Correio B

Capa da semana Correio B+

Entrevista exclusiva com a atriz Flávia Alessandra

"O Walcyr e a Claudia Souto escrevem personagens femininas muito potentes e muito humanas. Existe uma verdade ali".

Continue lendo...

Flávia Alessandra é mais do que uma atriz renomada; ela personifica talento, carisma e popularidade. Com uma trajetória profissional que se estende por mais de três décadas, a artista estabeleceu um legado sólido na indústria do entretenimento e do empreendedorismo. Com um extenso currículo, a atriz brilhou em mais de 20 novelas, 17 programas e minisséries, além de ter participado em 13 longas-metragens, incorporando inúmeras personagens memoráveis.

Além de sua destacada atuação nas telas, Flávia empreende com sucesso em diversas frentes. É protagonista de campanhas publicitárias para marcas de renome, como Mundial, Jorge Bischoff e TikTok. Em 2019, junto a seu marido, o apresentador, ator e empresário Otaviano Costa, fundou a Agência Family, responsável pela gestão exclusiva de carreira, imagem e negócios do casal, com um time inovador nas áreas de planejamento, digital, comercial e produção.

A Family conta com uma equipe dividida por áreas e estrutura para execução, como Estúdios Family, que é um laboratório de criação de conteúdo para os artistas. A artista também é sócia da Royal Face, maior rede de estética facial e corporal do Brasil, e também integra a rede de salões Marcos Proença. Além de suas realizações no mundo dos negócios, Flávia atua como embaixadora da Brazil Foundation desde 2015 se envolvendo nos leilões, projetos sociais e eventos.

Em 2024, Flávia Alessandra assumiu o papel de apresentadora no reality show "Ilha da Tentação", uma produção da Prime Video, gravado no México, ao lado de seu marido, Otaviano Costa.

Ela também lançou "Lia & Léo", primeira série de dramaturgia dela com Otaviano para internet. No ano seguinte, Flávia também se tornou apresentadora do "Viva Bem", programa de saúde do UOL.

Destacando-se pela inovação, em 2025 Flávia apresenta ao lado da filha, Giulia Costa, o "Pé No Sofá Podcast", podcast que recebe diversos convidados para conversas honestas, sinceras e espontâneas. O programa já atingiu o topo dos podcasts de entretenimento mais escutados do Brasil. Atualmente, Flávia também se dedica à atuação vivendo Fábia em "Quem Ama Cuida", atual novela das 21h da Rede Globo.

Exercendo sua vertente como comunicadora, ela também percorre o país com a palestra "Sonhar Com Os Pés No Chão", uma conversa inspiradora que conecta histórias de vida e práticas reais, oferecendo insights valiosos para quem deseja tirar ideias do papel e construir um futuro sólido.

Flávia Alessandra é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana, e em entrevista ao Caderno ela fala sobre família, trabalhos e sua personagem no folhetim das 21h na TV Globo.

A atriz Flávia Alessandra é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Felipe Censi - Diagramação: Denis Felipe 
Por: Flávia Viana

CE - Há cinco anos você estampava a capa do Correio B+, em um momento de incertezas por causa da pandemia. De lá para cá, sua carreira tomou caminhos inesperados. Quando olha para trás, o que mais mudou na Flávia?
FA -
Acho que a maior mudança foi entender que a carreira pode ser muito mais ampla do que eu imaginava. A pandemia fez todo mundo desacelerar e repensar prioridades. Depois daquele período, me permiti experimentar novos formatos, novos desafios e descobrir outras versões de mim.

Me dediquei muito ao empreendedorismo, algo que por tempo mesmo nunca consegui por em prática. Continuo apaixonada pela atuação, sou e sempre serei atriz, mas hoje também me vejo como comunicadora, empresária e alguém que gosta de construir projetos do zero. Foi um tempo de muito aprendizado.

CE - Nesse intervalo você apresentou realities, investiu no podcast, fortaleceu seus negócios e voltou às novelas. Você sente que vive hoje a fase mais plural da sua carreira?
FA -
 Sem dúvida. Nunca gostei de me limitar. Sempre tive curiosidade de experimentar coisas diferentes e acho que o público também gosta de acompanhar essa evolução.

Cada projeto alimenta o outro. O podcast me tornou uma comunicadora melhor, o empreendedorismo ampliou meu olhar sobre gestão e criatividade, e tudo isso acaba enriquecendo meu trabalho como atriz.

CE - Depois de interpretar a inesquecível Sandra, em "Êta Mundo Melhor!", você volta ao horário das nove com uma personagem completamente diferente: a Fábia, de "Quem Ama Cuida". O que mais te encantou nela?
FA -
 A Fábia é divertida porque ela chega causando uma impressão muito específica, mas aos poucos vai revelando outras camadas. Ela é extravagante, vaidosa, engraçada, sensual, mas também é uma mulher cheia de camadas.

Eu adoro personagens que geram conversa entre o público. Ela provoca risadas, mas também desperta reflexão. Eu sou parada na rua com "amo os looks da Fábia" até "quem é ela? qual o passado dela?". É uma personagem que dá para se explorar muito.

CE - Sua parceria com Walcyr Carrasco já atravessa diferentes momentos da sua carreira. O que torna esse encontro artístico tão especial?
FA -
 O Walcyr e a Claudia Souto escrevem personagens femininas muito potentes e muito humanas. Existe uma verdade ali.

A própria Fábia, existem várias mulheres como ela. É muito prazeroso receber um texto deles porque você sabe que vai encontrar nuances, humor, emoção e grandes desafios como atriz.

Não é um papel plano onde todo dia você vai fazer a mesma coisa e o personagem não sai daquele lugar. Muito pelo contrário. É um personagem que vivo que tem muitas possibilidades.

CE - Além da atriz, o público conheceu uma Flávia apresentadora no "Ilha da Tentação" e no "Pé no Sofá Podcast". O que a comunicação despertou em você?
FA -
 Descobri que adoro ouvir histórias. Como atriz, estou acostumada a contar histórias por meio dos personagens. Como apresentadora e entrevistadora, passei a conhecer pessoas, ouvir experiências e trocar de uma maneira muito genuína. Isso ampliou muito minha visão de mundo.

Inclusive, no Pé No Sofá especificamente, eu não sou apenas apresentadora, eu sou a produtora. Foi um projeto que nós desenvolvemos e tiramos do papel, fazendo o função de diretora também.

CE - O empreendedorismo ganhou espaço na sua vida. O que mais te motiva nesse universo?
FA -
 Empreender é um exercício constante de criatividade. Gosto de participar das decisões, pensar estratégias e entender como uma ideia pode se transformar em algo que faça sentido para as pessoas. É desafiador, mas também muito estimulante. Acho que essa inquietação sempre fez parte de mim.

A atriz Flávia Alessandra é a Capa exclusiva do Correio B+ desta semana - Foto: Felipe Censi - Diagramação: Denis Felipe - Por: Flávia Viana

CE - Você costuma falar sobre bem-estar, autoestima e maturidade. A relação com o tempo mudou?
FA -
 Muito. A própria Fábia por exemplo. É uma mulher no auge da sua maturidade e a internet pira com as cenas mais sensuais dela e eu recebo umas mensagens que não querem ser sexualmente ativas assim ou que não sabiam que poderiam ser assim aos 50 anos. Eu fico chocada.

O mundo mudou minha gente. A maturidade não é o fim da vida, muito pelo contrário. É o momento que a mulher na maioria das vezes está mais segura de si, ou deveria pelo menos.

E uma mulher confiante trabalha, viaja, sai com as com as amigas, sai com o namorado, beija na boca e se diverte. Uma mulher confiante é dona de si para fazer o que quiser.

CE - Sua presença nas redes sociais também evoluiu bastante. Como é encontrar equilíbrio entre compartilhar sua vida e preservar sua intimidade?
FA -
 É um aprendizado diário. Gosto de dividir os bastidores do trabalho, momentos divertidos e algumas experiências pessoais, mas acredito que preservar determinados espaços é fundamental. Nem tudo precisa ser exposto. Acho importante manter uma parte da vida só para quem realmente faz parte dela.

CE - O público acompanha uma Flávia em constante transformação. Existe algum sonho profissional que ainda falta realizar?
FA - 
Sempre existem. Tenho muita vontade de produzir cada vez mais, desenvolver projetos desde a concepção e contar histórias que me emocionem. Também gosto da ideia de continuar transitando entre diferentes plataformas. Hoje não penso mais em carreira de forma linear. Acho bonito poder me reinventar.

CE - Se aquela Flávia que estampou a capa do B+ em 2021 encontrasse a Flávia de hoje, o que você diria para ela?
FA -
 Eu diria para confiar ainda mais no processo. Às vezes a gente faz muitos planos e a vida apresenta caminhos completamente diferentes e, muitas vezes, melhores. Acho que aprendi a ter menos medo das mudanças. Entendo que se reinventar não significa abandonar quem você é, mas descobrir novas possibilidades de continuar crescendo.

 

cinema

Seis filmes seguem na disputa para representar o Brasil no Oscar

Decisão sobre o título deverá ser tomada em 16 de setembro

09/09/2026 22h00

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027

sSeis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027 Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta quarta-feira (9) os seis filmes brasileiros que continuam em disputa pela vaga de representante do Brasil no Oscar 2027.  A decisão sobre o longa que vai tentar uma vaga na categoria de melhor filme internacional será tomada em 16 de setembro.

Os títulos que continuam em disputa são:

  • 100 Dias, de Carlos Saldanha;
  • A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai;
  • A Natureza das Coisas Invisíveis, de Rafaela Camelo;
  • Feito Pipa, de Allan Deberton;
  • Nosso Segredo, de Grace Passô;
  • Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins.

A lista dos finalistas saiu de uma pré-lista de 15 filmes,  divulgada pela Academia Brasileira de Cinema no mês de agosto.

Oscar

Ter sido escolhido como o representante brasileiro ao Oscar não significa que o filme já terá garantida uma indicação ao prêmio. Cada país indica um filme como representante para a disputa. O Oscar analisa essas indicações e faz uma seleção dos filmes que, de fato, vão concorrer ao principal prêmio do cinema mundial.

A cerimônia que premiará os melhores filmes do Oscar está marcada para 14 de março de 2027.

Em 2025, o Brasil conquistou o primeiro Oscar com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de melhor filme internacional. Neste ano, o Brasil voltou a ser indicado com o filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, que acabou perdendo o prêmio para o norueguês Valor Sentimental.

 

Preservação da fauna

Projeto monitora bugios e macacos-prego no corredor do Rio Sucuriú

Nove grupos de primatas já foram identificados na região; entre eles, a família formada por Baru, Pequi e o filhote Bacuri, acompanhada ao longo das campanhas de campo

09/09/2026 08h30

Mãe e filhote bugio-preto

Mãe e filhote bugio-preto Foto: Divulgação

Continue Lendo...

No alto das árvores que formam o corredor do Rio Sucuriú, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, famílias de bugios e macacos-prego vêm sendo acompanhadas de perto por pesquisadores do projeto Sucuriú, da Arauco.

O trabalho busca entender como esses animais vivem, se deslocam e utilizam a paisagem, reunindo informações que podem contribuir para a conservação das espécies e para a manutenção da conectividade entre áreas de vegetação.

Ao todo, nove grupos de primatas já foram identificados na área monitorada pelo projeto Sucuriú. O acompanhamento é direcionado principalmente ao bugio-preto (Alouatta caraya) e ao macaco-prego-do-papo-amarelo (Sapajus cay), espécies classificadas como Vulneráveis (VU) no Brasil, categoria que indica alto risco de extinção na natureza.

“Esse é um trabalho construído ao longo do tempo. Não se trata apenas de saber se determinada espécie está presente, mas de reunir informações sobre os grupos, seus deslocamentos e as áreas que utilizam. A combinação das metodologias permite ampliar esse conhecimento e criar uma base cada vez mais consistente para as ações de conservação”, afirma Gonzalo Flores, Especialista de Biodiversidade da Arauco.

Entre os grupos que passaram a ser reconhecidos pelas equipes está uma família de bugios formada por Baru (pai), Pequi (mãe) e Bacuri (filho).

O filhote nasceu durante o período de monitoramento e recebeu o nome após uma votação que reuniu mais de 270 participantes, entre trabalhadores da obra e integrantes da comunidade externa.

Desde então, a família continua sendo reencontrada durante as campanhas. Nos registros mais recentes, Bacuri apareceu interagindo com os pais, enquanto outros filhotes do grupo foram observados em momentos de brincadeira.

As imagens ajudam os pesquisadores a acompanhar o desenvolvimento dos animais e compreender melhor a dinâmica das famílias ao longo do tempo.

“A possibilidade de reencontrar os mesmos grupos ao longo das campanhas é muito importante porque permite acompanhar essas famílias no tempo. No caso de Baru, Pequi e Bacuri, seguimos registrando o grupo e reunindo informações que ajudam a compreender sua composição, o uso da paisagem e seus deslocamentos pelo corredor do Rio Sucuriú”, explica Carolina Garcia, bióloga e responsável técnica da Sauá Consultoria Ambiental.

HABITANTES DA MATA

A vida dos bugios e macacos-prego está diretamente ligada à continuidade da vegetação. Como vivem e se deslocam predominantemente pelas árvores, essas espécies dependem da conexão entre as copas para alcançar alimento, abrigo e outras áreas utilizadas pelos grupos.

Mãe e filhote bugio-pretoPai bugio-preto - Foto: Divulgação

Por isso, saber onde os animais estão e como circulam pelo território é uma informação importante para compreender a conectividade dos ambientes ao longo do corredor do Rio Sucuriú.

Além de sua importância como parte da fauna local, os primatas exercem funções fundamentais nos ecossistemas. Ao consumirem frutos e se deslocarem entre diferentes áreas, transportam e dispersam sementes, contribuindo para a regeneração da vegetação e para a diversidade das florestas.

A dependência que possuem de ambientes florestais também faz com que sejam considerados bioindicadores, já que a presença e a dinâmica desses animais podem ajudar a revelar as condições de conservação e conectividade das áreas onde vivem.

TECNOLOGIA ALIADA

Para acompanhar os animais, as equipes combinam diferentes métodos. O trabalho inclui observação direta em campo, armadilhas fotográficas – as chamadas câmeras-trap – e drones equipados com sensores termais.

Cada ferramenta oferece uma possibilidade diferente de observação. Enquanto o acompanhamento em solo permite registrar mais detalhes sobre o comportamento e a composição dos grupos, os drones ajudam a localizar animais em regiões onde a vegetação fechada dificulta a visualização.

Os números mostram a diferença no alcance das metodologias. Em aproximadamente 25 horas de busca ativa em campo, dois grupos foram identificados. Já em cerca de 24 horas de voo, os drones localizaram sete dos nove grupos conhecidos na área monitorada: seis de bugios e um de macacos-prego.

A tecnologia, no entanto, não substitui o trabalho realizado diretamente na mata. A combinação dos métodos permite ampliar a capacidade de localizar e reencontrar os animais durante as campanhas.

Nas próximas etapas, também está previsto o uso de GPS – telemetria em macacos-prego, recurso que poderá fornecer novas informações sobre os deslocamentos da espécie.

O trabalho técnico é desenvolvido pela Sauá Consultoria Ambiental, parceira do projeto Sucuriú e integrante do Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado, Pantanal e Amazônia (PAN CERPAM), coordenado pelo ICMBio.

FAUNA DIVERSA

Embora os primatas sejam um dos principais focos do acompanhamento, o monitoramento também vem revelando a diversidade de outros animais presentes na região.

As câmeras instaladas no território já registraram espécies como tatu-canastra, anta, lobo-guará, tamanduá-bandeira e jaguatirica. Um grupo de queixadas com mais de 10 indivíduos também foi identificado.

A construção dessa base de informações permite acompanhar a fauna antes, durante e depois das intervenções previstas na região. Parte dos dados será utilizada para avaliar medidas de mitigação relacionadas às obras de captação de água e do emissário de efluentes tratados.

As intervenções exigirão alterações em trechos de vegetação próximos ao rio e podem criar descontinuidades no dossel – a camada formada pelas copas das árvores –, afetando especialmente espécies arborícolas.

Para reduzir esse impacto, estão previstas duas passagens superiores de fauna, estruturas suspensas com aproximadamente 180 metros de vão livre. A expectativa é de que elas ajudem a restabelecer a conexão entre os trechos de vegetação.

O monitoramento atual permitirá entender como os primatas utilizam a paisagem antes da implantação das estruturas, prevista para o primeiro semestre de 2027. Depois, as campanhas continuarão para verificar se os animais passam a utilizar as travessias e se elas cumprem a função de reconectar os ambientes.

Ao todo, estão previstas 20 campanhas de monitoramento ao longo de cinco anos, com quatro etapas realizadas anualmente.

RECONHECIMENTO

O uso de drones termais para localizar primatas em áreas de vegetação fechada também rendeu reconhecimento ao trabalho realizado no corredor do Rio Sucuriú. A iniciativa conquistou o Prêmio Destaques do Setor ABTCP 2026, na categoria Recursos Naturais e Bioeconomia.

Entre os pontos destacados estão o caráter não invasivo do monitoramento, o desenvolvimento de parâmetros específicos para detectar primatas e a combinação de diferentes metodologias para acompanhar os grupos e avaliar a conectividade da paisagem.

A entrega do prêmio está marcada para o dia 6 de outubro.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).