos - Divulgação

Bilheteria e impacto imediato

Com orçamento modesto, o filme arrecadou dezenas de milhões de dólares e se tornou um dos maiores sucessos juvenis da década. Mais importante do que a bilheteria foi a circulação contínua em VHS, televisão e depois streaming, que permitiu que cada nova geração o descobrisse como se fosse contemporâneo.

Ferris Bueller tornou-se um símbolo cultural, um arquétipo do adolescente invencível e sedutoramente irresponsável. A frase sobre a vida passar rápido virou slogan existencial. A sequência do desfile se transformou em uma das cenas mais reconhecíveis da história do cinema popular.

Cameron, o verdadeiro protagonista emocional

Com o passar dos anos, a leitura crítica mudou. Muitos espectadores passaram a enxergar o filme como a história de Cameron Frye, não de Ferris. O colapso emocional diante da pintura pontilhista, a relação opressiva com o pai invisível, o ataque de pânico disfarçado de hipocondria. Cameron representa a ansiedade antes mesmo de ela se tornar uma palavra cotidiana.

Essa mudança de perspectiva acompanha a transformação cultural. A figura do amigo brilhante e despreocupado deixou de ser aspiracional. A do jovem paralisado pelo medo passou a parecer dolorosamente familiar.

Essa interpretação ganhou ainda mais força nas comemorações dos 40 anos do filme. Em entrevistas recentes, Broderick e Ruck disseram que nunca deixaram de enxergar uma camada dramática por trás da comédia. Ruck observou que John Hughes tratava adolescentes como pessoas reais, com medos e desejos legítimos, e não como caricaturas. Broderick acrescentou que, como em toda boa comédia, havia uma base séria evidente e que Cameron já era um personagem deprimido desde o início da história.

Onde estão os atores hoje

Matthew Broderick construiu uma carreira sólida no teatro, no cinema e na televisão, incluindo sucessos da Broadway e papéis dramáticos importantes. Ele nunca repudiou Ferris Bueller, mas também nunca quis ser definido por ele.

Ao longo das décadas, afirmou repetidas vezes que não gosta de ser chamado de Ferris nas ruas, talvez porque o personagem represente uma juventude congelada no tempo enquanto o ator seguiu adiante. Hoje é reconhecido tanto por seu trabalho teatral quanto por sua vida pessoal ao lado de Sarah Jessica Parker.

Alan Ruck teve uma trajetória mais discreta no cinema, mas voltou ao centro das atenções com Succession, interpretando Connor Roy. Foi uma espécie de retorno simbólico, já que Connor também é um personagem deslocado, emocionalmente vulnerável e levemente fora de sintonia com o mundo ao redor. A ligação com Cameron é inevitável.

Mia Sara se afastou de Hollywood nos anos 1990 para priorizar a vida pessoal e a família, retornando ocasionalmente a projetos selecionados. Sua Sloane permanece como um dos retratos mais elegantes e silenciosamente seguros da namorada idealizada do cinema adolescente.

Jeffrey Jones, o diretor Rooney, teve sua carreira profundamente prejudicada por problemas legais posteriores. A figura que já era caricatural no filme passou a carregar um peso desconfortável fora da tela.

Jennifer Grey, a irmã ressentida Jeanie, tornou-se um ícone romântico pouco depois com Dirty Dancing. Anos depois falou abertamente sobre a cirurgia que alterou seu rosto e afetou sua carreira, um caso frequentemente citado em discussões sobre identidade visual e celebridade.

Charlie Sheen, então no início da carreira, fez uma participação breve, mas memorável, como o jovem delinquente na delegacia. A cena, construída em grande parte a partir de improvisos e tensão silenciosa, se tornou uma das mais inesperadamente icônicas do filme. Décadas depois, sua trajetória pública turbulenta acrescentaria uma camada involuntária de ironia àquele encontro.

Curtindo A Vida Adoidado completa 40 anos Curtindo A Vida Adoidado completa 40 anos - Divulgação

A amizade entre Broderick e Alan Ruck

A química entre Ferris e Cameron não foi fabricada apenas pelo roteiro. Broderick e Ruck desenvolveram uma amizade real antes das filmagens, uma conexão que veio dos palcos e marcada por improvisos e cumplicidade. Essa relação é perceptível na dinâmica entre os personagens, que oscila entre admiração, dependência e leve rivalidade.

Quarenta anos depois, a amizade permanece. Os dois atores voltaram a trabalhar juntos recentemente em The Best Is Yet to Come. O filme funciona porque Ferris parece acreditar genuinamente que está salvando o amigo, enquanto Cameron lentamente percebe que precisa salvar a si mesmo.

A escolha de Sloane

Mia Sara foi selecionada por transmitir maturidade emocional sem perder a aura juvenil. Sloane não é apenas um interesse romântico. Ela funciona como âncora. Há uma serenidade na personagem que contrasta com a energia performática de Ferris.

Chicago ainda vive um dia de folga

Poucos filmes dos anos 1980 se confundem tanto com uma cidade quanto Curtindo a Vida Adoidado com Chicago. Quarenta anos depois, a relação continua tão forte que fãs podem reviver o roteiro de Ferris em um passeio guiado pelos principais cenários do longa.

Conduzido pelo historiador Dan Goldrosen, o tour percorre as escadarias do Instituto de Arte, a Daley Plaza, palco da sequência de “Twist and Shout”, e até a garagem onde a Ferrari do pai de Cameron encontrou seu destino. Para Goldrosen, o sucesso do filme está diretamente ligado à maneira como John Hughes transformou Chicago em personagem. Não por acaso, muitos continuam descrevendo a obra como uma verdadeira carta de amor à cidade.

Frases e cenas que se tornaram parte da cultura

O desfile ao som de “Twist and Shout”, o falso Abe Froman no restaurante sofisticado, o jogo de beisebol, a corrida frenética de volta para casa. São sequências que ultrapassaram o filme e se tornaram referências visuais autônomas.

A frase sobre a vida passar rápido continua sendo citada em discursos, livros de autoajuda e posts motivacionais, muitas vezes sem menção ao filme. É um caso raro de diálogo que se transformou em provérbio cultural.

Uma das dançarinas da famosa sequência do desfile, Annette Thurman, revelou em 2026 que encarou as filmagens como apenas mais um trabalho. Aos 23 anos, não fazia ideia de que participava de um clássico.

Hoje, diz sentir orgulho por ser “uma pequena parte” de algo que considera atemporal. Ela também recorda que Matthew Broderick era surpreendentemente tímido nos bastidores, uma característica curiosamente mais próxima de Cameron do que de Ferris.

O que hoje soa problemático ou desconfortável

Ferris Bueller mente compulsivamente, invade sistemas escolares, manipula adultos e nunca enfrenta consequências reais. Em um contexto contemporâneo, isso pode ser interpretado como privilégio masculino branco operando sem obstáculos.

Ainda assim, o filme não foi cancelado nem rejeitado. Ele é reinterpretado. Ferris deixou de ser herói absoluto para se tornar figura ambígua.

Curtindo A Vida Adoidado completa 40 anos                                 Curtindo A Vida Adoidado completa 40 anos - Divulgação

A série esquecida e o musical

Em 1990, a NBC lançou uma sitcom baseada no conceito do filme. Sem o elenco original e sem o tom de Hughes, a série fracassou rapidamente e hoje é uma curiosidade histórica. Ainda mais porque uma jovem Jennifer Aniston apostava nela como possível trampolim para o estrelato.

A subversão que hoje é normal

Talvez o aspecto mais fascinante seja perceber que o gesto central do filme perdeu seu caráter transgressor. Matar aula para proteger a própria saúde mental, priorizar experiências sobre desempenho acadêmico, questionar a autoridade institucional. Tudo isso se tornou parte do discurso contemporâneo sobre bem-estar.

A Geração Z não vê Ferris como rebelde extraordinário. Vê como alguém que simplesmente fez o que era necessário. A subversão virou autopreservação. O hedonismo virou terapia improvisada. O dia perfeito deixou de ser fantasia e passou a ser estratégia de sobrevivência.

Por que Ferris Bueller ainda importa aos 40 anos

Ferris Bueller continua sendo um clássico porque captura algo universal e atemporal: o desejo de interromper o fluxo automático da vida e experimentar o presente com intensidade. O medo de crescer. A sensação de que o mundo adulto é um sistema fechado no qual ninguém realmente quer entrar.

Hoje, Ferris teria a idade dos adultos que passou o filme inteiro enganando. Talvez até se perguntasse, como todos nós, para onde foi o tempo.

Mas a verdadeira fantasia proposta por John Hughes já não é faltar à escola. É imaginar que ainda somos capazes de viver um dia como aquele sem culpa, sem produtividade e sem a sensação de que cada minuto precisa ser útil.

Em apenas 24 horas, Ferris nos ofereceu um repertório emocional capaz de acompanhar uma vida inteira. E, quatro décadas depois, ainda continuamos tentando alcançar aquele dia perfeito em Chicago.

“A vida passa muito rápido. Se você não parar para olhar em volta de vez em quando, pode perdê-la.”

Ferris Bueller.

12 de junho

Dia dos Namorados: sem dinheiro? Veja dicas de presentes personalizados e baratos

Saia "do mesmo" e prepare o presente do Dia dos Namorados você mesmo de maneira econômica

12/06/2026 09h30

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Dia dos Namorados é celebrado anualmente em 12 de junho no Brasil. Neste ano, cai nesta sexta-feira (12), véspera de feriado municipal de Santo Antônio, padroeiro de Campo Grande.

O Correio do Estado preparou dicas econômicas, criativas e românticas para presentear o seu(sua) parceiro(a). Aliás, gestos apaixonados e carinhosos não têm preço. Confira:

1. Cartinha manuscrita

Não tem preço que pague palavras sinceras e apaixonadas escritas em um papel. Sentimentos manuscritos valem mais do que qualquer presente comprado.

Veja asso a passo para fazer uma carta manuscrita:

  • escolha canetas de cores variadas
  • separe um papel sulfite do tamanho de sua preferência
  • expresse seus sentimentos por meio de palavras. Escreva o que a pessoa representa para você, a importância dela em sua vida, as qualidades dela e o principal: que você a ama
  • coloque a carta dentro de um envelope e feche com adesivo de coração

2. Caixa com tudo o que seu parceiro mais gosta dentro

Já pensou juntar tudo o que seu(sua) parceiro(a) mais ama dentro de uma caixinha? Você mesmo pode montar.

Confira o passo a passo para montar a “caixinha do amor”:

  1. compre uma caixa de madeira MDF do tamanho de sua preferência
  2. encha a caixa com itens ou guloseimas que seu(sua) amado(a) mais gosta: chocolate, bombom, pirulitos, botões de flor, fotografias, cartinhas, cosméticos, livros, acessórios, urso, garrafa de vinho
  3. decore a caixa com corações, fitas, adesivos e flores

3. Álbum de fotos com recordações do casal

Que tal revelar uma foto de cada mês para recordar os momentos de relacionamento? 

O presente pode proporcionar momentos de emoção, recordações e resgate de experiências, na data comemorativa.

Veja o passo a passo para montar o “álbum das lembranças”:

  1. revele uma foto de cada mês de seu relacionamento, do primeiro ao último/atual mês
  2. coloque uma legenda atrás de cada fotografia
  3. coloque as fotos em um álbum caracterizado

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