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Amanda Lee: Capa exclusiva do Correio B+, a atriz volta para a TV na novela "Todas as Flores".

"Sou apaixonada por televisão, pelo meu ofício e estava com muita saudade do set de gravação".

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Amanda Lee voltou para a TV e já está no ar na novela "Todas as Flores", na Globoplay desde o início do mês de abril. A atriz interpreta uma delegada na história e sucesso de João Emanuel Carneiro. 

Amanda tem mais de 20 anos de carreira e uma dezena de personagens de destaque na televisão e teve um grande destaque quando participou da séria global  A Casa das Sete Mulheres (2003) dirigida por Jayme Monjardim, e de lá pra cá emendou diversos trabalhos. 

Casada com o ex-jogador de vôlei Nalbert e mãe de dois filhos, Rafaela e Vitor, a atriz optou por dar uma pausa na TV para se dedicar exclusivamente a maternidade, mas manteve trabalhos no teatro. 

Além do papel em "Todas as Flores", a atriz também entrou para o elenco de Impuros, série de sucesso da Starplus, no qual interpreta uma policial na quinta temporada da obra.

Capa do Correio B+ desta semana, Amanda falou sobre seu novo trabalho e personagem em sua volta para a televisão, maternidade, novos projetos e sua carreira, com exclusividade ao nosso Caderno.
 

A atriz Amanda Lee é Capa do Correio B+ desta semana - Foto: Sérgio Baia - Diagramação: Denis Felipe/Denise Neves

CE - O que lhe motivou a voltar para a TV?
AL -
 Essa é a minha profissão. Eu decidi dar uma pausa por causa da maternidade. Tive meus dois filhos e queria ficar com eles. Sei o tamanho desse privilégio. Em 2018, fiz minha última peça e a ideia era voltar para a TV em 2019. Eu comecei a me movimentar para isso, mas veio a pandemia. Sou apaixonada por televisão, pelo o meu ofício e estava com muita saudade do set de gravação. 

CE - Como foi a sensação de voltar a pisar em um set de filmagens após esses 11 anos?
AL - 
Eu trabalhei sem parar de 1997 até 2012 na TV. Fiz muitos trabalhos, emendei projetos… Quando eu me tornei mãe, eu queria viver aquela fase com eles. Eu sabia que estava sentindo falta do set, mas não tinha dimensão do quanto. Foi bem emocionante estar no estúdio, de volta à TV Globo. Meu primeiro dia gravando foi de choradeira nos bastidores porque eu ia encontrando pessoas da minha vida, da minha história. Foi bem emocionante. 

CE - Quais personagens mais te marcaram ao longo da sua carreira?
AL - 
É tão difícil escolher personagens, porque, quando a gente faz, aquele é o mais importante. Mas eu vou destacar um trabalho: A Casa das Sete Mulheres, foi uma série que me deu visibilidade, que as pessoas passaram a notar o meu trabalho. Tenho um carinho especial por isso. 

CE - Em "Todas As Flores", como foi a preparação para viver a Delegada Teixeira? Houve alguma dificuldade?
AL - 
Foi tudo muito rápido. Todas as Flores foi uma surpresa muito boa na minha vida. Recebi a ligação e em poucos dias estava gravando. São alguns capítulos, mas eu sou telespectadora da trama e já adorava. Não tive tempo de fazer uma preparação específica para a delegada Teixeira, mas eu fiz uma preparação intensa para viver uma policial na quinta temporada de Impuros, da Starplus. Uma coincidência e tanto. Elas são diferentes, mas são profissionais da lei e tive esse treinamento anteriormente. 

Amanda Lee - Foto: Sérgio Baia

CE - E em “Impuros”, pode nos contar um pouco sobre a personagem?
AL -
 É uma policial. A quinta temporada está sensacional, tem muitas reviravoltas e a minha personagem faz parte dessas novidades. Ela é bem durona, muito profissional, estou ansiosa para o público assistir. 

CE - Amanda, você que já cursou jornalismo, pretende fazer algo relacionado à profissão também?
AL - 
Eu cursei, mas não finalizei. Na pandemia, eu fiz uma série de entrevistas para as redes sociais e eu amei essa experiência como comunicadora. É algo que me atrai bastante. Tenho um projeto sobre esporte, um documentário (em desenvolvimento) que exploro mais esse lado da apresentação e da comunicação.

A atriz com o marido Nalbert - Divulgação

CE - Se pudesse escolher uma outra profissão para atuar também, qual seria e por que?
AL -
 Olha, depois de fazer uma policial e uma delegada, eu quase me perguntei se tinha alguma mensagem do astral (risos). Mas eu não me vejo fazendo outra coisa que não seja arte. É isso que faz o meu coração bater forte, acelerar! É a profissão que eu escolhi. 

CE - Retomando a carreira de atriz, quais projetos gostaria de fazer daqui pra frente?
AL -
 Eu sinto que estou mais preparada do que antes. Muita vontade de fazer personagens mais complexos, com camadas, muita vontade de fazer uma nova novela, mais cinema. Já fiz a minha pausa, agora eu não quero mais parar. 

CE - Em relação ao documentário que está preparando, poderia nos contar um pouco de como será?
AL - 
É um documentário que tem como tema o esporte. Mas é uma abordagem diferente, com uma outra visão e os impactos dele na nossa vida. Mas não posso contar muito ainda! 
 

                           Amanda Lee - Divulgação

CE - Como triatleta, o que o esporte mudou na sua vida?
AL - 
Eu sempre pratiquei esportes. O Esporte sempre esteve na minha vida, mas ele se tornou algo vital mesmo. Eu preciso me movimentar, me exercitar, acredito que muito do meu equilíbrio, amadurecimento e disciplina estão ligados ao esporte. Eu acordo antes das 4 para pedalar. Depois eu faço natação e, muitas vezes, uma corridinha. É algo do meu dia a dia. 

CE - Quais os maiores ensinamentos que a maternidade lhe proporcionaram?
AL - 
Você deixa de se colocar em primeiro lugar, é um grande exercício com o seu ego. Percebi que tinha duas pessoas que dependiam de mim, e descobri um amor desmedido. É algo além do que qualquer palavra pode explicar. É um amor muito poderoso e você percebe que sua vida orbita em volta deles. Eu aprendo diariamente com a maternidade. 

CE - Há outros projetos em vista? Pode adiantar algo para a gente?
AL - 
Tenho algumas coisas em vista, mas nada ainda 100% fechado. Tenho o documentário que é algo que estou trabalhando paralelamente, mas desde que eu decidi retomar o trabalho, percebi que cada dia é uma surpresa. Todas as Flores surgiu quando eu nem imaginava, por é exemplo. Estou também me deixando ser surpreendida.

                        Amanda com os filhos Rafaela, Vitor e o marido o ex-jogador de vôlei da seleção Nalbert - Divulgação

Moda Correio B+

Entre Costuras & CuLtura: 40+ a idade em que o estilo fica ainda mais interessante

O corpo muda, a rotina muda, as prioridades também. Então, por que o guarda-roupa não mudaria?

06/09/2026 13h00

Entre Costuras & CuLtura: 40+ a idade em que o estilo fica ainda mais interessante

Entre Costuras & CuLtura: 40+ a idade em que o estilo fica ainda mais interessante Foto: Divulgação

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Tenho pensado muito sobre a forma como nós, mulheres, nos relacionamos com a moda depois dos 40. Talvez porque eu também esteja vivendo essa fase e perceba, na prática, que algumas coisas mudam. O corpo muda, a rotina muda, as prioridades também. Então, por que o guarda-roupa não mudaria?

Depois de tantos anos trabalhando com moda, entendi que estilo tem muito menos a ver com seguir regras e muito mais com reconhecer quem somos em cada fase da vida.

Quanto mais conseguimos alinhar nossa imagem à nossa realidade, aos nossos objetivos e, principalmente, à nossa identidade, mais confortáveis e felizes tendemos a nos sentir com a própria aparência.

Pode ser que você já tenha ouvido que determinadas roupas deveriam ser abandonadas depois de certa idade. Eu nunca gostei muito dessa lógica. Para mim, a pergunta não deveria ser “tenho idade para usar isso?”, mas “isso ainda representa quem eu sou?”.

Aos 40, podemos olhar para uma tendência e decidir se ela faz sentido para nós, sem a obrigação de parecer mais jovem e sem a necessidade de parecer mais séria. A questão é entender se aquela escolha conversa com a mulher que somos hoje.

Entre Costuras & CuLtura: 40+ a idade em que o estilo fica ainda mais interessanteEntre Costuras & CuLtura: 40+ a idade em que o estilo fica ainda mais interessante - Divulgação

Provavelmente é por isso que o estilo fica ainda mais interessante nessa fase. Estamos mais conscientes de quem somos, mais seguras das nossas escolhas e, muitas vezes, também mais independentes financeiramente. Isso nos permite trocar quantidade por qualidade, prestar mais atenção ao caimento, aos tecidos, às proporções e investir em peças que realmente funcionam para a vida que levamos.

No fim, amadurecer o estilo é também ganhar liberdade. Não tente se vestir para parecer mais jovem, mas também não escolha uma roupa apenas porque ela parece “adequada para a sua idade”. Vista aquilo que representa a mulher que você é hoje. Para mim, essa é uma das formas mais bonitas de elegância.

5 dicas para colocar em prática

1. Edite seu guarda-roupa: mantenha principalmente aquilo que representa seu corpo, sua rotina e sua vida hoje.

2. Esqueça o número da etiqueta: caimento e proporção importam muito mais do que o tamanho escrito na peça.

3. Faça o teste da tendência: antes de comprar, pergunte: “Eu usaria isso se não estivesse na moda?”. A resposta pode evitar muitas compras por impulso.

4. Use os acessórios a seu favor: um sapato, uma bolsa, uma joia ou um cinto podem atualizar uma produção sem a necessidade de renovar o armário inteiro.

5. Fotografe os looks que funcionam: crie uma pasta no celular com as combinações em que você se sente bem. Com o tempo, ela se transforma em um arquivo pessoal de estilo, feito por você e para você.

Entre Costuras & CuLtura: 40+ a idade em que o estilo fica ainda mais interessanteEntre Costuras & CuLtura: 40+ a idade em que o estilo fica ainda mais interessante - Divulgação

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 07 e 13 de setembro. Momento de equilibrar responsabilidades

Como carta da semana, a Rainha de Ouros nos convida a colocar os pés no chão, equilibrar nossas responsabilidades práticas e cuidar, com a mesma atenção, da vida pessoal e do trabalho.

06/09/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 07 e 13 de setembro. Momento de equilibrar responsabilidades

A energia do Tarô da semana entre 07 e 13 de setembro. Momento de equilibrar responsabilidades Foto: Divulgação

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Rainha de ouros: o poder de cultivar o que importa

Depois de uma semana regida pelo Quatro de Espadas, que nos convidou à pausa, ao recolhimento e à recuperação das forças, o Tarô nos traz uma energia mais voltada para a vida prática.

De 7 a 13 de setembro, a carta regente é a Rainha de Ouros, uma figura que fala de estabilidade, maturidade, cuidado e, principalmente, da capacidade de transformar aquilo que desejamos em algo concreto.

As Rainhas dos Arcanos Menores representam uma energia amadurecida e interiorizada. Enquanto os Pajens estão ligados ao aprendizado e à descoberta, os Cavaleiros representam movimento e ação e os Reis simbolizam domínio e expressão dessa energia no mundo, as Rainhas mostram como aprendemos a acolher, administrar e desenvolver aquilo que cada naipe representa.

A Rainha de Copas conhece a profundidade dos sentimentos; a Rainha de Espadas, o discernimento; a Rainha de Paus, a força do desejo e da criatividade; e a Rainha de Ouros conhece o valor daquilo que é concreto, daquilo que precisa de tempo, presença e cuidado para crescer.

Apenas lembrando que, no Tarô, a Rainha de Ouros representa uma energia, e sua influência se estende a todos, independentemente do gênero. Afinal, todos manifestamos, em diferentes momentos, os arquétipos representados pelos arcanos.

Na imagem tradicional da carta, a Rainha de Ouros aparece sentada em seu trono, segurando uma grande moeda dourada. O símbolo de Ouros está em suas mãos como algo precioso, que merece atenção e proteção. Ao seu redor, a natureza é exuberante, reforçando a ideia de fertilidade e abundância.

É como se a imagem nos lembrasse de que uma semente não se transforma em árvore simplesmente porque desejamos que isso aconteça. É preciso preparar a terra, plantar, regar, esperar e continuar cuidando. Por isso, a Rainha de Ouros fala menos de resultados imediatos e mais de construção.

Essa energia encontra uma correspondência especialmente forte com o signo de Virgem, que domina boa parte do céu desta semana. Virgem é um signo de Terra associado à organização, ao discernimento, à atenção aos detalhes e ao aperfeiçoamento.

É a energia que observa o que existe e pergunta: o que pode funcionar melhor? Mas, em sua expressão mais elevada, Virgem não fala apenas de produtividade ou perfeccionismo. Fala de cuidado. De perceber o que precisa de atenção. De colocar a vida em ordem para que ela possa funcionar de uma maneira mais saudável.

É justamente aí que a Rainha de Ouros e Virgem se encontram. As duas nos lembram que grandes transformações muitas vezes começam com pequenas atitudes.

Uma rotina que precisa ser reorganizada, uma conta que precisa ser colocada em ordem, um projeto que precisa ser retomado, uma conversa que foi adiada, um limite que precisa ser estabelecido. Nem sempre precisamos mudar tudo. Às vezes, precisamos apenas cuidar melhor daquilo que já existe.

E essa mensagem ganha ainda mais força com a Lua Nova em Virgem, na sexta (11/9). Toda Lua Nova marca o início de um novo ciclo, e, em Virgem, esse recomeço ganha uma qualidade prática: é hora de olhar para a vida e perceber o que precisa ser ajustado, simplificado ou aperfeiçoado.

É uma excelente oportunidade para plantar novas intenções, mas a Rainha de Ouros nos lembra que intenção sem cuidado não é suficiente. É preciso criar as condições para que aquilo que desejamos possa realmente crescer.

Talvez essa seja a pergunta mais importante desta Lua Nova: o que eu quero cultivar?

Porque existe uma diferença entre conquistar e cultivar. Conquistas podem acontecer de repente, enquanto aquilo que realmente cria raízes precisa de tempo.

A Rainha de Ouros não tem pressa. Ela sabe que consistência é mais poderosa do que ansiedade e que fazer um pouco todos os dias pode ser mais transformador do que grandes esforços que não conseguimos sustentar.

No amor, essa carta fala de uma afetividade que se demonstra principalmente por atitudes. A Rainha de Ouros não precisa necessariamente de grandes declarações; ela reconhece o amor na presença, na disponibilidade, na atenção e nos pequenos gestos.

É uma energia que busca segurança emocional e estabilidade, mas também nos ensina que cuidar não significa carregar tudo nas costas. É importante perguntar se aquilo que oferecemos também retorna para nós.

Para quem está em um relacionamento, a semana pode favorecer gestos concretos de carinho e conversas sobre planos e segurança. Para quem está solteiro(a), a Rainha de Ouros aconselha observar menos o brilho imediato e mais a consistência.

Quem aparece pode ser interessante, mas quem permanece revela muito mais. A entrada de Vênus em Escorpião, na quinta-feira (10/9), acrescenta intensidade à vida afetiva e pode aprofundar desejos, vínculos e questões de confiança. A combinação pede profundidade, mas sem confundir intimidade com controle.

No trabalho e na carreira, a Rainha de Ouros fala de competência e reconhecimento do próprio valor. É uma carta que favorece projetos que precisam ser estruturados, conhecimentos que podem ser transformados em resultados e experiências que precisam ser valorizadas.

Ela nos lembra que aquilo que sabemos fazer também é patrimônio. Tudo o que aprendemos ao longo do caminho, inclusive com os erros, passa a fazer parte do nosso repertório.

Para quem está buscando uma mudança profissional, talvez a mensagem não seja sair correndo em direção ao primeiro caminho que aparecer, mas construir uma transição com mais consciência.

Para quem já está em uma carreira, pode ser uma semana importante para organizar processos, aperfeiçoar projetos e reconhecer o quanto já foi construído.

No dinheiro, a Rainha de Ouros é uma carta especialmente favorável. Ela fala de administração, prudência e estabilidade. Não necessariamente de dinheiro inesperado, mas da capacidade de cuidar bem dos recursos que temos. É um bom momento para rever gastos, estabelecer prioridades e pensar no futuro.

Mas a carta também propõe uma reflexão mais profunda: qual é a nossa relação com segurança material? Dinheiro pode representar liberdade, proteção e tranquilidade, mas não deve ser confundido com valor pessoal.

A Rainha de Ouros sabe que prosperidade não significa apenas acumular. Prosperidade também é ter tempo, tranquilidade, uma casa onde possamos descansar, relações que nos façam bem e liberdade para fazer escolhas. É tudo aquilo que sustenta uma vida com mais qualidade.

Mas existe uma sombra nessa carta, e ela merece atenção justamente porque a energia virginiana pode potencializar a cobrança. A Rainha de Ouros pode se transformar naquela pessoa que cuida de todo mundo, resolve todos os problemas, administra tudo e, quando percebe, esqueceu de cuidar de si mesma. Também pode acreditar que precisa deixar tudo perfeito antes de se permitir descansar.

E talvez seja justamente esse o lembrete mais importante da semana: cuidar não é controlar e aperfeiçoar não significa exigir perfeição de si mesmo.

Depois da pausa representada pelo Quatro de Espadas na semana passada, a Rainha de Ouros nos convida a voltar à vida, mas de uma maneira diferente. Mais consciente, mais presente e mais seletiva com aquilo que merece nossa energia.

A Lua Nova em Virgem abre espaço para um novo ciclo. E a Rainha de Ouros pergunta o que estamos dispostas a fazer para que esse novo ciclo seja, de fato, diferente.

Talvez seja hora de organizar, simplificar, escolher melhor, estabelecer limites e cuidar do corpo, da casa, do dinheiro, do trabalho e das relações — mas, acima de tudo, de cuidar de nós mesmos. Porque a grande sabedoria da Rainha de Ouros está em compreender que aquilo que recebe nossa atenção cresce.

Por isso, nesta semana, em vez de perguntar apenas “o que eu quero conquistar?”, experimente perguntar: “O que eu quero cultivar?”

É essa escolha que pode determinar onde estaremos daqui a algum tempo. A Rainha de Ouros sabe que não é preciso ter pressa para florescer. É preciso ter raiz.

Em poucas palavras, a Rainha de Ouros pede que você concentre sua energia naquilo que está construindo. Pode ser um novo projeto, um livro que você está escrevendo ou simplesmente o aprofundamento de uma prática cotidiana. Essa silenciosa e majestosa Rainha da Terra contempla sua moeda com absoluta atenção. Naquele momento, nada parece existir além daquele pequeno universo dourado que carrega nas mãos.

E é exatamente assim que você deve tratar essa oportunidade: como uma planta. Dê-lhe luz, água, alimento e tempo. Cuide dela e observe o que acontece.

Na ilustração de Pamela Colman Smith para essa carta, vemos uma paisagem de primavera, com flores, árvores e um coelho. Para mim, ela evoca Perséfone, que retorna ao seu trono depois do inverno, quando o frio finalmente perde sua força e permite que as flores voltem a brotar. É uma imagem poderosa da matéria que, mesmo em sua forma mais simples e essencial, aspira a participar do grande processo de criação.

Como personificação do elemento Terra, a Rainha de Ouros é silenciosa, serena e aparentemente passiva. Mas existe uma enorme potência nessa quietude. Ela possui uma concentração quase zen. Não precisa fazer barulho para transformar a realidade.

Por representar o mais concreto dos elementos, gosto de ler essa carta também como um chamado para lembrar de onde você veio.

Não necessariamente das dores e dos períodos difíceis da sua história, mas de todos os momentos de crescimento, afeto e descoberta. Das pessoas que fizeram parte deles. Lembre-se do toque da sua mãe, das caronas ou dos passeios com seu pai.

Das brincadeiras com primos, irmãos ou amigos, quando vocês eram capazes de criar mundos inteiros a partir da imaginação. Lembre-se daquela pessoa amiga da família que esteve presente durante tantos anos, acompanhando sua trajetória quase como uma testemunha silenciosa, sempre pronta para fazer alguém rir.

Lembre-se também das suas conquistas e de todas as pessoas que sentiram orgulho de você.

Tudo isso são pequenos fragmentos de amor que, ao longo do tempo, foram se juntando e ajudaram a formar quem você é hoje. Nada do que vivemos desaparece completamente. As experiências, os afetos, os encontros e as pessoas que passaram pela nossa vida deixam marcas e ajudam a construir aquilo que somos.

A Rainha de Ouros nos lembra que estamos sempre em processo de florescimento.

As plantas perenes não precisam pensar em como crescer. Elas simplesmente crescem. Todos os anos, cumprem seu ciclo, encontram novamente a luz, absorvem a água e retornam à vida.

Da mesma maneira, existe dentro de nós uma força silenciosa que sabe se regenerar. Como a água fresca que atravessa a terra sedenta e devolve a ela a capacidade de florescer, também podemos encontrar os recursos necessários para renovar nossa energia e seguir adiante.

Por isso, a carta pede presença e dedicação. Se existe algo importante sendo construído neste momento, dê a isso sua atenção. Não divida sua energia entre mil possibilidades. Escolha aquilo que realmente importa e alimente esse projeto.

Você está criando, neste momento, as bases da sua vida material, do seu trabalho e da sua prosperidade. E isso merece ser levado a sério.

Crie raízes, mas não deixe de crescer.

Você já manifestou a oportunidade. Agora é hora de cuidar dela, oferecer-lhe o que precisa e criar as condições para que possa se desenvolver.

Talvez, neste momento, ela ainda pareça pequena: uma ideia, um projeto, uma possibilidade. Mas, quando é nutrida com dedicação, pode se transformar em uma grande árvore, forte, generosa e cheia de frutos. E são esses frutos que, no futuro, poderão alimentar e sustentar a sua vida.

É essa a sabedoria da Rainha de Ouros: compreender que prosperidade não nasce apenas do que conquistamos, mas também daquilo que sabemos cultivar.

Ela representa o equilíbrio entre cuidar de quem amamos e construir uma vida de estabilidade e abundância, sem abrir mão da nossa independência, da nossa autonomia e da segurança que desejamos para o futuro.

Nesta semana, procure encontrar o seu próprio ritmo entre a vida pessoal e o trabalho. Cuide de quem você ama, mas não se coloque em segundo plano. Afinal, cuidar dos outros não significa esquecer de si mesmo.

Lembre-se: “A melhor época para plantar uma árvore foi há 20 anos. A segunda melhor época é agora.” — Provérbio chinês

Uma ótima semana e muita luz!

Ana Cristina Paixão

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