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AGENDA CULTURAL

Amy Winehouse nos cinemas, artes cênicas e muita música

Mostra Boca de Cena entra na reta final com 29 apresentações gratuitas de hoje até domingo; nos cinemas, estreia a biografia de cantora britânica; e, na Orla Ferroviária, grupo de jazz celebra Dia Internacional dos Museus

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Depois de dezenas de espetáculos encenados desde segunda-feira, no Teatro Aracy Balabanian (TAB) e em outros locais na região central, a 15ª Mostra Boca de Cena – Semana do Teatro e do Circo de MS chega à reta final a partir de hoje, com nada menos que 29 apresentações gratuitas.

A maratona já começa às 08h30min de hoje, com dois espetáculos no mesmo horário: “Manual de Barro II – Concerto a Céu Aberto para Solos de Objeto”, da Arte Riso Companhia de Animação, no TAB, e “Bobolito – Um Espetáculo sobre a Bobagem e o Nada”, de Pietro Lara, na lona de circo Boca de Cena, armada ao lado do Memorial da Cultura (Avenida Fernando Corrêa da Costa, nº 559, Vila Carvalho).

Às 14h, no TAB, tem o teatro de bonecos da trupe Deslimites, que vai apresentar “Navegantes”, peça infantojuvenil de pegada ecológica e muito humor. Meia hora depois, na lona Boca de Cena, será a vez de “O Grandioso Mini Cirquim das Arábias”, do grupo Circo do Mato.

A partir das 17h, na Praça Ary Coelho, a Cia Apoema apresentará “Requebra Torto” (espetáculo circense). No TAB, às 19h30min, Gabriella Thais estará em cena com performance “A/Partir de Mim”, e, às 20h, o grupo Identidade Teatral vai fazer rir e pensar com “O Vil Metal”.

Na peça, dirigida por Fernando Lopes, três trabalhadores da limpeza pública precisam de dinheiro para resolver problemas pessoais. Fechando a sexta-feira, o Núcleo Cena Viva apresentará, na lona, às 21h, “A Vida nos Traz Presentes Inesperados”.

Amanhã, na Praça Ary Coelho, terá “Pipocket Pernalhaça” (Trupior, às 10h), “Ani-Animal Não Identificado” (Diogo Adriani, às 11h), “Estorvos, Se Essa Rua Fosse Nossa!” (Coletivo Clandestino, às 11h30min), “Des-Calço – Um Espetáculo sobre Avós” (Terra e Luto, às 17h), e “Dança-Teatro Filhos de Gaia” (Ariane Cordeiro, às 19h). No TAB, pocket show musical de Marcos Moura, às 19h30min, e o espetáculo teatral “Como Nascem as Estrelas”, com Laura Santoro, às 20h.

Um dos destaques da temporada 2023, “Como Nascem as Estrelas” é um tour de force de Laura, em que a atriz, também criadora da dramaturgia, alinhava com inspiração e esmero suas inquietações e delírios de artista iniciante, entrecruzando com a sua biografia a trajetória de Glauce Rocha, Clarice Lispector e, em um segundo plano, a de outras figuras femininas de força angular na arte brasileira, a exemplo de Aracy Balabanian, que dá nome à sala em que a peça será encenada.

Ainda no sábado, sob a lona de circo da mostra, a partir das 21h, o Cabaré Boca de Cena fará desfilar no picadeiro uma série de atrações: Intervenção Circo-Poética, Magia da Dança Aérea em Lira Americana, Peço a Bênção para Passar, Pintor do Absurdo, Malabares Ando, Teleomentário, Fogo que Toca, A Mulher do Futuro Fim do Mundo, Los Chicos-Latinos, Latentes e Calientes e Luz Acrobacias Aéreas.

No domingo, o último espetáculo a ser conferido na lona é “Era Uma Vez en La Fronteira Selvagem”, com o Orendive Teatro Intercultural, a partir das 17h. Mais duas sessões no TAB, também no domingo, encerram a programação deste ano da Mostra Boca de Cena: “Dom Casmurro”, com o Grupo Casa, a partir das 16h, e “O Experimento Tirésias”, de Rick Thibau, a partir das 20h.

SARAU DOS MUSEUS

O grupo de jazz El Trio (Adriel Santos na bateria, Gabriel Basso no contrabaixfo e Gabriel de Andrade na guitarra) será uma das atrações musicais do Sarau do Dia Internacional dos Museus, amanhã, das 16h às 22h, na Praça da Locomotiva – Orla Ferroviária (esquina da Avenida Mato Grosso com Avenida Calógeras), com acesso gratuito. Também se apresentarão a banda Santo de Casa e o Grupo Acaba.

O sarau contará, ainda, com estandes de arte, artesanato, literatura e gastronomia e intervenções artísticas com vários criadores apresentando performances ou fazendo obras ao vivo aos olhos do público, a exemplo do projeto Memórias do Trecho, pinturas de histórias vividas nos tempos em que a ferrovia ainda estava em operação, que será finalizado durante o sarau. O acesso é gratuito.

SARAU NOS TRILHOS

Em sua quarta edição, também amanhã, a partir das 18h, ocorrerá o Sarau nos Trilhos. A Associação do Desenvolvimento do Turismo da Estrada Parque Piraputanga (Atupark) levará à Estação Ferroviária do Distrito de Piraputanga, em Aquidauana, a Lizard Rock, banda de pop rock nacional e internacional que investe no flashback. Em seu repertório, de Legião Urbana e O Bando do Velho Jack até Bon Jovi e Steppenwolf.

A ideia é que “cada um traga a sua cadeira ou esteira, seu cooler ou sua garrafa de vinho, ou simplesmente um sorriso estampado no rosto para passar o tempo apreciando os arredores de um espaço absolutamente especial e histórico”. A sede da Atupark funciona no mesmo local.

Composta de empresários, comerciantes, turismólogos e agentes do trade do turismo, a entidade tem por objetivo organizar, promover, fomentar e incentivar o turismo no distrito de Piraputanga de forma harmoniosa com a natureza e a comunidade.

CINEMA

“Back to Black”, da diretora Sam Taylor-Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”) e com Marisa Abela no papel principal, é um dos destaques entre as estreias da semana nos cinemas.

O filme narra a carreira da britânica Amy Winehouse (1983-2011), cantora de soul e R&B de voz singular, conhecida por sucessos como “Rehab” e “Black to Black”, falecida aos 27 anos por intoxicação alcoólica.

Durante sua curta jornada profissional, ela produziu dois álbuns: “Frank” e “Back to Black”. O segundo lhe rendeu seis prêmios Grammy. Classificação indicativa: 16 anos.

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Saúde Correio B+

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

O cirurgião ginecológico explica quando a dor menstrual merece investigação e por que sintomas persistentes não devem ser normalizados

19/09/2026 16h30

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira?

Toda mulher sentir cólica é normal? Até onde essa afirmação é verdadeira? Foto: Divulgação

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A cólica menstrual faz parte da vida de muitas mulheres. Desde a adolescência é comum ouvir que sentir dor durante a menstruação é normal e que basta aprender a conviver com ela. A intensidade do sintoma e o impacto que ele provoca na rotina podem indicar quando é necessário investigar a causa.

Para o cirurgião ginecológico e pesquisador Dr. Igor Chiminacio a dor menstrual não deve ser analisada apenas pela presença ou ausência de cólica, mas também pela sua intensidade, frequência e pelos efeitos que provoca no cotidiano.

“Nem toda mulher que sente cólica tem endometriose, mas uma dor intensa e recorrente não deve ser simplesmente normalizada. Sentir dor não é normal”, afirma.

Um dos obstáculos para o diagnóstico da endometriose é justamente a naturalização desses sintomas. Chiminacio relata atender pacientes que convivem durante anos com dores antes de descobrir a causa. Em alguns casos, segundo ele, o intervalo entre o surgimento dos sintomas e o diagnóstico chega a oito ou dez anos.

A localização da dor também pode dificultar o reconhecimento da doença. Além da região pélvica, pacientes com endometriose podem apresentar sintomas em áreas como lombar, virilha e pernas. A relação dessas manifestações com o período menstrual pode ser uma informação importante durante a investigação.

“Antes de olhar uma imagem, eu quero entender o que a paciente sente, quando sente e onde dói. Os sintomas podem dar pistas importantes sobre a localização da doença”, explica o médico.

A investigação da endometriose não depende exclusivamente dos exames de imagem. Embora ultrassonografia e ressonância magnética possam ajudar a identificar e localizar a doença, a avaliação clínica também é considerada importante.

A história da paciente, a descrição dos sintomas e o exame físico podem contribuir para levantar hipóteses sobre a localização dos focos e direcionar a investigação. Por isso, um exame sem alterações não deve ser interpretado isoladamente. A avaliação médica precisa considerar o conjunto de informações apresentado pela paciente.

Uma forma diferente de explicar a anatomia da dor

Para explicar por que a endometriose pode provocar dores em diferentes regiões, Dr. Igor Chiminacio desenvolveu o que chama de “Teoria do Polvo”.

A comparação parte da anatomia da pelve feminina. Nela o útero é representado como a cabeça de um polvo, enquanto os tecidos que dão sustentação ao órgão, conhecidos como paramétrios, são comparados aos tentáculos.

A proposta é facilitar a compreensão de como a localização da endometriose pode estar relacionada aos diferentes sintomas apresentados pelas pacientes. Segundo o médico, o comprometimento dessas estruturas pode envolver regiões próximas aos nervos e ajudar a explicar por que a dor nem sempre fica restrita à região pélvica.

O conceito foi apresentado por Dr. Igor Chiminacio no Congresso Global da AAGL, realizado em 2025, em Vancouver, em trabalho publicado no Journal of Minimally Invasive Gynecology.

Quando a cólica merece investigação?

Não existe uma única característica capaz de determinar se uma cólica está dentro do esperado ou se está relacionada à endometriose. A intensidade da dor, sua recorrência e o impacto na rotina são alguns dos aspectos que devem ser considerados.

Quando a mulher deixa de trabalhar, estudar, praticar atividades físicas ou realizar atividades do dia a dia por causa da dor menstrual, o sintoma merece atenção.

A recomendação é procurar avaliação médica diante de dores intensas ou persistentes, especialmente quando elas se repetem ao longo dos ciclos menstruais ou aparecem acompanhadas de outros sintomas.

A principal mensagem, segundo Dr. Igor Chiminacio, é que sentir dor não deve ser automaticamente considerado parte obrigatória da experiência de menstruar. A investigação adequada pode ajudar a diferenciar uma cólica menstrual comum de sintomas que merecem uma avaliação mais aprofundada, incluindo a possibilidade de endometriose.

Mais do que descobrir se toda mulher sente cólica, a questão é entender quando a dor deixa de ser apenas um desconforto menstrual e passa a exigir investigação.

Em tempo: Dr. Igor Chiminacio lança o livro A Endometriose, Deus e as Redes Sociais, obra que reúne experiências de sua trajetória profissional e pessoal, reflexões sobre diagnóstico e tratamento da endometriose, além de discutir o impacto das redes sociais na forma como mulheres acessam informações sobre a doença. Toda a renda obtida com a venda do livro será integralmente destinada ao WHR – Women’s Health Research, para fomentar pesquisas científicas em saúde feminina.

Pet Correio B+

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Rotina cada vez mais indoor pode deixar renovação da pelagem diluída ao longo do ano; pólen e maior exposição solar exigem atenção na nova estação

19/09/2026 14h00

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera?

Hábitos da vida moderna afetam a troca de pelos dos pets na primavera? Foto: Divulgação

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Mais pelos espalhados pela casa costumam anunciar a chegada de uma nova estação para quem tem animais em casa. Isso porque, com a aproximação da primavera, o aumento da luz solar e da temperatura influenciam o ciclo dos folículos, resultando na renovação da pelagem. 

No entanto, as temperaturas cada vez mais irregulares, com oscilações menos previsíveis, além das mudanças da rotina moderna – em que os pets passam boa parte do dia sob luz artificial e ar-condicionado – fazem com que a troca de pelos não acompanhe, necessariamente, a transição das estações.

“Podemos observar ciclos de troca menos definidos e uma renovação da pelagem mais distribuída ao longo do ano, mesmo em animais de raças com troca de pelos naturalmente mais sazonais. Porém, não podemos afirmar que as mudanças climáticas, isoladamente, sejam responsáveis por determinada alteração de pelagem”, explica a médica-veterinária Nathália Starek, CEO da Vidaá Care.

Mesmo assim, a chegada da primavera não deixa de influenciar a pelagem. A forma como essa mudança aparece em cada animal depende de uma combinação de fatores, como raça, genética, tipo de pelo e ciclo folicular.

“Raças com pelagem dupla e subpelo abundante, por exemplo, tendem a apresentar uma troca sazonal mais evidente. Em outros tipos de pelagem, a renovação dos fios pode ocorrer de maneira menos concentrada”, completa Starek.

Nessas raças, como o spitz alemão, o subpelo e o pelo primário fazem parte do sistema natural de proteção da pele e são responsáveis pelo isolamento térmico. Por isso, a simples retirada dessa pelagem não deve ser encarada como solução para as altas temperaturas.

Mantê-la desembaraçada e retirar os fios mortos por meio de escovação são medidas que podem integrar a rotina durante o período de renovação intensa.

“A pelagem não é apenas estética. Ela funciona como uma barreira de proteção entre a pele do cão e o ambiente, participa da proteção física e térmica, e está em constante renovação. Primavera e verão modificam os estímulos ambientais, e os cuidados precisam acompanhar a fisiologia do animal. Também são essenciais a oferta de água, sombra, hidratação e proteção contra exposição excessiva ao calor”, avalia a CEO.

A retirada dos fios que já se desprenderam também merece atenção. A rotina de escovação feita em casa, com frequência e escova adequadas para cada raça, auxilia na retirada natural dos fios mortos. “Não é necessária a remoção mais intensa do subpelo para evitar o ‘abafamento’’ da pele ou simplesmente para diminuir a quantidade de pelos que o animal solta, pois a tração da remoção forçada pode retirar também fios saudáveis”, explica Nathália.

Brilho e tonalidade com o sol
Quando a troca sazonal acontece, a diferença percebida pelo tutor não se resume à quantidade de fios espalhados pela casa. A transição para os meses mais quentes provoca uma renovação fisiológica do ciclo folicular que pode alterar densidade, volume, textura e aparência do brilho da pelagem. 

Além disso, a radiação ultravioleta pode promover alterações oxidativas nas proteínas e nos pigmentos da haste, contribuindo para ressecamento, perda de brilho e até mudanças de tonalidade.

A atenção deve ser redobrada para animais de pelo branco ou claro. A menor presença de melanina no fio reduz a proteção pigmentar, tornando essas pelagens mais vulneráveis à combinação de sol, calor e ressecamento. “Não significa que os cães não possam tomar sol. A recomendação é evitar exposição excessiva, principalmente nos períodos de maior incidência de radiação”, aponta Starek.

Pólen de ‘carona’
Se dentro de casa as condições ambientais podem suavizar os sinais da mudança de estação, do lado de fora a primavera traz um elemento importante para a saúde da pele: o aumento da presença de pólen e outras partículas ambientais. A pelagem funciona como uma barreira para que essas partículas não entrem em contato com a pele, mas elas ainda podem ficar aderidas aos fios.

“Em cães predispostos a alergias ambientais, isso pode representar maior exposição aos alérgenos. É importante reforçar que isso não quer dizer que ele precise, necessariamente, ser tosado ou tomar mais banhos, pois a pele possui uma barreira natural e uma microbiota próprias, que também podem ser prejudicadas por procedimentos excessivos ou pelo uso inadequado de produtos”, afirma a especialista.

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