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Aquele Campeonato quer reinventar a mesa-redonda brasileira na Copa do Mundo

Com Tino Marcos, Marcelo Adnet e Valentina Bandeira, projeto do Porta dos Fundos aposta no humor para falar de muito mais do que futebol durante a Copa de 2026

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Existe algo curioso nas mesas-redondas esportivas brasileiras. Elas continuam ocupando um espaço importante na cobertura do futebol, mas muitas vezes parecem presas a uma fórmula que pouco mudou nas últimas décadas.

A imagem permanece familiar: comentaristas reunidos para discutir escalações, arbitragens, esquemas táticos e declarações de jogadores enquanto o público, cada vez mais acostumado à velocidade das redes sociais e à fragmentação da atenção, procura outros caminhos para participar da conversa.

Talvez por isso Aquele Campeonato, novo projeto do Porta dos Fundos para a Copa de 2026, seja uma das iniciativas mais interessantes surgidas até agora em torno do torneio.

À primeira vista, a premissa parece simples. Reunir Tino Marcos, Marcelo Adnet, Rafael Saraiva, Valentina Bandeira e Leandro Ramos para comentar os acontecimentos do Mundial em uma atração exibida às segundas, quartas e sextas-feiras, ao meio-dia, com transmissão pelo YouTube do Porta dos Fundos, Porta TV, Spotify e cortes distribuídos nas redes sociais.

Mas o que torna o projeto interessante não é o elenco nem a plataforma. É a limitação que deu origem a ele. Sem os direitos oficiais da competição, o grupo decidiu transformar a ausência de imagens, marcas e referências autorizadas em parte da própria linguagem do programa.

Segundo Daniel Nascimento, diretor de conteúdo do Porta dos Fundos, a equipe percebeu que nem mesmo poderia utilizar alguns dos termos associados ao torneio.

"Estamos comentando o maior evento do futebol mundial sem poder falar o nome do evento, sem mostrar a imagem e sem poder usar inclusive alguns termos oficiais da competição", explicou durante a coletiva de lançamento.

Foi dessa impossibilidade que nasceu Aquele Campeonato. O nome já funciona como piada, mas também como declaração de intenções. Em vez de fingir que as restrições não existem, o Porta resolveu colocá-las no centro da proposta.

A discussão ficou ainda mais interessante quando o assunto passou do futebol para a própria natureza do humor. Questionado sobre a ideia de transformar limitações jurídicas em ferramenta criativa, Marcelo Adnet defendeu que a escassez muitas vezes produz resultados mais interessantes do que a abundância.

"O humor é melhor com limitação", afirmou, lembrando que boa parte da comédia nasce justamente da necessidade de encontrar soluções inesperadas para problemas aparentemente insolúveis.

A observação ajuda a entender por que o projeto parece dialogar mais com a cultura digital do que com a televisão esportiva tradicional. Enquanto muitos programas ainda tentam reproduzir um modelo construído para outra época, Aquele Campeonato parte do princípio de que a Copa não é apenas um evento esportivo. É um fenômeno cultural, social e comportamental.

A própria composição do elenco aponta nessa direção. Valentina Bandeira lembrou durante a coletiva que passou os últimos anos acompanhando grandes eventos esportivos sem necessariamente olhar apenas para o jogo.

Seu interesse está nos assuntos paralelos, nas histórias humanas, nas conversas que surgem ao redor dos gramados. Rafael Saraiva seguiu a mesma linha ao afirmar que a atração pretende falar de torcidas, comportamentos, cultura e das pequenas narrativas que transformam uma competição esportiva em um acontecimento global.

Talvez ninguém tenha resumido melhor essa mudança de perspectiva do que o próprio Tino Marcos.

Depois de décadas participando de transmissões, reportagens e mesas-redondas, o jornalista admitiu que parte da cobertura esportiva tradicional perdeu o frescor.

"Do meu ponto de vista, a minha bolha ficou um pouco chata. O formato está um pouco cansado", afirmou.

A declaração chama atenção justamente porque vem de alguém que ajudou a construir a forma como os brasileiros consumiram futebol durante décadas. E talvez seja essa experiência que permita a Tino enxergar com clareza uma mudança que já está acontecendo.

O público continua interessado na Copa, mas nem sempre está interessado em ouvir as mesmas discussões repetidas infinitamente em diferentes canais.

O momento mais revelador da coletiva, porém, surgiu quando o assunto deixou os gramados e passou para quem cobre o evento.

Ao responder uma pergunta sobre a romantização da cobertura de Copas do Mundo, Tino desmontou uma fantasia bastante comum entre espectadores. Existe a ideia de que os jornalistas enviados ao torneio vivem uma experiência privilegiada, acompanhando os jogos de perto e mergulhando completamente na atmosfera da competição. A realidade, segundo ele, costuma ser bem diferente.

"O repórter não vê a Copa do Mundo", disse.

A explicação veio em seguida. Entre entradas ao vivo, gravações, coletivas, programas especiais e demandas para diferentes plataformas, sobra pouco tempo para acompanhar aquilo que está acontecendo em campo. Muitas vezes, quem cobre a Copa acaba assistindo menos ao torneio do que quem está em casa.

Talvez por isso o jornalista tenha demonstrado tanto entusiasmo com o novo projeto.

"Eu vou adorar dormir na minha casa, poder ver os jogos da Copa do Mundo e ainda estar do lado desses caras maravilhosos", brincou.

A frase pode soar apenas divertida, mas revela algo maior. Em 2026, talvez a grande inovação na cobertura esportiva não seja ter mais acesso, mais imagens ou mais informações. Talvez seja justamente aceitar que a Copa sempre foi maior do que tudo isso.

Ela é um evento esportivo, claro. Mas também é um ritual coletivo, uma conversa nacional, uma explosão de identidade, pertencimento, humor e memória. E talvez a grande sacada de Aquele Campeonato seja reconhecer que, às vezes, falar da Copa sem poder mostrar a Copa pode acabar revelando aspectos do torneio que a cobertura tradicional deixou de enxergar há muito tempo.

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Flávia Alessandra

"O Walcyr e a Claudia Souto escrevem personagens femininas muito potentes e muito humanas. Existe uma verdade ali".

26/07/2026 12h00

Entrevista exclusiva com a atriz Flávia Alessandra

Entrevista exclusiva com a atriz Flávia Alessandra Foto: Divulgação

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Flávia Alessandra é mais do que uma atriz renomada; ela personifica talento, carisma e popularidade. Com uma trajetória profissional que se estende por mais de três décadas, a artista estabeleceu um legado sólido na indústria do entretenimento e do empreendedorismo. Com um extenso currículo, a atriz brilhou em mais de 20 novelas, 17 programas e minisséries, além de ter participado em 13 longas-metragens, incorporando inúmeras personagens memoráveis.

Além de sua destacada atuação nas telas, Flávia empreende com sucesso em diversas frentes. É protagonista de campanhas publicitárias para marcas de renome, como Mundial, Jorge Bischoff e TikTok. Em 2019, junto a seu marido, o apresentador, ator e empresário Otaviano Costa, fundou a Agência Family, responsável pela gestão exclusiva de carreira, imagem e negócios do casal, com um time inovador nas áreas de planejamento, digital, comercial e produção.

A Family conta com uma equipe dividida por áreas e estrutura para execução, como Estúdios Family, que é um laboratório de criação de conteúdo para os artistas. A artista também é sócia da Royal Face, maior rede de estética facial e corporal do Brasil, e também integra a rede de salões Marcos Proença. Além de suas realizações no mundo dos negócios, Flávia atua como embaixadora da Brazil Foundation desde 2015 se envolvendo nos leilões, projetos sociais e eventos.

Em 2024, Flávia Alessandra assumiu o papel de apresentadora no reality show "Ilha da Tentação", uma produção da Prime Video, gravado no México, ao lado de seu marido, Otaviano Costa.

Ela também lançou "Lia & Léo", primeira série de dramaturgia dela com Otaviano para internet. No ano seguinte, Flávia também se tornou apresentadora do "Viva Bem", programa de saúde do UOL.

Destacando-se pela inovação, em 2025 Flávia apresenta ao lado da filha, Giulia Costa, o "Pé No Sofá Podcast", podcast que recebe diversos convidados para conversas honestas, sinceras e espontâneas. O programa já atingiu o topo dos podcasts de entretenimento mais escutados do Brasil. Atualmente, Flávia também se dedica à atuação vivendo Fábia em "Quem Ama Cuida", atual novela das 21h da Rede Globo.

Exercendo sua vertente como comunicadora, ela também percorre o país com a palestra "Sonhar Com Os Pés No Chão", uma conversa inspiradora que conecta histórias de vida e práticas reais, oferecendo insights valiosos para quem deseja tirar ideias do papel e construir um futuro sólido.

Flávia Alessandra é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre família, trabalhos e sua personagem no folhetim das 21h na TV Globo.

Entrevista exclusiva com a atriz Flávia AlessandraA atriz Flávia Alessandra é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Felipe Censi - Diagramação: Denis Felipe 
Por: Flávia Viana

CE - Há cinco anos você estampava a capa do Correio B+, em um momento de incertezas por causa da pandemia. De lá para cá, sua carreira tomou caminhos inesperados. Quando olha para trás, o que mais mudou na Flávia?
FA -
Acho que a maior mudança foi entender que a carreira pode ser muito mais ampla do que eu imaginava. A pandemia fez todo mundo desacelerar e repensar prioridades. Depois daquele período, me permiti experimentar novos formatos, novos desafios e descobrir outras versões de mim.

Me dediquei muito ao empreendedorismo, algo que por tempo mesmo nunca consegui por em prática. Continuo apaixonada pela atuação, sou e sempre serei atriz, mas hoje também me vejo como comunicadora, empresária e alguém que gosta de construir projetos do zero. Foi um tempo de muito aprendizado.

CE - Nesse intervalo você apresentou realities, investiu no podcast, fortaleceu seus negócios e voltou às novelas. Você sente que vive hoje a fase mais plural da sua carreira?
FA -
 Sem dúvida. Nunca gostei de me limitar. Sempre tive curiosidade de experimentar coisas diferentes e acho que o público também gosta de acompanhar essa evolução.

Cada projeto alimenta o outro. O podcast me tornou uma comunicadora melhor, o empreendedorismo ampliou meu olhar sobre gestão e criatividade, e tudo isso acaba enriquecendo meu trabalho como atriz.

CE - Depois de interpretar a inesquecível Sandra, em "Êta Mundo Melhor!", você volta ao horário das nove com uma personagem completamente diferente: a Fábia, de "Quem Ama Cuida". O que mais te encantou nela?
FA -
 A Fábia é divertida porque ela chega causando uma impressão muito específica, mas aos poucos vai revelando outras camadas. Ela é extravagante, vaidosa, engraçada, sensual, mas também é uma mulher cheia de camadas.

Eu adoro personagens que geram conversa entre o público. Ela provoca risadas, mas também desperta reflexão. Eu sou parada na rua com "amo os looks da Fábia" até "quem é ela? qual o passado dela?". É uma personagem que dá para se explorar muito.

CE - Sua parceria com Walcyr Carrasco já atravessa diferentes momentos da sua carreira. O que torna esse encontro artístico tão especial?
FA -
 O Walcyr e a Claudia Souto escrevem personagens femininas muito potentes e muito humanas. Existe uma verdade ali.

A própria Fábia, existem várias mulheres como ela. É muito prazeroso receber um texto deles porque você sabe que vai encontrar nuances, humor, emoção e grandes desafios como atriz.

Não é um papel plano onde todo dia você vai fazer a mesma coisa e o personagem não sai daquele lugar. Muito pelo contrário. É um personagem que vivo que tem muitas possibilidades.

CE - Além da atriz, o público conheceu uma Flávia apresentadora no "Ilha da Tentação" e no "Pé no Sofá Podcast". O que a comunicação despertou em você?
FA -
 Descobri que adoro ouvir histórias. Como atriz, estou acostumada a contar histórias por meio dos personagens. Como apresentadora e entrevistadora, passei a conhecer pessoas, ouvir experiências e trocar de uma maneira muito genuína. Isso ampliou muito minha visão de mundo.

Inclusive, no Pé No Sofá especificamente, eu não sou apenas apresentadora, eu sou a produtora. Foi um projeto que nós desenvolvemos e tiramos do papel, fazendo o função de diretora também.

CE - O empreendedorismo ganhou espaço na sua vida. O que mais te motiva nesse universo?
FA -
 Empreender é um exercício constante de criatividade. Gosto de participar das decisões, pensar estratégias e entender como uma ideia pode se transformar em algo que faça sentido para as pessoas. É desafiador, mas também muito estimulante. Acho que essa inquietação sempre fez parte de mim.

Entrevista exclusiva com a atriz Flávia AlessandraA atriz Flávia Alessandra é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Felipe Censi - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você costuma falar sobre bem-estar, autoestima e maturidade. A relação com o tempo mudou?
FA -
 Muito. A própria Fábia por exemplo. É uma mulher no auge da sua maturidade e a internet pira com as cenas mais sensuais dela e eu recebo umas mensagens que não querem ser sexualmente ativas assim ou que não sabiam que poderiam ser assim aos 50 anos. Eu fico chocada.

O mundo mudou minha gente. A maturidade não é o fim da vida, muito pelo contrário. É o momento que a mulher na maioria das vezes está mais segura de si, ou deveria pelo menos.

E uma mulher confiante trabalha, viaja, sai com as com as amigas, sai com o namorado, beija na boca e se diverte. Uma mulher confiante é dona de si para fazer o que quiser.

CE - Sua presença nas redes sociais também evoluiu bastante. Como é encontrar equilíbrio entre compartilhar sua vida e preservar sua intimidade?
FA -
 É um aprendizado diário. Gosto de dividir os bastidores do trabalho, momentos divertidos e algumas experiências pessoais, mas acredito que preservar determinados espaços é fundamental. Nem tudo precisa ser exposto. Acho importante manter uma parte da vida só para quem realmente faz parte dela.

CE - O público acompanha uma Flávia em constante transformação. Existe algum sonho profissional que ainda falta realizar?
FA - 
Sempre existem. Tenho muita vontade de produzir cada vez mais, desenvolver projetos desde a concepção e contar histórias que me emocionem. Também gosto da ideia de continuar transitando entre diferentes plataformas. Hoje não penso mais em carreira de forma linear. Acho bonito poder me reinventar.

CE - Se aquela Flávia que estampou a capa do B+ em 2021 encontrasse a Flávia de hoje, o que você diria para ela?
FA -
 Eu diria para confiar ainda mais no processo. Às vezes a gente faz muitos planos e a vida apresenta caminhos completamente diferentes e, muitas vezes, melhores. Acho que aprendi a ter menos medo das mudanças. Entendo que se reinventar não significa abandonar quem você é, mas descobrir novas possibilidades de continuar crescendo.

 

Astrologia Correio B+

A energia do Tarô da semana entre 31 de julho e 02 de agosto. Uma semana próspera.

Sob a regência do Dez de Ouros, a semana promete prosperidade, reconhecimento e a sensação de que esforços do passado começam a revelar seus resultados. A carta convida a olhar para as próprias conquistas com gratidão e a construir bases sólidas.

26/07/2026 12h00

A energia do Tarô da semana entre 31 de julho e 02 de agosto. Uma semana próspera.

A energia do Tarô da semana entre 31 de julho e 02 de agosto. Uma semana próspera. Foto: Divulgação

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Dez de Ouros: a verdadeira riqueza é aquilo que permanece

Nesta semana, o Tarô nos conduz pela energia do Dez de Ouros, uma carta que fala sobre abundância, realização e tudo aquilo que conseguimos construir ao longo do tempo.

Depois de uma longa jornada de aprendizados, desafios e escolhas, esse arcano surge como um convite para reconhecer as conquistas, valorizar as raízes e refletir sobre o legado que estamos criando.

O Dez de Ouros é uma das cartas mais associadas à prosperidade dentro do Tarô. Ele representa a recompensa por um caminho percorrido com dedicação, responsabilidade e perseverança.

Diferentemente de uma riqueza que chega de forma rápida ou inesperada, a abundância desse arcano nasce da construção paciente. É o resultado de sementes plantadas no passado que agora começam a revelar seus frutos.

Essa carta fala sobre a satisfação de olhar para a própria trajetória e perceber que cada esforço teve um propósito. Um projeto que amadureceu, uma carreira construída com experiência, uma relação fortalecida pelo tempo, uma vida organizada com mais segurança.

O Dez de Ouros simboliza aquele momento em que compreendemos que as maiores conquistas não acontecem de um dia para o outro: elas são edificadas com escolhas consistentes.

Mas o verdadeiro significado dessa carta vai muito além da prosperidade material. O Dez de Ouros fala sobre herança. E herança não é apenas aquilo que recebemos ou deixamos em forma de bens, dinheiro ou propriedades.

A maior herança que uma pessoa pode transmitir está nos valores que compartilha, nos ensinamentos que oferece e na maneira como escolhe viver.

Na imagem tradicional do arcano, vemos uma família reunida ao redor de um homem mais velho, símbolo de experiência e sabedoria. Ele representa alguém que construiu uma história e agora contempla aquilo que permanece depois de tantos anos de trabalho.

Sua maior riqueza não está apenas no patrimônio acumulado, mas nos vínculos criados e na continuidade de tudo aquilo que aprendeu. Ele não deixa apenas uma casa ou uma herança financeira para seus descendentes. Ele deixa uma história. Deixa exemplos. Deixa princípios. Deixa a sabedoria adquirida ao longo da caminhada.

O Dez de Ouros nos lembra que toda construção verdadeira precisa ter raízes. Assim como uma árvore forte depende de uma base profunda para crescer, uma vida próspera precisa estar apoiada em valores sólidos. Segurança financeira, sucesso profissional e conquistas materiais têm seu valor, mas ganham um significado muito maior quando estão conectados a um propósito.

Por isso, essa carta também traz uma reflexão importante: qual é o tipo de riqueza que estamos buscando? Porque existe uma diferença entre ter e ser.

Podemos acumular bens, reconhecimento e conquistas, mas, se esquecermos das relações que nos nutrem, da nossa saúde emocional e daquilo que dá sentido à nossa caminhada, a abundância perde sua essência.

No amor, o Dez de Ouros fala sobre aquilo que permanece. É a carta dos vínculos que criam raízes, dos encontros que ultrapassam o encanto inicial e encontram força na confiança, na parceria e no desejo de construir uma história compartilhada.

Por sua ligação com família, compromisso e continuidade, esse arcano é tradicionalmente associado ao casamento e às uniões duradouras. Para quem vive uma relação, pode indicar uma fase de consolidação dos sentimentos, planos para o futuro e a construção de uma base sólida a dois.

Para quem está aberto ao amor, revela a possibilidade de encontrar alguém com quem seja possível não apenas viver uma paixão, mas construir um caminho em conjunto, baseado em respeito, segurança e afinidade de valores.

No campo profissional, essa carta representa reconhecimento e consolidação. Ela fala de uma trajetória construída com experiência, dedicação e competência. É um excelente momento para perceber que todo conhecimento adquirido ao longo dos anos possui valor. Muitas vezes, aquilo que parecia apenas uma etapa da caminhada revela-se uma preparação para algo maior.

O Dez de Ouros também favorece projetos de longo prazo, empreendimentos sustentáveis e decisões profissionais pensadas não apenas para o presente, mas para o futuro. Ele lembra que o sucesso verdadeiro não acontece apenas por uma conquista isolada, mas pela capacidade de construir algo que resista ao tempo.

Na carreira, essa carta fala sobre reputação. Sobre o nome que construímos. Sobre aquilo que as pessoas associam à nossa presença e ao nosso trabalho. O maior patrimônio profissional não é apenas um cargo ou uma posição, mas a confiança que conquistamos ao longo da jornada.

No dinheiro, o Dez de Ouros é um dos arcanos mais favoráveis do Tarô. Ele representa segurança financeira, prosperidade e a sensação de que os recursos conquistados trazem tranquilidade. Pode indicar bons resultados vindos de investimentos, planejamento e escolhas feitas com inteligência.

.No Tarô, os números 10 representam momentos de conclusão, mas também de passagem. É quando percebemos que uma etapa foi cumprida e que estamos prontos para iniciar outra levando conosco tudo aquilo que aprendemos.

O Dez de Ouros chega nesta semana como um convite para olhar para a própria vida com gratidão. Para reconhecer as vitórias, honrar as raízes e lembrar que todo sucesso verdadeiro precisa estar conectado ao coração.

A pergunta que essa carta nos faz é: Quando olharem para a sua história no futuro, o que você gostaria que permanecesse?

Talvez seja uma conquista profissional. Talvez seja uma obra criada. Talvez seja uma família mais unida. Talvez seja simplesmente a lembrança de alguém que espalhou amor, generosidade e sabedoria por onde passou.

Porque, no fim, o maior legado não é aquilo que acumulamos. O Dez de Ouros nos ensina que a vida mais próspera é aquela em que conseguimos construir algo que continue iluminando caminhos, mesmo quando já não estivermos mais presentes para vê-lo crescer. O Dez de Ouros não pergunta apenas: “O que você conquistou?” Ele pergunta: “O que continuará existindo depois de você?”

Como um arcano do elemento Terra, ele fala sobre tudo aquilo que permanece: uma carreira construída ao longo dos anos, investimentos inteligentes, uma casa que representa segurança, relações duradouras e os frutos de escolhas feitas com responsabilidade.

O Dez de Ouros nos lembra que toda grande construção começa com pequenas escolhas repetidas ao longo do tempo. Uma árvore centenária um dia foi apenas uma semente. Da mesma forma, uma carreira sólida, uma família fortalecida ou uma vida equilibrada são resultados de raízes que foram cuidadas durante anos.

Essa carta chega como um sinal positivo de conclusão e realização. Ela mostra que você pode estar entrando em uma fase em que começa a reconhecer o valor de tudo aquilo que conquistou. Existe uma sensação de recompensa: a percepção de que o esforço valeu a pena.

O Dez de Ouros traz a mensagem de que a verdadeira abundância nasce quando conseguimos unir segurança e gratidão. É o momento de olhar para aquilo que existe e reconhecer: “Eu construí algo importante.”

Ele também fala sobre uma relação mais tranquila com o futuro. Quando essa carta aparece, existe uma sensação de proteção, como se a vida estivesse mostrando que você possui recursos internos e externos suficientes para seguir adiante. Não significa que todos os desafios desaparecem, mas que existe uma estrutura capaz de sustentar os próximos passos.

A imagem do arcano também nos conecta com família, ancestralidade e pertencimento. O Dez de Ouros lembra que fazemos parte de uma história muito maior do que a nossa própria existência. Carregamos sonhos, valores, aprendizados e até marcas daqueles que vieram antes de nós. Existe uma força especial em reconhecer nossas raízes.

O Dez de Ouros nos convida a olhar para o futuro com confiança e a lembrar que as maiores construções da vida exigem tempo. Nem tudo precisa acontecer imediatamente. Algumas das coisas mais valiosas são justamente aquelas que crescem devagar: uma relação de confiança, uma carreira respeitada, uma família fortalecida, uma vida vivida com propósito.

A maior herança que deixamos ao mundo é a marca invisível das nossas escolhas, dos nossos valores e do amor que conseguimos multiplicar ao longo da nossa passagem pela Terra. Porque, no final, nosso maior legado raramente será aquilo que acumulamos. Como escreveu o filósofo e escritor Ralph Waldo Emerson: "O propósito da vida não é simplesmente ser feliz. É ser útil, honrado e compassivo; é fazer alguma diferença pelo fato de você ter vivido e vivido bem."

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

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